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terça-feira, 13 de novembro de 2018

Botafogo recebe proposta de R$ 21 milhões do Genoa por Matheus Fernandes e deve vender joia


Volante de 20 anos diz desconhecer oferta, mas vê com bons olhos uma chance no futebol italiano após o Campeonato Brasileiro: "Se for bom para mim e para o Botafogo, que assim seja"


André Durão/GloboEsporte.com


O Botafogo recebeu nos últimos dias uma proposta de € 5 milhões (cerca de R$ 21,1 milhões) do Genoa, da Itália, por Matheus Fernandes para se transferir na próxima janela internacional, que abre no início de janeiro. A informação foi divulgada pelo "FogãoNet" e confirmada pelo GloboEsporte.com com uma pessoa ligada ao negócio. Em entrevista coletiva nesta terça, o volante de 20 anos disse não saber da oferta, mas viu com bons olhos a chance de ir para o futebol italiano:


– Não sabia, fiquei sabendo agora por você. Tenho que seguir desempenhando um bom futebol. Se tem o interesse, é porque estou fazendo um bom trabalho. Ainda tenho partidas até o fim do ano e tenho que ficar concentrado. A gente sempre pensa em uma coisa maior. O que for bom para mim e para o clube, nós temos que sentar para conversar. Mas temos de pensar nisso em outro momento. Meu foco é aqui. Se for bom para mim e para o Botafogo, que assim seja.


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Volante vem recebendo sondagens de europeus desde a Libertadores — Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo


Um grupo de investidores está por trás da negociação e tem o interesse de levar o jovem para o futebol italiano. Quando renovou com o volante até o fim de 2020, a diretoria aumentou a multa rescisória para R$ 100 milhões, para o Brasil, e U$ 40 milhões (cerca de R$ 131 mi), para o exterior. Mas como atravessa dificuldade financeira, a tendência é que o Botafogo aceite a oferta. Procurada, a diretoria do clube alegou que não comenta negociações antes do fim do Campeonato Brasileiro.


Com apenas 20 anos, Matheus Fernandes tem 83 jogos pelo profissional do Botafogo e um gol.


Uma das maiores joias recentes do clube, Matheus começou a chamar a atenção dos europeus em 2015, quando foi campeão sul-americano com a seleção sub-17. Ano passado, após a campanha até as quartas de final da Libertadores, um empresário que se disse do Barcelona, da Espanha, chegou a entrar em contato com familiares para saber da situação do garoto. Representantes de Arsenal, da Inglaterra, e Villarreal, da Espanha, também vieram ao Brasil observá-lo em 2018.




Matheus Fernandes bateu longo papo com Zé Ricardo na última segunda-feira — Foto: Felippe Costa


Matheus Fernandes está apenas em sua segunda temporada no profissional, apesar de ter idade para jogar no sub-20, e vem se destacando no cenário nacional, com direito a ser um dos maiores ladrões de bola no atual Campeonato Brasileiro. O volante, que vem sendo titular do time, conversou bastante com Zé Ricardo no treino da última segunda e deve ser mantido contra a Chapecoense quinta-feira. Nada será definido sobre a negociação antes da partida.


Fonte: GE/Por Fred Gomes e Thiago Lima — Rio de Janeiro

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

"Senta para não perder de mais": faixa da torcida do Botafogo faz alusão a jogo marcante; entenda


Clássico do Carioca de 1944 terminou antes do tempo regulamentar e foi decidido na Justiça, pois rubro-negros sentaram no gramado em protesto contra a marcação do quinto gol alvinegro





Fred Gomes


Além da importante vitória por 2 a 1diante do Flamengo, no último sábado, pelo Campeonato Brasileiro, a torcida do Botafogo também repercutiu um outro assunto que rendeu muitos comentários nas redes sociais. Uma faixa provocativa na arquibancada do Nilton Santos relembrou um polêmico clássico do carioca de 1944 e que pouca gente conhece.


No dia 10 de setembro daquele ano, o Botafogo recebeu o Flamengo em General Severiano e não tomou conhecimento do rival, que, mais para frente, seria o campeão.


Após o quinto gol, os jogadores rubro-negros reclamaram de que a bola não havia ultrapassado a linha após bater no travessão e descer. Como o árbitro Aristide "Mossoró" Figueira apontou para o centro do campo, resolveram sentar no gramado em forma de protesto. A partida, então, acabou antes do tempo regulamentar e foi decidida na Justiça.




Jornais da época destacaram o polêmico clássico entre Botafogo e Flamengo — Foto: Reprodução


- Na época, o único que se recusou a sentar foi o Jaime de Almeida, que era pai do ex-técnico do Flamengo. O Flamengo entrou na justiça, perdeu e o resultado final foi mantido em 5 a 2. O técnico Flavio Costa não queria que os jogadores sentassem e que teria sido ordem dos dirigentes... Muita gente diz que não aconteceu, mas, na minha pesquisa, todas as matérias de jornais da época falavam do "senta" e que os torcedores do Botafogo gritavam "senta para não perder de mais" - disse por telefone o jornalista Paulo Cézar Guimarães, que publicou o livro "Jogo do Senta: a verdadeira origem do chororô".


Os gols do Botafogo foram marcados por Valsecchi, Valter, Heleno de Freitas (2) e Geninho. Segundo Paulo Cézar Guimarães, foi nesse dia que o jornalista Armando Nogueiro passou a torcer pelo clube.


- Foi nesse jogo que o Armando Nogueira escolheu o Botafogo. Ele tinha 17 anos e havia chegado há pouco tempo do Acre. Foi levado ao duelo por amigos flamenguistas, que tentaram influenciá-lo, mas ele se encantou com o Heleno de Freitas e decidiu ser botafoguense.


As equipes entraram em campo com as seguintes formações:


Botafogo - Ari; Laranjeira, Ladislau e Ivan; Papeti e Negrinhão; Lula, Geninho, Heleno de Freitas, Valsecchi e Valter.

Flamengo - Jurandir; Newton, Quirino e Biguá; Bria e Jaime de Almeida; Nilo, Zizinho, Pirillo, Sanz e Jarbas.


O famoso jogo do senta, onde o Flamengo sentou no campo pra não levar mais gols (o time sentou qdo o Botafogo fez o 5 a 2 no meio do 2o tempo.
Fred Gomes

Na entrada dos times, provocações ao Flamengo. #trnilton






Jogo do Senta é como ficou conhecida uma partida de futebol, válida pelo Campeonato Carioca e realizada em 10 de Setembro de 1944 (um domingo), entre Botafogo e Flamengo.

Torcida alvinegra levou uma faixa lembrando o famoso "Jogo do Senta", de 1944 (ver Google)

Hahahahah


A TORCIDA DO BOTAFOGO É A MELHOR E MAIS SINCERA!







Fonte: GE/Por Felippe Costa — Rio de Janeiro

domingo, 11 de novembro de 2018

Análise: cirúrgico e sem se preocupar com a bola, Botafogo decide clássico na etapa inicial


Alvinegro termina o jogo com 31% de posse, mas, com extrema organização, é eficiente no primeiro tempo e neutraliza peças ofensivas do Flamengo




Melhores momentos: Botafogo 2 x 1 Flamengo pela 33ª rodada do Brasileirão


O Botafogo não precisou de posse de bola para vencer, com certa facilidade, o Flamengo por 2 a 1 no Nilton Santos. Definiu a parada no primeiro tempo com uma atuação de muita entrega, mais uma vez, e que provou o quanto Zé Ricardo sabe enfrentar o clube onde estreou no futebol profissional.


Cirúrgico no primeiro tempo

O Botafogo foi cirúrgico no primeiro tempo. Com muito menos posse de bola do que o arquirrival (terminou a etapa com 28%), dificilmente não foi incomodado. O Flamengo chegava até a intermediária, mas não conseguia penetrar diante de linhas tão bem montadas.


Erik, autor do primeiro gol numa jogada de muita velocidade e esperteza dele, que aproveitou ótimo lançamento de Valencia, já mordia desde o início. Não deixava Réver e Renê saírem com tranquilidade e voltava constantemente para auxiliar Marcinho na perseguição a Vitinho.


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Erik tira de César para abrir o caminho da vitória no Nilton Santos — Foto: André Durão/GloboEsporte.com


Embora não ficasse tanto com a bola, o Botafogo era muito mais objetivo. Aos 30 minutos, tinha três finalizações, enquanto o rival não somava nenhuma ainda. Numa delas, ousadia de Valencia, que, com vários alvinegros na área e sem muito ângulo para tentar o gol direto, resolveu bater fechado. Deu certo.

Depois, foi só cozinhar e seguir deixando o adversário cada vez mais longe da área.

Time toma susto, mas fica perto do terceiro nos contra-ataques

Na etapa final, um susto logo no início com uma falha de todo o sistema defensivo. Paquetá e Pará trocaram passes com tranquilidade até o lateral cruzar. Ninguém chegou duro. A bola passou por toda a zaga, e nenhum alvinegro viu o ex-botafoguense Vitinho aparecer para diminuir.

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Brenner disputa bola com Arão: atacante chegou a voltar para ajudar na marcação — Foto: André Durão/GloboEsporte.com


Assim como no primeiro tempo, o Botafogo deixou a bola com o Flamengo. Terminou a partida com 31% de posse. Mas fez bons contra-ataques. Erik perdeu duas ótimas chances, Valencia levou perigo em outra oportunidade que poderia ter matado o duelo, e Pimpão ainda colocou uma bola na trave.


O Botafogo foi paciente e, com uma atuação muito positiva coletivamente, não deixou o Flamengo fazer nada de produtivo. Brenner, que costuma ser o único atacante a não voltar, chegou a formar a segunda linha por diversas vezes.


Erik incansável, e Valencia agressivo, para variar

Se já havia evoluído contra o Corinthians, o atacante foi figura decisiva no jogo. Usou de sua habitual velocidade para ganhar de Réver antes de bater com muita calma no gol marcado.


Além da participação ofensiva, desde os minutos iniciais incomodou - e muito - a saída de bola do Flamengo pelo lado esquerdo. Réver e Renê terão pesadelos com ele. Foi o líder de roubadas de bola do Botafogo, com três.


Zé Ricardo exalta postura do Botafogo: "Nossa melhor atuação"



O sorriso de Leo Valencia: um gol e uma assistência na conta do chileno no clássico — Foto: Jorge R Jorge/BP Filmes


No segundo tempo, poderia ter feito em outras duas oportunidades, mas, apesar dos gols perdidos, foi um dos grandes nomes.


O outro grande destaque foi Valencia. Não pelo gol de extrema inteligência, mas também por não desistir. Foi o maior finalizador (com cinco), correu para recuperar bolas e pegou na lateral com um carrinho de zagueiro. Se não se estica, daria o contra-ataque ao rival.


Laterais-esquerdo importantes


Gilson, com muita velocidade, foi uma das principais peças ofensivas do Botafogo. Puxou muitos contra-ataques, deu opção pelo lado esquerdo por diversas vezes e ganhou muitas disputas com Pará.


No segundo tempo, deu lugar a Moisés, que inibiu a ofensividade do Flamengo por aquele setor. Marcou bem e também apareceu ofensivamente. Boa mexida.


Zé Ricardo aumenta invencibilidade sobre o Flamengo

Zé, assim como nos outros três jogos em que enfrentou o Flamengo desde a saída da Gávea, não deixou o adversário jogar.


Montou um meio-campo muito organizado na marcação, e o rival só cercava, cercava e nada fazia. Rodava a bola e nada conseguia de mais efetivo. Mérito do treinador, estudioso e que conhece muito bem seu ex-clube.


Fonte: GE/Por Fred Gomes — Rio de Janeiro