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segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Diretor revela bastidores da negociação do Botafogo com Tiquinho Soares



Atacante precisou cumprir exigência com antigo time antes de acertar com o Glorioso




O Botafogo, que é líder do Campeonato Brasileiro de 2023, tem um claro destaque no time: o atacante Tiquinho Soares. Artilheiro do Campeonato Brasileiro com 13 gols marcados, o camisa 9 chegou em 2022 sem grandes expectativas e rapidamente se tornou uma referência.






André Mazzuco revela bastidores da contratação de Tiquinho Soares pelo Botafogo (https://ge.globo.com/video/andre-mazzuco-revela-bastidores-da-contratacao-de-tiquinho-soares-pelo-botafogo-11935658.ghtml)



Contratado na segunda janela de 2022, o centroavante foi peça-chave na arrancada alvinegra na reta final do campeonato. Mas a chegada quase não aconteceu por conta de uma exigência do antigo clube do camisa 9.


- A negociação foi muito difícil porque o clube não queria liberar e eles exigiram que, para liberar, o Tiquinho ficasse mais três jogos. Sempre tem aquele medo. Dentro das ferramentas que a gente utiliza, há uma de histórico de lesões, o Tiquinho tinha hum histórico super limpo. Ele falava: "Nunca machuquei". E nós: "Cuidado, cuidado!" - revelou o diretor de futebol André Mazzuco.


As últimas três partidas eram referentes à participação do Olympiacos na fase preliminar da UEFA Champions League daquele ano. Apesar da eliminação do time grego na competição europeia, as circunstâncias viraram também um problema para o Alvinegro.


O que aconteceu? No último jogo, o Tiquinho machuca. Eu falei: "John, o Tiquinho machucou, a gente vai fazer os exames, a princípio uma lesão muscular. O Tiquinho é um plano para agora, mas muito mais para o ano que vem". Então, o John falou: "Nós vamos dar andamento? Vamos dar andamento!"
— André Mazzuco




Confira os gols de Tiquinho Soares no Brasileirão 2023 (https://ge.globo.com/video/confira-os-gols-de-tiquinho-soares-no-brasileirao-2023-11696973.ghtml)


Apesar da contusão, o clube seguiu com o planejamento de contratar o camisa 9. O entendimento era que ele poderia contribuir dentro do que era planejado como estilo de jogo do time com Luís Castro, treinador naquele momento.


- E aí o Tiquinho mesmo ficou: "Vocês vão querer agora?" Falei: "Tiquinho, não muda nada no nosso plano. Era uma condição do clube, mas a gente quer você da mesma forma". A gente anuncia ele e é muito sincero na mensagem: "Tiquinho tem uma lesão, vai ter que se recuperar para depois estrear". Aquela coisa, não é uma informação que todo mundo gosta, mas a gente bancou, o John deu o suporte e a gente trouxe - afirmou Mazzuco.


O fim do negócio, todos os Alvinegros sabem. Contrato assinado e o atacante que mudou o patamar do Botafogo desde que estreou. O centroavante assinou até o fim de 2024 e rapidamente se tornou referência no elenco alvinegro.


Desde a chegada ao clube, são 53 partidas partidas, 31 gols marcados e nove assistências para o camisa 9. O Glorioso, que brigava para não ser rebaixado no meio de 2022, passou a disputar uma vaga na Libertadores e hoje tem grandes chances de ser o campeão Brasileiro de 2023.




Tiquinho Soares, Botafogo — Foto: Vítor Silva/Botafogo



Liderando o Campeonato Brasileiro com 51 pontos somados e 10 de vantagem sobre o segundo colocado, atualmente o Palmeiras, o Glorioso volta à campo no dia 16 de setembro, às 21h, contra o Atlético-MG na Arena MRV.


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Fonte: ge/Por Giba Perez e Richard Souza — Rio de Janeiro

domingo, 10 de setembro de 2023

Comparados ao Botafogo, como estavam Arsenal e Napoli na 22ª rodada?



Clubes europeus são frequentemente usados como exemplos para a arrancada do líder do Brasileirão




Desde o início da arrancada do Botafogo no Campeonato Brasileiro, que somou 51 pontos em 66 possíveis e uma vantagem de 10 pontos sobre o segundo colocado, atualmente o Palmeiras, comparações são feitas nas redes sociais. Os rivais usam o Arsenal, vice-campeão inglês, como exemplo para dizer que o Glorioso pode terminar sem a taça. Já os torcedores se espelham no Napoli, campeão italiano com desempenho inicial semelhante.




Líder do Brasileirão, Botafogo volta aos treinos hoje (https://ge.globo.com/video/lider-do-brasileirao-botafogo-volta-aos-treinos-hoje-11930888.ghtml)



De olho nos exemplos, seja positivo ou negativo, o ge levantou como era a campanha dos dois times na 22ª rodada, mesmo momento que vive o Brasileirão agora.


Na Premier League, os Gunners tinham uma pontuação bem semelhante à do Glorioso, eram 53 no total, mas a vantagem era consideravelmente menor. Apenas cinco pontos para o segundo colocado, ninguém menos que o Manchester City, que terminou campeão.


A maior vantagem que os londrinos conseguiram abrir para os Citizens foi de oito, na 18ª rodada. O Botafogo já teve 13 sobre o principal rival direto, mas pode ver essa diferença cair para nove se o Grêmio vencer a partida que tem atrasada.


No Italiano, o Napoli tinha campanha ainda mais espetacular do que o Glorioso. Após 22 partidas, a equipe do sul da Itália tinha 59 pontos, com 19 vitórias, dois empates e só uma derrota. A diferença para o perseguidor imediato, então a Inter de Milão, já era de 15 pontos.


A equipe napolitana terminou o campeonato com 90 pontos e 16 de vantagem sobre o vice-campeão, que foi a Lazio. Foram somente quatro derrotas em toda a competição. O Arsenal fechou a Premier League com 84, mas ficou cinco atrás do City, que foi o vencedor com 89.


Vale ressaltar, o parâmetro de pontuação do Brasileirão é diferente dos campeonatos europeus por conta do equilíbrio. Os 84 feitos pelos Gunners dariam o título em 18 das 19 edições do Campeonato Brasileiro na era dos pontos corridos com 20 times. Só o Flamengo, em 2019, superou a marca terminando com 90.




Bruno Lage, Botafogo — Foto: André Durão/ge



O Botafogo volta à campo no dia 16 de setembro, às 21h, contra o Atlético-MG na Arena MRV, em Belo Horizonte. O jogo é valido pela 23ª rodada do Brasileiro e terá transmissão em 4K do sportv para todo o Brasil.


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Fonte: Por Redação do ge — Rio de Janeiro

sábado, 9 de setembro de 2023

Como Bruno Lage pode encaixar Gabriel Pires e Tchê Tchê no Botafogo? Comentaristas opinam



Treinador optou por começar a partida contra o Flamengo com o camisa 14 como titular, mas vem buscando alternativas com os dois juntos em campo



O técnico Bruno Lage vive um dilema no comando do Botafogo: como encaixar Gabriel Pires e Tchê Tchê em um mesmo time, já que os jogadores ocupam uma faixa semelhante de campo e uma função parecida, apesar de terem características diferentes?







Diretor de futebol do Botafogo garante Bruno Lage como técnico (https://ge.globo.com/video/diretor-de-futebol-do-botafogo-garante-bruno-lage-como-tecnico-11921381.ghtml)



Durante boa parte dos 12 jogos que fez como treiandor, Lage não foi colocado frente a esse dilema porque Pires esteve lesionado até o jogo contra o Defensa y Justicia, no dia 23 de agosto, quando retornou.


A partir dali, foram quatro partidas, três delas com ambos à disposição, as duas contra os argentinos, na Copa Sul-Americana, e o clássico contra o Flamengo, o camisa seis cumpriu suspensão contra o Bahia no Brasileirão. Eles estiveram em campo simultaneamente durante 104 minutos nos dois jogos da competição continental.


No primeiro, iniciaram juntos, com Tchê Tchê sendo usado como uma espécie de meia pelo lado direito e Pires na função de segundo homem de meio. Na volta, o camisa 6 entrou no lugar de Marlon Freitas e exerceu a função de primeiro homem de meio, o que ele já fez em 2022.


Na derrota para o Flamengo, Gabriel Pires foi substituído justamente pelo companheiro, que começou a partida na reserva. Como o camisa 14 foi expulso após o apito final, não será na próxima partida, contra o Atlético-MG, às 21h do dia 16 de setemebro, na Arena MRV, que os dois poderão jogar juntos, mas a dúvida se apresenta para Bruno Lage. Pensando nisso, o ge consultou os comentaristas Marcelo Raed e Pedro Moreno sobre as alternativas para o português conciliar os dois na equipe titular:




Gabriel Pires, Tchê Tchê e Marçal comemoram gol do Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo



Marcelo Raed (Comentarista)

"Primeiro de tudo, a gente tem que entender a forma de jogar do Bruno Lage. Ele tem montado um time com 4 meio-campistas, sendo um deles pelo direito lado do campo. Tchê Tchê e Gabriel Pires gostam de jogar por dentro, então essa opção de lado de campo não faz muito sentido.


Teoricamente, para encaixar os 2 no mesmo time, ou o primeiro volante, Marlon Freitas, ou o meia armador, Eduardo, precisam ou se reposicionar em campo ou começar a render abaixo, pois, no momento, a vaga é deles com folga. Não imagino o encaixe de Tchê Tchê e Gabriel juntos com Marlon e Eduardo no plano tático do Bruno Lage".


Agora, por características, Gabriel Pires entrega mais força física. Tchê Tchê mais versatilidade do meio-campo. Acredito que esse encaixe seja jogo a jogo, analisando a característica adversário e como o time pode se porta
— Marcelo Raed


Pedro Moreno (Comentarista)

"Se a gente pegar o melhor momento do Botafogo, a forma como o time se encontrou sempre foi jogando nesse 4-3-3, 4-2-3-1, com dois jogadores de velocidade pelos lados. Em alguns momentos, quando o Sauer era utilizado, já aparentava uma mudança de característica. Porque o Sauer aberto pela direita, por ser um jogador canhoto, era sempre um jogador que buscava muito a faixa central, trazia muito para dentro do campo.


Com Segovinha pela direita, com Júnior Santos pela direita, se mantém a característica de velocidade que buscam sempre a profundidade e abrem o campo para o Botafogo.


A questão de fazer esse encaixe com o Tchê Tchê aberto pela direita é que você perde essa característica do time. De ter jogador pelo lado que abra bastante o campo. Ele é mais um jogador de penetração, chegada na área. Pode até ocupar a faixa mais intermediária, mas não é um jogador que abre o campo".


É difícil o encaixe dos dois jogando juntos e mais o Marlon Freitas. Teria que configurar uma mudança de esquema, para um 4-4-2, ou com um losango no meio. Mas implicaria em uma mudança de esquema que poderia ser sensível e muito diferente de algo que foi a forma com que essa equipe do Botafogo se encontrou, encaixou e vem sendo predominante no Brasileirão até aqui.
— Pedro Moreno


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Fonte: ge/Por Giba Perez — Rio de Janeiro