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sexta-feira, 2 de julho de 2021

Julho reserva retorno do Botafogo ao Nilton Santos e clássico contra o Vasco; veja calendário


Com fim da Copa América, Alvinegro voltará a atuar nos próprios domínios na segunda metade do mês; duelos contra Cruzeiro e Cruz-Maltino são os destaques





Botafogo no Estádio Nilton Santos (Foto: Vítor Silva/Botafogo)



Apesar de irregularidades pelo caminho, o Botafogo terminou junho com uma vitória nas costas. Julho, contudo, promete ser ainda mais desafiador: a equipe comandada por Marcelo Chamusca terá sete partidas pela frente, com apenas uma "semana livre" no período.


+ Os três pontos passam pela defesa: em todas as vitórias na Série B, Botafogo não sofreu gols


A boa notícia é que o Alvinegro voltará a jogar no Estádio Nilton Santos. Entregue à Conmebol para a realização da Copa América, a arena voltará a ser utilizada pelo Botafogo por conta do fim da competição. Há chances, inclusive, deste retorno ser no dia 10 - data da final do torneio, que será disputada no Maracanã.

O Nilton Santos, contudo, estará "liberado" da competição no dia 5, data da primeira semifinal. Tudo dependerá se a Conmebol liberar o estádio a ser utilizado por clubes novamente ainda no período da Copa América. A tendência é que isto não seja um problema e que o Alvinegro volta aos seus domínios na partida contra o Cruzeiro.

Dentro de campo, o mês também aparece como necessário ao Botafogo. A Série B vai sair do período inicial e entrar em um estágio mais avançado, já pegando a metade da competição. O Alvinegro, atualmente fora do G4, precisa de resultados positivos a curto prazo.


A partida que mais chama a atenção é o clássico contra o Vasco, justamente o último compromisso do mês. O Cruz-Maltino, porém, não promete ser a única "pedra no sapato" do Alvinegro, que ainda vai enfrentar Avaí, Goiás e Brusque, equipes que tiveram um bom início de Série B, e o Cruzeiro, tradicional rival.


Com o calendário apertado, o tempo de descanso e de treinamentos diminui. O Botafogo terá apenas uma "semana cheia" - quando não há jogo no meio da semana -, entre as partidas contra o Brusque, fora de casa, e diante do Goiás, no Nilton Santos.

No que diz respeito aos compromissos, serão quatro jogos fora de casa e três atuando no Rio de Janeiro. A equipe fará viagens para Santa Catarina, Alagoas - essas duas primeiras em sequência -, Santa Catarina e Sergipe.



CALENDÁRIO DO BOTAFOGO EM JULHO:

03/07 (Sábado) - Avaí x Botafogo - Ressacada - 21h
06/07 (Terça) - CRB x Botafogo - Rei Pelé - 21h30
10/07 (Sábado) - Botafogo x Cruzeiro - Nilton Santos* - 16h30
17/07 (Sábado) - Brusque x Botafogo - Augusto Bauer - 19h
20/07 (Terça) - Botafogo x Goiás - Nilton Santos - 19h
24/07 (Sábado) - Confiança x Botafogo - Bastião - 16h30
31/07 (Sábado) - Botafogo x Vasco - Nilton Santos - 21h

*A confirmar


Fonte: LANCE/Sergio Santana/Rio de Janeiro (RJ)

Carli é o único dos 18 reforços do Botafogo sem entrar em campo na temporada


Concorrência com Kanu, em boa fase, dificulta utilização do xerife no clube alvinegro



Dos 18 reforços que o Botafogo contratou para a temporada 2021, apenas um ainda não entrou em campo. Quase três meses e meio após ser anunciado pelo clube, Joel Carli ainda busca os primeiros minutos com Marcelo Chamusca em seu retorno a General Severiano.


Na última atualização do Botafogo, o elenco contava com 32 atletas. Desses, além de Carli, apenas outros dois não atuaram: o zagueiro Lucas Mezenga, da base, foi relacionado pela primeira vez diante do Vitória, e o lateral-esquerdo Lucas Barros não vem sendo relacionado depois de uma cirurgia no joelho que o deixou fora da última temporada.



Reforços do Botafogo:

Goleiro: Douglas Borges;
Zagueiros: Gilvan e Joel Carli;
Laterais: Daniel Borges, Jonathan e Rafael Carioca;
Meio-campistas: Matheus Frizzo, Pedro Castro, Ricardinho, Luís Oyama, Felipe Ferreira, Marco Antonio e Barreto;
Atacantes: Chay, Diego Gonçalves, Marcinho, Rafael Moura e Ronald.


+ Botafogo abusa dos erros, mas vence o Vitória





Carli em treino do Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo



Concorrência pesada

A explicação para a não utilização de Joel Carli está no momento do seu principal concorrente no elenco: Kanu. Em alta, o capitão do Botafogo só ficou fora de um dos 24 jogos do clube na temporada. Além da regularidade, a disciplina é um dos pontos fortes do zagueiro, que tomou apenas quatro cartões nas 23 partidas: três amarelos e um vermelho. A expulsão, inclusive, veio após os dois amarelos que recebeu diante do Flamengo, pelo Campeonato Carioca.


Como Carli é destro, Chamusca o enxerga como um substituto natural de Kanu, como revelou em exclusiva ao ge na última quarta-feira. O treinador, porém, não descarta escalar o defensor numa formação diferente da que vem utilizando, com três zagueiros.


- Quando o Gilvan teve um problema clínico, nós colocamos o Sousa, que era o substituto eventual do Gilvan. O Carli veio pra jogar mais pelo lado direito, na posição do Kanu, que é um jogador que tem jogado todos os jogos, que dificilmente apresenta fadiga, não toma muito cartão, joga bem posicionado. Quando a gente precisar, talvez até em algum momento a gente queira fechar um final de jogo, o Carli pode ser utilizado com três zagueiros - disse Chamusca.





Carli volta ao Botafogo para tentar acesso à série A (https://globoplay.globo.com/v/9353961/)



Além da concorrência, a questão física atrasou Carli em seu retorno. A última vez em que atuou pelo Botafogo foi no dia 7 de março de 2020, na derrota por 3 a 0 para o Flamengo, pelo Campeonato Carioca. Já com a camisa do Aldosivi, da Argentina, ele jogou pela última vez em 14 de janeiro, no empate em 4 a 4 com o Defensa y Justicia, quando saiu lesionado após poucos minutos em campo.


A falta de ritmo e condicionamento exigiu paciência do departamento de preparação física do Botafogo, mas Carli evoluiu bem e está pronto para jogar. Além de Kanu, Chamusca já escalou outros três zagueiros na temporada: Marcelo Benevenuto, Gilvan e David Sousa. Com a saída deste último para o futebol belga, o clube está no mercado em busca de outro defensor - a ideia é trazer um jogador também destro, mas que jogue pelos dois lados.



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Fonte: GE/Por Emanuelle Ribeiro, Richard Souza e Rodrigo Cerqueira — Rio de Janeiro

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Análise: em sua pior atuação na Série B, Botafogo abusa dos erros, mas conta com estrela de Chay


Depois de primeiro tempo frio, time melhora na etapa final com nova postura diante da disposição tática do Vitória: meio-campo mais compacto proporciona maior controle das ações



Mais frio que os 10º que o termômetro indicou na noite da última quarta-feira em Volta Redonda só mesmo o 1 a 0 do Botafogo sobre o Vitória, pela oitava rodada da Série B. Se a performance não agradou, o coração do torcedor alvinegro pelo menos se aqueceu com o resultado e a reaproximação dos primeiros colocados - agora o time está a quatro pontos do G-4 com um jogo a menos.


Em exclusiva ao ge na véspera, Marcelo Chamusca adiantou que o calendário intenso da Série B atrapalha na repetição das escalações e manutenção de um time-base. Depois de jogar no Maranhão no último sábado, o Botafogo teve três dias de preparação, em meio a duas viagens, para pegar o Vitória. Daniel Borges e Diego Gonçalves ganharam chance como titular.


+ Chamusca: "A gente demorou a fazer a leitura do jogo"





Ronald e Chay foram os melhores do Botafogo contra o Vitória — Foto: Vitor Silva/Botafogo


O "DD" não funcionou, e a dupla esteve entre os piores da partida. O lateral-direito, inclusive, foi o líder de passes errados, com 20 no total. O atacante vem logo em seguida, com 10. No primeiro tempo, em que todo o time esteve abaixo do ideal, Diego Gonçalves abusou dos erros e pouco aproveitou os espaços que o Vitória deu pelo lado direito da defesa.



O primeiro tempo, principalmente, foi de uma temperatura gélida. O primeiro minuto pegou fogo com Ronald acertando o travessão, mas logo o Botafogo aceitou a pressão adversária e deixou o Vitória jogar nos erros da saída de bola. Até por isso, Luis Oyama fez seu pior jogo com a camisa alvinegra.




Melhores momentos: Botafogo 1 x 0 Vitória, pela 8ª rodada do Brasileirão Série B


Com Diego Gonçalves e Ronald nas pontas, Chay foi testado no meio de campo, mas jogou muito espetado no primeiro tempo, mais próximo de Rafael Navarro, até pra ajudar na pressão da saída adversária. O Vitória conseguiu sair bem dessa marcação, e o Botafogo só melhorou quando Chay passou a voltar mais pra buscar a bola e fechar com os meias. A segunda melhor chance da primeira parte do jogo saiu de uma enfiada do camisa 14 para Navarro finalizar.


No segundo tempo, o Botafogo melhorou com uma nova postura diante da disposição tática do Vitória. Com o meio de campo mais compacto e Chay livre, os mandantes tiveram mais controle. Se ficou mais perto do gol na etapa inicial, os alvinegros contaram com a sorte na parte final. Melhor, ao lado de Ronald, Chay viu uma bola cruzada surpreender o goleiro Ronaldo e parar nas redes.




Luis Oyama fez seu pior jogo com a camisa alvinegra — Foto: Vitor Silva/Botafogo



Em sua pior atuação na competição, o time de Chamusca pelo menos manteve uma das notícias positivas desta Série B: a efetividade. Das 11 finalizações, seis foram no gol. Diferentemente do Vitória, que acertou apenas quatro dos 12 chutes. Douglas Borges foi pouco acionado e, apesar dos passes errados no campo de defesa e dos laterais em noite ruim, o time não sofreu com o adversário. Gilvan fez partida muito segura na zaga.


- Se durante a competição, nos jogos que a gente não tiver e não conseguir se sobrepor ao adversário, nós conseguirmos o resultado pelo espírito e pela transpiração, para mim está ótimo. Em uma competição de 38 rodadas, você, dificilmente vai conseguir ter uma imposição em todos os jogos - disse Chamusca após o jogo.




A Voz da Torcida - Pedro Dep: "Um suco de Série B" (https://ge.globo.com/futebol/voz-da-torcida/video/a-voz-da-torcida-pedro-dep-um-suco-de-serie-b-9650139.ghtml)



Tão importante quanto os três pontos é a ação do Botafogo em apoio ao movimento LGBTQIA+. O uniforme do triunfo sobre o Vitória estampou a frase "#AmorÉAmor" em homenagem ao mês do orgulho LGBTQIA+. É bom ver um dos espaços mais intolerantes da sociedade romper a bolha.


No futebol nem sempre performance vence jogo e foi o que aconteceu no Raulino de Oliveira. A leve superioridade levou três pontos ao Botafogo. Vitória que tranquiliza o vestiário e dá confiança para mais uma sequência pesada que vem aí: no próximo sábado, o elenco alvinegro viaja a Florianópolis para enfrentar o Avaí, às 21h, e depois parte direto para Maceió, onde pega o CRB na próxima terça.



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Fonte: GE/Por Emanuelle Ribeiro — Rio de Janeiro