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sábado, 29 de novembro de 2014

Com presença do novo presidente, Bota se prepara para duelo com Peixe


Sem Jobson, Vagner Mancini dá ênfase às bolas paradas. Carlos Eduardo Pereira, novo mandatário, se apresenta ao elenco alvinegro



Neste sábado, no Engenhão, o último treino do Botafogo antes do duelo com o Santos, domingo, na Vila Belmiro, foi marcado pela exaustiva prática de bolas paradas. O técnico Vagner Mancini repetiu exaustivamente tanto as cobranças ofensivas quanto defensivas. Ronny e Régis foram os principais responsáveis.

O volante Bolatti, poupado na sexta-feira, treinou normalmente. A tendência, no entanto, é de que ele fique no banco de reservas e o jovem Andreazzi seja o titular. O Bota deve encarar o Santos com Jefferson, Régis, Dankler, André Bahia e Junior Cesar; Airton, Gabriel, Andreazzi e Ronny; Yuri Mamute e Bruno Corrêa. O atacante Jobson, com dores na coxa, não treinou e não deve fazer parte da delegação. Os jogadores ainda disputaram um recreativo no fim.

Botafogo treinou jogadas de bola parada neste sábado (Foto: Fred Huber)
Presidente eleito do Bota, Carlos Eduardo Pereira acompanhou a segunda metade do treino. Ao chegar, cumprimentou funcionários e conversou muito com novos integrantes da diretoria, como o vice de futebol Antonio Carlos Mantuano. O mandatário se apresentou ao elenco antes de o time seguir viagem para São Paulo.

O jogo contra o Santos será neste domingo, às 17h (de Brasília), na Vila Belmiro, e corre o risco de já entrar em campo rebaixado. Para que isto não ocorra, o Palmeiras não pode pontuar na partida contra o Internacional, no Beira Rio, e o Flamengo não pode perder para o Vitória, em Manaus. O Bota é o penúltimo colocado do Brasileiro com 33 pontos.

Por Fred HuberRio de Janeiro

Mancini avalia peso de dívidas e deixa seu futuro em aberto no Botafogo


A duas rodadas do fim do Brasileiro, técnico acredita que falta de pagamento é a principal causa da situação crítica do time, que corre sério risco de rebaixamento




Mancini: falta de grana foi o principal problema do Botafogo
durante o Campeonato Brasileiro (Foto: Vitor Silva / SSpress)
Sob o alto risco de rebaixamento, o Botafogo chega à penúltima rodada do Campeonato Brasileiro com a marca de uma temporada recheada de problemas. Polêmicas com a diretoria, dificuldade financeira e jogos fora de casa, para ter mais receita, foram alguns dos fatores extra campo que colaboraram para que o clube chegasse na atual situação.

À frente do grupo e desdobrando-se para lidar com todas as crises que afetaram seu elenco, o "bombeiro" Vagner Mancini, questionado sobre os jogos longe do Rio como fator prejudicial, colocou na balança a questão que mais abalou sua equipe. Na última rodada do Brasileiro, contra o Atlético-MG, a partida será disputada no Mané Garrincha, em Brasília.

- Acho que a falta de pagamento foi o que mais pesou. Tivemos que consertar muitas coisas. Isso fez com que perdêssemos vários jogadores, quase um time inteiro. Tem um peso. Houve um desgaste grande com a diretoria. Mas não me sinto confiante em dizer que nossas dificuldades aumentaram diante dessa necessidade de jogar fora do Rio – ponderou o treinador.

Assim como o goleiro Jefferson, o técnico parece ter caído nas graças da torcida alvinegra. Segundo o treinador, que não tem registro de vaias direcionadas a ele em jogos passados, o torcedor entendeu o que estava ao seu alcance.

Eu tinha dito antes da eleição que seria interessante ficar, mas agora não me sinto no direito de falar. Parece que estou forçando uma situação. A diretoria tem que ter total liberdade para tomar suas decisões. Tem que ser uma decisão depois dessas duas rodadas"

Vagner Mancini, técnico do Botafogo

O interesse de Mancini em sua permanência no Botafogo, independentemente de rebaixamento ou sobrevivência na Série A, foi revelado pelo técnico antes das eleições. Porém, o discurso adotado após a definição da nova diretoria é mais cauteloso.

- Eu tinha dito antes da eleição que seria interessante ficar, mas agora não me sinto no direito de falar. Parece que estou forçando uma situação. A diretoria tem que ter total liberdade para tomar suas decisões. Não me sinto à vontade de falar sobre isso agora. Tem que ser uma decisão depois dessas duas rodadas.

Em penúltimo lugar no Brasileiro com 33 pontos, o Botafogo enfrenta o Santos no domingo, na Vila Belmiro. O Glorioso corre o risco de já entrar em campo rebaixado, já que Palmeiras e Vitória, concorrentes diretos do Alvinegro, jogam no sábado. Os paulistas não podem somar ponto contra o Internacional, no Beira Rio, e os baianos não podem vencer o Flamengo em Manaus.

Por GloboEsporte.comRio de Janeiro

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Presidente do Botafogo ouve de Eduardo Paes que Engenhão será entregue no início de 2015, e time deve jogar Estadual no estádio




O Engenhão em obras para reforma da cobertura
O Engenhão em obras para reforma da cobertura Foto: Ivo Gonzalez / 09.10.14



Em meio às más notícias que surgem no Botafogo, o novo presidente do clube, Carlos Eduardo Pereira, encontrou uma razão para celebrar. Após reunião com o prefeito Eduardo Paes, o dirigente ouviu a confirmação de que o Engenhão será entregue no início de 2015. Com isso, o Botafogo poderá jogar o Estadual no estádio.

— Foi muito positivo esse encontro. Ouvi do prefeito que o retorno do Engenhão está sacramentado para o começo do ano que vem. Não sabemos ainda a data certa, mas estamos apenas aguardando as empresas responsáveis pela reforma liberarem — comemorou Carlos Eduardo.

O Botafogo inicia o Estadual no dia 1º de fevereiro, contra o Boavista. O dirigente não soube dizer se a estreia já será no Engenhão. Mas confirmou que o clube irá disputar o torneio no estádio.

— Esse é o desejo tanto do prefeito quanto nosso. Estamos dependendo apenas da liberação das empresas. Mas depois dessa conversa e do retorno que tivemos do prefeito já vamos nos preparar para jogar o Estadual no Engenhão.

O Engenhão foi fechado em março de 2013 apos relatórios de engenharia apontarem risco de queda das coberturas em caso de ventos fortes. O último jogo foi em 23 de março de 2013, um empate em 0 a 0 entre Flamengo e Boavista. O Alvinegro se tornou órfão de um local para jogar até a reabertura do Maracanã.

O presidente alvinegro aproveitou o encontro para estreitar o relacionamento do clube com a prefeitura. O dirigente sonha receber uma compensação pelos custos arcados pelo clube com manutenção durante o período do fechamento. E saiu de lá animado.

— Ele deixou as portas abertas para propostas. Vamos apresentar ideias que estamos desenvolvendo em uma nova oportunidade — finalizou Carlos Eduardo.


Rafael Oliveira/http://extra.globo.com