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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Para se eternizar no Botafogo, Gatito mira títulos, e bi do Carioca é o primeiro objetivo


No início de sua terceira temporada com a camisa alvinegra, goleiro brinca com gírias cariocas e diz que se sente em casa no Brasil: "Sinistro (é minha preferida)"




Outros clubes tentaram contratar Gatito Fernández, mas o goleiro decidiu permanecer no Botafogo, com quem tem contrato até o fim de 2020. Referência e um dos jogadores mais experientes do Alvinegro, o paraguaio quer marcar seu nome na história do clube e mira conquistar títulos, começando pelo bicampeonato carioca.


- Não sei se vai ser do tamanho do Jefferson, porque ele ficou muito tempo aqui, mas gostaria de fazer uma linda história como ele fez. Essas histórias do futebol devem ser copiadas, são coisas boas. Sou feliz aqui no Botafogo. Minha mente sempre foi continuar, sei que houve sondagens. Se não for algo bom para o Botafogo, acho difícil eu sair daqui.


- Quero conquistar títulos aqui. É a minha maneira de entrar na história do clube. Dá (para ganhar o Estadual), o Botafogo tem que sempre estar buscando títulos, até pela camisa do clube. Todo mundo vai estar de olho na gente esse ano.



Gatito Fernández concedeu coletiva nesta terça — Foto: Fred Gomes/GloboEsporte.com


+ Gatito deixa treino do Botafogo antes do final, mas esclarece: "Não foi nada demais"


Gatito vai para sua terceira temporada com a camisa do Botafogo em 2019. Depois de dois anos vivendo no Rio de Janeiro, o goleiro já fala muito bem o português. E, como bom carioca, até adotou algumas gírias. O paraguaio elegeu a sua favorita durante a entrevista coletiva desta terça-feira.


- Gosto muito do Brasil, tanto que nas minhas férias eu voltei para o meu país, mas voltei para o Brasil ainda nas férias. Procuro pegar o português, as gírias também. Nem taxista consegue me ludibriar hoje (risos). (Gíria preferida é) Sinistro (chiando).


O Botafogo estreia no Campeonato Carioca no próximo domingo, dia 20 de janeiro, às 19h, contra a Cabofriense, em Macaé.



Outras aspas de Gatito:
Compromisso com o Botafogo
- Feliz, porque já conheço o clube, cada vez mais adaptado ao Botafogo. A pré-temporada está sendo muito boa, fazendo trabalhos muitos bons e já misturando com a parte tática. Treinos muito intensos, e eu particularmente estou gostando bastante. Tive sondagens de vários clubes, mas sempre falei que minha cabeça sempre foi no Botafogo. Se fosse algo interessante para mim e para o Botafogo, seria interessante. Mas minha cabeça está aqui.


Mudanças no elenco
- A gente perdeu grandes atletas. Perdemos o Erik, que fazia diferença bem grande na frente, mas os companheiros chegaram bem. Alex Santana teve destaque no Paraná, Alan é bem dinâmico, com bom passe. O Gabriel é rápido na defesa. São jogadores pontuais. Ferrareis têm o um contra um muito bom. Eles podem nos ajudar muito. A gente vai trabalhar para ter um time bem equilibrado e para que a gente não sinta falta dos companheiros.


Diego Cavalieri

- É bom pra gente. Grande goleiro, com muita experiência, jogou fora do país. Ganhou muitos títulos no Brasil. Ele chega para somar, estou vendo que é um grande companheiro. Junto com o Diego (terceiro goleiro) , essa competição também é muito boa pra gente.


2018 foi um bom ano, apesar da lesão
- Começamos bem, campeões cariocas, mas depois tive a lesão. Mas, como acabei o ano e jogando no mesmo nível, fiquei feliz. Ganhei meu primeiro título no Brasil e continuei no mesmo nível depois de ficar meses fora. Acho que foi um ano bom.


Importância da permanência de Zé Ricardo


- Seria muito bom pra gente, ele conhece o grupo, e a gente gosta do método de trabalho dele. Claro que pode não ser fácil receber uma boa proposta, mas facilita a vida dos jogadores. O treinador nos conhece, sabe o que pode nos pedir. Seria muito boa a continuidade dele.



Liderança junto ao elenco
- Ajudá-los é no dia a dia, falando com eles (mais jovens) que eles devem jogar da maneira que gostam. Eles têm que tomar as próprias decisões. Se estão no grupo profissional, eles têm qualidade. Têm bastante personalidade também. Sou bem tranquilo. Quando percebo algo, chego perto e falo com eles. É a minha maneira.


Fonte: GE/Por Emanuelle Ribeiro e Fred Gomes — Rio de Janeiro

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Leandro Carvalho admite que queria seguir no Ceará, mas fala em "palavra" com o Botafogo


Perguntado sobre ter afirmado à imprensa cearense do desejo de permanecer no Vôzão, atacante fica um pouco confuso ao responder, mas reafirma compromisso com Anderson Barros




Fred Gomes


Esperança da torcida após o bom Brasileiro com a camisa do Ceará, Leandro Carvalho deu sua primeira coletiva desde que voltou ao Botafogo. Falou bastante e, ao ser perguntado sobre o fato de ter afirmado à imprensa cearense de que seguir no Vôzão, ficou um pouco encabulado. Demorou um minuto e 24 segundos para dar sua versão a fim de esclarecer suas palavras aos botafoguenses. Confira a resposta na íntegra abaixo:


- Acho que não era o desejo de ficar no Ceará, é a situação em que a gente se encontra. Por várias situações que passei no Botafogo, lesões e tudo mais, como acabei de falar, a gente não fica com aquele desejo de ficar no clube.


- Eu me senti bem lá, não estou falando que não me sentia bem no Botafogo. Digo na parte de você estar lá, e a torcida estar apoiando. Todo mundo estar apoiando. Aqui várias pessoas me apoiaram também. Mas só que você está numa situação que você vai na metade do ano para o Ceará e termina o ano lá em cima.


- Na verdade, ali a gente queria continuar aquele trabalho. Mas eu tenho contrato com o Botafogo, tenho que cumprir isso. Dei minha palavra para o Anderson que estaria voltando para cá quando acabasse o campeonato pelo Ceará.


- Isso foi pela parte da imprensa de lá, foi até num programa de televisão, a pessoa da imprensa me perguntou, e eu apenas respondi para ela. Esse era o desejo do clube. Se o clube tem um desejo de ficar com o atleta, tem que partir dele mesmo com outro clube para tentar resolver.


- Já tinha dado minha palavra ao Anderson, estou aqui, retornei, e agora é jogar com a camisa do Botafogo.


Confira outros tópicos da coletiva:

O que mudou do Botafogo 2018 para o de 2019?

- Não tem nada diferente, praticamente o mesmo grupo. Só chegaram alguns jogadores. Mesmas pessoas, mesmo carinho do ano passado. A gente só vê as coisas melhorando. Minha volta me deixou feliz, estou feliz pela renovação com o Botafogo. Agora é botar em prática, trabalhar em forte para que a gente esteja sempre melhorando.


Dificuldades que passou no Botafogo

- O ano de 2018 não começou muito bem, tive várias lesões aqui no Botafogo, coisa que nunca tinha passado na minha carreira. Tive infecção hospitalar, tive que operar o menisco e depois o tornozelo. Foram coisas que mexeram com minha cabeça, fiquei muito pra baixo.



- Cheguei a conversar com Anderson, eu mesmo pedi para buscar outros rumos no futebol. Eles me emprestaram para o Ceará, onde pude mostrar meu futebol. Pude dar a volta por cima, mostrar meu futebol. E agora quero mostrar meu futebol no Botafogo.



Leandro Carvalho treina nesta segunda-feira — Foto: Fred Gomes



Ansiedade da torcida pelo futebol dele nas redes sociais
- Não acompanho os comentários, só vejo o que meus amigos me contam. Espero jogar no Botafogo como joguei com a camisa do Ceará ou até melhor. Isso depende de mim também. Todo mundo precisa estar jogando. A gente sempre procurar dar o nosso máximo no dia a dia. Se Deus quiser, vai ser um ano muito bom com a camisa do Botafogo.



Tem alguma posição de preferência?

- Zé Ricardo conversa com todo mundo, ele nunca chama ninguém para conversar a sós. Ele sempre chama o grupo. Na minha função, não tenho preferência alguma. Minha função é ajudar o Botafogo. Se for possível estar no gol (risos), eu vou para o gol para ajudar o Botafogo.


- Não posso escolher posição, deixo isso para o professor. Onde ele achar que tem de me colocar, eu vou estar à disposição.


Fonte: GE/Por Fred Gomes — Rio de Janeiro

domingo, 13 de janeiro de 2019

Botafogo faz proposta para repatriar o zagueiro André Bahia


Após quatro temporadas no futebol japonês, jogador vem conversando com Anderson Barros e mostra interesse no retorno. Botafogo tem uma dívida com ele de R$ 2.015.146,91





André Bahia defendeu o Botafogo em 2013 e 2014 — Foto: Reprodução/Twitter



O Botafogo demonstrou interesse em repatriar o zagueiro André Bahia, que atuou pelo clube nas temporadas 2013 e 2014 e estava há quatro no futebol japonês. As conversas começaram ainda em dezembro, mas a proposta oficial de um ano de contrato só foi concretizada na tarde deste domingo.


O Botafogo ainda tenta aproveitar o interesse de ambas as partes para renegociar uma dívida de R$ 2.015,146.91 com o zagueiro. O assunto está sendo tratado diretamente por Anderson Barros, gerente de futebol. A resposta deverá ser dada ainda neste domingo.


Aos 36 anos, André Bahia passou a maior parte de sua carreira fora do país. Foram sete anos no Feyenoord, da Holanda, um no Samsunspor, da Turquia, e quatro no Shonan Bellmare, onde ajudou o clube japonês a vencer a J-League 2 (Segunda Divisão), em 2017, e a inédita Copa da Liga Japonesa, em 2018.



André Bahia comemora título da Copa da Liga do Japão — Foto: Arquivo Pessoal


Revelado pelo Flamengo, o zagueiro teve boa passagem pelo Botafogo e foi um dos poucos elogiados pela diretoria na época, mesmo após o rebaixamento no fim de 2014. Porém, aceitou a proposta do Shonan Bellmare, do Japão, e deixou o Alvinegro.


Fonte: GE/Por Felippe Costa — Rio de Janeiro