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domingo, 12 de dezembro de 2021

Além de artilheiro e garçom, Navarro também é o jogador mais decisivo do Botafogo em 2021


Centroavante participou de 19 gols quando o time empatava ou perdia, o que mudou a pontuação da equipe; Chay, com 14, e Marco Antônio, 11, completam o pódio alvinegro



Que Rafael Navarro foi essencial para o Botafogo no ano não é nenhuma novidade. Mas você sabia que ele foi o jogador mais decisivo do time na temporada? O centroavante teve 19 participações diretas em gols enquanto a equipe empatava ou perdia uma partida, ou seja, mudou a pontuação alvinegra na ocasião. Das 26 vezes que mostrou o faro de artilheiro ou foi garçom, o Bota estava ganhando em sete oportunidades. Todos os números desta reportagem são do Espião Estatístico.


+ Loureiro revela alívio com título e explica cobranças



Considerando toda a temporada, Navarro lidera nos dois quesitos: gols e assistências que mudaram o rumo dos jogos. Na hora de balançar a rede adversária, o camisa 99 do Botafogo foi mais letal fora de casa, mas com pouca diferença: marcou cinco vezes no Nilton Santos e seis como visitante. Já a maioria dos passes para gols foi realizada em casa: cinco contra três.


Ao todo, incluindo os lances que não mudaram a pontuação do Botafogo, o centroavante tem 16 gols e 10 assistências na temporada 2021.








Rafael Navarro comemora o gol da virada contra o Operário, um dos 19 decisivos que participou na temporada — Foto: André Durão/ge


Além de Navarro, outros dois jogadores foram muito importantes para o clube na temporada e completam o pódio de homens mais decisivos da equipe: Chay e Marco Antônio. O meia que veio da Portuguesa para a disputa da Série B foi titular durante a maior parte da campanha e participou de 14 gols decisivos no ano. Já Marco Antônio alternou momentos de titularidade com a reserva ao longo de 2021. Mesmo assim, esteve presente em 11 gols decisivos do Bota.


+ Botafogo espera acerto com nova fornecedora


No caso de Chay, é curioso notar a diferença de atuação dele com Marcelo Chamusca e Enderson Moreira. O principal articulador da equipe marcou oito gols na Série B, sete decisivos, sendo que seis foram com o ex-técnico e só um não mudou a pontuação da equipe (contra o Coritiba, na segunda rodada). Depois da chegada de Enderson, o meia passou a dar muito mais assistências. Em toda a competição também foram oito, sete delas decisivas e seis com o atual treinador alvinegro.




Chay comemora ano em que passou de quase amador a citado por Tite (https://ge.globo.com/video/chay-comemora-ano-em-que-passou-de-quase-amador-a-citado-por-tite-10090342.ghtml)


Quando o assunto é especificamente a Série B, o artilheiro do Botafogo na competição também é líder em todos os quesitos, mas com uma vantagem um pouco menor sobre Chay. Se ocupou o primeiro lugar isolado em toda a temporada, na competição nacional o posto de garçom decisivo é dividido entre a dupla.


+ Veja o que tem no episódio 5 de Acesso Total


Cada um deu sete passes para gol que fizeram com que o Botafogo deixasse de perder ou empatar uma partida. É justamente na categoria "assistências decisivas na Série B" que o top-3 não é formado por Navarro, Chay e Marco Antônio. O intruso na terceira colocação é Warley, que deu três passes para gols que mudaram a pontuação alvinegra, um a mais que o jogador emprestado pelo Bahia.



Dos atletas citados acima, só Chay é o que tem futuro definido e contrato mais longo no Botafogo. Rafael Navarro e Warley terminam o vínculo no fim da temporada e o clube tenta negociar uma extensão, sendo que o caso do centroavante é considerado mais improvável. A situação de Marco Antônio também é complicada, e o Bota ainda tenta novo empréstimo já que a compra é considerada difícil pela falta de dinheiro em caixa.



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Fonte: Por Redação do ge — Rio de Janeiro

sábado, 11 de dezembro de 2021

"Desci e subi jogando": Loureiro revela alívio com título do Botafogo e explica cobrança no vestiário


Após poucas oportunidades no profissional, goleiro da base virou titular às pressas na reta final da temporada 2020, em que o clube amargou o rebaixamento: "Conseguimos reverter"



O Botafogo mal respirava na Série A quando Diego Loureiro foi acionado na reta final da temporada 2020. Depois de apenas dois jogos no time profissional desde 2018, quando foi integrado, o goleiro foi "jogado aos leões" e estava em campo na derrota para o Sport, que decretou a queda para a Série B. As lesões dos principais goleiros obrigou o jovem a assumir a reponsabilidade.


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E o amadurecimento aconteceu de forma meteórica. Em ano que perdeu o avô e ganhou uma filha, Diego cresceu como ser humano. Em campo, foi peça importante na arrancada do Botafogo. No vestiário, a indignação do "cria" com os resultados no início da Série B arrepiou a quem está assistindo à segunda temporada de Acesso Total, série documental do sportv.



+ Veja o que tem no episódio 5 de Acesso Total





Diego Loureiro revela alívio com título do Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo


Diego nunca esteve satisfeito. E essa inquietação foi fundamental para que o goleiro agitasse os colegas em busca de uma virada de chave na temporada. Junto a outros líderes do elenco, o jovem tentou mostrar a quem chegava ao clube o tamanho da estrela solitária.


- Tínhamos tido maus resultados no Carioca e na Copa do Brasil e estávamos começando a tomar um rumo ruim na série B. Todo mundo ali é muito competitivo, só que no início a gente estava sem direção, não por parte da comissão ou da diretoria, acho que a gente não tinha encaixado ainda como grupo. Eu sou um pouco explosivo, mas eu prefiro lidar com o pessoal de outra forma, eu gosto de conversar, de ajudar os meninos da base, de receber dicas dos mais velhos também, porque me ajuda a absorver bastante coisa pra essa questão de liderança. Ali todo mundo entendia que a cobrança era pro bem e não tinha essa vaidade - contou ao ge.



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O acesso com o título da Série B é uma conquista coletiva, mas também tem forte significado individual para Loureiro, que estava em campo e deu as caras em momentos totalmente contrários num mesmo ano. O alívio representa mais confiança para começar a próxima temporada.


- Vivi polos totalmente opostos. Ano passado a gente tentava, treinava forte, mas não conseguia desenvolver dentro de campo, não conseguia colocar em prática, parecia que a gente fazia força e não saía do lugar. Os meninos da base começaram a jogar mais no final, sofremos bastante, jogamos jogos com o time já rebaixado, mas todo mundo ali se sentiu muito responsabilizado. O rebaixamento veio do início da temporada de algumas coisas fora de campo, porque quando fora não está dando muito certo fora pra dar certo dentro de campo é difícil.


- Hoje a diretoria se esforça bastante, está sempre sendo bem sincera. Esse ano foi totalmente atípico, a gente começou mal a temporada, mas conseguiu reverter, então isso dá uma alegria grande. Poder voltar com o Botafogo pra Série A é muito importante pra quem vem da base, porque a gente vivencia aquilo ali o tempo todo desde menino. Fiquei muito feliz também com todo mundo que chegou, que entendeu o que era o Botafogo, todos que estavam ali entenderam como é vestir essa camisa que é extremamente pesada.



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Confira cobrança de Loureiro no vestiário do Botafogo após derrota para o Brusque (https://ge.globo.com/video/confira-cobranca-no-vestiario-do-botafogo-apos-derrota-para-o-brusque-10093956.ghtml)


De férias após o fim da Série B, o goleiro não quer saber de moleza. Diferentemente dos últimos anos, quando estava abalado psicologicamente, Diego Loureiro está com a cabeça no lugar e continua se cuidando para se reapresentar na melhor forma em 2022. Leia abaixo o papo com o atleta:


Na série do sportv, Acesso Total, a gente vê uma alteração grande no estado anímico do grupo após a chegada de Enderson. Como foi vivenciar essa mudança com o passar dos jogos?

- Depois que o Enderson chegou, que a gente teve bons primeiros resultados, foi muito importante porque começa a dar confiança. Futebol passa muito pela confiança do atleta, pela cabeça boa. A gente ganhou o primeiro jogo do Confiança, a gente ganhou do CSA, e aí, como a torcida disse, começamos a embalar. Com certeza dá um ânimo melhor no vestiário. Apesar das derrotas, a gente nunca teve um vestiário ruim, a gente sempre se resolvia independentemente de qualquer coisa e a gente precisava ter essa sequência de bons resultados pra ter confiança.



Qual foi o ponto alto da temporada para você?

- Contra o Confiança, a gente estava com um homem a menos, tomamos uma pressão, eu pude ajudar com algumas defesas e vencemos. Eu até brinquei com o pessoal: "Acho que agora virou, a gente agora está com sorte, o trabalho está encaixando". Mas acho que o ponto alto, que aliviou todo mundo, foi o dia do acesso. A gente trabalhou o ano todo pensando nisso, saímos do 14º lugar, me senti aliviado até pelo fato de ter descido com o clube jogando. Desci e subi jogando.





Diego Loureiro e o preparador de goleiros Flavio Tenius — Foto: Vitor Silva/Botafogo


E o pior dia da temporada?

- Foi o da eliminação da Copa do Brasil para o ABC, era importante ter uma sequência nesse campeonato não só financeiramente para o clube, mas pra todos os atletas em questão de visibilidade. Foi bem dolorido. Apesar de eu não ter jogado aquele jogo, estou sempre torcendo pelos companheiros e a gente não conseguiu performar bem.


Como o Diego chega ao fim de 2021? O que mudou daquele goleiro que virou titular às pressas na reta final de uma temporada que culminou no rebaixamento do clube?

- Sou um Diego totalmente diferente. Depois que você é pai você tem uma responsabilidade diferente. Estou de férias, mas estou me cuidando pra poder voltar bem em 2022 e ajudar o clube. No início desse ano eu estava muito mal psicologicamente, por isso sou muito grato ao psicólogo Paulo Ribeiro, que me ajudou a suportar bastante coisa e entender que eu precisava mudar a minha cabeça, virar a chave.


- O nascimento da minha filha coincidiu com meu momento de oscilação na temporada, foi esse finalzinho de gravidez da minha esposa, eu me senti um pouco preocupado em viajar e deixá-la sozinha. Mas não é desculpa pros erros que eu tive, esses erros me ajudaram a amadurecer. Depois que minha filha nasceu eu me senti mais leve, consegui estabilizar de novo, performar bem e eu espero voltar mais forte ainda pra 2022. O clube tem que repetir essa questão do diálogo, da conversa, de tentar ser o mais transparente possível conosco, que foi fundamental esse ano.


"O Botafogo precisa estar em lugares bem importantes, bem altos, porque esse clube é gigante, essa camisa realmente enverga varal".




Diego Loureiro se firma no gol do Botafogo e é um dos destaques do time na Série B (https://ge.globo.com/video/diego-loureiro-se-firma-no-gol-do-botafogo-e-e-um-dos-destaques-do-time-na-serie-b-9965245.ghtml)  



Você está assistindo à série Acesso Total? Como é se ver nas imagens, chamando a responsabilidade dentro do vestiário?

- É diferente ver as coisas de fora, eu fiquei até um pouco assustado com aquela cobrança no terceiro episódio, na hora a gente faz tudo de cabeça quente. Ter as câmeras ali todo dia é engraçado, tem gente gravando o tempo todo. Durante a temporada a gente foi se adaptando, mas foi uma situação diferente, foi bem engraçado e valeu a pena.



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sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

À espera de acerto com nova fornecedora, Botafogo desenha uniformes para 2022


Clube tem negociações avançadas com a Volt, mas ainda precisa alinhar alguns pontos; contrato com a Kappa termina no fim do ano e a própria marca ainda está no páreo



Apesar de ainda não ter definido quem será a fornecedora de material esportivo para o ano que vem, o Botafogo já tem desenhado o uniforme de 2022. O atual contrato com a italiana Kappa termina em dezembro deste ano e o clube segue negociando para definir qual marca estará no lado direito do peito alvinegro para a próxima temporada.


Entre as empresas concorrentes, as conversas mais avançadas são com a brasileira Volt - que também é a fornecedora de Figueirense, América-MG, Santa Cruz, entre outros. Porém, há mais empresas no páreo, entre elas a própria Kappa, que é quem está à frente dos uniformes do clube desde o meio de 2019. Certo é que o clube não partirá para a marca própria na temporada que vem, visto que não haveria tempo hábil para a implementação.




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Atual camisa 1 do Botafogo, fornecida pela Kappa — Foto: Divulgação


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A definição de quem será a fornecedora do Botafogo sairá ainda neste ano, já que o clube precisa colocar em ação o novo uniforme antes da estreia do masculino no Campeonato Carioca. O primeiro jogo da equipe principal em 2022 está previsto para o dia 23 de janeiro, penúltimo domingo do mês, quando encara o Boavista, fora de casa.


Por mais que ainda não tenha batido o martelo, o Botafogo não planeja que a fornecedora do ano que vem vá além de 2024, quando termina o mandato de Durcesio Mello. A atual diretoria sempre alegou que não pretende que os contratos assinados por uma gestão invadissem a administração seguinte.



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Uniforme 4 ganhou elogios quando foi lançado — Foto: Vitor Silva/Botafogo


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Botafogo apresenta projeto de museu em evento na sede do clube (https://ge.globo.com/video/botafogo-apresenta-projeto-de-museu-em-evento-na-sede-do-clube-10110259.ghtml)



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Caso a marca escolhida não seja a Kappa, haverá ainda um processo de transição entre uma fornecedora e outra que deve acontecer nos primeiros meses do ano que vem. Se o profissional deve estrear no Estadual com o novo desenho que o clube projetou, independente da fornecedora - algo que já acontecia antes - isso seria atualizado gradativamente nas categorias de base e também no futebol feminino.


Uma das questões a serem resolvidas pelo Botafogo para 2022 é o funcionamento das lojas físicas. Após o sucesso da parceria online, um dos objetivos do clube é reestabelecer a operação de, no mínimo, duas lojas até março, segundo o Plano de Metas. Elas ficariam localizadas na sede de General Severiano e também no Estádio Nilton Santos. Em entrevista ao ge em outubro, o diretor de negócios do Botafogo, Lênin Franco, disse que a volta da loja física está diretamente relacionada à definição da fornecedora de 2022.


- O desenrolar da loja física está muito atrelado ao desenrolar do fornecedor de material esportivo. Porque existem formatos diferentes e modelos de negócio. Têm modelos de negócio que a marca fornece mas não opera a loja, aí você tem que ter um terceiro. Se for esse modelo precisa abrir concorrência para interessados nessa questão, que é mais demorado. Tem modelo que a própria marca opera a loja - se a gente for por esse caminho, vai ter momento em que a própria marca assume imediatamente - e tem o modelo que se fosse de marca própria o clube iria operar a loja, se quisesse, para aumentar ainda mais a receita. Mas a loja vai estar inteiramente ligada à resolução do material esportivo.


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Fonte: GE/Por Davi Barros e Emanuelle Ribeiro — Rio de Janeiro