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terça-feira, 5 de maio de 2015

Lateral Pedro Rosa está liberado para estrear pelo Botafogo


Jogador fará a primeira partida dele com a camisa alvinegra nesta quarta-feira, em jogo da segunda fase da Copa do Brasil, contra o Capivariano, no Estádio Nilton Santos



Pedro Rosa está liberado para estrear no
Botafogo (Foto: Vitor Silva / SSPress)
O lateral Pedro Rosa teve a situação regularizada e vai fazer a estreia dele pelo Botafogo, nesta quarta-feira, contra o Capivariano, em jogo da segunda fase da Copa do Brasil. O jogador de 24 anos foi contratado pelo Glorioso em abril, depois de se destacar no Campeonato Carioca pelo Volta Redonda. O nome do atleta foi divulgado no Boletim Informativo Diário (BID), no início da noite desta terça-feira.

Pedro Rosa treinou entre os titulares na equipe montada pelo técnico René Simões para o jogo desta quarta-feira. O jovem Jean, formado nas categorias de base do clube, ficará como opção para a lateral-esquerda, no banco de reservas.

A partida desta quarta-feira será realizada no Estádio Nilton Santos, às 22h. Como venceu o jogo de ida, por 2 a 1, em São Paulo, o Alvinegro pode até perder por 1 a 0 que, mesmo assim, avança para a terceira fase da competição nacional.


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Presidente diz que Bota precisa de oito anos para sair da crise e faz alerta


Carlos Eduardo Pereira diz que clube pode entrar em processo de "apequenamento" difícil de revertar caso não garanta acesso à Série A do Brasileiro neste ano



*Veja o vídeo: http://globotv.globo.com/sportv/redacao-sportv/v/presidente-do-botafogo-revela-quadro-ruim-das-financas-do-clube/4156504/


Passado o Campeonato Carioca, no qual terminou como vice-campeão, o Botafogo volta as atenções para a competição tratada como prioridade do ano: a Série B do Brasileiro.A preocupação com o acesso é tanta que o presidente Carlos Eduardo Pereira faz uma previsão desastrosa caso o Glorioso não consiga o objetivo, tratado como fundamental também para a vida financeira do clube, que tem hoje a maior dívida do futebol brasileiro - fechou 2014 com déficit de R$ 174,8 milhões. A permanência na segunda divisão, segundo ele, poderia trazer consequências sérias (assista ao vídeo acima).

- Temos três de gestão agora, acho que nesses três não, mais três as coisas podem começar a melhorar, acho que de uns sete a oito anos a gente começa a ter um quadro mais claro (...) Felizmente a gente alcançou esse primeiro bom resultado no Campeonato Carioca e, em paralelo, conseguimos fazer as restrições econômico-financeira, apostando que o caminho da recuperação esportiva nos reconduza à série A porque se fracassarmos nessa missão da Série A arrisco dizer que o Botafogo entra num processo de apequenamento difícil de ser revertido. Não tenho a menor dúvida de que tem que ser esse ano e nosso trabalho está todo voltado para isso - afirmou.

Na entrevista, concedida ao programa Camarote, do Premiere, o presidente botafoguense voltou a criticar a contratação de Seedorf, em 2012, tratada como dispensável, pelo alto custo, e explicou de que maneira o clube tem trabalhado para, aos poucos, recuperar a saúde financeira.

- A gente tinha dois caminhos a escolher, a recuperação esportiva como forma de alavancar a recuperação econômico-financeira mais rápido, ou a recuperação econômico-financeira como forma de num longo prazo atingir a recuperação esportiva. Optamos por arriscar uma recuperação esportiva como forma de alavancar a outra, mas isso é um caminho difícil porque, ao mesmo tempo que você faz um orçamento restrito, tem que atingir resultados - disse.

Presidente do Botafogo vê cenário complicado para o Botafogo caso não consiga o acesso (Foto: Reprodução/SporTV)
Convidado do "Redação SporTV", que exibiu trechos da entrevista, o jornalista Roberto Avallone lamentou a situação do Alvinegro e disse torcer para que o Botafogo não siga o mesmo caminho que outros clubes cariocas que foram grandes no passado e não conseguiram se manter no topo.


- O futebol carioca tem exemplos terríveis, que espero que o Botafogo não siga porque sempre foi um dos maiores clubes do Brasil. Que fim levou o América, o Bangu? O futebol carioca é pródigo nisso, acabou o América, o Bangu, além de outros menores. Torço sinceramente para que o Botafogo se recupere, mas oito anos (para se recuperar financeiramente) é dose - considerou.

O Botafogo estreia na Série B do Brasileiro no próximo sábado, quando enfrenta o Paysandu, às 21h, no Mangueirão. A entrevista completa do presidente vai ao ar antes da transmissão do jogo pelo Premiere.

Por SporTV.comRio de Janeiro/GE


Presidente do Bota descarta reforços de peso e Maracanã na Série B


Dirigente deixa aberta possibilidade de levar jogos para fora do Rio, diz que linha de contratações não mudará e celebra: "Voltamos a ser protagonistas no cenário carioca"



O Botafogo inicia no próximo sábado seu maior desafio na temporada. Apesar da boa participação no Campeonato Carioca, o clube se preparada, desde o início do ano, para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série B. O Alvinegro não trabalha com outro cenário que não seja o retorno à elite, e a competição é tratada com total prioridade. A linha de planejamento, no entanto, segue a mesma. A diretoria não fará loucuras financeiras para contratar reforços de impacto.

- Estão chegando reforços pontuais, mas não faremos nenhum grande investimento em contratações. Seguiremos a mesma política do Campeonato Carioca, respeitando o orçamento do clube. Nada que vá extrapolar o orçamento. A comissão técnica e o departamento de futebol estão trabalhando para isso – garantiu o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira.

Em bate-papo por telefone com o GloboEsporte.com, o dirigente ainda descartou levar jogos da Série B para o Maracanã, deixou aberta a possibilidade – embora remota – de o Botafogo mandar alguns jogos fora do Rio de Janeiro, avaliou os primeiros meses de sua gestão à frente do clube e falou sobre a situação de Jobson, suspenso por quatro anos pela Fifa por se recusar a realizar um exame antidoping, no ano passado, quando defendia o Al Ittihad, da Arábia Saudita.

Carlos Eduardo Pereira vê o Botafogo pronto para a disputa da Série B (Foto: Vicente Seda)
A derrota na final do Campeonato Carioca pode atrapalhar a sequência na temporada?
Fiquei muito animado com o contato com a torcida do Botafogo depois do jogo contra o Vasco. Todos entenderam bem o esforço do plantel e da diretoria. Não ouvi nenhuma palavra de decepção e frustração. Somente palavras de estímulo por parte da torcida. Todos estão acompanhando o nosso compromisso, e estamos muito confiantes de que iremos alcançar o nosso principal objetivo, que é retornar para a Série A.

Como o Botafogo entra na Série B?
Entramos muito bem e muito firmes. Acho que mostramos que temos uma boa equipe, uma plantel forte e uma comissão técnica afinada. Estamos muito animados. Acredito que nosso início será animador.

Com contrato recém-assinado por 33 anos com a administradora do Maracanã, o clube planeja levar alguns jogos da Série B para o estádio?
Nenhuma chance. Já está definido que o Botafogo não levará nenhum jogo da Série B para o Maracanã. Até porque no final de julho teremos o nosso estádio liberado para 45 mil torcedores. Financeiramente e tecnicamente, não justifica levar jogos para o Maracanã. O custo no Estádio Nilton Santos é muito menor

Mas Botafogo está aberto para mandar jogos fora do Rio de Janeiro, como aconteceu com frenquência no ano passado?
Olha, o objetivo principal é sempre o lado técnico. Se eventualmente surgir uma proposta interessante financeiramente e tecnicamente, podemos estudar. Mas não estamos muito sensíveis a levar jogos para fora do Rio de Janeiro. Até porque, ainda não recebemos toda a cota do último jogo do Campeonato Brasileiro de 2014, que foi em Brasília, contra o Atlético-MG. É preocupante.

Em quanto a premiação do Campeonato Carioca (R$ 2 milhões) e a arrecadação nos jogos decisivos ajudaram as finanças do Botafogo?
Toda a premiação será dividida entre os atletas, e as arrecadações não foram grandes coisas. Ainda mais considerando que o repasse acontece somente 30 dias após os jogos. Na partida final, levamos R$ 730 mil. Nada de outro mundo.

O clube está no mercado atrás de nomes para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série B. 

Contratações de impacto estão nos planos?
Estão chegando reforços pontuais, mas não faremos nenhum grande investimento em contratações. Seguiremos a mesma política do Campeonato Carioca, respeitando o orçamento do clube. Nada que vá extrapolar o orçamento do clube. A comissão técnica e o departamento de futebol estão trabalhando para isso

Nota: Até o momento, o Botafogo contratou os meias Daniel Carvalho, Guilherme Camacho e Lulinha, além do lateral Pedro Rosa para a sequência da temporada

Como está a situação do Jobson?
A posição do Botafogo é apoiar a iniciativa dos advogados do Jobson. O nosso vice geral (Nelson Mufarrej Filho) teve uma reunião nesta terça-feira com os representantes dele para nos atualizarmos sobre o caso. É uma questão internacional muito séria, que envolve a Fifa. Vamos acompanhar no dia a dia o desdobramento e ver o que acontece.

Você conversou com o Jobson após a punição? Como fica a renovação de contrato?
Conversei com o Jobson no domingo, antes do jogo, no Maracanã. Ele está bem, está otimista, e acredita que de alguma maneira vamos encontrar uma alternativa para a situação dele. Resolvendo essa situação, sem dúvida queremos que o Jobson continue conosco.

Nota: Jobson tem contrato com o Botafogo até o dia 24 de junho.

Como você avalia os primeiros quatro meses da temporada do Botafogo?
Não tenho dúvida de que conseguimos o principal, que foi resgatar a altoestima do torcedor alvinegro. Não só com as palavras, mas com a participação em campo. Voltamos a ser protagonistas no cenário carioca. Os resultados mostram isso. Perdemos a final para o Vasco por detalhes.

Por Gustavo Rotstein e Marcelo Baltar Rio de Janeiro/GE