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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Na história: Matheus Nascimento se torna o jogador mais novo a atuar pelo Botafogo


Aos 16 anos e 6 meses, atacante, que entrou em campo no empate diante do Corinthians, bateu marca histórica no clube de General Severiano




Matheus Nascimento em ação contra o Corinthians (Foto: Vítor Silva/Botafogo)


O empate de 2 a 2 entre Botafogo e Corinthians ficará marcado na história do clube de General Severiano. Apesar do frustrante resultado e o gol do Timão no fim do segundo tempo no duelo do último sábado, na Neo Química Arena, pelo Campeonato Brasileiro, um recorde do Glorioso foi quebrado. Ao entrar em campo, Matheus Nascimento se tornou o jogador mais jovem a participar de uma partida pelo Alvinegro.


O atacante estreou profissionalmente com 16 anos e 6 meses, batendo o recorde de idade da era profissional do Botafogo. Antes, a marca pertencia a Galdino, também atacante, que entrou em campo com 16 anos e 9 meses no segundo semestre de 1971, quando o Alvinegro era comandado por Zagallo.

Diante do Corinthians, Matheus teve pouco mais de 10 minutos em campo. Com o Alvinegro em vantagem no placar durante a maior parte do tempo, não conseguiu mostrar muita coisa, com uma atuação de cinco passes certos, um corte dentro da área e uma falta cometida. No entanto, já foi suficiente para escrever o nome na história dos livros do Botafogo.


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O cria do Botafogo também entrou no pódio do Brasileirão. Matheus Nascimento se tornou o terceiro jogador mais novo a entrar em campo pela competição, atrás de Jô, que estreou pelo Corinthians em 2003 com 16 anos e 3 meses e Yuri Mamute, ex-Botafogo, que atuou vestindo a camisa do Grêmio com 16 anos e 4 meses em 2011.

- Ele está trabalhando muito bem, crescido, encorpado. Tem absorvido bastante os conceitos. Está com uma agressividade que, se agregar ao seu jogo, vai fazer mais diferença ainda. O trabalho está sendo feito de maneira cronológica. O Botafogo tem que começar a trabalhar com lógica, critérios, procedimentos, prática e estratégia no seu futebol - elogiou Paulo Autuori, após a partida contra o Corinthians.

Matheus Nascimento é visto como uma joia por dirigentes e membros da comissão técnica do Botafogo. Com mais de 150 gols nas categorias de base do Alvinegro desde 2015, o atacante assinou o primeiro contrato profissional em abril e vem treinando com os comandados de Paulo Autuori desde a retomada das atividades presenciais, em julho.

*A matéria só foi possível graças ao auxílio do pesquisador e historiador botafoguense Cláudio Falcão, criador. do blog "DataFogo".



Fonte: LANCE! Sergio Santana*Rio de Janeiro (RJ)

Com 45 idas e vindas, o número de mudanças no elenco do Botafogo que é "absurdo" para Autuori


Clube fez 20 contratações, enquanto 25 atletas que tiveram espaço no grupo profissional foram embora desde o fim 2019. Gestão é criticada pelo treinador em análise sobre o futebol brasileiro



Na entrevista coletiva do último sábado, Paulo Autuori voltou a criticar a organização do futebol brasileiro, do calendário às decisões dos dirigentes. A revolta foi com os critérios para demissões de treinadores. No meio da bronca, sobrou para a gestão do Botafogo, que fez muitas mudanças no elenco desde 2019.


- Do final do ano para agora, se nós contabilizarmos as saídas de jogadores, é algo absurdo. Eu já fiz essa conta - disse.


- Está na hora de tratar o futebol de outra forma. E não só no Botafogo, mas no futebol brasileiro. É um oba oba enorme. Chega de colocar a conta só nas costas dos treinadores. E chega de falta de respeito com alguns treinadores brasileiros, que têm história e devem ser respeitados. O futebol brasileiro precisa respeitar os seus profissionais - completou o treinador.



Autuori voltou a criticar a organização do futebol nacional — Foto: Vitor Silva/Botafogo


A reportagem foi atrás desse número e mapeou no Vai e Vem do ge 45 chegadas e saídas desde o fim da temporada de 2019, entre reforços, dispensas e jogadores negociados. Quatro nomes estão nas duas estatísticas: Ruan Renato, Danilo Barcelos, Thiaguinho e Gabriel Cortez, atletas que foram contratados e liberados durante 2020.


Vai e vem do Botafogo

Chegadas Saídas

Barrandeguy Alan Santos
Bruno Nazário Alex Santana
Davi Araújo Carli
Danilo Barcelos Cícero
Gabriel Cortez Danilo Barcelos
Guilherme Santos Diego Souza
Honda Ezequiel
Kalou Fernandes
Kevin Gabriel
Lecaros Gabriel Cortez
Luiz Otávio Gilson
Matheus Babi Gustavo Bochecha
Pedro Raul Igor Cássio
Rafael Forster Jean
Rafael Navarro João Paulo
Rentería Leandrinho
Ruan Renato Leo Valencia
Thiaguinho Luiz Fernando
Warley Rickson
Victor Luis Rodrigo Pimpão
Ruan Renato
Thiaguinho
Vinicius Tanque
Victor Rangel
Yuri

Fonte: Vai e vem do ge


Cinco jogadores deixaram o Botafogo como titulares de 2019. Sete reforços contratados para essa temporada são considerados titulares.


A movimentação alvinegra no mercado foi considerável até mesmo no recorte da "era Autuori". O treinador chegou em fevereiro, portanto não fez parte do planejamento de pré-temporada. Mesmo assim, viu sete jogadores serem contratados e outros 12 saírem do clube.


Planejamento já rendeu críticas

Não é a primeira vez que o treinador pede mudanças na forma de gerir não só o futebol brasileiro, mas o Botafogo especificamente. Em julho, o treinador aproveitou a dispensa Gabriel Cortez por indisciplina para criticar as muitas mudanças no elenco.


Àquela altura, o equatoriano havia sido o segundo atleta contratado e dispensado em um intervalo de meses, junto do volante Thiaguinho. Nos últimos dias, Ruan Renato se juntou à lista, e Danilo Barcelos foi liberado para acertar com o Fluminense.


- Me recuso a estar no clube e pedir jogadores. Uma ideia que não tem nada de sensata é o clube que contrata bem é o que contrata em quantidade. "Contratamos 14 jogadores". É um grande absurdo, significa que você não fez nada no passado. Nosso objetivo é fazer contratações pontuais de jogadores com potencial - afirmou Autuori.


Desde que voltou ao clube, o comandante tem se dedicado mais do que ao campo e bola. Autuori é tratado internamente como um manager, um gestor do departamento de futebol para além do grupo de jogadores. Apesar de evitar afirmações públicas sobre o assunto, a ideia dele e do comitê de futebol é de mudança definitiva para um cargo diretivo após a conclusão da S/A.




Fonte: Por Redação do ge — Rio de Janeiro

domingo, 6 de setembro de 2020

Análise: Botafogo tem domínio e convence, mas não vence por "erro inaceitável" na defesa


Encaixe do meio de campo e desempenhos individuais e coletivo dão bons sinais, mas time deixa vitória escapar nos últimos minutos do jogo, fora de casa, por erro geral da defesa




Melhores momentos de Corinthians 2 x 2 Botafogo pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro



Foi uma noite quase perfeita para o Botafogo. Atuação consistente, domínio sobre o adversário mesmo fora de casa e, para coroar, gol da nova estrela do time, Salomon Kalou. Faltou o essencial, a vitória, que escapou aos 47 minutos do segundo tempo.


A falha defensiva que terminou no cruzamento de Léo Natel para Jô (e decretou o 2 a 2) teve gosto amargo para os alvinegros porque o time não venceu, mas convenceu contra o Corinthians. Na Neo Química Arena, o Bota teve mais volume, mais chances e praticamente não sofreu com o ataque do rival. Valeu pelo desempenho, mas o erro capital deixa a equipe em situação menos favorável na tabela.



Time teve solidez até os minutos finais do jogo — Foto: Marcos Ribolli


- Vi um erro no final que pagamos caro. Não vi muitos erros. O Botafogo fez um jogo de muita qualidade. Colocou a bola no chão e saiu jogando com passes rápidos, verticalidade. A entrada do Kalou agregou muito no jogo pelo meio. Muitos erros eu acho um exagero, mas cometemos "o" erro, o que é inaceitável. Fizemos um jogo em que não poderíamos sair sem a vitória. Já falamos com os jogadores em relação a isso - disse o técnico Paulo Autuori à Botafogo TV.


O erro que o treinador classifica como "inaceitável" começou no campo de ataque e terminou com a bola na rede no chute de Jô. Caio Alexandre tentou um passe de calcanhar e devolveu a bola para o Corinthians. A jogada chegou até a ponta direita, onde Rhuan e Guilherme Santos não souberam marcar o avanço de Léo Natel, que tocou rasteiro para Jô. O atacante finalizou com tranquilidade porque Forster e Marcelo Benevenuto, vidrados na bola, deixaram o camisa 77 à vontade na linha na pequena área.


Meio de campo encaixa


A notícia ruim é o resultado, mas a partida deixa outros bons indícios para o torcedor. Mesmo com muitos jogos e poucos treinos, o Botafogo evolui como equipe. A entrada de Forster, o zagueiro/volante do time, deu mais solidez ao meio de campo, que conta com Caio Alexandre e Honda um pouco mais à vontade para criar.



Honda e Caio Alexandre voltaram a ter boa atuação — Foto: Marcos Ribolli


A dupla ajudou o pelotão de frente a incomodar o Corinthians. O Botafogo teve as melhores chances, com Bruno Nazário e Kalou chegando das pontas para o meio enquanto Matheus Babi preparava as jogadas ou abria espaço no centro do ataque.


Deu bom

O volume de jogo da equipe. Além da marcação encaixada que praticamente não deu chances ao Corinthians no primeiro tempo. Segundo o scout da Globo, a única finalização do time da casa na etapa inicial foi o gol de pênalti, mal marcado segundo o comentarista Sandro Meira Ricci. O Botafogo, por outro lado, arrematou 10 vezes.


Deu ruim

O cansaço no segundo tempo foi evidente. O time teve menos intensidade e, pelo elenco curto, não conseguiu tirar soluções do banco de reservas. Além, é claro, da falha defensiva no segundo gol do Corinthians, a única grave da partida, mas decisiva.



Fonte: Por Thayuan Leiras — Rio de Janeiro