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terça-feira, 28 de agosto de 2018

Papo, famílias e conselhos: exemplo e líder dentre os gringos, Carli elogia estrangeiros alvinegros e pede paciência



Após duas últimas vitórias decididas por jogadores nascidos fora do país, argentino de 31 anos, que marcou no sábado, pede paciência à torcida na hora de cobrar e aponta evolução de Valencia e Aguirre







Chamado de xerife, um dos heróis na final do Carioca 2018 e titular absoluto, Joel Carli é o gringo mais popular do atual elenco entre os torcedores alvinegros. Estrangeiro com mais jogos (104) e gols (seis) do grupo botafoguense, o argentino de 31 anos abriu o caminho (veja em vídeo abaixo) para a vitória do Botafogo por 2 a 0 sobre o Sport, no sábado. E o momento é favorável para jogadores nascidos fora do país no clube.


Os gols de Botafogo 2 x 0 Sport pela 21ª rodada do Brasileirão 2018


Nos últimos dois triunfos da equipe, os gringos foram protagonistas. Diante do Nacional-PAR (também 2 a 0), o chileno Valencia fechou a conta. Diante dos pernambucanos, o uruguaio Aguirre encerrou o marcador. Dois atletas que, diferentemente de Carli, sofreram em seus respectivos inícios em General Severiano com vaias e desconfiança.


Valencia, de 27 anos, chegou em julho de 2017 e soma quatro gols em 54 jogos como botafoguense. Anunciado em março, Aguirre, nascido em outubro de 1994, desencantou no último sábado e marcou pela primeira vez. Até agora, tem 16 partidas pelo clube. A adaptação, de acordo com Carli, capitão no último jogo, naturalmente depende de tempo.


- A cada jogo que passa, estão evoluindo. O Valencia vem se destacando nos últimos jogos. O Aguirre desempenhou um papel muito importante e ainda marcou um gol no último jogo. Todo jogador que chega de outro país precisa de um tempo para adaptação. Isso é normal - disse o argentino.



Valencia comemora o gol contra o Nacional-PAR, pela Sul-Americana (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)


Para familiarizar a dupla com o Rio de Janeiro e o Botafogo, Carli faz programas familiares junto a Valencia e Aguirre. Nos treinos, estão sempre próximos uns aos outros.


- Já estou muito bem ambientado ao clube e à cidade, e isso também ajuda na hora de conversar com o Valencia e com o Aguirre, por exemplo. Somos amigos. Procuramos reunir as famílias em algumas ocasiões. Isso também facilita no processo da adaptação.


Líder dentro do elenco, Carli garante não concentrar sua preocupação apenas com jogadores que falam espanhol. Os jovens sempre estão na mira do defensor, conhecido por cobrar muito seus companheiros, principalmente em divididas.



Aguirre comemora o gol contra o Sport (Foto: André Durão)


- Sempre procuro conversar não só com os estrangeiros, mas também com os mais jovens. Passo um pouco do que vivi ao longo da minha carreira e procuro orientar e dar conselhos dentro do campo.


Sentiu falta do Gatito Fernández, goleiro de apenas 30 anos, herói do título estadual ao lado do Carli e com grande potencial para virar ídolo alvinegro? O caso dele é diferente. Chegou a General Severiano com três anos de Brasil nas costas, falando um bom português e com dois clubes locais no currículo (Vitória e Figueirense). Valencia e Aguirre vieram direto de Chile e Uruguai, respectivamente, e têm em Carli e no próprio Gatito exemplos de que gringos funcionam bem nesse Botafogo de hoje.


Fonte: GE/Por Felippe Costa e Fred Gomes, Rio de Janeiro

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Com assistência e gol, Aguirre se destaca em jogo-treino diante do sub-20


Uruguaio tem boa participação na atividade da manhã desta segunda-feira, no Nilton Santos. Aos poucos, vai mostrando uma melhor forma física e ganha espaço com Zé Ricardo




Depois da vitória diante do Sport, pelo Brasileiro, o elenco do Botafogo se reapresentou na manhã desta segunda. Em campo, os reservas venceram a equipe sub-20 por 4 a 1. O grande destaque do jogo-treino foi Aguirre, que marcou o primeiro gol e ainda deu uma assistência.


Zé Ricardo iniciou o jogo com: Diego; Luís Ricardo, Kanu, Yago e Moisés; Dudu Cearense, Bochecha, Marcelo e João Pedro; Pimpão e Aguirre. Depois, entraram Yuri e Ezequiel.



Aguirre, jogo-treino, Botafogo (Foto: Vitor Silva / SS Press / BFR)


Aguirre abriu o placar após arrancada pelo meio. Ele driblou o zagueiro e finalizou, mas o goleiro defendeu. No rebote, o uruguaio não perdoou. O segundo gol foi de Pimpão, que acertou belo chute da entrada da área. No terceiro, Aguirre avançou pela esquerda e deixou Yuri sozinho para completar. O sub-20 ainda diminuiu com o zagueiro Glauber. No fim, João Paulo, de pênalti, deu números finais ao jogo.


Titulares na academia; Zagueiro Marcelo é liberado 

Os jogadores que atuaram no sábado, ficaram na academia. Ainda sem previsão de volta, Gatito Fernández apareceu no campo e fez um trabalho físico. Em fase de transição, Leandrinho e Kieza fizeram treino em separado atrás de um dos gols.


O zagueiro Marcelo foi liberado da atividade para fazer o registro do filho, que nasceu na última quarta-feira.


Fonte: GE/Por Felippe Costa, Rio de Janeiro

domingo, 26 de agosto de 2018

Erik estreia bem, Aguirre desencanta, e Botafogo, enfim, respira no Brasileiro


Recém-contratado, atacante começa jogando e se movimenta bem. Uruguaio entra no segundo tempo, faz o primeiro gol com a camisa alvinegra e garante a vitória no Nilton Santos




André Durão





Melhores momentos de Botafogo 2 x 0 Sport pela 21ª rodada do Brasileirão 2018



Em uma noite de estreias e desencanto, o Botafogo fez valer o mando de campo, venceu o Sport, no Estádio Nilton Santos, e, depois de cinco rodadas no Campeonato Brasileiro, foi dormir mais aliviado. O resultado de 2 a 0 não só afastou o time da zona do rebaixamento, mas também trouxe um ânimo novo para os próximos jogos, principalmente pela boa participação do recém-contratado Erik e pelo gol de Aguirre, que ainda não havia marcado pelo clube.


Por falar em Erik, o atacante, que foi apresentado e regularizado nesta sexta-feira, apareceu, para a surpresa de muita gente, entre os titulares. Rápido, ele teve uma boa estreia e, mesmo com pouco tempo de casa, gesticulou muito com os companheiros e orientou o time em algumas situações. É um jogador que tem tudo para ajudar muito no restante da temporada.



Erik em sua estreia pelo Botafogo (Foto: Vítor Silva/SSPress/Botafogo)


Primeiro tempo abaixo do esperado

Como disse Zé Ricardo na coletiva após o jogo, o Botafogo não foi bem na etapa inicial e chegou a levar perigo do Sport. O time deu muitos espaços no meio de campo e não finalizou bem quando teve oportunidades, principalmente com Joel Carli, que perdeu um gol na pequena área.


Se lá na frente a coisa não andava, atrás o sistema defensivo se mostrou muito bem Quarto goleiro do clube, Diego teve ótima atuação, mostrou segurança na saída de bolas aéreas e em chutes de longa distância. No alto, Rabello também se destacou tirando algumas bolas da área e chegando ao ataque.


- A gente cobrou dos atletas no intervalo. Para jogar bem tem que competir. Não fizemos no primeiro tempo e oferecemos mais o campo ao Sport. No segundo, o gol deu uma tranquilidade, pois existia um peso para as duas equipes - disse Zé Ricardo.


Brenner perde gol na cara; Aguirre entra e define o jogo

O Botafogo voltou para o segundo tempo com a mesma formação, mas com uma atitude diferente. Mais agressivo no ataque, o time conseguiu o primeiro gol aos 13 minutos. Luiz Fernando cruzou pela esquerda, e Carli se esticou e mandou de cabeça para o fundo das redes. Alívio para os alvinegros.


Mesmo na frente, o time não parou de atacar e aproveitou que o Sport saiu para o jogo para usar os contra-ataques. Aos 26, Valencia deixou Brenner na cara do gol, mas o atacante bateu em cima de Magrão. A torcida não perdoou. Logo em seguida, Zé tirou o atacante e colocou Aguirre. O uruguaio também chegou a perder uma chance clara, mas depois desencantou e fez seu primeiro com a camisa alvinegra. O gol praticamente definiu o jogo.


O Botafogo chegou aos 25 pontos e terá a semana inteira para trabalhar e tentar recuperar os jogadores lesionados para enfrentar o Grêmio, sábado, em Porto Alegre. O clima, até lá, ficou muito mais leve.


Fonte: GE/Por Felippe Costa, Rio de Janeiro