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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Renê Simões abre as portas para ser técnico do Botafogo: ‘Quem não quer?’





Renê Simões trabalhou no Vasco como diretor executivo em 2013 Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo

Apesar da crise financeira, das indefinições e do rebaixamento para a Série B, o Botafogo ainda consegue atrair interessados para o cargo de técnico. Nesta quinta-feira, no Rio, durante o curso “Coaching de Excelência” da psicóloga Suzy Fleury, Renê Simões abriu as portas para assumir o time alvinegro e a missão de levá-lo novamente para a elite do futebol brasileiro.

- Quem não quero dirigir o Botafogo? Time de Didi, Zagallo, Garrincha, quem não quer dirigir um clube desses? O que eu quero é estar nas quatro linhas em 2015 - afirmou, ressaltando que na temporada que voltará a ser técnico, deixando de lado a função de executivo:

- Acabei de sair do aeroporto, passei 15 dias na Europa. Cheguei hoje (quarta-feira) e não sei de nada ainda, mas quero voltar a ser técnico à beira do campo, em 2015. Eu me considero um treinador melhor hoje - garantiu.

O Botafogo confirmou esta semana a saída do técnico Vagner Mancini. Além da procura por um substituto, a diretoria alvinegra está no mercado atrás de um diretor executivo para trabalhar no lugar de Wilson Gottardo. Carlos Alberto Torres aparece com nome cotado. Anderson Barros também já foi discutido internamente. Nos últimos dias, quem foi oferecido foi Newton Drummond, ex-diretor de futebol do Internacional.

Leo Burlá
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Botafogo estuda troca com o Cruzeiro



A diretoria do Botafogo está trabalhando no sentido de reforçar o elenco, mesmo sem ter muito o que oferecer em termos salariais, por conta da grave crise financeira. Justamente por conta disso a ordem é usar a criatividade e isso pode acabar acontecendo com trocas envolvendo atletas do plantel. Uma delas está sendo projetada com o Cruzeiro e pode acabar levando para General Severiano dois reforços de peso: Dagoberto e Borges.

Para contar com os dois atacantes, bicampeões brasileiros pela Raposa, o Botafogo estaria disposto a ceder o volante Gabriel, uma das principais revelações do clube e que, com 22 anos, é visto como promissor. O jogador teve a sua contratação pedida pelo treinador da Raposa, Marcelo Oliveira, para suprir a ausência de Lucas Silva, que está se transferindo para o Real Madrid.

O Botafogo possui setenta por cento dos direitos federativos de Gabriel e a ideia é entregar o jogador ao Cruzeiro e receber essa quantia de maneira parcelada, sem que a mesma entrasse nas contas do clube. O dinheiro seria pago em forma de salário para Dagoberto e Borges.

Borges não faz mais parte dos planos de Marcelo Oliveira, tem contrato até o fim do ano, porém, pode ter o vínculo ampliado por mais um ano para defender o Botafogo. Dagoberto tem contrato até 2015, mas está insatisfeito com a condição de reserva.

O acerto com os dois jogadores pode começar a melhorar consideravelmente o elenco do Botafogo, que pretende montar um time competitivo para vencer a Série B do Campeonato Brasileiro e brigar pelos títulos do Campeonato Carioca e da Copa do Brasil. O Botafogo, inclusive, estuda o mesmo modelo de negociação com o Internacional, que tem interesse em adquirir os direitos federativos do lateral-direito Gilberto, que foi emprestado pelo Glorioso ao Colorado até o fim desta temporada.

Vale lembrar que o elenco do Botafogo está fragilizado por conta das dispensas que vem sendo feitas pela diretoria. Na quinta-feira uma barca com 17 atletas saiu de General Severiano. Foram dispensados os laterais Junior Cesar, Alex e Anderson; O zagueiro Mario Risso; os volantes Hygor, Mario Bolatti e Rodrigo Souto, os meias Cachito Ramírez, Carlos Alberto, Pablo Zdeballos e Ronny; os atacantes Maikon, Rogério, Yguinho, Wallyson, Bruno Corrêa e Tanque Ferreyra. Em outubro a diretoria antiga já havia dispensado os laterais Edilson e Julio Cesar, o zagueiro Bolívar e o atacante Emerson Sheik.

JEFFERSON

A diretoria está preparando uma nova proposta para apresentar ao goleiro Jefferson, uma vez que a primeira rodada de negociações não foi muito produtiva. O principal impasse está na dívida de R$ 2 milhões que o clube tem com ele.

Nas primeiras conversas os representantes do jogador consideraram bom o reajuste oferecido no salário, que inclusive consta do contrato em caso de valorização do arqueiro, considerado hoje titular da Seleção Brasileira. Porém, como nada foi falado sobre a dívida, os agentes de Jefferson demonstraram irritação.

Nessa nova proposta, além do reajuste, será oferecido ao jogador o parcelamento da dívida em 12 parcelas iguais. O jogador, inclusive, passaria a fazer ações de Marketing como principal estrela do Glorioso no ano de 2014 e símbolo do processo de se reerguer o time, rebaixado para a Série B. Possivelmente novidades acontecerão nas próximas semanas.

Borges pode ser o próximo reforço do Botafogo em 2015

Gazeta Press Rio de Janeiro (RJ)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Bota vai pagar dívida da Timemania e busca alternativa para caso Elkeson


Presidente alvinegro revela que clube ainda não recebeu integralmente a cota de R$ 400 mil do jogo com Atlético-MG em Brasília. Prazo para quitar débito vai até dia 31




Presidente explicou que dinheiro de jogo em Brasília
ficou para depois (Foto: Luciano Belford / SSPress)
Mesmo ainda enfrentando graves problemas financeiros por causa do bloqueio de todas as suas receitas, o Botafogo teve um alento. Nesta sexta-feira, último dia de prazo, o clube vai efetuar o pagamento de R$ 1,4 milhão para cobrir o atraso de parcelas da Timemania. A quitação desse valor é fundamental para que o Alvinegro seja mantido no Refis, programa de financiamento de dívidas. Até o fim do mês, entretanto, será preciso quitar duas parcelas do Refis que totalizam cerca de R$ 8 milhões. Além disso, a diretoria trabalha em outra frente: voltar ao Ato Trabalhista. Em entrevista à "Rádio Transamérica", o presidente Carlos Eduardo Pereira revelou que protocolou um pedido na última sexta-feira e aguarda resposta.

- Na última sexta-feira o Botafogo protocolou o pedido para um novo Ato Trabalhista. Dentro disso, estamos tentando mostrar que a instituição não pode sobreviver com 100% de suas receitas bloqueadas.

Outra questão em andamento é o caso Elkeson. O Botafogo tem até o dia 31 de dezembro para pagar R$ 800 mil ao clube chinês Guangzhou Evegrande, e a diretoria planejava quitar metade desse valor com a cota da partida contra o Atlético-MG, levada para o Mané Garrincha, em Brasília. Porém, Carlos Eduardo Pereira disse que o clube ainda não recebeu todo o dinheiro que tem direito pela última rodada do Campeonato Brasileiro e busca outras fontes de receitas.

- Inicialmente essa era a ideia, mas não recebemos toda a cota. Uma parte ficou de ser paga mais adiante por causa do baixo comparecimento do público. Estamos buscando outras fontes de receita para quitar essa dívida - explicou o mandatário.

Por GloboEsporte.com Rio de Janeiro