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sábado, 24 de fevereiro de 2018

Ousadia e disciplina tática: a receita para voltar a vencer na Taça Rio





Vamos, FOGO! Amanhã o Glorioso vai em busca da segunda vitória consecutiva! (Botafogo de Futebol e Regatas)


A ousadia de Alberto Valentim deu certo e o Botafogo venceu o Nova Iguaçu na partida de estreia do time na Taça Rio - 2o. Turno do Campeonato Carioca. A vitória marcou também a primeira vez de Valentim como o técnico do Glorioso.

Foram apenas oito sessões de treinos antes do triunfo e já deu para sentir a mão do técnico na forma de atuar da equipe.

Digo ousadia em função das inúmeras mudanças introduzidas na equipe em tão pouco tempo de observação - pouco mais de dez dias.

Gatitto voltou ao gol na vaga ocupada anteriormente por Jefferson que segue com dores no tornozelo. Marcelo assumiu a titularidade na vaga de Joel Carli. Valentim barrou os laterais Arnado e Gilson como clamava a torcida e lançando Marcinho na direita que não jogava há oito meses e o novato Moisés com dois dias de treinamento e não parou por aí. Sem poder contar com Matheus Fernandes vetado pelo DM, promoveu a volta de Lindoso (antes Dudu era a opção) ao lado de João Paulo.

Lá na frente, as mudanças foram igualmente significativas. Tentando dar mais velocidade às jogadas de ataque, Kieza tomou a vaga de Brenner depois de marcar o gol alvinegro na derrota para o Flamengo e Ezequiel foi efetivado no lugar de Luiz Fernando que era titular absoluto no time de Tigrão mesmo apresentando baixo rendim...mais »

Objetivo duplo: de volta, Gatito busca titularidade para realizar sonho na seleção


Paraguaio joga pela primeira vez na temporada e espera manter sequência no Botafogo e, consequentemente, ter mais chances de disputar a Copa do Mundo de 2022







Depois de ausentar do time no início da temporada devido a problemas musculares, Gatito Fernández retornou ao gol do Botafogo na última quinta-feira, na vitória diante do Nova Iguaçu por 2 a 1, e renovou suas esperanças de voltar a ser titular.


Assim como no ano passado, ele sabe que a concorrência com Jefferson é dura, mas espera segurar a oportunidade e não sair mais. Para Gatito, um objetivo influencia no outro: a disputa da Copa do Mundo de 2022. Com 29 anos, sabe que na reserva terá menos chances de aparecer nas convocações do Paraguai, que ficou fora da edição desse ano. Por isso, o goleiro já pensa no futuro.


- É muito bom pode voltar a jogar, estava com saudades. Eu e o Jefferson sabíamos que a concorrência ia ser assim. Infelizmente só joga um goleiro (risos). Quero aproveitar minhas chances, assim como ele aproveitou a dele. Tenho meus objetivos, e ser titular no Botafogo certamente irá ajudar em ser titular na minha seleção no próximo ciclo para o mundial de 2022. O Botafogo ganha com essa disputa.



Gato Fernández foi ao treino do Botafogo de sexta-feira para acompanhar o filho Gatito (Foto: Fred Gomes)


Outro que falou do sonho de Gatito foi o pai Gato Fernández, que está no Brasil e acompanha os treinamentos do filho no Estádio Nilton Santos. Titular da seleção do Paraguai na Copa do Mundo de 1986, no México, ele comentou o assunto.


- Está com uma idade boa. É um sonho dele jogar um Mundial e vai atrás disso. Ele vive um grande momento. Ano passado fez uma temporada muito boa, pegando muitos pênaltis. Ficou mais evidente, pois está em um time maior e mais conhecido. Mas já tinha feito isso no Figueirense. Jefferson também é um grande goleiro e de seleção. Isso é bom para ele.



Confira outros tópicos da entrevista com Gatito:

Vitória na estreia da Taça Rio


Foi muito importante, e esquecemos do que aconteceu no campeonato passado. Sempre importante começar com o pé direito. Tivemos um jogo bom, com troca de passes, chances de gols e deu confiança para continuar trabalhando.


Martin Silva em evidência na pré-Libertadores contra o Wilstermann


Fico feliz também por ser um goleiro estrangeiro. Pegou três pênaltis em uma decisão na Libertadores. Já faz um belo trabalho no Vasco há algum tempo. Tomara que ele continue com jogos marcantes no Vasco.


Marca pessoal nos pênaltis

Se Deus quiser, gostaria de quebrar minha marca do ano passado. Se tiver pênaltis, mas espero que não tenha contra a gente.


Alberto Valentim

É um treinador que pede muito intensidade nos treinos para que possamos pegar o mais rápido possível sua maneira de jogar. É um treinador muito capacitado e com experiência de trabalhar em time grande como o Palmeiras.


Fonte: GE/Por Felippe Costa, Fred Gomes e Thiago Lima, Rio de Janeiro

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Marcinho celebra boa atuação em volta após 10 meses sem jogar: "Muito feliz"


Jovem de 21 anos, que não atuava desde de 2 abril de 2017, lembrou do período em que ficou afastado devido a uma contusão no ligamento cruzado do joelho direito






Um dos melhores alvinegros na vitória por 2 a 1 sobre o Nova Iguaçu, o lateral-direito Marcinho voltou a sentir o gostinho de atuar em uma partida após mais de 10 meses (326 dias). Não atuava desde 2 de abril de 2017, quando o Botafogo bateu o Resende por 3 a 2.


Uma ruptura no ligamento cruzado do joelho direito o tirou de combate por tanto tempo. No jogo da última quinta-feira, em Edson Passos, atacou com qualidade, inclusive iniciando a jogada do gol de Kieza, e deu conta na parte defensiva.


- Muito feliz. Fisicamente ainda deixo um pouco a desejar, mas nada que a sequência de jogos e treinamentos não me credenciem a uma melhor forma. Trabalho todos os dias, nos dias bons e ruins. É muito bom ser reconhecido pelo que a gente fez. Não posso me empolgar muito, porque vão ter elogios e críticas. Momentos bons e ruins.


Marcinho, que completa 22 anos em maio e soma 14 jogos como profissional, viu-se num filme dos últimos acontecimentos ao ver Kieza completar para a rede o lance inciado por ele. As dificuldades que passou vieram imediatamente à cabeça no momento do gol.


- No momento que saiu a jogada, não tive nem força para comemorar com eles. Fiquei pensando somente em tudo que tinha passado, momentos difíceis, a dor da fisioterapia. Queria tirar um momento para agradecer a todos os fisioterapeutas. Ao Flavinho, Fabinho, Gui, Capella, Lucas Olmedo. E a todo o staff. Agradecer a todos que estavam me aturando, porque não é fácil.


Confira outros tópicos da coletiva:


Sem empolgação

Trabalho todos os dias, nos dias bons e ruins. É muito bom ser reconhecido pelo que a gente fez. Não posso me empolgar muito, porque vão ter elogios e críticas. Momentos bons e ruins.


Véspera da partida

Estava muito nervoso, muito, muito nervoso. No dia anterior inteiro fiquei pensando: "Caraca, é muito tempo sem jogar". Foi bem estranho. Sensação diferente. Parecia que eu estava vivendo uma coisa muito nova.


Não sabia como meu corpo ia ser comportar, mas quando a bola rolou, pensei: "Caraca, foi tudo bem". Me soltei e foi muito bom.


Primeiras conversas com Valentim

Valentim, na apresentação e na conversa com a gente, disse que sempre quando se tem alguma mudança é porque tem algo que não está dando certo. Todos nós temos que nos olhar para dentro de nós mesmos. Não importava quem iria entrar, todos fariam bem seu papel. Para estar no Botafogo, você precisa ter uma bagagem e estar credenciado.


Sabe onde pode ir

A gente tem consciência do quanto estamos evoluindo nesse início de trabalho do Valentim. Todos sabem onde podem chegar e o que dar.


Reação de Valencia após o primeiro gol pelo Botafogo

O Léo é um cara que se cobra muito. Ele tem aquela raça e vontade de vencer do sul-americana. Ele vinha se cobrando muito. Acho que foi muito bom para ele ter feito esse gol, o gol da vitória.


Desejo de bater faltas, algo que fazia na base

Quanto à falta, queria que ele (Valencia) deixasse uma faltinha para mim pelo menos (risos).


Fonte: GE/Por Fred Gomes, Rio de Janeiro