Todos os 16 clubes que permanecerem na Série A receberão valores que, somados, superam R$ 63 milhões
Além de vencer uma das competições mais disputadas do mundo, o campeão brasileiro de 2017 vai receber uma quantia significativa ao fim de sua campanha. A CBF divulgou nesta quinta-feira as premiações para os clubes do Brasileirão, e o primeiro colocado terá direito a R$ 18.069.300. Todos os 16 times que permanecerem na Série A serão contemplados, num total de R$ 63.774.000 em prêmios.
Em relação aos valores do ano passado, o valor destinado ao campeão aumentou em pouco mais de R$ 1 milhão. No total, são quase R$ 4 milhões a mais do que 2016 no total em prêmios para os 16 primeiros colocados da Série A.
De acordo com a CBF, os recursos para as premiações vêm da comercialização dos direitos de transmissão das partidas do Campeonato Brasileiro. Confira os valores dos prêmios de acordo com a colocação de cada equipe:
Gatito pega (quase) tudo, e Alvinegro consegue gol do empate por 1 a 1, na Ressacada, aos 50 minutos da etapa final. Marcos Vinícius sai do banco e garante um ponto ao Alvinegro
Botafogo arrancou empate nos acréscimos na Ressacada (Foto: Eduardo Valente/Estadão Conteúdo)
Não foi uma atuação de encher os olhos (longe disso), mas os botafoguenses vão poder dormir tranquilos. O time esteve abaixo da média, por pouco não saiu derrotado da ressacada, mas deixa Santa Catarina com o empate por 1 a 1 com o Avaí e um pontinho na bagagem. Muito por Marcos Vinícius, que saiu do banco para marcar aos 50 minutos do segundo tempo; e por Gatito, que teve atuação de gala nesta quarta-feira.
Gatito
O paraguaio vive um momento especial, talvez o melhor da carreira. Gatito teve atuação espetacular e evitou a derrota na Ressacada. Especialmente no segundo tempo, quando o Avaí voltou melhor, e o goleiro fez cinco grandes defesas seguidas. Ele só não conseguiu pegar o pênalti de Marquinhos.
Milagre de Gatito! Goleiro faz linda defesa no contrapé aos 21 do 2º tempo
Marcos Vinícius
O meia entrou no início do segundo tempo, vinha tendo atuação discreta, mas deixa a Ressacada com ares de herói. Foi dele o gol de empate, no apagar das luzes. Valeu pelo esforço e pela persistência.
Criação
Assim como nos jogos contra Chapecoense e Vasco, o Botafogo esteve pouco inspirado na armação de jogadas. O time carioca teve mais a bola, especialmente no primeiro tempo, mas pouco incomodou o Avaí. Nem mesmo a entrada de Marcos Vinícius na vaga de Matheus Fernandes mudou o panorama. O gol de empate veio mais na vontade do que na inspiração.
Ataque
O setor de criação não colaborou, mas os atacantes do Botafogo também estiveram muito abaixo na Ressacada. Brenner e Rodrigo Pimpão não levaram nenhum perigo ao goleiro Douglas. O camisa 7, como sempre, lutou muito. Dessa vez, porém, sobrou vontade, mas faltou qualidade. Pimpão ainda cometeu o pênalti que resultou no gol do Avaí.
Gol do Botafogo! Após escanteio, bola pipoca na área e Marcos Vinícius marca aos 47 do 2º
Processo de aquisição de terreno na Zona Oeste ainda tem últimas burocracias a serem resolvidas, mas caminha para final feliz. Porém, clube precisará de três a quatro meses para ajeitar instalações
O processo de aquisição do Centro de Treinamento do Botafogo está perto do final feliz, mas restam burocracias a serem resolvidas. O GloboEsporte.com apurou que a última etapa foi a regularização dos terrenos do Espaço Lonier junto à prefeitura. Ainda faltam: acertos técnicos para assinar a promessa de compra e venda; os irmãos Moreira Salles, ilustres botafoguenses que financiarão o projeto, efetuarem o pagamento dos R$ 25 milhões; e o clube adquirir a escritura do local em Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Botafogo ainda finaliza últimas burocracias para fechar compra de CT (Foto: Divulgação)
Porém, o atraso devido à quantidade de pendências já ocasionou uma mudança de planos. O Botafogo tinha a intenção de estrear o CT realizando a pré-temporada de 2018 no local, de forma também a economizar custos em um ano que será mais apertado financeiramente no clube. Mas para ajeitar todas as instalações será preciso de três a quatro meses, o que inviabiliza que a preparação alvinegra de janeiro seja lá. A expectativa é que até março tudo fique pronto.
Com este cenário, o clube já procura locais para programar a sua próxima pré-temporada. Nos últimos dois anos, a preparação foi realizada no CT do Hotel Fazenda China Park, em Domingos Martins, região serrana do Espírito Santo. O local também é uma opção para 2018, mas o Botafogo estuda alternativas para reduzir custos, como por exemplo o Centro de Formação de Atletas Trops (CEFAT), em Várzea das Moças, em Niterói (RJ), já usado pelo time em 2015.
A operação de compra do CT, aprovada em julho no Conselho Deliberativo, terá um custo total de R$ 25 milhões pagos pelos irmão alvinegros, que serão ressarcidos em um prazo de 30 anos, em 360 parcelas – corrigidas pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor). Do montante, R$ 20 milhões serão usados para adquirir o terreno e suas instalações, e R$ 5 milhões para melhorias no local.
Em caso de inadimplência do clube, os irmãos poderão romper o contrato, restituindo tudo pago com desconto de 10%. No acerto está previsto que 20% dos jogadores da base que vierem a ser negociados serão destinados aos financiadores para amortizar a dívida. Só vale para vendas após a assinatura. Também será obrigatório a construção de uma escola no complexo.
Espaço já apresenta ótima estrutura, mas precisa de reforma nos campos (Foto: Site do Espaço Lonier)
Com estrutura própria, o Espaço Lonier possui 200.000 m² e já poderá ser utilizado em curto prazo. O lugar já possui um campo de grama natural, além de outros cinco society, caixa de areia e ginásio. A ideia do Botafogo é aproveitar para construir seis ou sete campos de futebol, não todos de dimensões oficiais.
A estrutura atual também oferece auditório, vestiários, restaurantes, além de um hotel com 40 quartos com capacidade de receber até 180 pessoas. As acomodações foram reformadas pelos americanos, que usaram o local na Olimpíada Rio 2016. Em janeiro, o Bangu realizou sua pré-temporada no local.
Fonte: GE/Por Felippe Costa, Marcelo Baltar e Thiago Lima, Rio de Janeiro