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sábado, 25 de abril de 2020

Jornalista analisa contratação de Honda: 'O Botafogo ficou bem mais conhecido no Japão'


Em entrevista ao LANCE!, Hiroaki Sawada, nipônico que vive no Brasil, afirma que o Alvinegro virou assunto recorrente na terra do Sol Nascente após a chegada do meia



Keisuke Honda na apresentação pelo Botafogo (Foto: Vitor Silva/Botafogo)


A contratação de Keisuke Honda criou um vínculo entre o Botafogo e o Japão. Principal reforço do Alvinegro para a atual temporada, o meio-campista traz consigo a expectativa de trazer frutos dentro e fora de campo. Até agora, o trabalho longe das quatro linhas vem sendo cumprido com êxito. O LANCE! entrevistou Hiroaki Sawada, um jornalista japonês que mora no Brasil, que falou sobre a chegada do jogador de 33 anos.


- Trabalho para várias revistas, jornais e mídias do Japão de forma freelancer. Um jornal, o "The Hochi Shimbun", e uma revista, a "Number", me pediram para cobrir a chegada do Honda e eu fui lá para o Rio de Janeiro. Moro em São Paulo desde 1986. Já viajei o Brasil todo atrás de futebol, já fui ao Rio mais de cem vezes, foi um prazer estar no aeroporto para esperar o Keisuke  -  afirmou Hiroaki à reportagem.


A chegada de um nome com impacto mundial causa esse impacto midiático e o Botafogo, ao estudar a contratação, pensou em tais consequências. Não à toa, o Alvinegro  - e o próprio jogador  -  lucra com qualquer ação de marketing envolvendo Keisuke Honda. A relação dentro de campo ainda pode ser pequena, mas fora de campo o Alvinegro está cada vez mais conhecido - principalmente no outro lado do planeta. 


 -  A repercussão no Japão foi muito grande. O Botafogo é um dos quatro maiores clubes do Rio de Janeiro e está no G12 do país. No Japão, muitas pessoas acompanham o futebol carioca por conta do Zico. Com a chegada do Honda o nome do Botafogo ficou bem mais conhecido no Japão, com certeza. Saiu em vários lugares. Para nós é muito bom poder divulgar o futebol brasileiro a partir do Honda  -  completou o jornalista.



Se o Botafogo ficou mais conhecido na terra do Sol Nascente, muito disto se dá pelo tamanho de Keisuke Honda e idolatria do jogador no país. Hiroaki Sawada afirma que o meio-campista de 33 anos é idolatrado por ser um jogador "fora da curva" do que geralmente o atleta japonês é.


 -  Na minha opinião, é um dos maiores jogadores da história do Japão. Ele jogou muito bem na seleção. Honda sempre jogou mais na Seleção do que em clubes. Ele se aposentou da seleção mas continua tendo muita popularidade pelo carisma dele. Não é o tipico jogador japonês, fala muito. Não é problemático, é muito disciplinado. Diferentemente do comum, não tem medo de falar as coisas. Talvez por isso que adorem ele. Agora ele diz que a meta é jogar as Olimpíadas. Pode ser difícil, mas ele já conquistou diversas coisas complicadas e calou a boca de muitos na carreira. Por isso que as mídias japonesas compram ele  -  finalizou.


O camisa 4, até agora, só entrou em campo uma vez pelo Botafogo - muito por conta pela paralisação das competições diante da pandemia do coronavírus - mas só a presença de Keisuke Honda já trouxe novos olhos para o ambiente do clube de General Severiano.



Fonte: LANCE! Sergio Santana/Rio de Janeiro (RJ)

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Em entrevista, Erik diz querer voltar ao Botafogo em alto nível: "Não só para encerrar carreira"


Atacante do Yokohama Marinos-JAP revela ao canal "BrauneFogo" que ainda acompanha o Alvinegro: "Muitas vezes eu olho para o meu passado e lembro do Botafogo"



O atacante Erik, agora no Yokohama Marinos, do Japão, nunca escondeu sua identificação com o Botafogo, time pelo qual atuou nas temporadas 2018/2019 e marcou 14 gols em 46 jogos. Em entrevista ao canal do youtube "BrauneFogo" nesta sexta, o jogador revelou sua vontade de voltar a vestir a camisa alvinegra em breve.


“Não vejo o Erik voltando só para encerrar a carreira, não. Pretendo voltar, mas voltar em alto nível”.


- Alguns amigos falam para eu ter cuidado na hora de falar (da volta ao Botafogo). Mas muitas vezes eu olho para o meu passado e lembro do Botafogo. Eu fui um escolhido também, né? A gente brinca que não escolhe o clube, a gente é escolhido. No Botafogo, consegui retomar minha sequência, minha alegria e minha vontade - afirmou ao jornalista Daniel Braune.



Erik fez 14 gols pelo Botafogo — Foto: André Durão/GloboEsporte.com


Erik chegou ao Botafogo no fim de 2018, quando fez boas atuações e conquistou o carinho da torcida. Na temporada seguinte, fez pressão ao Palmeiras para seguir no Rio de Janeiro. Na metade da temporada, o time paulista negociou o atacante com o futebol japonês. Erik, então, deixou muitas saudades nos torcedores. Veja abaixo algumas declarações do jogador de 25 anos:


Origem humilde

- Passei muita dificuldade na minha infância. Morei em um assentamento, com poucas pessoas, próximo a tribos indígenas, então isso me fez muito forte. Isso me transformou em um atleta que dá muito valor às coisas que acontecem na vida.


Zé Ricardo e Eduardo Barroca

- Dois grandes treinadores com maneiras diferentes de jogar. Barroca mais com a posse, o Zé era de acordo com a partida... tenho um carinho fantástico pelos dois. O Zé principalmente, pois foi ele quem me procurou pra jogar. Desde o Vasco ele já dizia querer trabalhar comigo.


Continua acompanhando o Botafogo?

- Continuei na torcida depois que saí, mesmo que o momento tenha ficado complicado. Acordava de madrugada aqui para ver os jogos, irritava minha esposa. Mas ela acabava vendo também e torcendo junto (risos).



Erik está no Yokohama Marinos, do Japão — Foto: Divulgação/Yokohama Marinos



Jogos especiais

- Na despedida do Jefferson foi um jogo que eu não dei um sorriso até marcar o gol. Foi um jogo especial. Foi a despedida do Jefferson e também seria o meu último jogo no Botafogo, já que o Palmeiras solicitou a minha volta. Eu tinha que deixar o meu sangue aqui, pois poderia nunca mais vestir essa camisa.


- Contra o Defensa caiu o mundo. Eu tava muito p... porque não saíamos do zero. Naquela chuva a gente dando carrinho, correndo... e aí eu nem sei como tive força para acertar aquele chute. Acho que os botafoguenses que acertaram aquele chute comigo ali!


Dificuldades do clube e Botafogo S/A

- As pessoas que trabalham no clube são sensacionais. Funcionários, roupeiros, cozinheiros... para mim isso é essencial. E a partir do momento que o clube não tá preparado pra deixar esses profissionais em conforto, recebendo em dia, isso me machucava muito. Doávamos cestas, ajudávamos, mas isso não me deixava engrandecido. Era o mínimo. Prezo essa organização. Isso deveria melhorar. Com a Botafogo S/A isso dá uma esperança muito grande.


Fonte: Por GloboEsporte.com — Rio de Janeiro

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Renovação, elogio de Autuori e papo com Honda: Caio Alexandre avalia início no Botafogo


Novo titular do Alvinegro, volante curte os primeiros passos como profissional. Ao GloboEsporte.com, contou ainda os planos para a carreira e a rotina na quarentena



Titular do Botafogo e com contrato renovado, Caio Alexandre curte o ápice da curta carreira como jogador profissional nos primeiros meses de 2020. Neste ano, o jovem de 21 anos foi integrado definitivamente ao time de cima e convenceu de vez o técnico Paulo Autuori pouco antes da pausa do futebol brasileiro.


Ao GloboEsporte.com, o garoto avaliou e aprovou o desempenho nos primeiros jogos como jogador profissional. Além de comemorar a recente renovação de contrato com o Alvinegro, que agora vai até o fim de 2022.


- O ano de 2020 tem sido um grande ano. O primeiro ano como profissional começando desde o início. Tive oportunidades no Carioca e consegui aproveitar. E sigo trabalhando. O momento está bom, mas quero coisas maiores ainda. Almejo coisas grandes no Botafogo. Estou vivendo um sonho e sigo trabalhando para seguir nesse sonho. Quero dar muitas alegrias à torcida do Botafogo - disse Caio.


"Renovei até o fim de 2022, o que é bom porque quero ficar muito tempo aqui e conquistar muitas coisas com o Botafogo".



Volante subiu de vez para o profissional em 2020 — Foto: Vitor Silva/Botafogo


O "grande ano", nas palavras do volante, foi interrompido de maneira inesperada pela pandemia do coronavírus. Agora, o volante tenta controlar a ansiedade por parar de jogar em bom momento. Natural de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Caio está com a família e segue as regras da quarentena. O que mudou a rotina de todos, e também a do atleta profissional.


- O clube passou uma programação de treinamento. Estou seguindo isso, tentando intercalar os exercícios. Membros inferiores, superiores, exercícios aeróbicos. Estou tentando manter a forma física. A gente não sabe quando vai voltar e temos que estar preparados para jogar o mais rápido possível - explicou.



Caio Alexandre, volante do Botafogo, mostra parte dos treinos em casa durante quarentena


Elogio de Autuori

Caio ganhou a posição de titular do Botafogo em um momento de mudança de perfil do time. No comando, saiu Alberto Valentim e entrou Paulo Autuori, que chegou com a promessa de formar uma equipe mais ofensiva e mais competitiva. O jovem volante conta que o treinador viu nele a precisão necessária para acelerar o jogo alvinegro.


- Ele pede para fazer muitas inversões. Ele gosta dos meus lançamentos e pede para fazer isso sempre que puder. Assim, a gente consegue quebrar a linha do adversário, deixar o atacante no 1 contra 1... O Autuori é um treinador que dá muita liberdade no ataque e pede sempre para sermos muito verticais, jogarmos no campo do adversário.


Convívio com Honda

Sobre a maior novidade do Botafogo na temporada, o meia Keisuke Honda, Caio compartilhou um pouco do que viu no dia a dia com o japonês. Em campo, o volante elogiou a visão de jogo e o passe de qualidade do camisa 4, a quem chamou de "referência".



Caio comemora primeiro gol de Honda pelo Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo


- É muito inteligente, entende bem o jogo. É uma referência. Sempre busca o melhor passe, o companheiro sozinho, a chance de fazer o gol... É de uma cultura diferente da nossa, mas se adaptou muito rápido. No campo, vira uma língua só e a gente consegue se comunicar bem - completou.


Nos bastidores, fez sucesso um papo poliglota entre Caio, Honda e Lucas Barros que o Botafogo compartilhou nas redes sociais. O volante explicou que as conversas são frequentes. O novo contratado chega a tirar dúvidas de japonês dos companheiros.




Honda zoa Caio Alexandre durante o treino e diz: "Eu falo mais português que você inglês"


Bate-bola com o volante

Início com Autuori

- O professor Paulo Autuori é um treinador com uma carreira muito vitoriosa. Passa muita coisa. Ainda mais para mim, que tenho 21 anos. Tento absorver tudo. Sei que quando ele dá esporro é porque quer o meu bem. E gosto quando elogia o meu trabalho também. Ele chegou com ideias boas. Acho que vamos fazer um grande ano.


Renovação de contrato

- As conversas estavam bem adiantadas. A gente conversou quase tudo antes da quarentena. Depois, dificultou um pouco porque tivemos que tratar tudo por mensagem, pela internet. Deu tudo certo, o Botafogo mandou o contrato e eu assinei aqui. Renovei até o fim de 2022, o que é bom porque quero ficar muito tempo aqui e conquistar muitas coisas com o Botafogo.


Quais são as referências na posição?


- Sempre busco olhar o Toni Kroos, é a minha referência. Mas também o Luka Modric, o Busquets, o Thiago Alcântara... São caras que eu admiro na minha função.



Garoto ganhou elogio de Autuori — Foto: Vitor Silva/Botafogo


E no elenco?

- O Honda é um grande jogador, conhecido internacionalmente. Vai nos ajudar muito durante o ano. O Diego Cavalieri é outro muito vencedor dentro do futebol, me dá muitos conselhos. Carli, Gatito... Sempre ajudam o pessoal mais novo, estão sempre juntos. Estamos sempre conversando sobre tudo.


Pontos fortes e fracos

- Gosto muito das bolas longas, mas diversificando com o jogo longo. Quero ser um jogador imprevisível, que tenha recursos. Além de ajudar na marcação, que é muito importante na minha função. Busco sempre estar bem posicionado e ligado nas bolas aéreas.


Resenha com Honda


- Ele é um cara muito inteligente e está sempre querendo aprender. A gente brinca que ele está falando muito bem português, mas eu digo que falo melhor o inglês do que ele. É um cara brincalhão, a gente também tira dúvidas de japonês.


Fonte: GE/Por Thayuan Leiras — Rio de Janeiro