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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Diretoria do Botafogo marca conversa com representantes do volante Gabriel


Após entrada na Justiça e pedido de rescisão, advogado revela contato dos dirigentes, e empresários do jogador estão dispostos a ouvir o que eles têm a dizer




Gabriel entrou na Justiça contra o Botafogo por
 atrasos salariais e de FGTS (Foto: Andre Durão)
A nova gestão do Botafogo tenta aparar arestas deixadas pela anterior e manter boa relação com os jogadores. O presidente Carlos Eduardo Pereira e o vice de futebol, Antonio Carlos Mantuano, se mostraram frustrados após Gabriel e Daniel entrarem na Justiça contra o clube e pedirem a rescisão de seus contratos por causa dos atrasos salariais e de FGTS. Mas os dirigentes querem um voto de confiança. Nesta sexta-feira, o advogado de Gabriel afirmou que a diretoria alvinegra propôs uma conversa na próxima semana, e os representantes do volante aceitaram o encontro.

O advogado Rui Fernando Almeida afirmou que Mantuano e Aníbal Rouxinol entraram em contato, mas disse não saber se a diretoria vai propor a retirada da ação na Justiça, um acordo para diminuir os prejuízos do Botafogo ou até mesmo a reintegração do jogador.

- Ainda não há nada definido, mas na semana que vem, em dia que ainda definiremos, eu e os representantes do Gabriel conversaremos com a diretoria do Botafogo. Não sei se eles vão propor a retirada da ação, ou algum acordo, mas vamos ouvir o que eles têm a dizer. Ainda não ouvi o Gabriel também, falaremos com ele - disse o advogado.

A saída de Gabriel foi lamentada pelo novo treinador, René Simões. Em sua apresentação, durante esta semana, o comandante ressaltou as qualidades do volante e disse que seria ótimo tê-lo no elenco para a disputa da temporada de 2015. O volante tinha contrato até 31 de dezembro do ano que vem.


Por Sofia Miranda*Rio de Janeiro*Sob supervisão de Leandro Canônico/GE

Advogado de joia de R$ 55 milhões reclama de TRT recolocar Botafogo em Ato




O advogado Theotonio Chermont de Britto foi o responsável por entrar na Justiça contra o Botafogo para obter a liberação do apoiador Daniel. Com multa rescisória de R$ 55 milhões, o apoiador foi orientado a se desvincular e procurar novo time para a próxima temporada, deixando General Severiano pelas portas dos fundos. Não satisfeito em tirar o talentoso jovem do Alvinegro, o advogado reclamou da decisão do Tribunal Regional do Trabalho de ter homologado o retorno do clube ao Ato Trabalhista.

"Resta lamentar. Pior resposta do TRT aos seus jurisdicionados diante da histórica postura caloteira do Botafogo com os atos anteriores", disse sem levar em consideração a entrada de uma nova diretoria, liderada pelo presidente Carlos Eduardo Pereira, após eleições do dia 25 de novembro.

Com provocativo, o advogado vai além e já prevê novo calote do Botafogo com o Ato Trabalhista. "Não dou um ano para descumprirem o Ato Trabalhista novamente", afirmou em sua conta no Twitter.

Em seguida, ele usou o Flamengo como exemplo e voltou a acusar o Botafogo de ter dado calote de R$ 120 milhões. "Flamengo quitou suas dívidas trabalhistas, e Fluminense vem pagando o ato religiosamente. Só o Botafogo foi excluído três vezes e deu cano de R$ 120 milhões. O erro de uns não justifica o de outros. Cada caso é distinto e o do Botafogo pode ser considerado o calote mais escancarado já aplicado no TRT", critica.

Theotonio Chermont encerrou suas críticas com uma pergunta: "A pergunta que não quer calar: o Botafogo vai restituir os credores ao ganhar o seu quarto Ato Trabalhista? São apenas R$ 120 milhões sonegados", ironizou.

Abordado por alguns torcedores do Botafogo, o advogado fez questão de ressalta que ele teve papel importante na retirada do Alvinegro do Ato Trabalhista, em 2012. "Conheço todos os atos e o excluí do último. O clube se comprometeu com o Tribunal em troca de não sofrer penhoras e descumpriu".

Apesar da lamentação do advogado, o Botafogo está de volta ao Ato Trabalhista, o que representa um passo importante para o fim das penhoras por dívidas trabalhistas. Com a decisão do TRT, o Alvinegro poderá planejar melhor sua próxima temporada.

Do UOL, no Rio de Janeiro

Acordo é homologado, e Botafogo consegue retorno ao Ato Trabalhista



Clube poderá agora ter receitas desbloqueadas e acesso ao dinheiro para pagar dívidas, como a quarta parcela do Refis, que vence no dia 30 de dezembro



Carlos Eduardo Pereira consegue uma vitória
importante fora do campo (Foto: Sofia Miranda)
A nova diretoria do Botafogo conseguiu uma vitória fora dos campos nesta sexta-feira. A presidência do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) homologou o retorno do clube ao Ato Trabalhista. O clube poderá agora ter receitas desbloqueadas e acesso ao dinheiro para pagar dívidas, como, por exemplo, a quarta parcela do Refis, que vence no dia 30 de dezembro.

Havia um receio por parte dos dirigentes alvinegros, já que o tribunal entrará em recesso de fim de ano, e a assinatura do presidente era necessária até o último dia útil dessa semana.

O percentual do que será penhorado ainda vai ser decidido pela Justiça de acordo com a receita do clube. A decisão foi extremamente importante para a diretoria poder planejar seu orçamento para 2015, o que ainda não foi possível.

A indefinição sobre a volta ao Ato Trabalhista era uma das maiores preocupações da diretoria alvinegra. O presidente Carlos Eduardo Pereira já havia explicado a importância do retorno, uma vez que agora o Botafogo terá uma parte de sua receita destinada a pagar dívidas da esfera trabalhista. A ideia dos dirigentes é que a partir de agora fique mais fácil a negociação com jogadores e patrocinadores.

Por GloboEsporte.com Rio de Janeiro