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sexta-feira, 18 de abril de 2025

Reforços que somam quase R$ 120 milhões têm poucas oportunidades com Paiva no Botafogo



Das 11 contratações para a temporada, cinco ainda não entraram em campo no Brasileirão















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Podcast ge Botafogo debate rendimento de Savarino e carências do elenco (https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/video/podcast-ge-botafogo-debate-rendimento-de-savarino-e-carencias-do-elenco-13526661.ghtml)



O Botafogo, até aqui, investiu quase R$ 500 milhões no seu elenco em 2025. Com o passar dos jogos, porém, alguns dos reforços ainda têm poucos minutos com o técnico Renato Paiva. Ao todo, cinco contratações ainda não entraram em campo no Brasileirão. O quinteto soma cerca de R$ 118,7 milhões em investimentos, parcelados pela SAF ao longo dos próximos anos.


O goleiro Léo Linck, o zagueiro David Ricardo e os atacantes Elias Manoel, Rwan Cruz e Nathan Fernandes ainda não atuaram no time de Paiva no Brasileirão, em quatro rodadas da competição. O último devido a problemas físicos, uma vez que vem convivendo com lesões. Os demais, quando relacionados, foram preteridos por outras peças disponíveis no elenco alvinegro.


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Renato Paiva em Bragantino x Botafogo — Foto: Vitor Silva / Botafogo



Valores investidos pelo Botafogo em reforços:


  • Léo Linck (goleiro) - US$ 1,8 milhão - R$ 10,8 milhões;
  • David Ricardo (zagueiro) - US$ 1,8 milhão - R$ 11 milhões;
  • Nathan Fernandes (atacante) - US$ 7,5 milhões - R$ 42,9 milhões;
  • Rwan Cruz (atacante) - 8 milhões de euros - R$ 48,3 milhões;
  • Elias Manoel (atacante) - 1 milhão de dólares - R$ 5,7 milhões.


Desde a chegada de Renato Paiva, no dia 28 de fevereiro, o Botafogo disputou seis partidas: quatro pelo Campeonato Brasileiro e duas pela Libertadores. Desde então, Léo Linck e David Ricardo não entraram em campo pelo Alvinegro.


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Rwan Cruz em Vasco x Botafogo — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF


Rwan Cruz, por sua vez, atuou apenas um minuto com comandante português. O camisa nove participou dos últimos instantes da vitória por 2 a 0 sobre o Carabobo, na segunda rodada da fase de grupos Libertadores, no último dia 8 de abril.


Elias Manoel é quem soma mais minutos com Paiva. O atacante atuou por 29 minutos na derrota por 1 a 0 para a Universidad de Chile, na estreia do Botafogo na Libertadores, no último dia 2 de abril.


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Elias durante o jogo entre Universidad de Chile e Botafogo, pela Libertadores, no Estadio Nacional de Chile. — Foto: Vitor Silva/ Botafogo


Nathan Fernandes foi anunciado pelo Botafogo no dia 14 de fevereiro. Desde então, só entrou em campo por alguns minutos no amistoso contra o Novorizontino, no dia 22 de março.


O atacante sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda no Sul-Americano sub-20 e já chegou ao Alvinegro se recuperando do problema físico. O ponta foi liberado para atuar, mas voltou a sentir dores após a participação no amistoso. Ele está em fase de transição para retornar aos gramados.


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Nathan durante o amistoso entre Botafogo x Novorizontino, no Estádio Nilton Santos, no dia 22 de março — Foto: Vitor Silva/ Botafogo


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Além dos 11 contratados na primeira janela internacional, o Botafogo ainda tentou contratar um zagueiro e um meia na janela doméstica, sem sucesso. Desta forma, o treinador Renato Paiva tem um elenco com 32 jogadores à disposição - fora possíveis adições de atletas da base.


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O Botafogo não vence há dois jogos no Brasileirão. O time volta a campo neste domingo, às 16h, para enfrentar o Atlético-MG, pela quinta rodada. O duelo no Mineirão marca o primeiro reencontro entre as equipes depois da final da Conmebol Libertadores 2024, onde a equipe carioca saiu campeã.



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Fonte: Por Matheus Andrade — Rio de Janeiro

quinta-feira, 17 de abril de 2025

Análise: Botafogo cria mais, comete erros infantis na defesa e continua desequilibrado



Equipe comandada por Renato Paiva ainda tem muitas falhas coletivamente e só fica no empate com o São Paulo


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Botafogo 2 x 2 São Paulo | Melhores momentos | 4ª rodada | Campeonato Brasileiro 2025



Enquanto conserta um problema, a impressão é que outro aparece. O Botafogo melhorou a criação de jogadas e chegou com mais facilidade ao ataque no 2 a 2 diante do São Paulo, no Nilton Santos, pela 4ª rodada do Brasileirão. Por outro lado, a defesa da equipe comandada por Renato Paiva apresentou problemas com erros infantis.


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O português optou por colocar Savarino no centro do meio-campo, e a mudança na postura foi nítida, com uma equipe muito mais dinâmica e com facilidade de trocar passes no campo ofensivo. Mesmo em uma noite de pouca inspiração dos pontas Artur e Matheus Martins, o time carioca criou mais.


Um erro recorrente apareceu: a dificuldade de converter jogadas. Não necessariamente apenas em como finalizar, mas também em dar passes em zonas decisivas do gramado. Foi comum ver o Botafogo deixar o meio-campo do São Paulo para trás, mas errar um passe que parecia simples para furar a defesa tricolor.


— Também gosto de ver o Savarino na 10, mas neste momento, no elenco ele é o único 10 claro que temos. (...) Entendo a pergunta, se puder jogo sempre com Savarino na 10, mas tenho de gerir os jogadores, lesões. O Savarino perdeu jogos por lesões, então tenho de buscar soluções. Mas tenho óbvia consciência de que é ali que ele rende mais. Um bom jogador rende em posições próximas. Hoje coloquei o Savarino em um extremo, mas queria ele nesse corredor mais central - afirmou Renato Paiva.
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Jogadores do Botafogo contra o São Paulo — Foto: Vitor Silva/Botafogo



A quantidade de chances criadas pelo Botafogo, em tese, foi até para fazer mais do que dois gols. Não foi uma noite de grande inspiração, mas mesmo assim Rafael, goleiro adversário, saiu com duas boas defesas.


O grande xis da questão para o Alvinegro diante de um desfalcado São Paulo e que teve praticamente apenas Ferreirinha como fonte criativa foi a parte defensiva. Recomposição, posicionamento e cobertura foram ruins e impediram o controle do jogo.


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O primeiro gol tricolor saiu de um ação individual primorosa do camisa 11, em um chutaço. Há, contudo, erros prévios: Ferreirinha recebeu a bola com liberdade após o rebote de um escanteio rebatido pela defesa do Botafogo. O atacante era, quase sempre, o homem que ficava fora da área nas chances criadas pelo São Paulo justamente a espera de um rebote. Não houve cobertura, e sobrou para Marlon Freitas ficar na marcação individual com o atacante, que levou a melhor.



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“Eu estou preocupado com o desempenho do Botafogo”, diz Pedro Dep | A Voz da Torcida (https://ge.globo.com/futebol/voz-da-torcida/video/eu-estou-preocupado-com-o-desempenho-do-botafogo-diz-pedro-dep-a-voz-da-torcida-13524718.ghtml)



O segundo gol saiu de erro de posicionamento coletivo. O São Paulo chegou rápido ao ataque após recuperar a bola. Três jogadores foram marcar Ferreirinha dentro da área, enquanto Barboza, que deveria estar acompanhando André Silva, deixou o atacante sozinho para marcar.


— Os espaços estavam lá, mas os gols que sofremos não foram por aí. Nem houve grandes oportunidades por aí. Quando tem que ir atrás dos resultados, não pode ficar com as mãos cruzadas sem fazer nada. Os próprios jogadores, mesmo que eu não desse indicação, vão à procura do gol. Quanto mais recuava o São Paulo, quanto mais amontoavam jogadores ali, mais a gente subia. Obviamente há momentos em que os jogadores do São Paulo iam nos encontrar mais desequilibrados. Não há como, porque você está indo atrás do resultado. Nossa equipe foi a campo para ganhar, não critico a postura do adversário, mas quando começa a perder e está atrás do resultado é normal que isso aconteça. Temos que continuar a corrigir os desequilíbrios, mas não me parece que esse tenha sido nosso maior pecado da exibição - analisou Renato Paiva.


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Coletivamente o Botafogo ainda apresenta muitas falhas. O que dá certo em um jogo não vai bem no duelo seguinte. É apenas o sexto jogo com Renato Paiva, vale pontuar, mas há irregularidade. O clube carioca volta aos gramados no domingo para enfrentar o Atlético-MG.


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Fonte: Por Sergio Santana — Rio de Janeiro

terça-feira, 15 de abril de 2025

Veja o que Renato Paiva entende estar errado e promete melhorar no Botafogo



Posse efetiva, erros e posicionamento: saiba os quesitos na dinâmica do time que o treinador admitiu erros e prometeu trabalhar para corrigir












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Ge Botafogo discute opção por Patrick de Paula no meio: "Queima o jogador" (https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/video/ge-botafogo-discute-opcao-por-patrick-de-paula-no-meio-queima-o-jogador-13516487.ghtml)



Renato Paiva vai para sua sexta partida à frente do Botafogo na próxima quarta (16), contra o São Paulo, no Estádio Nilton Santos. O jogo válido pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro é o segundo de uma sequência de três bons testes para o time, que depois voltará o foco para a Libertadores - na próxima semana terá o duelo com o Estudiante.


Segundo ele, o time ainda carece de ajustes naturais de um trabalho recém iniciado. Entre os quesitos para aprimoramento, mesmo em meio as competições, estão a posse de bola efetiva, excesso de cruzamentos, erros técnicos na construção e posicionamento de Savarino. Veja abaixo:




Renato Paiva, do Botafogo — Foto: Vítor Silva/Botafogo


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Posse de bola efetiva

Um dos pontos destacados pelo treinador após o último jogo, na derrota para o Bragantino, foi a falta de conclusão das poucas jogadas criadas pelo Alvinegro. Seu desejo é ter o domínio do jogo, mas "agredir" o adversário o máximo possível para fazer gol.


- O trabalho é continuar na questão da posse de bola ser mais duradoura, completa e mais efetiva. Para que nossa posse termine em finalizações. Hoje (Bragantino x Botafogo) tivemos sessenta e poucos de posse e finalizações mal. Não me interessa uma posse de bola em que não termine as jogadas - disse em um das respostas da coletiva de imprensa.

- Estou mais preocupado neste momento na questão ofensiva. Gerar e criar. Uma equipe que quer ser campeã tem que criar muito no gol adversário para marcar muitos gols.


Excesso de cruzamentos

Contra o Carababo, pela Libertadores, o time venceu por 2 a 0 com placar construído por jogadores que saíram do banco de reservas - Patrick de Paula e Matheus Martins. Apesar dos três pontos, o treinador demonstrou insatisfação com algumas decisões tomadas em campo. Uma delas foi o excesso de cruzamentos - foram 36 no total, e oito foram corretas.


- Sobre os cruzamentos, não gosto de um jogo muito lateralizado, mas não é proibido. Se for para ser campeão assim eu aceito. Mas eu entendo a reclamação, é difícil, e acontece de cruzar. E aí entra na estatísticas de muitos cruzamentos errados. Precisamos consertar isso. Às vezes cruza no desespero com um contra quatro e não acerta, mas às vezes tem mais e acerta. Vamos melhorar, mas temos que ter equilíbrio.


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Erro técnico para construir

A falta de efetividade na posse de bola no último jogo pode ser justificada pelos erros de passes, segundo o próprio treinador. O Bragantino soube apertar a saída de bola do Alvinegro e marcou o setor de criação. O time teve dificuldade para encontrar soluções diante dessa marcação e, quando, tinha a posse, errava passes cruciais.


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Confira a íntegra da coletiva de imprensa do técnico Renato Paiva (https://ge.globo.com/futebol/video/confira-a-integra-da-coletiva-de-imprensa-do-tecnico-renato-paiva-13512986.ghtml)


- Acho que os erros técnicos são claramente definidos para a nossa exibição. Nos momentos chaves para ganhar controle erramos. Em termos coletivos o Bragantino bloqueou nossa fase de construção, nós conseguimos sair algumas vezes, mas depois não conseguimos mais sequência, o que foi outro erro técnico. Em muitas das vezes que o Bragantino estava em inferioridade numérica lá atrás e nós podemos jogar um pouquinho mais longo. Esse é o entendimento do jogo que ainda estamos trabalhando. Não é sempre jogar curto, as vezes tem que jogar longo.

- Tiveram algumas jogadas que não somamos quatro passes. Fomos atrás dos resultados, não geramos oportunidades... Cabe ao adversário ficar em vantagem muito cedo e isso acaba dando muito do que foi a partida.


Posicionamento de Savarino

Esse é um tema que tem sido amplamente debatido. O atacante, que também pode atuar como meia, tem sido deslocado para a ponta - e por vezes até inverte o lado de acordo com o momento do jogo. Em outros momentos também aparece mais centralizado - o que era comum ver, também, no time campeão com Artur Jorge em 2024.


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Cobrança pela bola, gol e "beijo" de Paiva: Savarino no segundo gol do Botafogo (https://ge.globo.com/video/cobranca-pela-bola-gol-e-beijo-de-paiva-savarino-no-segundo-gol-do-botafogo-13501245.ghtml)


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No último jogo da Libertadores, por exemplo, Paiva explicou que quer o camisa 10 na zona de criação, mesmo que tenha que abrir mão de uma de suas qualidades, que é a boa finalização.


- Tirar jogadores criativos da zona de criação para puxar para trás para a zona de construção perde imaginação e criatividade na zona de criação. Se pedir para ele voltar e buscar o jogo, pode perder a paciência. O Savarino, na zona onde é especialista, vai receber em algum momento onde é especialista. Eu prefiro que o Savarino fique na zona de criação, que o Igor e o Mastriani fiquem na zona de finalização e que os outros façam a bola chegar até eles. Dei os parabéns por não terem ido buscar a bola no desespero. Ele foi paciente. Temos que melhorar muitos aspectos. Estamos crescendo.


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Paiva concedeu folga aos jogadores no último domingo e reapresentou nesta segunda-feira. A equipe finaliza os trabalhos nesta terça para enfrentar o São Paulo.


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Por Redação do ge — Rio de Janeiro