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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Laterais, volante e atacante: veja quem volta de empréstimo ao Botafogo no fim de 2018


Ao todo, Alvinegro tem sete jogadores cedidos a outros clubes, mas apenas quatro retornam a General Severiano em dezembro e poderão ser opções para Zé Ricardo no início da temporada



Em sua última entrevista coletiva em 2018, Zé Ricardo demonstrou insatisfação com a quantidade de jogadores emprestados que poderiam ser opções para o técnico no elenco. Ao todo, o Alvinegro tem sete atletas cedidos a outros clubes, e quatro deles retornam a General Severiano agora em dezembro e serão avaliados para 2019: dois laterais (um esquerdo e um direito), um volante e um atacante. Os demais ainda ficarão de quatro a seis meses fora. Veja a situação de cada um:


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QUEM VOLTA?

Arnaldo


Arnaldo começou de titular no Ceará, mas perdeu espaço com Lisca — Foto: Divulgação / Ceará


Arnaldo começou o Campeonato Brasileiro como titular sob o comando de Jorginho no Ceará, mas perdeu espaço no meio do ano após uma lesão e a chegada do técnico Lisca. Ao todo, foram 14 jogos, sendo seis como titular. Dono da lateral direita do Botafogo no ano passado, o ala de 26 anos, que tem contrato até o fim de 2019, retorna ao clube e deve ser aproveitado após a saída de Luis Ricardo. Ele disputará posição com Marcinho.


Victor Lindenberg


Victor Lindenberg fez um gol em oito jogos pelo Marcílio Dias — Foto: Flávio Roberto/CNMD


Outro lateral que volta, só que esquerdo, é o jovem Victor Lindenberg, de apenas 20 anos. Depois de ter sido emprestado no primeiro semestre ao Paysandu, onde fez oito jogos e um gol, o ala repetiu o desempenho pelo Marcílio Dias-SC: foram oito jogos, um gol e o vice-campeonato da Série B do Campeonato Catarinense. Ele também jogou a Copa Santa Catarina, mas não se firmou e disputou apenas seis jogos como titular. Com mais um ano de contrato, será reavaliado.


Fernandes


Fernandes teve sequência no Atlético-GO e fez um gol em 33 jogos — Foto: Paulo Marcos/Atlético-GO


Emprestado pela primeira vez, Fernandes viveu no Atlético-GO sua temporada em que mais teve sequência como profissional: foram 24 jogos como titular, em 33 partidas ao todo entre Campeonato Goiano e Série B, e um gol marcado. Mas o volante, de 23 anos, oscilou junto com o time, acabou perdendo espaço em alguns momentos do segundo semestre, e o clube ficou sem o acesso à Série A. Com contrato até o fim de 2019 no Botafogo, ele será reavaliado.


Leandro Carvalho


Leandro Carvalho fez cinco gols e foi um dos destaques do Ceará no segundo semestre — Foto: J. L. Rosa


Dos emprestados pelo Botafogo, foi quem mais se destacou. De volta ao Ceará, onde já havia brilhado, Leandro Carvalho chegou no segundo semestre e ajudou a livrar o Vozão do rebaixamento. Disputou 20 jogos, sendo 19 como titular, e marcou cinco gols. Com contrato até o fim de 2020 em General Severiano, o jovem atacante de 23 anos está nos planos da diretoria para 2019 e deve ganhar chances com Zé Ricardo. Com a saída de Erik, pode herdar a vaga.



QUEM SEGUE FORA?
Vinícius Tanque


Vinícius Tanque marcou um gol pelo Mafra-POR em sete jogos — Foto: Divulgação / Mafra-POR


Depois de ser emprestado ao Atlético-GO no início da temporada e disputar apenas seis jogos, Vinícius Tanque rumou para a Europa no segundo semestre. O centroavante, de 23 anos, está jogando a Segunda Divisão de Portugal pelo Mafra, onde já fez sete partidas, sendo quatro como titular, e marcou um gol. Ele tem contrato com o Botafogo até o fim de 2020, e seu empréstimo ao clube europeu vai até o dia 20 de junho de 2019.


Fernando


Fernando tem jogado pelo Lille B na Quarta Divisão francesa — Foto: Divulgação / Lille


O jovem lateral-direito, de 20 anos, foi emprestado no final de agosto para o Lille, da França. No clube, Fernando tem treinado com o elenco principal, mas jogado pelo time B, que disputa a Quarta Divisão do país. Ele foi titular em todos os seis jogos até aqui da equipe, que lidera o Grupo D do torneio. O ala, que nunca jogou no profissional do Botafogo, vai ganhando experiência no futebol europeu, onde está emprestado até 30 de junho. Seu contrato no Alvinegro é até o fim de 2020.


Lucas Campos


Lucas Campos se prepara para o Carioca e ainda não jogou no Nova Iguaçu — Foto: Bernardo Gleizer/Nova Iguaçu


Outro jovem emprestado pelo Botafogo, Lucas Campos vive situação diferente dos demais e ainda não entrou em campo oficialmente pelo Nova Iguaçu. Cedido em outubro, o atacante de 21 anos está fazendo parte da preparação do clube para o Campeonato Carioca e tem contrato até 30 de abril. Seu vínculo com o Alvinegro vai até o fim de 2019.


Fonte: GE/Por GloboEsporte.com — Rio de Janeiro

domingo, 2 de dezembro de 2018

Análise: 2018 termina para o Botafogo com ataque em baixa e evidente necessidade de reforços


Alvinegro volta a perder gols feitos em derrota para o Atlético-MG e fecha o ano com 18 jogos sem estufar as redes. Sem Erik e Luiz Fernando, e com muitos jovens, time vê rendimento cair



FELIPE CORREIA / ESTADÃO CONTEÚDO


O ano chegou ao fim para o Botafogo. A derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG no último sábado (veja os melhores momentos no vídeo abaixo), na despedida de 2018, quebrou uma sequência de seis jogos invictos do Alvinegro no Campeonato Brasileiro. Apesar do resultado, Zé Ricardo até que gostou do que viu no Independência com um time desfigurado. Porém, a sensação de "dever cumprido" não esconde a decepção com que o ataque termina a temporada, tampouco a evidente necessidade de se buscar reforços.



Melhores momentos: Atlético-MG 1 x 0 Botafogo pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro


Sem Erik (deixou o clube) e Luiz Fernando (com febre), dois de seus principais destaques, além de Leo Valencia (suspenso) e Carli (machucado), a escalação ficou repleta de jovens com pouca experiência para partidas "cascudas" como essa no Independência. O time sofreu muito no primeiro tempo, poderia ter tomado mais gols, e só passou a levar perigo a Victor a partir do momento que o Atlético-MG recuou para segurar o resultado na etapa final.


Na pressão, o Botafogo teve chances claras de buscar pelo menos o empate, porém, os atacantes ficaram devendo mais uma vez. Principalmente Pimpão e Kieza, que foi muito mal no jogo e perdeu um gol feito no fim. Concorrentes do centroavante, Brenner já foi até dispensado, e Aguirre, que foi a principal contratação do clube e era a maior esperança da torcida, marcou apenas um gol e tem encontrado dificuldades de adaptação ao futebol brasileiro.


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A derrota para o Atlético-MG foi o 18º jogo neste ano em que o Botafogo passou sem estufar as redes, sendo quatro partidas do Carioca e 14 no Brasileiro, quase um turno inteiro da Série A. A média de gols também diminuiu em relação aos últimos anos: foram 68 em 62 partidas, contra 91 em 73 jogos em 2017 e 76 em 65 duelos em 2016. Kieza e Brenner terminaram juntos como os artilheiros do time em 2018, mas sem um número expressivo: foram 10 gols de cada.


Observações:Meia de origem, o lateral-esquerdo Yuri foi a maior surpresa da escalação de Zé Ricardo sendo improvisado como ponta. Embora canhoto, ele foi escalado na direita, na vaga deixada pelo também baixinho Erik. O garoto, de 22 anos, até salvou o time no início, mas não conseguiu construir muita coisa ofensivamente. Ele fez apenas sua segunda partida em 2018 e sentiu o peso da falta de ritmo;


Em um time recheado de jovens, Matheus Fernandes nem parecia ter só 20 anos tamanha a experiência que já adquiriu em duas temporadas no profissional. Cobiçado pelo Genoa, o volante não sentiu a pressão de um Independência lotado e foi o melhor da equipe. Inclusive chegando ao ataque e criando jogadas, como na cabeçada de Pimpão que raspou a trave;



Matheus Fernandes foi o melhor em campo pelo Botafogo no Independência — Foto: Futura Press


Quem também decepcionou foi Marcos Vinícius. O meia teve a chance de voltar a ser titular depois de seis meses, mas foi pouco participativo e teve duas finalizações sem nenhum perigo. Com muitas lesões em 2018, ele teve um ano para esquecer, longe do que pode mostrar e já demonstrou quando chegou ao clube em 2017;

O gol sofrido desta vez foi por falha dupla de marcação pelo lado esquerdo, e não pelo fantasma das bolas aéreas. Mas é nítida a dificuldade do time, sem Carli, quando o assunto é chuveirinho. Todo cruzamento do Atlético-MG na área alvinegra era um "Deus nos acuda" no Independência. Ricardo Oliveira, Adilson e Maidana tiveram espaço e por pouco não aproveitaram.


O Botafogo entra de férias com a consciência de que a base é o caminho, vide o enorme crescimento de Igor Rabello e Matheus Fernandes por exemplo. Porém, vai precisar de reforços de mais nome na frente, além de repor a perda de Erik. Em nono lugar na tabela, o Alvinegro agora seca o Santos contra o Sport neste domingo, na Ilha do Retiro, para manter a posição e receber R$ 1,8 milhão da CBF. Se for ultrapassado, perderá cerca de R$ 200 mil de premiação.



Fonte: GE/Por Thiago Lima — do Rio de Janeiro

sábado, 1 de dezembro de 2018

Zé Ricardo enaltece fim de ano do Botafogo e condiciona renovação à estabilidade financeira do clube


Técnico minimiza fim da série invicta, elogia atuação alvinegra em derrota para o Atlético-MG e diz que time fez frente no Independência: "Agora é descansar e voltarmos em 2019 revigorados"




Melhores momentos: Atlético-MG 1 x 0 Botafogo pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro



O Botafogo teve tudo para calar o Independência no último minuto da derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG (vejs os melhores momentos no vídeo acima), mas Kieza perdeu o gol que manteria a sequência invicta do time no fim do Campeonato Brasileiro. Porém, nada que faça Zé Ricardo lamentar. Após o jogo, o técnico elogiou a atuação de sua equipe mesmo com muitos desfalques e enalteceu a arrancada alvinegra na reta final de 2018.


- O que eu posso fazer é valorizar a nossa reta final. Os problemas foram sanados pela direção, quero enaltecer cada um dos nossos atletas, um grupo maravilhoso. As férias deles são merecidas, mas certamente já estou com saudade de trabalhar com eles e dar continuidade em uma ideia corajosa e bonita de jogo. Hoje fizemos um jogo, senão perfeito mesmo com tantas trocas, mudanças, alterações, o desfalque do Luiz Fernando de última hora... A gente fez frente. Por pouco, no mínimo, não empatamos a partida aqui.




Zé Ricardo comemorou o fim da temporada, mesmo com derrota no último jogo — Foto: Divulgação / Botafogo


Questionado sobre o planejamento para 2019, Zé Ricardo preferiu não revelar detalhes ainda, mas pela primeira vez falou mais abertamente sobre a sua situação. Com contrato só até abril, o técnico já foi procurado pela diretoria para prorrogar o vínculo e condicionou a renovação à estabilidade financeira do clube, que sofreu com salários atrasados no segundo semestre desse ano:



- Tenho contrato até abril, a ideia é sempre cumprir os contratos. Mas a gente precisa sentar com o Botafogo para poder ter mais segurança no que diz respeito, não só venda de alguns jogadores, mas também à estabilidade financeira, que é fundamental para poder fazer um trabalho com tranquilidade, focado, concentrado. Porque a gente sabe que o sacrifício eles vão dar, tenho certeza que a direção está "linkada" nisso aí. Agora é descansar porque todos nós merecemos e voltar em 2019 revigorados.



Confira outros temas:

Planejamento para 2019:- A gente vai se reservar o direito de segurar um pouquinho essas informações de atletas. Mas certamente o Botafogo precisa de reforços, estamos atrás deles. Tínhamos muitos jogadores emprestados, isso dificulta bastante, quando termina o ano esses jogadores acabam retornando. Fato é que a gente tem que buscar as soluções dentro de casa, jogadores jovens querendo espaço, mas também o equilíbrio com atletas experientes que vamos buscar no mercado.



Desempenho de campeão no fim:

- Isso é um dado legal. Fico feliz porque realmente esses dois últimos meses foram muito intensos, de muita vibração interna. Satisfação por ter conseguido fazer acontecer em campo aquilo que a gente estava treinando. Acho que eles entenderam a ideia, e eu quero que, quando a gente retornar, tenha essas ideias.


Fonte: GE/Por GloboEsporte.com — de Belo Horizonte