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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Jefferson rechaça oba-oba e diz que Botafogo ainda tem trabalho a fazer




Vitor Silva/SSPress



Líder da Série B com 55 pontos, o Botafogo está muito próximo de voltar à elite do futebol brasileiro. Se conquistar três vitórias, o Glorioso já garante o retorno à Primeira Divisão. No entanto, para o goleiro Jefferson, não há clima de oba-oba. O camisa 1 alvinegro concedeu entrevista nesta quarta-feira, no Estádio Nilton Santos, e contou que os jogadores não estão pensando em relaxar antes da hora.

"Estamos muito focados, não vejo nenhum jogador deslumbrado falando que já subimos. Nosso foco, neste momento é subir, mas também sermos campeões. É um degrau após o outro. Conseguimos bons pontos na frente do segundo colocado, mas ainda não subimos. Temos de tomar muito cuidado com isso. Os times estão muito iguais na Série B", disse o Paredão Alvinegro.

Nesta sexta-feira, o Botafogo enfrenta o Sampaio Corrêa, no Castelão, no Maranhão. No primeiro turno, o Glorioso atropelou o rival no Nilton Santos, com um marcante 5 a 0. No entanto, o goleiro Jefferson espera dificuldades para esta nova partida.

"O jogo aqui no Nilton Santos foi 5 a 0, mas não condiz com o que foi a partida. Eles tiveram boas oportunidades para abrir o placar, e nós aproveitamos as que tivemos. O Sampaio Corrêa está brigando na reta final. Vamos ter que tomar muito cuidado para buscar os três pontos", afirmou.

Com contrato até dezembro, Gegê acha difícil a permanência no Botafogo


Sem jogar desde que Gomes assumiu, meia diz que não foi procurado e trata sequência como improvável: "Clube não mostrou nenhum interesse em ficar comigo"





“Nunca desista”. No site oficial do Botafogo, a frase está no perfil de Gegê. O lema casa com o momento do jogador. Sem oportunidades desde que Ricardo Gomes assumiu, Gegê, 21, vê seu futuro cada vez mais distante do clube. Com contrato até o fim do ano, o Botafogo ainda não o procurou para renovar.

- Meu contrato acaba em dezembro. Vamos ver o que vai acontecer. O Botafogo não falou nada, e recebi sondagens de clubes do Brasil e do exterior. Não é legal. Pelo tempo que tenho no clube, não que eu esteja chateado, mas é claro que não fico contente. Tenho oito anos de clube. O Botafogo não mostrou nenhum interesse em ficar comigo. Mas futebol é assim mesmo. Vivendo e aprendendo. Agora é trabalhar para tentar jogar nessa reta final de Série B. Desistir jamais - desabafou Gegê. 

Gegê disputou apenas quatro jogos na Série B. Meia não viajou para São Luís (Foto: Vitor Silva / SSpress)

No clube desde os 13 anos, o Botafogo ainda é a prioridade do atleta. Gegê, no entanto, acha difícil seguir em General Severiano em 2016.

- Gostaria de ficar pela identificação que tenho com o clube, estou aqui desde os 13 anos. Mas vou ver as possibilidades. Em nenhum momento o Botafogo falou nada. Acho difícil a permanência.

A temporada de 2015 foi uma gangorra para Gegê. No início do ano, começou como titular e teve oportunidades no Carioca. O meia iniciou a Série B em baixa, mas voltou a ter chances com Jair Ventura. Sob o comando do interino, Gegê assumiu a camisa 10 e foi titular em todas as três partidas. A chegada de Ricardo Gomes, no entanto, alterou o panorama mais uma vez.

- Meu último jogo foi com o Jair. Não joguei com o Ricardo Gomes e quase não fui relacionado. Não conversamos. O Ricardo não falou nada. Cada treinador tem sua forma de trabalhar, seu gosto, e eu respeito. Teve bastante rodízio no Botafogo, mas não tive a sequência que outros jogadores tiveram. A sequência que tive foi com o Jair. Ainda temos 10 jogos no campeonato. Eu acredito no trabalho. Treino todos os dias feliz, com alegria e dedicação. Tento não pensar na situação para não me atrapalhar nos treinos.

Gegê teve mais oportunidades na campanha do vice-campeonato carioca (Foto: Vitor Silva / SSpress)

No meio do ano, Gegê foi procurado por Figueirense e Paysandu. O Botafogo, na época, abriu as portas para um eventual empréstimo, mas o jogador decidiu ficar. Ele garante não ter se arrependido da decisão.

- Optei por ficar. Talvez fosse melhor eu ter ido. Ou não. A gente nunca sabe o que pode acontecer. Mas não me arrependo. Futebol é assim mesmo. Muda treinador, e as coisas mudam também.

O Botafogo enfrenta o Sampaio Corrêa nesta sexta-feira, em São Luís. Gegê não foi relacionado e permaneceu no Rio de Janeiro.


Por Marcelo Baltar Rio de Janeiro/GE

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Ricardo dá sinal verde para ficar em 2016: "Nem precisava perguntar"


Próximo de levar o Botafogo de volta à elite, treinador quer permanecer no clube na próxima temporada. Diretoria alvinegra já iniciou conversas para renovação





Quando é perguntado sobre a iminência de o Botafogo retornar à Série A, Ricardo Gomes diz que seu planejamento vai somente até esta sexta-feira, dia da partida contra o Sampaio Corrêa. Mas quando o assunto é permanência no clube em 2016 – algo que já vem sendo discutido pela diretoria –, o treinador não demora nada a responder.

- Nem precisava perguntar - disse ele, abrindo o sorriso e deixando clara qual a sua vontade.

Depois de um início de trabalho marcado pela instabilidade, com um empate e uma vitória, Ricardo Gomes deu sua cara ao time do Botafogo, que voltou a engrenar e agora lidera a Série B com tranquilidade e, segundo os matemáticos, a três vitórias de confirmar o retorno à elite. Para o treinador, o segredo do sucesso do trabalho, sem sustos com a troca de comando, está na transição.

Ricardo Gomes deve seguir no Botafogo na próxima temporada (Foto: Gustavo Rotstein / GloboEsporte.com)


- Tem uma pessoa importante nessa transição: Jair Ventura. Ele tocou isso muito bem. Não o conhecia, mas ele me ajudou bastante e fui muito bem recebido. Ele foi o motor dessa transição, méritos para ele. É raro encontrar isso em outros lugares, uma comissão tão ligada ao clube e com competência – destacou.

Ricardo Gomes também destacou a estrutura de trabalho encontrada por ele e sua comissão técnica como fatores importantes para que sua metodologia fosse compreendida por todos e que seu retorno ao futebol após quatro anos se recuperando de um AVC ocorresse da forma menos impactante possível.

- Quero mais três pontos no próximo jogo. Não existe isso de comparações ou de melhorar o aproveitamento. Ainda bem que encontrei um clube bem organizado com o trabalho do Lopes (gerente), Jair e Ademar Braga (supervisor). Eles me ajudaram mesmo todas as minhas dificuldades de reiniciar no futebol profissional depois de 4 anos no estaleiro.


Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro/GE