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domingo, 8 de outubro de 2017

Roger é operado com sucesso, retira o tumor e aguarda resultado da biópsia


Atacante do Botafogo realiza cirurgia na manhã deste domingo e passa bem. Diagnóstico nos próximos dias vai dizer se cisto que estava no rim do jogador era benigno ou maligno





Médico Raphael Rocha explica cirurgia de Roger, do Botafogo

O primeiro passo foi dado. Na manhã deste domingo, Roger foi operado com sucesso no hospital Samaritano da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A cirurgia, feita com robô e que durou cerca de uma hora e meia, retirou todo o tumor do rim direito do atacante do Botafogo, de 32 anos. Agora, jogador e médicos aguardam nos próximos dias o resultado da biópsia do cisto para saber se ele era benigno ou maligno.


– A gente tinha a proposta de retirar o tumor, preservando o rim. Essa proposta foi concluída com sucesso, tiramos o tumor com margem de segurança. Transcorreu muito bem, a cirurgia foi curta, não teve nenhum sangramento nem intercorrência. Ele passa bem agora, a perspectiva é de uma recuperação rápida – explicou o Dr. Raphael Rocha, especialista em cirurgia robótica.


– Esse é o principal ganho dessa técnica: não ter uma incisão grande na parede abdominal, cortando músculos, nervos, facilita uma reabilitação mais rápida – complementou.

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Roger deu entrada no hospital às 5h da manhã e entrou para a sala de cirurgia por volta de 8h. Ele passa bem e está em repouso, mas ainda deve ficar internado mais dois dias em monitoramento até receber alta. O jogador planeja dar uma coletiva ao lado dos médicos após deixar o hospital e ter o diagnóstico da biópsia. Caso o tumor seja maligno, ele precisará realizar exames regularmente para ver se não terá outro.


– Tem chance grande de ser benigno, mas não pôde ser definido agora em um exame preliminar. A gente vai precisar esperar um pouquinho para o exame definitivo sair para ter uma afirmação mais precisa – confessou o médico, mas pedindo cautela apesar do prognóstico inicial.



Médico, Raphael Rocha, Roger, Christiano Cinelli, Botafogo (Foto: Thiago Lima)


Roger não precisará fazer quimioterapia e nem radioterapia por ter descoberto o tumor ainda em fase inicial. O tamanho pequeno, entre 3 e 4 cm, e a localização, no polo inferior, perto da extremidade do rim, facilitaram a cirurgia. Fora dos últimos jogos da temporada, ele cuidará da saúde para voltar a jogar em 2018.


– A recuperação, independente de ser maligno ou benigno, é bastante satisfatória. A gente espera um tempo curto de recuperação, acho que dentro de um mês, um mês e meio ele volte às atividades físicas. Lógico que precisa ainda se reabilitar e tudo, mas o horizonte é bastante curto de recuperação. Acho que vai estar muito bem para jogar dentro dos próximos meses – disse Rocha.



Veja os 17 gols do artilheiro Roger, atacante do Botafogo, em 2017


Christiano Cinelli, médico do Botafogo, esteve no hospital para representar o clube e acompanhou parte da cirurgia. A esposa do atacante, Elizabeth, ficou o tempo todo no local e ficou aliviada após o parecer dos médicos. Os pais do jogador vieram de Campinas (SP) pela manhã e ficarão um tempo no Rio de Janeiro para apoiar e ajudar na recuperação do filho.


Roger é o principal goleador do Botafogo no ano. Em 49 jogos, marcou 17 gols (veja no vídeo acima). O centroavante ganhou projeção por se destacar nos clássicos estaduais. Foram oito gols contra os três principais rivais do alvinegro no Rio de Janeiro. Ele tem contrato com o Alvinegro só até 31 de dezembro, mas já negocia uma renovação.


Fonte: GE/Por Thiago Lima, Rio de Janeiro

FAQs: perguntas e respostas sobre a cirurgia renal de Roger, do Botafogo


GloboEsporte.com entra em contato com especialista e pessoas que acompanham situação para tirar dúvidas sobre o tratamento do tumor no rim. Jogador será operado neste domingo: saiba os detalhes








Chegou a hora de começar o tratamento. Uma semana depois de descobrir um tumor em seu rim direito e sensibilizar o Brasil, Roger será operado neste domingo. O atacante, de 32 anos, principal artilheiro do time em 2017 com 17 gols em 49 partidas, não joga mais na temporada. O foco é cuidar da saúde e conseguir continuar a carreira no ano que vem. Mas como será a cirurgia?


O GloboEsporte.com entrou em contato com o Doutor Henrique Rodrigues, membro do Departamento de Uro-Oncologia da Sociedade Brasileira de Urologia e especialista no assunto, além de conversar com pessoas que acompanham a situação do jogador, para responder as principais perguntas que os torcedores do Botafogo se fazem:



Hashtag #forçaRoger foi compartilhada por vários clubes e jogadores do Brasil (Foto: Divulgação)


Quando e onde vai ser a cirurgia?

O procedimento será realizado na manhã deste domingo, em um hospital na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.


Quem é o médico que vai operá-lo?

O procedimento será conduzido pelo Dr. Raphael Rocha, graduado em medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e mestrado em cirurgia robótica pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Ele é médico do departamento de Oncologia Urológica e Cirurgia Reconstrutora do Hospital Federal dos Servidores do Estado, além de responsável pela Urologia Oncológica do Centro de Oncologia COI / Américas Medical City. É ainda membro da Sociedade Brasileira de Urologia e da American Urological Association (AUA).


Como funciona a cirurgia laparoscópica por robô?
Trata-se de uma cirurgia por vídeo em que o médico guia à distância os braços mecânicos através do computador. São duas unidades operatórias: o doutor fica em uma, onde tem a visão da câmera, e o paciente na outra, onde o robô reproduz os movimento dos braços do cirurgião. Operações laparoscópicas assistidas por robô tornam o procedimento mais preciso, com menor perda de sangue e melhor recuperação.


Fica só um médico na sala ou tem uma equipe?

O cirurgião fica na sala, mas à distância, enquanto ao lado do paciente um auxiliar ajuda nos demais movimentos necessários, como se fosse uma cirurgia sem robô.


Qual o tamanho e localização do tumor no rim?


O tumor tem diâmetro de 3 a 4 cm e está localizado no polo inferior do órgão. Sua localização próximo da extremidade facilita a sua retirada.




Cirurgia para retirada de tumor renal geralmente é feita em três etapas (Foto: Divulgação)


Vai retirar o rim todo ou só uma parte?


Uma pessoa normal pode viver só com um rim, mas para um atleta de alto nível não é recomendável. Por isso, quanto mais se preservar do órgão para ele continuar em funcionamento, melhor. Um rim tem aproximadamente de 11 a 13 cm de comprimento, de 5 a 7,5 cm de largura e de 2,5 a 3 cm de espessura. O tumor mede entre 3 e 4 cm, mas será preciso ver se não ficará resquícios no tecido ao seu redor.


Quanto tempo dura esse tipo de cirurgia?


Normalmente entre duas e três horas.


Quando é realizada a biópsia para saber se o tumor é benigno ou maligno?


Geralmente uma biópsia é feita na hora, mas só para ter uma ideia, não tem tanto valor elucidativo. O patologista vê na cirurgia se o tumor saiu inteiro e o leva para o laboratório. O diagnóstico definitivo sai alguns dias depois.


Vai ser preciso quimioterapia ou radioterapia?


A princípio não. Como o tumor está em fase inicial, a expectativa é que a cirurgia o retire inteiro. O jogador terá só que fazer depois exames regularmente para acompanhar se não terá outro.


Em quanto tempo o paciente recebe alta?


Normalmente em dois dias.


O Roger ou os médicos vão se pronunciar?

O jogador e sua família tem preferido a discrição e por isso não deram entrevistas por enquanto. Mas após a cirurgia ele pretende realizar uma coletiva junto com o médico.

sábado, 7 de outubro de 2017

Botafogo conclui projeto de "adoção" de cadeiras e lucra meio milhão: veja nomes


Clube finaliza o mapeamento dos 10.547 assentos personalizados, entrega os últimos certificados e estende prazo de exposição após atraso. Adesivos tem homenagens, políticos e até torcedores rivais






Mais de 10 mil cadeiras já foram apadrinhadas no Nilton Santos (Foto: Arquivo Pessoal)


A customização do Nilton Santos para as cores preta e branca ficou pronta desde janeiro, mas só agora que o projeto de "adoção" de cadeiras do estádio está sendo concluído com o mapeamento e a entrega dos certificados. Até o momento, 10.476 torcedores pagaram R$ 50 para colocar os nomes nos assentos, o que já rendeu R$ 523.800,00 para o clube.


– Fizemos uma força-tarefa, agora está tudo identificado. Só estamos emitindo os últimos certificados. 70% deles já foram enviados, semana que vem acabamos – prometeu o vice-presidente de comunicação e marketing alvinegro, Marcio Padilha.


O projeto funciona assim:


O torcedor compra o direito no site do Botafogo por R$ 50 e escolhe qualquer nome;
Ele pode escolher o setor do estádio, mas não a cadeira, que é adesivada aleatoriamente;
O clube envia para ele um mapa mostrando a localização da cadeira batizada por ele;
O nome não garante o lugar da pessoa, os assentos não são fixos como nos cinemas;
O "apadrinhamento" da cadeira não é vitalício e dura um ano, depois pode ser renovado.


Como o Botafogo atrasou o projeto e só começou a entregar os certificados em agosto, a diretoria decidiu estender o prazo de exposição de quem já pagou até o segundo semestre de 2018. Quando der um ano da data em que os torcedores receberam a localização de seus assentos, o clube entrará em contato para saber se ele vai querer renovar o "patrocínio" ao Alvinegro.
CADEIRAS "ADOTADAS"


Fonte: Botafogo


O estádio tem cerca de 44.500 lugares ao todo para a personalização individual, mas aproximadamente quatro mil dos bancos sem encosto do Setor Norte não entram na conta – a área possui apenas algumas cadeiras em sua última fileira. O preferido dos torcedores é o Leste Inferior – local dos mosaicos –, que representa quase 50% do total de adesivos (veja acima).


Chama a atenção o número de cadeiras batizadas no Sul, setor que é destinado aos visitantes. O fato de serem torcedores adversários não impediu alguns de participar e ter seus nomes nas cadeiras para os clássicos. O problema é que corre maior risco de depredação. Segundo Padilha, o Botafogo já teve que recolocar adesivos arrancados ou deteriorados desses assentos.




Nome dos falecidos repórteres da Globo, torcedores do Botafogo, estão lá (Foto: Divulgação)


Há ainda mais 71 adesivos que não foram cobrados. E foram justamente os primeiros a serem adesivados: com os nomes de todas as vítimas da tragédia com o avião da Chapecoense no ano passado. O Botafogo prestou uma homenagem póstuma aos falecidos já no amistoso da Seleção – que tinha o alvinegro Camilo na época – contra a Colômbia no Nilton Santos, em janeiro.


Mas não só de homenagens ficaram as cadeiras. Como o nome é livre, tem de tudo um pouco, desde craques do passado a políticos famosos, grupos de torcedores, frases curtas como "boa sorte" e brincadeiras.


Confira alguns adesivos curiosos:




Nome pode vir com brincadeiras desde que politicamente corretas (Foto: Arquivo Pessoal)




Tem o ex-presidente da Câmara dos Deputados, que é 
Flamengo; Dilma Rousseff... (Foto: Arquivo Pessoal)




Setor na Leste Inferior conta com uma espécie de "galeria dos ídolos" do clube (Foto: Arquivo Pessoal)



Torcedores fora do Rio também participam: tem Santa Catarina, Rio Grande do Norte... (Foto: Arquivo Pessoal)




Teve ainda quem não quis representar um estado só, mas sim o Sudeste inteiro (Foto: Arquivo Pessoal)


Fonte: GE/Por Felippe Costa, Marcelo Baltar e Thiago Lima, Rio de Janeiro