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sábado, 10 de maio de 2025

Quem vai ser o parceiro de Igor Jesus? Encontrar atacante no novo esquema vira dor de cabeça no Botafogo



Opções para dupla com o camisa 99 têm dois gols somados no ano; Internacional, próximo rival alvinegro, convive com inconsistência no sistema defensivo




A lista de desfalques no sistema ofensivo do Botafogo não para de crescer. Gonzalo Mastriani se juntou a Matheus Martins e Savarino como jogadores indisponíveis para enfrentar o Internacional, às 20h deste domingo, pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Estádio Nilton Santos.


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Loco Abreu visita o Botafogo e relembra uma certa cavadinha... (https://ge.globo.com/video/loco-abreu-visita-o-botafogo-e-relembra-uma-certa-cavadinha-13582757.ghtml)


Renato Paiva tem explorado uma formação com dois atacantes nos últimos jogos. Contra o Carabobo, na última terça-feira, Rwan Cruz iniciou ao lado de Igor Jesus e Artur, ponta de origem, terminou a partida centralizado ao lado do camisa 99.


Encontrar um parceiro ideal para Igor Jesus no 4-4-2 promete ser um desafio para o português. Afinal, os atacantes disponíveis para atuar ao lado do camisa 99 atualmente têm, somados, dois gols na temporada. Rwan Cruz e Artur balançaram as redes uma vez cada contra o Capital-DF, pela Copa do Brasil.


Igor Jesus é o artilheiro do Botafogo no ano com quatro gols, mesma quantidade que Patrick de Paula. O esquema com dois atacantes potencializa as características do atleta, que gosta de sair da área e faz apoios no pivô e de cabeça para outros jogadores próximos.


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Artur, Igor Jesus e Rwan Cruz, atacantes do Botafogo — Foto: Infoesporte



Opções ofensivas do Botafogo em 2025

  • Igor Jesus - 4 gols e 1 assistência em 19 jogos
  • Savarino* - 3 gols e 3 assistências em 16 jogos
  • Rwan Cruz - 1 gol em 8 jogos
  • Matheus Martins* - 1 gol em 16 jogos
  • Artur - 1 gol e 2 assistências em 15 jogos
  • Elias Manoel - 4 jogos
  • Santiago Rodríguez - 5 jogos
  • Jeffinho - 7 jogos
  • Mastriani* - 8 jogos
  • * Não jogam contra o Internacional



Contra o Carabobo, o lateral Cuiabano foi usado como ponta e se destacou. O camisa 66 participou do primeiro gol e marcou o segundo.



Problemas no Inter


Um ponto positivo para o Botafogo é que o Internacional vive instabilidade defensiva e problemas no primeiro terço do campo são um dos principais focos de melhoras do treinador Roger Machado.


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Rwan Cruz, do Botafogo, na partida contra o Carabobo, pela Libertadores — Foto: Vítor Silva/Botafogo


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O Colorado sofreu 23 gols em 25 partidas até o momento - mais da metade deles, porém, saíram nos últimos sete jogos. O debate passa muito pela utilização de Fernando, que ora atua como volante e ora como zagueiro.



Últimas sete partidas do Internacional


  • Inter 0 x 1 Palmeiras - 16/04
  • Grêmio 1 x 1 Inter - 19/04
  • Inter 3 x 3 Nacional - 22/04
  • Inter 3 x 1 Juventude - 26/04
  • Inter 1 x 0 Maracanã - 29/04
  • Corinthians 4 x 2 Inter - 03/05
  • Atlético Nacional 3 x 1 Inter - 08/05


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O Botafogo volta a campo neste domingo para enfrentar o Internacional, às 20h (horário de Brasília), no estádio Nilton Santos. A partida é válida pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. O Alvinegro é o atual 12º colocado da tabela, com oito pontos somados.



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Por Redação do ge — Rio de Janeiro

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Qual é o papel dos laterais com Renato Paiva? Trocas constantes chamam a atenção no Botafogo


Português optou por mexer em nomes da posição em 30% de suas substituições até aqui; Vitinho e Cuiabano marcaram diante do Carabobo



Não é segredo para o torcedor a importância dos laterais no esquema de jogo proposto por Renato Paiva no Botafogo. Com um estilo tático em que "a largura é obrigatória" dentro de campo, os nomes da posição passaram a chamar a atenção não só pela utilização ofensiva, como também pelo rodízio entre titulares e reservas: 17 das 55 substituições feitas pelo técnico no Alvinegro envolveram um lateral, cerca de 30% do total.















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"Cara errado, lugar errado, hora errada": Dep critica trabalho de Paiva no Botafogo (https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/video/cara-errado-lugar-errado-hora-errada-dep-critica-trabalho-de-paiva-no-botafogo-13576656.ghtml)



+ Protagonista em vitória do Botafogo, Cuiabano é observado por europeus e clube prevê valorização


A maioria das trocas é de um lateral por outro: Alex Telles no lugar de Cuiabano, Ponte no lugar de Vitinho e vice-versa.


Nesta terça-feira, contra o Carabobo, o técnico português entrou em campo com uma dobra pelo lado esquerdo, com Telles de lateral e Cuiabano como meia. No segundo tempo, a troca do camisa 13 por Nathan Fernandes devolveu Cuiabano a seu posto de origem.


+ Análise: Botafogo joga mal de novo, e vitória sobre Carabobo traz mais preocupação do que alívio




Vitinho em Carabobo x Botafogo, pela Libertadores 2025 — Foto: Vitor Silva/BFR


+ Vitória sobre o Carabobo encerra jejum do Botafogo fora de casa depois de três meses; veja lista


A participação ofensiva dos laterais, inclusive, gerou autocobrança em alguns jogadores. Vitinho, autor do primeiro gol do Botafogo na Venezuela, chegou a dois marcados pelo clube. Antes de balançar as redes pela primeira vez, entretanto, o lateral vinha lamentando as chance perdidas em um cenário que lhe permitia pisar mais na área.


Já são cinco gols marcados por laterais desde que o técnico português estreou em jogos oficiais, em 30 de março, contra o Palmeiras. Vitinho marcou duas vezes, contra Fluminense e Carabobo, e Mateo Ponte fez o segundo na vitória sobre o Juventude. Alex Telles e Cuiabano marcaram contra Capital e Carabobo, respectivamente.


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Cuiabano marca gol da vitória do Botafogo contra o Carabobo na Libertadores — Foto: Vítor Silva/Botafogo



As substituições de laterais com Paiva no Botafogo:

  • x Palmeiras: Cuiabano no lugar de Alex Telles
  • x Universidad de Chile: sem troca de laterais
  • x Juventude: Ponte no lugar de Vitinho e Alex Telles no lugar de Cuiabano
  • x Carabobo: Vitinho no lugar de Ponte e Cuiabano no lugar de Alex Telles
  • x RB Bragantino: Ponte no lugar de Vitinho e Cuiabano no lugar de Alex Telles
  • x São Paulo: Ponte no lugar de Vitinho
  • x Atlético-MG: Ponte no lugar de Vitinho e Alex Telles no lugar de Cuiabano
  • x Estudiantes: Vitinho no lugar de Ponte
  • x Fluminense: Alex Telles no lugar de Cuiabano
  • x Capital-DF: Cuiabano no lugar de Alex Telles
  • x Bahia: Ponte no lugar de Vitinho e Rwan Cruz no lugar de Alex Telles
  • x Carabobo: Ponte no lugar de Vitinho e Nathan Fernandes no lugar de Alex Telles


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Fonte: Por Bárbara Mendonça e Sergio Santana — Rio de Janeiro

quarta-feira, 7 de maio de 2025

Análise: Botafogo joga mal de novo, e vitória sobre Carabobo traz mais preocupação do que alívio



Time carioca sofre mais que o necessário para bater time venezuelano na Libertadores



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Carabobo 1 x 2 Botafogo | Melhores momentos | 4ª Rodada | CONMEBOL Libertadores 2025



O Botafogo venceu. Ponto. Diante de todo o cenário que o clube se encontrava na abertura da rodada na Conmebol Libertadores, um resultado positivo era mais importante que qualquer outro elemento. Mas todo o contexto que levou ao placar de 2 a 1 sobre o Carabobo na Venezuela foi construído de forma preocupante.


+ Renato Paiva vê pressão como natural no Botafogo: "Se influenciar no trabalho, não posso estar aqui"


Apesar do triunfo, o Alvinegro não jogou bem. Pelo contrário: por vezes, chegou até a ver o time venezuelano, pior tática, técnica e fisicamente, ficar mais no campo ofensivo e recuperar mais bolas no meio-campo.


Com desfalques principalmente no setor ofensivo - Matheus Martins, Mastriani, Savarino e Santiago Rodríguez estavam fora -, Renato Paiva optou por um time com Cuiabano, lateral de origem, na ponta e Jeffinho, que atua normalmente na esquerda, pelo flanco direito do ataque.


O Botafogo começou na frente e teve chance de ampliar o resultado ainda no primeiro tempo, mas Rwan Cruz desperdiçou boa chance dentro da área. Em nenhum momento, porém, o Alvinegro foi muito superior diante do rival e o jogo era muito marcado por disputas no meio-campo.





Time do Botafogo que iniciou o jogo contra o Caraboboo, na Libertadores — Foto: Vítor Silva/Botafogo


A etapa final é o cenário de maior preocupação. O time carioca cansou e jogadores de ataque, como Jeffinho e Rwan Cruz, já não tinham mais perna para sustentar jogadas no terço final. O resultado? Praticamente todas as jogadas do Alvinegro morriam rápido, o time não batia de frente e o Carabobo crescia no jogo.


— Não foi um Botafogo completo durante os 90 minutos. Houve trechos em que jogamos muito bem, outros em que jogamos bem e também momentos em que não jogamos tão bem. Especialmente no início do segundo tempo, demos espaço para o Carabobo se aproximar mais da nossa área com bolas longas. Estávamos preparados para isso. Mas, mesmo assim, eles conseguiram chegar e, com cruzamentos ou em uma bola parada, como acabou acontecendo, fizeram o gol. Essa parte não me agradou tanto - analisou Renato Paiva.


+ Vitinho destaca importância da vitória, mas reconhece jogo ruim do Botafogo: "Poderíamos ter feito melhor"


Os venezuelanos atacavam principalmente pelos lados do campo, e nem sempre o posicionamento dos jogadores alvinegros dentro da área era bom o suficiente para limpar as jogadas. O Carabobo teve nove escanteios e em um deles nasceu o gol de Aponte.


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Pedro Dep: "Se o resultado foi bom, o desempenho foi horroroso" | A Voz da Torcida (https://ge.globo.com/futebol/voz-da-torcida/video/pedro-dep-se-o-resultado-foi-bom-o-desempenho-foi-horroroso-a-voz-da-torcida-13575211.ghtml)



A postura passiva nos duelos físicos e dificuldade para concluir jogadas no ataque não é novidade. Foi mais um jogo ruim do Alvinegro sobre o comando de Renato Paiva. Desta vez, a superioridade técnica se sobressaiu: no primeiro gol, o goleiro Bruera soltou bola fácil e Vitinho teve categoria para marcar no rebote. No lance da vitória, o Alvinegro conseguiu trocar passes diante da bagunçada formação ofensiva venezuelana e contou com a estrela de Cuiabano.


Uma vitória que deixa o Botafogo vivo na busca pela vaga no mata-mata da Libertadores, mas não necessariamente passa confiança para ninguém que assiste aos jogos do time. Triunfar era o mais importante, claro, mas o Alvinegro teve mais sorte que juízo.


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Fonte: Por Sergio Santana — Rio de Janeiro