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segunda-feira, 4 de abril de 2022

Botafogo começa semana decisiva para estreia na Série A



Glorioso entra na reta final da preparação para encarar o Corinthians no domingo (10), às 16h, no Nilton Santos; confira quais os desafios da equipe no primeiro mês





Luís Castro fará sua estreia no comando do Botafogo contra o Corinthians (Foto: Vítor Silva/Botafogo)



Os campeonatos estaduais chegaram ao fim e agora começará o Campeonato Brasileiro de 2022. Esta semana será decisiva para últimos ajustes na preparação do Botafogo, uma vez que no próximo domingo (10), o alvinegro carioca enfrenta o Corinthians pela primeira rodada do Brasileirão, às 16h, no Nilton Santos. A partida será marcada pela primeira vez do técnico Luís Castro na beira do campo no comando do Botafogo. E quais são as dificuldades do alvinegro nesta temporada? O LANCE! aponta os maiores desafios do time carioca abaixo.


Pouco tempo de preparação

Luís Castro chegou ao Brasil no dia 27 de março e viu a eliminação do clube para o Fluminense na semifinal do Campeonato Carioca. Logo após, o treinador iniciou o trabalho, visando a preparação para o início do Campeonato Brasileiro.


No total foram 14 dias de treinamentos, que são insuficientes para a implementar e assimilar uma nova metodologia. Neste sábado (02), o Glorioso venceu o Volta Redonda em um jogo treino e, apesar da vitória, o esboço do time titular ainda não possuem o entrosamento ideal.

Porém, é notório que o Alvinegro já começa a ter uma nova identidade. Um time mais ofensivo, com rápida troca de passes, movimentação, compactação e forte pressão na saída de bola do adversário e quando perde a bola.


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Quantidade de partidas e calendário apertado

Neste ano o calendário do futebol brasileiro será mais pesado, em razão da mudança na data da Copa do Mundo no Qatar. O Brasileirão terminará praticamente um mês antes do que normalmente acaba. Grande parte das semanas terão de dois a três jogos e, isso, sem contar com a Copa do Brasil.

Assim, comissão do treinador Luís Castro e todos os departamentos envolvidos necessitarão preparar adequadamente os seus atletas para aguentarem o cruel calendário.

O assunto também foi alvo de críticas por parte de John Textor. O empresário declarou em entrevista ao jornal 'O Globo' que a quantidade de jogos no Brasil não é certa para a saúde e que as pessoas tem que ter sanidade.

- O Brasil tem muitos jogos. Ouvi alguém me dizer que o Palmeiras jogou 88 partidas, isso não pode acontecer. Não é certo para a saúde. As pessoas têm que ter um pouco de sanidade aqui embaixo - afirmou Textor


Paciência do torcedor

O torcedor está confiante e esperançoso com o Novo Botafogo que está surgindo, graças ao empresário John Textor. No entanto, é sabido que no Brasil os resultados vitoriosos são mais importantes.

Os botafoguenses têm a chance de contribuir para o início desta mudança de mentalidade no país. Afinal, nos países onde contam com as melhores ligas, o trabalho em si é tem mais importância no futebol do que o resultado.


Confira os jogos do Botafogo no mês de abril:

​1ª rodada: 10 de abril - Botafogo x Corinthians (às 16h no Nilton Santos)
2ª rodada: 17 de abril - Ceará x Botafogo (às 19h no Castelão)
3ª rodada: 24 de abril - Atlético-GO x Botafogo (às 19h no Antônio Accioly)


Fonte: LANCE/Matheus Guimarães/Rio de Janeiro (RJ)

Sampaio, do Botafogo, emociona ao lembrar de passado difícil: "Diziam que eu estava próximo do mal"


Primeiro reforço da Era Textor a estrear pelo clube, zagueiro afirma que perspectiva de futuro do clube pesou na escolha pela volta ao Brasil



Aos 27 anos, Philipe Sampaio contraria a estatística da maioria dos meninos que cresceram em lugares como Cohab Raposo Tavares, em São Paulo. Hoje, o zagueiro tem anos de Europa na bagagem e chegou com pompa ao Botafogo, como primeiro reforço da era John Textor. Glamour que o jogador não deixa apagar as origens.


- O projeto social me tirou da rua. Muita gente dizia que eu estava mais próximo do mal do que do bem, mas foi dali que saí para fazer testes no São Paulo. Hoje, tenho condição de ajudar para mostrar que outros garotos também podem. Mesmo que não seja atleta, mas para ser um grande ser humano - disse em papo com o ge.


- Quando entrei no Maracanã, comecei a lembrar dos meus pais, que saíam para trabalhar e me deixavam sozinho para ir treinar. Agora, estou em um dos maiores palcos do Brasil. Isso motiva muito. Quero que esses meninos tenham a mesma oportunidade - completou.




Philipe Sampaio, Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo



Além da carreira no futebol, que mudou a realidade da família, Philipe tem no projeto social um orgulho pessoal. O jogador iniciou no esporte na mesma iniciativa e, quando a ida à Europa começou a dar frutos, fez contato com o antigo professor para revitalizar o programa e dar suporte à garotada da vizinhança. Hoje, a ajuda chega a 70 crianças.


Essa parte da vida do jogador do Botafogo não tem a ver só com o pessoal. O fora de campo influencia na postura no campo e no dia a dia de trabalho do clube. O zagueiro não esconde: gosta de tomar iniciativa e quer ser um líder na nova equipe. Sampaio falou sobre esse e outros assuntos no bate-papo com o ge.




Sampaio leva na pele homenagem a projeto social — Foto: Thayuan Leiras/ge



ge: Na chegada, você destacou o papel de liderança que deseja ter e disse que espera aprender com Carli. Como foram os primeiros contatos com o capitão?

Sampaio: Ele me recebeu muito bem, me apresentou a uma pessoa para me mostrar o Rio de Janeiro, achar um lugar para morar. Falei que já assistia aos jogos do Botafogo e conhecia ele há muito tempo. Foi muito positivo.


Já fui estrangeiro fora do país, sei como é, e ele é uma grande fonte de aprendizado para mim. Gosto desse mesmo perfil, de ajudar, de falar, e ele é um grande exemplo. Estou sentando do lado dele no vestiário, então está sendo bem positivo.


A torcida elogiou as suas atuações e o seu estilo. Esperava essa conexão imediata?


O torcedor gosta de quem se entrega, de quem se dedica. Antes de vir, já recebi milhares de mensagens. Depois, mais ainda. Eles podem sempre esperar de mim muito entrega, muita vontade. Às vezes, as coisas não acontecem como a gente quer, mas vamos sempre trabalhar. Vou na rua e tenho o trabalho reconhecido, isso é muito legal.


Mesmo assim, ainda é cedo. Tenho o pé no chão e sei que preciso fazer um trabalho consistente. Na Europa, muitas vezes você não tem esse calor humano, então deixa a gente feliz e chega a surpreender. Agradeço de coração.


Está gostando das primeiras semanas de volta ao Brasil?

Tem acontecido tudo muito rápido. A saída da França, a chegada, acolhimento das pessoas do Botafogo. Quem está fora sente falta disso, do brasileiro. A torcida e os funcionários me tratam de um jeito que parece que estou aqui há anos. Em campo, foram dois clássicos, muito importantes para a minha adaptação. Tem sido bom.


Você foi o primeiro reforço da SAF do Botafogo a estrear. Sentiu esse peso?

É o Botafogo, é a instituição sempre, que é muito grande. Vim para jogar. Falaram da possibilidade e eu topei na hora. Nem conhecia os nomes de alguns companheiros, mas vim para jogar. Além de estar em uma semifinal, um clássico, jogo importante. Aconteceu de só conseguirem a minha inscrição a tempo e eu quis muito jogar.


Já trabalhei em outros clubes da Europa que tinham esse modelo. E vinha acompanhando o noticiário, assisto muito. Já sabia do projeto e até me surpreendi com o convite. Sabia que seria um planejamento correto, com essa forma europeia de administrar, profissional, e foi muito fácil aceitar.





Zagueiro recebeu o ge no Nilton Santos — Foto: Thayuan Leiras/ge



Você tinha proposta para continuar na Europa, não é?

O clube na França me comunicou que queria me transferir para outro clube na Europa, mas avisei que gostaria de voltar para o Brasil. Por tudo, pelo meu país, pelo clube, pelo projeto. Trabalhei para isso e estava esperando uma oportunidade.


Ansioso para o primeiro Brasileirão da carreira?


Saí muito jovem, e qualquer brasileiro sonha em jogar o nosso campeonato. Fui embora muito jovem. Agora, estou mais maduro, as experiências me deixam mais tranquilo. Estamos nos preparando para fazer não só uma estreia boa, mas todo um campeonato. Não é como começa, e sim como termina. Precisamos terminar o ano bem, esse é o objetivo do clube.


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O novo Botafogo é ambicioso, mas o projeto está só começando. Como administrar a expectativa da torcida?

A torcida sabe do momento, viveu momentos difíceis e está pronta para ver esse novo Botafogo. Eles são a parte principal desse projeto, que é de médio a longo prazo. Não dá para mudar tudo de uma hora para outra, e eles já sabem disso. A torcida vai nos ajudar. Estão eufóricos, felizes. Do nosso lado, acho que as semifinais mostraram algumas limitações, mas também toda a vontade que vamos ter. Vamos dar tudo para trazer alegrias para eles.


Qual foi a primeira impressão sobre o Luís Castro?


A gente conversa entre os jogadores, estão todos felizes e surpresos. Intensidade, forma de trabalhar, entrega... Dentro do nosso país tem pessoas de alta qualidade também, mas eles vieram com um plano para nos ajudar. O Luís Castro vai ser muito importante para desenvolver o clube, é um recomeço.


O que ficou de positivo do Campeonato Carioca?

Sempre temos que tirar lições, coisas positivas. A final ainda não era nossa... Ficamos tristes pela forma como aconteceu, mas satisfeitos com a nossa atuação, com a postura dos jogadores. Chegamos perto com uma equipe jovem, em transição após uma Série B. É uma base que trabalhou em cima da dificuldade e merece o reconhecimento.


Foi difícil de digerir (a eliminação), porque o resultado estava praticamente garantido. Já passou, vamos pensar em frente. Esse momento nos deixa mais maduros para os próximos desafios.


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Fonte: GE/Por Bernardo Serrado e Thayuan Leiras — Rio de Janeiro

domingo, 3 de abril de 2022

Chay perto da área, mudanças de funções e goleiro atuante: pistas do Botafogo de Luís Castro


Jogo-treino contra o Volta Redonda mostra ensaio do time que pode estrear no Campeonato Brasileiro no próximo domingo. Técnico português testa seis reforços durante atividade




A torcida do Botafogo ganhou no último domingo algumas pistas para o início da caminhada no Campeonato Brasileiro, no próximo dia 10, contra o Corinthians, no Nilton Santos. No jogo-treino contra o Volta Redonda, Luís Castro indicou novidades no primeiro "rascunho" de um time repleto de reforços.


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Chay em jogo-treino do Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo


Foi apenas o quinto dia de treino com o novo treinador, e o momento não é de tirar conclusões. Ainda mais contra um rival que fez feio no Carioca ao terminar na lanterna. No entanto, o treino aberto sugeriu escolhas que já estavam no discurso do português. Além dos nomes em campo, foi possível perceber um esquema diferente, com outras funções mesmo para velhos conhecidos.


Os titulares do treino: Douglas Borges; Daniel, Kanu, Klaus e Hugo; Patrick de Paula, Oyama, Chay e Piazon; Victor Sá e Erison.


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Luís Castro esboçou time com reforços — Foto: Vitor Silva/Botafogo


Novidades da defesa ao ataque

O torcedor já esperava um jeito de jogar diferente, e o Botafogo confirmou, ainda discretamente, contra o Voltaço. Os primeiros 60 minutos de um total de 90 da disputa serviram para analisar os movimentos dos jogadores. Depois disso, o time mudou muito, com a entrada de muitos garotos.


Castro cobrou iniciativa, controle do jogo e passes rápidos. Na defesa, a primeira novidade: participação ativa do goleiro para manter a posse de bola. Erros aconteceram e podem assustar os alvinegros no Brasileirão, mas são quase inevitáveis no processo. É preciso treino e ensaio que só o tempo pode dar.



Uma das mudanças mais notadas foi a liberdade para Daniel Borges, um lateral mais conservador desde os tempos do antigo técnico, Enderson Moreira. O defensor atuou como ponta por muitos momentos, já que Piazon, com estilo mais armador, abriu o corredor pela direita. Ao contrário do lado esquerdo, que teve um Victor Sá solto e sem medo de encarar a marcação. No time de Castro, o atacante deve esticar o campo por aquela ponta. Por isso, o lateral-esquerdo, Hugo, pouco avançou.


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O Botafogo que iniciou o treino — Foto: ge


No meio de campo, os grandes responsáveis por levar a bola ao ataque foram os volantes. Quando o Botafogo tinha a bola, Chay formou dupla com Erison e se uniu aos demais atacantes. O meia não fez os movimentos de antes, de buscar a bola na intermediária ou até mesmo na defesa. Esperou na frente para dar o último passe e se mostrou mais finalizador.


Reforços se apresentam

Além do jeito de jogar, as atuações individuais também foram destaque. Entraram em campo seis reforços que ainda não jogaram na temporada. Só um deles já era conhecido da torcida: o volante Luís Oyama, que retorna ao clube. O lateral-direito Saravia foi o único a começar no banco, mas fez boas jogadas no ataque.


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Victor Sá empolgou o torcedor com lances de habilidade — Foto: Vitor Silva/Botafogo


Os grandes destaques foram os contratados mais badalados do momento, o volante Patrick de Paula e os atacantes Victor Sá e Lucas Piazon. Patrick teve liberdade pelo meio, abusou dos lançamentos e estava com a mira afiada. Em uma das bolas longas, deixou Victor Sá na cara do gol.



O atacante, aliás, foi a cara nova que mais se destacou. Ganhou com frequência da marcação e achou soluções tanto pela linha de fundo quanto pelo meio, para finalizar. Quase marcou um golaço no segundo tempo. Piazon atuou como um meia pela direita e foi um pouco mais discreto, mas mostrou visão de jogo para dividir a responsabilidade da armação com Chay.


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Fonte: GE/Por Thayuan Leiras — Rio de Janeiro