As primeiras horas em terras tupiniquins não foram nada agradáveis. O dono do Botafogo viu a equipe criar, mas ser superada pelo Peixe e acumular a quarta derrota seguida. Os compromissos de Textor no país vão além do que este duelo, contudo.
O norte-americano pretende ter uma reunião pessoalmente com os representantes de Matheus Nascimento para selar a renovação do atacante de 18 anos com o Botafogo. Os ajustes para a extensão do vínculo do atleta foram encaminhados em um encontro durante o último fim de semana, mas o empresário quer colocar "os pingos nos is". O atual vínculo do jogador acaba no fim do ano.
John Textor também irá à Brasília na sexta-feira para participar de uma reunião da Libra sobre a Liga Brasileira de Clubes. O Botafogo se comprometeu em se filiar com o grupo em maio e o empresário vai se reunir com alguns representantes dos clubes envolvidos para debater detalhes do formato futuro da possível competição.
O norte-americano está em constante contato com André Mazzuco sobre as questões de negociações - existem reuniões diárias entre o norte-americano e a diretoria brasileira. Daqui, porém, o empresário buscará adiantar, de vez, situações que estão emperradas, como é o caso de Martín Ojeda, do Godoy Cruz-ARG.
Textor, claro, vai acompanhar o jogo do Botafogo contra o Athletico Paranaense in-loco no Estádio Nilton Santos no próximo sábado. Como de praxe, ele fará visitas às estruturas do Alvinegro - com foco no CT - para acompanhar como estão as obras.
Apesar da derrota para o Santos, na Vila Belmiro, time de Luís Castro apresentou evoluções promissoras
O que falta a um time que soma 10 derrotas em 13 jogos e marca apenas um gol nas últimas sete partidas? A pergunta poderia enumerar muitas justificativas se esses números do Botafogo fossem analisados friamente. Mas o fato é que a lista de problemas do time que perdeu por 2 a 0 para o Santos nesta quarta (20) está bem menor do que a da equipe do início desta sequência negativa.
A começar pela diferença no papel. Por exemplo: Daniel Borges, lateral-direito, era improvisado no flanco oposto. Agora, o Botafogo parece estar prestes a resolver o setor com a chegada de Marçal, que estreou na Vila Belmiro. Chay jogava com mais frequência e, na viagem para Santos, ficou fora da lista dos relacionados por opção técnica. Gustavo Sauer estava no DM. Lucas Fernandes ainda amadurecia as boas atuações que vem emendando. Jeffinho não havia sido "descoberto" por Castro.
Elencar pontos positivos em meio a um período ruim pode soar exagero. No entanto, é nítida a evolução do Botafogo nos dois últimos confrontos, mesmo que o placar tenha terminado desfavorável para os cariocas diante do Atlético-MG e do Santos.
Jefinho em ação no Santos x Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo
O gol não saiu, mas não por falta de tentativa: foram 22 finalizações - metade delas, no alvo, segundo o Footstats. Para o time de Luís Castro, restou assistir à noite inspirada do goleiro João Paulo, que acumulou defesas difíceis e lamentar uma bola na trave em arremate de longe de Lucas Fernandes.
Principalmente nos 15 minutos iniciais da partida, algumas ideias de Luís Castro ficaram bem evidentes. Neste período, o Botafogo finalizou quatro vezes, empurrando o Santos contra o próprio gol. As jogadas de ataque foram promissoras.
A começar pelo chute na trave de Lucas Fernandes e à forma como a bola chegou até o meia. O lance começou na defesa com Kanu, que acionou Oyama no círculo central. O volante deu dois toques na bola: um para dominar e outro para passar para Tchê Tchê, que encontrou Lucas Fernandes na intermediária de ataque também com apenas dois toques.
Apenas cinco segundos e sete toques separam o momento em que a bola saiu dos pés de Kanu e encontrou a perna direita de Lucas Fernandes. Todos os passes foram verticais, o que indica que o Botafogo pode apostar no aprimoramento desta solução para surpreender os adversários na sequência do Brasileirão.
Outra estratégia que começou a ser esboçada foi a marcação na saída de bola do Santos. Em um minuto, o Botafogo criou duas chances assim. A primeira delas surgiu com Tchê Tchê pressionando Madson, que tentava sair de seu campo defensivo avançando pela direita. O movimento do volante botafoguense fez o lateral adversário forçar o passe em direção à sua própria área, onde Matheus Nascimento aproveitou o cochilo santista para ficar cara a cara com João Paulo, que conseguiu a defesa.
A segunda começou com Saravia no lado oposto. Ele roubou a bola quando o Santos ensaiava sair em contra-ataque. O lateral avançou até ingressar na área e chutou cruzado, no pé da trave adversária. Neste momento, a melhor opção era, em vez de concluir, acionar Matheus Nascimento, que estava livre na pequena área, a poucos metros do argentino. Outra chance oriunda da pressão na saída de bola adversária.
É clichê recorrer a uma conclusão simplista e dizer que o Botafogo merecia ter ganho o jogo, pois, contra o Santos, a produção ofensiva melhorou e realmente deixou essa impressão - tanto que Luís Castro disse exatamente isso em sua entrevista coletiva. No entanto, o time continua pecando na transição defensiva, na bola aérea e contando com repetidos erros individuais de, principalmente, Kanu e Saravia. Por consequência, acaba com o placar em desvantagem ao fim da história.
Há evolução no Botafogo, e o resultado positivo parece ser questão de tempo para corresponder às atuações. A perspectiva otimista também leva em consideração os reforços que estão por chegar (como é o caso do atacante Luis Henrique) e os que estão por se afirmar (como Marçal e Eduardo, que estrearam contra o Santos após chegarem na segunda janela de transferências).
O certo é que o time das 10 derrotas em 13 jogos e apenas um gol nas últimas sete partidas parece começar a ficar distante do Botafogo que entrou em campo contra o Atlético-MG e contra o Santos, pelo Brasileirão.
Ainda sob o comando do interino Marcelo Fernandes, mas já acertado com o técnico Lisca, o Santos tenta dar fim à irregularidade da equipe dentro do Brasileirão. Com 22 pontos, o Peixe busca voltar a vencer para tentar se aproximar do G-6 e abrir vantagem na luta contra o Z-4. Uma derrota pode deixar o time apenas um ponto à frente da zona de rebaixamento.
O Botafogo busca se reabilitar no Brasileirão. O time de Luís Castro não vence há um mês: a última vitória foi no épico confronto com o Inter, no Beira-Rio, em vitória de virada por 3 a 2, em 19 de junho. Após eliminação na Copa do Brasil para o América-MG em placar agregado de 5 a 0, Luís Castro tem dois reforços após abertura da janela: o lateral-esquerdo Marçal e o meia Eduardo.
Transmissão: Globo com narração de Luis Roberto e comentários de Ana Thaís Matos, Júnior e Sandro Meira Ricci, e Sportv e Premiere com narração de Júlio Oliveira e comentários de Carlos Eduardo Lino e PC Vasconcellos.
Marcelo Fernandes deve comandar o Santos pela última vez antes da chegada de Lisca, próximo técnico do Peixe. Para o confronto com o Botafogo, a expectativa é de que o interino mantenha a base dos últimos jogos, ganhando o retorno de Rodrigo Fernández, que desfalcou o time contra o Avaí por causa de um desconforto muscular. Já Maicon, Lucas Pires e Sandry seguem se recuperando de lesões.
Pendurados: Eduardo Bauermann, Vinícius Zanocelo, Camacho, Bruno Oliveira e Jhojan Julio.
Desfalques: Maicon (lesão na panturrilha esquerda), Sandry (lesão na coxa esquerda) e Lucas Pires (lesão no joelho direito).
Escalação provável: João Paulo; Madson, Luiz Felipe, Eduardo Bauermann e Felipe Jonatan; Rodrigo Fernández, Vinícius Zanocelo e Carlos Sánchez; Léo Baptistão, Lucas Braga e Marcos Leonardo.
Provável escalação do Santos para o jogo contra o Botafogo — Foto: ge
As atrações do Botafogo são os reforços que chegaram para a segunda janela de transferências do no, aberta em 18 de julho: o lateral-esquerdo Fernando Marçal e o meia Carlos Eduardo. Os dois foram regularizados no BID na terça (19) e têm condições legais de jogo.
Pendurados: Erison, Hugo, Lucas Fernandes e Philipe Sampaio.
Desfalques: Breno, Del Piage, Kayque, Diego Gonçalves, Cuesta, Carlinhos, Rafael, Victor Sá, Barreto e Patrick de Paula (machucados).
Escalação provável: Gatito Fernández; Saravia, Philipe Sampaio, Kanu e Hugo (Marçal); Patrick de Paula (Oyama), Tchê Tchê e Lucas Fernandes; Gustavo Sauer (Lucas Piazon) e Vinícius Lopes (Jeffinho); Erison
Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC) Assistente 1: Bruno Boschilia (PR) Assistente 2: Henrique Neu Ribeiro (SC) Quarto árbitro: Ilbert Estevam da Silva (SP) Árbitro de vídeo: Daniel Nobre Bins (RS)