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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Pouco tempo para treinar, baixo aproveitamento e mudanças: o primeiro mês de Valentim no Botafogo


Apresentado no dia 14 de outubro, treinador tem apenas a segunda semana livre para treinar. Aproveitamento de apenas 29% aproximou o Alvinegro da zona do rebaixamento


Apresentado no último dia 14 de outubro, o técnico Valentim completa um mês no comando do Botafogo nesta quinta-feira. E foram 30 dias intensos, com sete jogos, muitas mudanças na equipe, baixo aproveitamento e aproximação da zona do rebaixamento. Apesar do pouco tempo para treinar o sucessor de Eduardo Barroca mudou o jeito da equipe jogar, apostando na verticalização das jogadas. Mas o torcedor alvinegro sabe que ele ainda precisar melhorar o desempenho da equipe para o clube ter um fim de ano tranquilo.



- Com o Valentim temos menos posse, mas sendo mais agressivos, criando chances, o que não vinha acontecendo. Essa responsabilidade é muito nossa, sabemos o que passa ali dentro, Valentim pede muito a verticalização das jogadas - analisou o zagueiro Gabriel.



Valentim assumiu o Botafogo há exatamente um mês — Foto: André Durão


Confira abaixo os principais detalhes do primeiro mês de Valentim em sua segunda passagem pelo comando técnico do Botafogo:


Baixo aproveitamento


Eduardo Barroca foi demitido em função de quatro derrotas seguidas. Mas a chegada de Valentim não mudou muito o cenário: nos sete jogos sobe o comando do atual treinador, o Botafogo acumulou cinco derrotas (quatro delas seguidas) e apenas duas vitórias, com aproveitamento de 29%. Os resultados recentes aproximaram o Alvinegro da zona do rebaixamento. A equipe chegou a terminar a 31ª rodada no Z-4, mas saiu após a vitória sobre o Avaí.


Vasco 2 x 1 Botafogo
Botafogo 2 x 1 CSA
Grêmio 3 x 0 Botafogo
Botafogo 0 x 2 Cruzeiro
Santos 4 x 1 Botafogo
Botafogo 0 x 1 Flamengo
Botafogo 2 x 0 Avaí


Pouco tempo para treinar

Desde que assumiu o Botafogo, o técnico Alberto Valentim teve pouco tempo para treinar a equipe. A semana atual é apenas a segunda livre que o treinador tem à disposição. As mudanças foram mais na base da conversa, segundo o zagueiro Gabriel. Foram sete partidas nos últimos 30 dias, em média uma a cada quatro dias.


- Em um mês de trabalho não dá para mudar muita coisa. Não tivemos tempo para treinar. Tivemos muitos jogos em sequência acabamos treinando pouco. Às vezes não dá tempo de colocar a filosofia de trabalho e fica mais complicado para o jogador. Vemos em vídeos e na prática no campo as teorias que ele quer implementar. Agora teremos uma semana cheia para ajudar - disse Gabriel.



Treinos fechados

Desde que Valentim foi apresentado pelo Botafogo, poucos treinos foram abertos à imprensa. O técnico tem optado por atividades fechadas, com imagens autorizadas apenas nos minutos iniciais do aquecimento.


Com o ex-técnico Eduardo Barroca, quase todos os treinos eram abertos, e ele tinha como hábito mostrar o time nas vésperas das partidas e dar informações sobre a escalação.


Diego Souza barrado


O técnico barrou um dos principais nomes da equipe. Sem marcar desde o dia 8 de setembro, o atacante ficou no banco de reservas contra Santos, Flamengo e Avaí. Nesse último, entrou na segunda etapa após inúmeros pedidos da torcida e fez o segundo gol na vitória por 2 a 0.


O clima não ficou dos melhores quando o irmão do camisa 7, Diogo Souza, fez uma postagem em seu Instagram xingando o técnico horas antes do clássico com o Fla:


- Apesar desse técnico f*** e burro pra c*** vamos sair dessa, Fogão!! - escreveu.


Mudanças constantes na escalação


Em sete jogos à frente do Botafogo, Valentim ainda não repetiu escalação, seja por escolha ou por desfalques, e variou bastante a formação do time. Dos 33 jogadores que tem à disposição, Valentim já utilizou 26.


Acreditar no que acontece nos treinos é uma das características de Valentim, que costuma tomar decisões de acordo com aquilo que vê nas atividades. Barroca, por outro lado, era mais da linha da continuidade.


Posse de bola


Barroca tinha como característica principal de jogo a posse de bola, mas na maioria das vezes o time mantinha a bola na defesa em vez de atacar. Com Valentim, a verticalização passou a ser mais trabalhada, e esse foi o pedido do técnico desde o primeiro dia de trabalho: a posse é importante, mas o time precisa ser mais objetivo.


Tanto que, em cinco dos sete jogos em que comandou o Alvinegro, Valentim só teve mais posse de bola em dois: Vasco e Cruzeiro. Contra CSA, Grêmio, Santos, Flamengo e Avaí, o adversário ficou mais com a bola do que o Botafogo.


Imagens do primeiro mês de Valentim no Botafogo:



Em primeiro treino, Valentim conversou com atletas na academia — Foto: Vitor Silva/Botafogo



Valentim e o auxiliar Fernando Miranda — Foto: Vitor Silva/Botafogo



Valentim na estreia pelo Botafogo, contra o Vasco — Foto: André Durão/GloboEsporte.com



Nos treinos, Valentim é participativo, e praticamente treina junto com o elenco — Foto: Vitor Silva/Botafogo



Nos jogos, o treinador fica inquieto à beira do campo — Foto: Vitor Silva/Botafogo




Valentim se desentendeu com Pablo Marí no clássico com o Flamengo — Foto: André Durão/GloboEsporte.com



Fonte: GE/Por Edgard Maciel de Sá e Emanuelle Ribeiro — Rio de Janeiro

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Gabriel elogia Valentim e fala que momento difícil do Botafogo passou


Em coletiva nesta quarta-feira, zagueiro do Glorioso comemorou a semana inteira de trabalho pela frente e o maior tempo para pôr em prática as ideias no treinador



Gabriel crê que pior momento já passou (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

A vitória sobre o Avaí, na última segunda-feira, aliviou momentaneamente a pressão sobre o elenco do Botafogo e deixou o ambiente no vestiário mais leve para uma semana inteira de trabalho pela frente. Fora do Z-4, o time tem um novo desafio, contra o Athletico-PR, fora de casa, no domingo, pela 33ª rodada do Brasileirão. Em coletiva nesta quarta, antes do treinamento da equipe, o zagueiro Gabriel falou sobre as dificuldades de viver a situação incômoda a tabela. Para ele, o pior momento já passou e a equipe deve focar na reta final da competição.


– 'Todo jogador não espera viver um momento difícil desse, estar perto do Z-4. Acaba entrando a insegurança, bate a dúvida, a desconfiança. Mantivemos a confiança e a humildade de trabalhar, neste momento difícil. Mas passou, agora queremos avançar para não entrar mais nessa zona de desconforto. 


O camisa 2 comparou o trabalho de Alberto Valentim, com o do antecessor Eduardo Barroca e elogiou a postura mais agressiva do Glorioso desde a troca de comando. 


– Com o Valentim temos menos posse, mas somos mais agressivos e criamos mais chances, o que não vinha acontecendo com o Barroca. Essa responsabilidade também é muito nossa, sabemos o que passa ali dentro. O Valentim pede muito a verticalização das jogadas, essa é a maior diferença. Em um mês de trabalho, não dá para mudar muito. Não tivemos tempo suficiente para treinar. Acho que foram cinco jogos em 16 dias. Às vezes não dá tempo de colocar a filosofia de trabalho em prática e fica mais complicado para o jogador. Vemos em vídeo e na pratica já dentro de campo as teorias que querem implementar. Agora teremos uma semana cheia para treinar, o que vai ajudar.


E MAIS:


Apoio essencial

Um dos destaques do Alvinegro na temporada, Gabriel vem se tornando uma referência dentro do elenco. O jogador de 24 anos agradeceu o apoio que a equipe tem recebido dos torcedores, nos jogos em casa.


– Você vê que eles (os torcedores) fazem a diferença, a gente se sente abraçado, se sente mais forte. Na nossa casa temos que fazer o nosso caldeirão, para os adversários.


O Botafogo encara o Athletico-PR, pela 33ª rodada, no próximo domingo,às 18h, na Arena da Baixada.



Fonte: LANCE! Rio de Janeiro (RJ)

Em sete jogos, Valentim não repete escalação do Botafogo e dá chances a atletas pouco utilizados


"O discurso que tenho com os jogadores, independentemente de serem jovens, é de que precisam estar preparados. Coloco para jogar quem treina bem", afirma o técnico


Quando Alberto Valentim chegou ao Botafogo, em 14 de outubro, esperava-se que mudanças seriam feitas com frequência no time. E é o que se tem observado nos sete primeiros jogos do comandante, que resgatou atletas pouco utilizados com Eduardo Barroca e ainda não repetiu escalação, seja por escolha ou por desfalques.



Valentim barrou Diego Souza — Foto: Vitor Silva/Botafogo


A principal alteração foi a saída de Diego Souza do time. Barrado antes da partida contra o Santos, o atacante também não foi titular contra Flamengo e Avaí. Cícero também foi para o banco diante do Cruzeiro. Com Eduardo Barroca, o camisa 7 era presença garantida e só ficou fora dos dois jogos contra o São Paulo, por questões contratuais. Já o volante era um dos atletas com mais minutos jogados sob o comando do ex-treinador.


Essa é uma das diferenças entre os dois técnicos. Enquanto Barroca era da linha da continuidade, Valentim costuma tomar decisões de acordo com aquilo que vê nas atividades. Assim ele explicou as mudanças feitas no decorrer dos últimos jogos.


"O discurso que tenho com os jogadores, independentemente de serem jovens, é de que precisam estar preparados. Coloco para jogar quem treina bem. Todos são importantes iguais para nós'', disse Valentim.



Chances aos jovens e resgate de experientes



Lucas Campos contra o Avaí — Foto: André Durão/GloboEsporte.com


Como Eduardo Barroca havia treinado a equipe sub-20 do Botafogo, esperava-se que os jovens, que hoje compõem mais da metade do elenco profissional, tivessem mais chances com ele. Foi o que aconteceu com Bochecha, por exemplo. Mas, com Valentim, outros nomes ganharam espaço. Igor Cássio, principalmente: participou de seis confrontos.


Além do centroavante de 21 anos, que fez seus dois primeiros gols pelo profissional sob o comando de Valentim, o novo técnico deu chances a Wenderson, Rickson, Lucas Campos e Rhuan, jogadores que também atuaram com Barroca. Improvisado na lateral direita contra o Avaí, Rickson correspondeu bem na avaliação do treinador.



Rhuan foi uma das novidades na escalação do Botafogo contra o Avaí: jovem foi titular pela primeira vez — Foto: Vítor Silva/Botafogo


Rhuan parece ter conquistado Valentim após boa atuação contra o Avaí, quando ganhou sua primeira oportunidade como titular, e é forte candidato a figurar nas próximas escalações. Lucas Campos agradou também. O jovem sofreu o pênalti convertido por Diego Souza já no fim do jogo, quando a tensão tomava conta do Nilton Santos.


- Feliz por ter tido a primeira chance com o Valentim e muito feliz por ter contribuído sofrendo um pênalti em um momento importante do jogo, que nos deu tranquilidade para confirmar a vitória que era importantíssima para nós - afirmou Lucas.


Não só os jovens voltaram a aparecer com Valentim. O técnico resgatou ainda Leo Valencia. O chileno foi titular em cinco dos sete jogos com o comandante e entrou no decorrer dos outros dois. No meio da temporada, o meia demonstrou interesse em deixar o clube e pediu para trabalhar apenas na academia.


- Infelizmente eu não estava nos planos do Barroca. Mas segui trabalhando forte e Valentim me conhece. Fomos campeões com ele. Chegou para dar confiança a muitos jogadores que precisavam. Estamos ajudando ele em campo para sairmos dessa zona complicada - disse Valencia.



Leo Valencia ganhou espaço após a chegada de Valentim — Foto: Vítor Silva/Botafogo



O volante Jean é outro que voltou a aparecer e entrou contra Flamengo e Avaí. Victor Rangel e Vinicius Tanque também foram utilizados. O treinador mostra, nessa primeira parte do trabalho (sete dos 13 jogos que fará até o fim do campeonato), que quer aproveitar mais os jogadores que tem à disposição.


Fonte: GE/Por Edgard Maciel de Sá, Emanuelle Ribeiro e Fred Gomes — Rio de Janeiro