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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Com oito gols cada, Kieza e Brenner estão longe da média dos artilheiros do Botafogo nos anos 2000, que é de 19 gols por ano


Centroavantes são os principais goleadores do time na temporada; Aguirre, que já participou de 17 jogos, balançou as redes apenas uma vez





Aguirre estreou após os demais, e, em 17 jogos, soma apenas um gol. Foi o último dos centroavantes a marcar, mas é o que menos tem gols (Foto: Vitor Silva / SS Press / BFR)


De 2000 até agora, os artilheiros do Botafogo por ano somam 397 gols marcados. Mas os de 2018 deixam a desejar a três meses do fim da temporada. Kieza e Brenner têm oito gols cada e não marcam há um bom tempo.


Kieza foi atrapalhado por uma lesão no músculo posterior da coxa direita, que o afastou dos campos no dia 12 de agosto. Ele voltou a treinar na última semana, mas não enfrentou o Grêmio, no sábado. O último gol do K-9 foi antes da Copa do Mundo, dia 10 de junho, no empate por 3 a 3 com o Bahia, no Estádio Fonte Nova, pela 11ª rodada do Brasileirão. O atacante marcou duas vezes.


Já o jejum de Brenner, que atuou nas últimas cinco partidas do time, é ainda maior: a última vez que balançou as redes foi em 28 de abril, na vitória por 2 a 1 sobre o próprio Grêmio, no Nilton Santos, pelo primeiro turno.


Artilheiros do Botafogo nos Anos 2000


ANO JOGADOR GOLS

2000 Zé Carlos 17
2001 Taílson e Rodrigo 16
2002 Dodô 26
2003 Leandrão 17
2004 Alex Alves 12
2005 Alex Alves 22
2006 Dodô 24
2007 Dodô 34
2008 Wellington Paulista 29
2009 Victor Simões 19
2010 Loco Abreu 24
2011 Loco Abreu 26
2012 Elkeson 18
2013 Rafael Marques 19
2014 Zeballos 9
2015 Sassá e Bill 11
2016 Sassá 14
2017 Roger 17


Entre os centroavantes, Rodrigo Aguirre é o que tem o último gol mais fresco na memória: marcou contra o Sport, dia 25 de agosto, também no Nilton Santos. Porém, este foi o primeiro e único do uruguaio pelo Bota. Esperança de gols do torcedor alvinegro, o atacante já fez 17 jogos pelo clube após estrear contra o Fluminense, dia 14 de maio, dois meses depois de ser apresentado.


Sem a precisão dos centroavantes, vez ou outra jogadores das demais posições aparecem para ajudar na missão. O zagueiro Igor Rabello, o meia Leo Valencia e o atacante Rodrigo Pimpão, todos com quatro gols, são outros que mais balançaram as redes no ano.


Em busca de soluções para o ataque, o Botafogo foi ao mercado recentemente e contratou Erik, que estava no Atlético-MG e pertence ao Palmeiras. Apesar de não ser um centroavante, espera-se que a velocidade aliada à habilidade do atacante, que atua mais pelos lados, possa influenciar nos números ruins dos homens-gol.


Brenner, Kieza e principalmente Aguirre estão longe das marcas alcançadas pelos artilheiros alvinegros nos últimos anos. Dodô, com 34 gols em 2007, Wellington Paulista, com 29 em 2008, e Loco Abreu, com 26 em 2011, são os principais goleadores do clube nos anos 2000. A média dos artilheiros nesses 18 anos é de 19 gols por temporada.



Dodô foi quem mais marcou de 2000 para cá em apenas um ano: fez 34 em 2007 (Foto: Reuters)


Zeballos, na temporada de 2014, tem o pior número: nove gols no total, sendo apenas seis até esse mesmo período do ano. Sassá e Bill, que anotaram 11 tentos cada em 2011, e Alex Alves, que balançou as redes 12 vezes em 2004, são outros com marcas ruins no período. Bill, porém, marcou todos os gols apenas no primeiro semestre, já que se transferiu para o futebol japonês na segunda parte do ano.


Para ultrapassar a marca do artilheiro do ano passado, Roger, que fez 17 gols (14 até esse mesmo período do ano), Kieza e Brenner precisam marcar mais nove vezes. Para isso, terão os 14 jogos que restam no Brasileiro e mais as partidas da Sul-Americana: o Bota está nas oitavas de final da competição e tem o Bahia como adversário.


Fonte: GE/Por Emanuelle Ribeiro, Rio de Janeiro

domingo, 2 de setembro de 2018

Inferioridade técnica, marcação frouxa e zaga em dia infeliz: por que o Botafogo foi goleado pelo Grêmio


Passivo, time de Zé Ricardo dá espaço para gaúchos trocarem passes com liberdade seja pela intermediária ou pelos lados do campo



Lucas Uebel/Divulgação Grêmio


Não é preciso ser um profundo conhecedor de futebol para identificar pontos fundamentais na goleada sofrida pelo Botafogo por 4 a 0 para o Grêmio, em Porto Alegre. Além da enorme diferença técnica, o time não foi aguerrido, marcou mal e deixou os principais jogadores rivais passearem em campo. (veja os melhores momentos abaixo)





 Melhores momentos: Grêmio 4 x 0 Botafogo pela 22ª rodada do Brasileirão


++Clique aqui e leia a sincera entrevista de Zé Ricardo, que lamentou a falta de "competitividade" do Botafogo


Espaços aos montes e primeiro gol após pixotada

Time ciente de suas limitações, o Botafogo tem se superado com boa compactação, mas neste sábado isso não se desenvolveu da melhor maneira. Zé Ricardo admitiu que, com uma meia-pressão, tentou atrapalhar a saída de bola adversária realizada por Maicon e Cícero, mas seus jogadores deram muitos espaços.


Era impressionante a facilidade com a qual Luan, Everton e Léo Moura, por exemplo, se movimentavam tanto pelos flancos quanto pelo meio.


Mas um gol cedido infantilmente aos oito minutos deixou o que já era difícil mais complicado. Yago atrasou mal para Saulo, que, desequilibrado, espanou para a entrada da área. Luan chutou no gol, e Carli salvou com o braço direito. Jael converteu a penalidade.


Zé Ricardo tratou a postura do Botafogo como preponderante para o resultado. Segundo ele, o time não competiu. E não competiu mesmo. No outro gol da etapa, Cícero recebe na intermediária em situação muito cômoda. Levantou na área, e Jael, também com facilidade, livrou-se de Carli e ampliou.



Jael encontra muita facilidade para fazer o segundo gol (Foto: ITAMAR AGUIAR/AGÊNCIA FREE LANCER/ESTADÃO CONTEÚDO)


Além da liberdade dada a Cícero, um buraco se observa no lado direita da defesa. Diante disso, Marcinho e Carli primeiramente se direcionam a Everton, mas desistem e, desgovernados, tentam parar Jael sem sucesso.




Jael marca o segundo gol do Grêmio diante do Botafogo após bela troca de passes


Mesmo roteiro na etapa final: muita liberdade e novo pênalti

Mesmo com um volante mais marcador no segundo tempo - Marcelo substituiu Matheus Fernandes -, o Botafogo voltou do intervalo com a mesma postura: deixava o Grêmio entrar sem incomodar, sem competir, como frisou Zé.


No início, o time até teve alguns momentos ofensivos interessantes com Erik, única figura capaz de incomodar a defesa adversária. Em compensação, ele não ajudou tanto na recomposição.


O terceiro gol, marcado aos 16 minutos, é a prova maior da falta de competitividade alvinegra. De Luan livre pela direita para Alisson livre na entrada da área. De lá, para o gol. Muita passividade alvinegra na jogada.


No quarto, pênalti bobo de Carli. André, a exemplo de Jael, bateu bem e fechou a conta.


O Grêmio podia ter feito muito mais, e o Botafogo tem outro rival duro pela frente. Quarta-feira, às 19h30, recebe o Cruzeiro no Nilton Santos. Zé Ricardo e seus jogadores sabem que é preciso competir e não repetir mais em 2018 uma atuação tão passiva.


Fonte: GE/Por Fred Gomes, Rio de Janeiro

sábado, 1 de setembro de 2018

Zé Ricardo diz que Botafogo "não competiu", fala em mudanças e vê grupo dolorido com goleada para o Grêmio


Treinador do Alvinegro não reclama de pênalti pleiteado por Carli, no início do segundo tempo, e fala em "placar pesado"




Eduardo Deconto/GloboEsporte.com


O Botafogo não viu a bola na Arena do Grêmio. Envolvido, dominado e entregue em campo, perdeu por 4 a 0 para os donos da casa. Após o duelo, Zé Ricardo foi bastante franco. Admitiu a péssima atuação e a flagrante diferença técnica entre os elencos dos adversários que duelaram neste sábado, em Porto Alegre.


- Bastante facilidade. Questão da competitividade é fundamental. Certamente, a gente nao competiu. Enquanto uma equipe que vem de resultado importante e motivada, a gente não conseguir equilbirar nesse aspecto. Fica muito difícil. Gremio tem jogadores de valor individual muito bom. A gente não conseguiu equilibrar isso. Fatalmente, o primeiro gol ajuda. A gente equivocou. No último lance, tomar o segundo, abala a confiança. Tentamos recuperar, mas não foi possível - afirmou.


O comandante alvinegro tem uma certeza: mudanças são necessárias, principalmente para que o Botafogo não sofra no Campeonato Brasileiro. Ele, porém, crê que uma reação positiva se dará automaticamente após uma apresentação tão ruim.


- Temos que mudar. Certamente. Vamos ver se vamos mudar peças ou maneira de jogar, mas não podemos repetir uma atuação dessa no quesito competitividade. Logicamente que depois do jogo que fizemos contra o Sport, a gente esperava uma reação melhor. Eu acredito no nosso grupo. Está bastante dolorido com a derrota de hoje. Mesmo que eu não precisasse cobrar, eles já vão reagir com relação à maneira com que nos portamos hoje.


- Certamente não vamos repetir a atuação de hoje. Eu estou sentindo muito essa derrota. De qualquer forma, já temos um adversário dificílimo na quarta-feira. Não vamos repetir a atuação que tivemos hoje


Confira outros tópicos:

Zé minimiza pênalti não marcado de Geromel em Carli 

Da maneira como a gente jogou, não mudaria. Um lance confuso. O Grêmio faz marcação individual. Quando tem esse tipo de marcação, os confrontos são maiores. Fica na interpretação da arbitragem. A gente reclamou pelo momento do jogo, mas isenta a arbitragem de qualquer tipo de questão. A nossa performance foi o preponderante para o resultado.



Após cobrança de escanteio, Carli reclama de empurrão de Geromel, aos 13 do 1º


Primeiro tempo fundamental para a derrota

A gente precisa jogar bem para ganhar. A gente tentou fazer marcação meia-pressão para que pudesse incomodar. O Grêmio, com muito espaço, teria a bola. Fazem jogo de inversões, um jogo por dentro muito interessante. Mas infelizmente o primeiro gol aconteceu em situação inusitada. No segundo gol, a gente com marcação baixa, o Grêmio conseguiu achar espaço. Acabou saindo o segundo gol. Complica ir para o intervalo tomando dois gols. Realmente fica mais difícil. Você tem que continuar tentando diminuir o placar. Você tem que continuar tentando diminuir o placar. Com o terceiro gol, a equipe não mais reagiu.


Placar pesado

Apresentação muito abaixo do que esperávamos. No futebol de hoje, se você não for combativo, vai ter muitas dificuldades. Jogamos contra uma equipe como a do Grêmio e facilitamos as coisas. A gente acabou errando muito. O placar acabou sendo muito duro para a gente. Seguir trabalhando, acreditando que a gente possa evoluir na performance para chegar a melhores resultados.


Grêmio candidato a campeão da Libertadores e do Brasileiro

Grêmio tem muito toque de bola, muita qualidade e confiança que a equipe tem para jogar. Renato realmente sabe motivar e montar uma equipe com a maneira que ele gosta de jogar. Com jogadores envolventes, certamente vai ser candidato ao título da Libertadores e do Brasileiro.


Fonte: GE/Por Eduardo Deconto, Porto Alegre