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terça-feira, 23 de julho de 2019

Botafogo x Atlético-MG: Barroca faz testes e cogita mudanças, mas não confirma escalação


Única alteração confirmada foi a entrada de Marcelo Benevenuto no lugar de Gabriel, que está emprestado pelo Galo e não pode jogar




O Botafogo volta a campo nesta quarta-feira para tentar encerrar o jejum de três jogos sem vencer e marcar gols. E o time pode ter mudanças contra o Atlético-MG. No treino fechado desta terça, o técnico Eduardo Barroca fez alguns testes. Mas preferiu adotar a táctica do mistério: ele confirmou apenas a entrada de Marcelo Benevenuto no lugar de Gabriel, emprestado pelo Galo.

O site da Dazn transmite ao vivo e o GloboEsporte.com acompanha em Tempo Real o jogo pelas quartas de final da Sul-Americana. A bola rola nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Nilton Santos.



Barroca fez testes nesta terça e pode mudar a escalação do Botafogo contra o Galo — Foto: Vítor Silva/Botafogo


- Vai jogar o Marcelo no lugar do Gabriel. Sobre as possíveis mudanças no time, me reservo o direito de não falar. Fiz treino, testei opções, mas ainda vou maturar minha opção final para que amanhã possamos fazer a melhor escolha.


''Não tenho hábito de fechar o treino, mas hoje era importante estar sozinho para fazer os testes e poder conversar no tom que fosse necessário. Testei algumas situações e tenho certeza que o torcedor vai ver amanhã uma equipe com a postura de buscar classificação''.


Durante o jejum que já dura mais de 270 minutos, o Botafogo acertou apenas cinco finalizações no gol em três jogos. Insatisfeito com a situação, Barroca trabalhou situações e disse que seu maior desafio no momento é conseguir fazer ajustes coletivos para que os jogadores de definição fiquem o mais perto possível do gol.


- Os ajustes coletivos que tenho tentado fazer vão muito em cima disso. Ter eles em condição de definirem as partidas. Diego, Pimpão, Erik, Luiz, João Paulo, Cícero... Tem acontecido muitas vezes de ficar com a bola, mas estando tendo muitas finalizações bloqueadas. Falta clareza para concluir. Em cima disso que tenho cobrado os jogadores. Tenho certeza que amanhã vamos poder colocar isso em prática - frisou.


Confira outras respostas de Barroca:
Problema na criação

- Falei na coletiva pós-jogo que precisava fazer as cobranças de maneira correta para não errar na mão. Se eu fizer comparativo das chances criadas contra Cruzeiro e Santos, tivemos uma evolução que não foi suficiente. Preciso continuar trabalhando, dando estímulos, cobrando, criando movimentos coletivos para que a gente finalize cada vez mais com clareza. E tudo que aumente a nossa chance de fazer gols. Sou o mais insatisfeito com isso. A situação não é adequada para o nível de jogadores que a gente tem.


Atlético-MG
- A classificação do Atlético-MG no Brasileiro diz muita coisa. Saiu da Copa do Brasil, mas se mantém em situação muito boa. Tem poderio ofensivo bem alto, investe forte e vem jogando bem. Quase reverteu a situação contra o Cruzeiro. Espero um jogo difícil, mas estou confiante de que possamos fazer um bom jogo em casa para abrir vantagem nos primeiros 90 minutos.


Derrota para o Santos

- Não é que a gente não marcou em cima contra o Santos, não marcamos no tempo certo. Sobre marcar alto, também entendo que não tem muito a ver com desproteger. Se marca alto e compacto, cria desconforto para o adversário. Vamos manter o que estamos tentando fazer sempre. Jogar para ganhar, agredir o adversário, praticar futebol com predominância técnica. O jogo de 180 minutos vale no final mesmo. Precisamos jogar uma partida boa, contra um adversário difícil. Para classificar, temos que jogar melhor que o Atlético.


Bom retrospecto contra o Galo no mata-mata
- O que dá confiança na minha opinião é trabalhar bem, fazer no jogo o que treinamos e do jogo tirar os dados para seguir trabalhando. Jogo eliminatório, de muita história, mas é uma partida que temos que jogar melhor que o Atlético-MG para passar.


Fonte: GE/Por Edgard Maciel de Sá — Rio de Janeiro

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Após fim do silêncio, Carli reafirma confiança na diretoria e diz que elenco não cogitou greve


Capitão diz que salário de junho segue atrasado, mas que protesto sem entrevistas visou não afetar a parte técnica com possível paralisação dos treinos



Joel Carli, zagueiro do Botafogo — Foto: Edgard Maciel de Sá



Foram quase três semanas de silêncio. Após o pagamento de parte dos salários atrasados, o elenco do Botafogo voltou a falar com a imprensa no último domingo: Erik deu entrevista antes do jogo e João Paulo falou na zona mista após a derrota para o Santos. Nesta segunda-feira, foi a vez do capitão Joel Carli falar em nome do elenco.


Na sala de imprensa do Estádio Nilton Santos, o zagueiro argentino abriu a entrevista fazendo um breve pronunciamento e agradeceu a imprensa pelo respeito à decisão do grupo. Carli garantiu ainda que o grupo não cogitou fazer greve e deixar de treinar, como aconteceu recentemente por duas vezes no Fluminense, por exemplo.


- Nossa decisão principal foi não prejudicar nosso trabalho e ele passa pelo que fazemos em campo. Barroca e Anderson (preparador físico) falaram sobre não afetar a parte técnica. Por isso estamos longe de pensar em não treinar (greve).


- Ainda faltam os salários de junho. Mas estamos acostumados a isso. A diretoria sempre tem nosso voto de confiança. Mas também tínhamos que mostrar nossa insatisfação. Por isso optamos pelo silêncio - resumiu.


Além das dificuldades financeiras, o Botafogo também vive em um mau momento dentro de campo. Nos três últimos jogos no Campeonato Brasileiro, a produção ofensiva foi muito ruim. Já são três partidas sem vencer e sequer balançar as redes adversárias.


Nesta quarta-feira, o Alvinegro volta a campo para disputar uma de suas prioridades na temporada 2019: a Copa Sul-Americana. E Carli sabe que é preciso mudar a chave rapidamente para enfrentar o Atlético-MG pelas oitavas de final da competição.


- Sabemos que é outra competição. Em casa temos que ganhar. Ficamos chateados pelos últimos resultados no Brasileirão. Agora, temos que ganhar em casa de qualquer jeito - comentou Carli.


Fonte: GE/Por Bernardo Serrado e Edgard Maciel de Sá — Rio de Janeiro

Análise: sem marcar há três jogos, Botafogo oscila na busca por equilíbrio entre posse e criação


Inoperante contra o Santos, Alvinegro repete erros e não consegue aproveitar homem a mais em nova derrota no Nilton Santos. Nos últimos três jogos, apenas cinco finalizações no gol




Quanto mais tempo você tiver a posse de bola, menos será ameaçado por seu rival. A afirmação é correta, mas não significa que ter a bola torna sua equipe automaticamente perigosa. É preciso saber o que fazer com ela. E, pelo menos nos últimos três jogos, o Botafogo não soube. Em um time que parece mais ter a posse para se defender do que propriamente atacar, a deficiência na criação vem tirando o sono do técnico Eduardo Barroca.



Assim como o Botafogo, Erik vive momento de irregularidade: atacante teve atuação apagada contra o Santos — Foto: André Durão / GloboEsporte.com


Nas três últimas partidas (Grêmio, Cruzeiro e Santos), o Botafogo somou apenas cinco finalizações no gol dos adversários. O número de chances reais somando os mesmos confrontos é parecido: quatro. Quanto menos chutes, menos possibilidade de vencer o jogo. E isso fica claro no retrospecto alvinegro nos jogos analisados: duas derrotas, um empate e nenhum gol marcado.


Finalizações no gol (Fonte: Sofascore.com)

0 x 1 Vs Grêmio - 3 chutes no gol (7 no total)

0 x 0 Vs Cruzeiro - 1 (7)

0 x 1 Vs Santos - 1 (9)


Depois de um bom início no Campeonato Brasileiro, quando soube ser eficiente e somar pontos mesmo em jogos nos quais o adversário foi melhor, o Botafogo enfrenta sua primeira oscilação na competição. No apito final da derrota para o Santos, a torcida alvinegra presente ao Niltão vaiou a inoperância da equipe em campo. Um momento de insatisfação que Barroca pretende analisar com calma para evitar cobranças equivocadas.


- O torcedor vaiou porque esperava uma vitória. Preciso ter clareza no que estabeleci de metas para não errar a mão na hora de cobrar. Antes da Copa América, começamos perdendo para o São Paulo e vencendo o Fortaleza. Agora empatamos e perdemos.


''Não quero cobrar equivocadamente. Temos dez jogos nesse segundo ciclo para conseguir uma pontuação adequada e tenho duas fases de Sul-Americana nesse meio. Temos muito a crescer, a responsabilidade é minha e temos trabalhado duro''.


- Tenho que entender primeiro porque não vencemos o jogo. Vou rever sem emoção, sentar com os jogadores para cobrar o que eu entender que não andou bem. O torcedor não precisa ter dúvida de que se a gente precisar tomar atitudes, vamos tomá-las. Seja de forma de jogar, de cobrança, de escolhas - garantiu Barroca.


Nos últimos dias, a diretoria amenizou os problemas extracampo com o pagamento de parte dos salários atrasados. Em campo, porém, o Botafogo repetiu velhos erros contra o Santos. Quando teve a bola, encontrou muita dificuldade para chegar ao gol adversário. A única finalização certa no gol de Éverson saiu de um chute de fora da área de Alex Santana ainda no primeiro tempo.


Chances reais de gol (Fonte: TV Globo)

Vs Grêmio - 1

Vs Cruzeiro - 2

Vs Santos - 1


Nem mesmo quando o cenário da partida ficou favorável, após a expulsão de Lucas Veríssimo no início do segundo tempo, o Botafogo soube tirar proveito. Pelo contrário: mesmo com um a mais, não conseguiu controlar o jogo. A substituição de Alex Santana aos 12 minutos do segundo tempo também atrapalhou. Barroca colocou Victor Rangel para tentar aproveitar o homem a mais, só que tirou o único jogador que tentava algo diferente no meio-campo.


Foram pouco mais de 20 minutos em vantagem numérica, período em que o Botafogo não finalizou uma vez sequer a gol. Para piorar, permitiu um contra-ataque de 3 contra 1 que resultou na expulsão de Gilson - injusta, uma vez que Marinho escorregou no lance - e deu nova vida ao Santos. Quatro minutos depois saiu o gol que definiu o placar.



Edgard Maciel de Sá ✔@edmacieldesa



Alguns detalhes da derrota do Botafogo para o Santos:


- O time não conseguiu sequer finalizar a gol nos 20 e poucos minutos que teve um homem a mais em campo.

- Não entendi a substituição do Alex Santana, um dos poucos que fazia algo diferente no meio.#gebota



Edgard Maciel de Sá ✔@edmacieldesa

- Atuacao completamente apagada do trio de ataque LF, Erik e Diego Souza.

- Um lance chave do jogo (a expulsão de Gilson) sai de um contra-ataque 3 x 1 quando o Botafogo tinha a vantagem numérica. Erro infantil.#gebota


- Temos tido dificuldade na transição do meio para a frente com o controle do jogo. Tanto que a gente teve 9 escanteios, teve muita finalização bloqueada porque estamos com dificuldade de encontrar clareza. O jogo terminou 50 x 50 na posse de bola.


''A responsabilidade é minha como treinador para encontrar soluções para isso. Preciso encontrar a forma de fazer com que a gente crie mais chances, que a gente chute mais, que a gente cruze melhor, que a gente aproveite melhor as bolas paradas, que faz diferença no campeonato''.


- Não sou homem de transferir responsabilidade. É minha. Preciso encontrar a forma em treinamento, substituições, em escolha, para melhorar isso - garantiu o treinador.


Em busca de rápida evolução, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira para mais um difícil compromisso: enfrentar o Atlético-MG pelas oitavas de final da Sul-Americana. A bola rola às 21h30 no Nilton Santos.


Fonte: GE/Por Edgard Maciel de Sá — Rio de Janeir