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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Repaginados: Botafogo e Vasco se reencontram com novos técnicos e mais de 10 trocas entre titulares


Destaques, Erik e Maxi López chegaram depois do último clássico, em junho. Cinco jogadores que iniciaram aquele jogo perderam posição; outros quatro se machucaram, e dois mudaram de time




GloboEsporte.com


Tropeços no Campeonato Brasileiro e na Copa Sul-Americana; concorrentes na luta contra o rebaixamento; técnicos que trocaram de lado; crise financeira e salários atrasados... Botafogo e Vasco voltam a se reencontrar quatro meses depois com muitas semelhanças. Mas os times que se enfrentarão às 21h (de Brasília) desta terça-feira, no Nilton Santos, pela 28ª rodada da Série A, serão bem diferentes do clássico que terminou com vitória alvinegra por 2 a 1 no dia 2 de junho, em São Januário (relembre no vídeo abaixo).









Melhores momentos: Vasco 1 x 2 Botafogo pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro


Botafogo: três volantes e fichas em ErikO reformulado Botafogo desde aquela partida tem início no comando da equipe: Zé Ricardo, que naquela época estava no Vasco, assumiu o Alvinegro, que na época era dirigido por Alberto Valentim. Com proposta milionária do Pyramids, do Egito, o treinador deixou o clube durante a pausa da Copa do Mundo e foi substituído por Marcos Paquetá, antes da chegada de Zé.


Vencedor do último duelo há quatro meses, o Botafogo tem a maioria de suas mudanças forçadas: Jefferson, Jean, Leo Valencia, titulares em São Januário, estão machucados e desfalcam o Alvinegro no reencontro das equipes. Assim como o volante Marcelo, que entrou durante aquela partida, vai precisar operar o joelho e não joga mais na temporada.



Erik tem sido garçom e já deu três assistências em sete jogos — Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo



No dia 2 de junho, o então comandante alvinegro Valentim escalou o Botafogo com: Jefferson (Gatito já estava fora de combate pela lesão no punho direito); Marcinho, Carli, Igor Rabello e Moisés; Jean, Lindoso, Marcos Vinícius e Leo Valencia; Aguirre e Kieza.


Desta escalação, a tendência é que sejam mantidos nesta terça-feira a linha de defesa titular, além de Lindodo e Kieza. Aguirre perdeu a posição, enquanto Marcos Vinícius, que se machucou naquele jogo e ficou mais de três meses em tratamento, não recuperou seu espaço.


O Botafogo deve manter a trinca de volantes, que não era usada na época, e ir a campo com: Saulo; Marcinho, Carli, Igor Rabello e Moisés; Matheus Fernandes, Lindoso e Gustavo Bochecha; Luiz Fernando, Kieza e Erik, último reforço a chegar que em sete jogos fez um gol, deu três assistências e rapidamente virou o principal jogador do time.


Vasco: dupla de meias e aposta em Maxi
Quatro meses foram suficientes para que o Vasco estivesse completamente diferente dentro de campo depois daquela derrota em São Januário. As mudanças começam pelo banco de reservas: Zé Ricardo, naquela noite em São Januário, pediu demissão e abriu espaço para Jorginho. Agora, porém, quem comanda o time é Alberto Valentim, após mais uma troca.


No time titular o cenário é ainda mais impactante. Dos 11 que começaram o clássico em campo, sete não ocupam o mesmo posto atualmente – Erazo e Wagner, por exemplo, já até deixaram o Vasco e hoje estão, respectivamente, no Barcelona de Guayaquil (Equador) e no Al-Khor (Catar). Riascos, utilizado durante aquele jogo, também já saiu e está no Dalian Yifang (China).



Maxi participou de 77% dos gols desde que chegou ao Vasco — Foto: André Durão



No dia 2 de junho, o então comandante cruz-maltino Zé Ricardo escalou o Vasco com: Fernando Miguel (Martín Silva estava com a seleção uruguaia); Luiz Gustavo, Erazo, Ricardo e Fabrício; Desábato, Andrey e Giovanni Augusto; Pikachu, Andrés Ríos e Wagner.


Destes, só Fernando Miguel (Martín estará com a seleção uruguaia de novo), Luiz Gustavo (como zagueiro), Giovanni Augusto, Pikachu e Ríos devem ser titulares no Nilton Santos. Ricardo, Fabrício e Andrey têm sido reservas, enquanto Desábato está no departamento médico, com lesão no pé direito.


Agora com dois meias, o Vasco deve entrar em campo com: Fernando Miguel; Rafael Galhardo, Luiz Gustavo, Henríquez e Ramon; Willian Maranhão, Thiago Galhardo (Andrey) e Giovanni Augusto; Pikachu, Andrés Ríos e Maxi López, argentino recém-chegado que em 10 jogos teve participação direta em sete dos nove gols do time desde então.



Fonte: GE/Por Bruno Giufrida e Thiago Lima — Rio de Janeiro

domingo, 7 de outubro de 2018

João Paulo se diz 60%, espera voltar esse ano e se emociona ao imaginar filho em campo: "Sonho"


Cauteloso com o retorno aos gramados, meia do Botafogo mostra boa recuperação após grave lesão na perna direita em março. Fora do time, ele analisa momento e elogia Zé Ricardo




Vitor Silva/SSPress/Botafogo.



Afastado há seis meses, João Paulo ainda não tem data para retorno aos gramados



Fora dos gramados desde o dia 18 de março, quando sofreu uma grave lesão na perna direita após dividida com Rildo, do Vasco, João Paulo vai mostrando ótima evolução. Com o osso completamente calcificado, o meia aumentou a carga de trabalho, já treina com bola, corre na areia, mas ainda não tem previsão de volta ao Botafogo. E, por ele, isso só vai acontecer mesmo quando estiver 100%. Hoje, se diz com 60%.


- É um objetivo que tracei de voltar esse ano, juntamente com o Departamento Médico, é possível, mas estou com os pés no chão. Estou sendo bem paciente com meu rendimento nos treinos e respeitando meu corpo. Sei que preciso voltar bem para ajudar o time e não adianta voltar sem estar 100%. Acho que dá para dizer que estou com uns 60%.



João Paulo treina no NIlton Santos — Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo.


O planejamento do Departamento Médico vem sendo feito de forma responsável sem que se tenha algum tipo de precipitação. João Paulo sabe, por exemplo, que sua estrutura muscular não é a mesma do início da temporada.


- Tenho dores ainda do processo, a musculatura não é a mesma. Sinto quando a carga de trabalho é grande. Faço bastante piscina e areia. Quando voltar a jogar, sentirei ainda e isso já está na minha cabeça. Essa é a vida do atleta. A dor está alinhada ao nosso dia a dia. É difícil tratar de uma lesão tão grave como foi, mas estou com paciência e cabeça boa. A cabeça controla tudo e tenho feito isso muito bem desde o início.


A cirurgia realizada no dia 19 de março durou uma hora e meia e consistiu na colocação de uma haste intramedular na tíbia, procedimento que evita a necessidade de engessar (confira na imagem abaixo). Na fíbula, não foi necessário o uso da haste.



Osso da perna direita de João Paulo — Foto: Arquivo Pessoal


Além da esposa e dos amigos, João Paulo tem um motivo especial para voltar o mais rápido possível aos campos: o filho Joaquim, que nasceu em maio. Se é possível tirar algo de bom desse tempo afastando, a presença em casa torna-se um alento. O meia chegou a se emocionar quando se imaginou entrando com o filho em campo em sua volta.


- Foi uma calmaria em meio a uma tempestade. Estou participando, o banho todo dia é comigo. É um estímulo. Vai ser um sonho o dia em que ele entrará comigo em campo. Quando coloco a cabeça no travesseiro penso nisso. Vai ser uma alegria danada. Uma mistura de sentimentos ser pai e passar esse momento difícil na carreira.



Confira outros tópicos da entrevista:

Tem ido aos jogos no Nilton Santos?
Não tenho até pela questão do meu filho e também acho que não seria muito bom. Não ia fazer muito bem para minha cabeça. Talvez nessa reta final eu possa acompanhar mais no estádio. Até no treino, eu não fico vendo.



Pela TV, tem analisado os jogos de uma maneira mais técnica?
Não mudou a visão, mas olhando de fora você consegue analisar melhor o jogo. Talvez quando eu voltar eu possa levar algo nesse sentido para o campo.


Situação na tabela
Desde o ano passado o grupo é fechado e se cobra muito. Tomamos goleada e foge do nosso perfil. Vejo que é uma coisa de comportamento. Precisamos mudar a atitude para ficarmos mais próximos dos resultados.


Mudanças de treinadores

Uma troca foi na verdade quando o Alberto saiu, pois ele quis sair. É uma coisa que a gente cobra porque a culpa cai sempre para o treinador e temos que assumir essa responsabilidade também. Tivemos quatro treinadores no ano, o Zé chegou agora, um cara muito capacitado, vem conversando internamente e vamos ter uma melhora nessas próximas rodadas. Se conseguimos duas vitórias seguidas, estaremos no alto da tabela.


Perfil de Zé Ricardo
É muito aberto no treino e pede opiniões. Tem conceitos claros que carrega e acreditamos muito nele. O trabalho é muito bom e temos que levar isso para os jogos.


Fonte: GE/Por Felippe Costa e Fred Justo — Rio de Janeiro

sábado, 6 de outubro de 2018

Com a base em renovação, atacantes do sub-15 do Botafogo se destacam


Oito jogadores chegaram recentemente para a equipe sub-20. Mas são jogadores mais novos que chamam atenção para anos posteriores do time profissional do Glorioso





Matheus Nascimento (à esquerda) e Jhonnata (à direita) já são convocados à Seleção Brasileira (Arquivo pessoal)


Enquanto o time profissional vive a ressaca pós-eliminação na Copa Sul-Americana e a expectativa de se afastar mais ainda da zona de rebaixamento, a base do Botafogo se movimenta. Diferentes categorias têm diferentes desempenhos, mas o momento é de esperança. Só no mês passado, oito atletas foram apresentados visando à equipe sub-20. Mas é no time sub-15 que estão duas as maiores promessas atuais: Matheus Nascimento e Jhonnatha.


Os dois atacantes frequentemente utilizados na categoria, apesar de terem ainda 14 anos. Mas já foram convocados, este ano, para as três oportunidades possíveis para a Seleção Brasileira. Todavia, o gerente geral da base alvinegra, Tiano Gomes, prega paciência.


- Ter dois jogadores na Seleção sub-15 é uma alegria muito grande, mas sabemos que temos que ter os devidos cuidados para que eles permaneçam se desenvolvendo. Eles têm 14 anos, mas jogam no sub-15. Resolvemos levá-los à categoria acima e eles tiveram uma adaptação rápida. Temos que ter o cuidado com a conversa e com trabalho interdisciplinar - explicou o dirigente ao LANCE!.

Os números da dupla no ano (pelo Botafogo):

- 12 gols e 9 assistências para Jhonnatha;
- 12 gols e 5 Assistências para Matheus. 


Os oito mais recentemente contratados para a base alvinegra se destacaram no estado do Rio e até fora, e chegaram ao Glorioso com o objetivo de reforçar, especialmente, a categoria sub-20. Vale lembrar que o Glorioso foi campeão brasileiro de juniores em 2016, com uma geração de atletas que hoje está no time profissional: Marcinho, Bochecha e Matheus Fernandes são alguns.

Para as próximas competições o técnico de juniores, Anthoni Santoro, terá: o goleiro João Henrique, o lateral-direito Nicholas e o volante Pedro Paulo (os três têm 19 anos), os meias Israel Duarte e Vinicius Foguinho (ambos de 18 anos) e o atacante Pedro Lucas também de 18 anos. O volante Rafael e o atacante Luis Henrique também, e ambos ainda têm 17 anos.

- Eles são para reforçar. Tínhamos o Barroca (Eduardo, que foi para o Corinthians) e, com a mudança de treinador e alguns jogadores que saíram, por não vermos expectativa de projeção, trouxemos estes novos atletas - completou Tiano Gomes.



Fonte: GE/Felippe Rocha/Rio de Janeiro (RJ)