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terça-feira, 11 de junho de 2019

Dez jogos de Barroca no Botafogo: rodízio farto, jovens em campo, sete vitórias e defesa em alta


Time foi vazado em apenas metade das partidas (sete gols) e venceu todos os jogos disputados no Rio de Janeiro


O estilo de Eduardo Barroca, treinador que gosta de ter a posse, faz o Botafogo girar a bola. Mas não só ela roda, os jogadores também. Após o triunfo por 2 a 1 sobre o CSA, o comandante atentou ao fato de ter utilizado um grande número de atletas em pouco tempo de trabalho. Vinte e sete já jogaram sob sua orientação.



Eduardo Barroca, técnico do Botafogo — Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas


Botafogo com Barroca: 10 jogos, sete vitórias, três derrotas, 13 gols marcados e sete gols sofridos


Mesmo com um elenco considerado enxuto, Barroca tem conseguido dar oportunidades a quase todos os jogadores. O lateral Fernando, por exemplo, já era cotado para estrear no time profissional desde 2017, mas só debutou após a chegada do treinador, que o comandou na base.


Os também pratas da casa Lucas Barros, Lucas Campos e Rickson foram testados. Pachu já aquecia para entrar contra o CSA, mas o gol de Cícero, o primeiro do time, fez o técnico mudar de ideia.


- Se não me engano utilizei já entre 24 e 25 jogadores em uma quantidade de partidas não tão altas, estou falando em oito jogos (no Brasileiro). E temos conseguido manter o nível de performance e regularidade. Isso é bastante importante - disse Barroca, após a vitória sobre o CSA.


A mescla e o rodízio constante não têm atrapalhado no rendimento. Até agora, Barroca tem 70% de aproveitamento. Venceu sete de seus 10 jogos à frente da equipe.


O número de gols também aponta equilíbrio. Se não é um time goleador, marcou 13 com Barroca, pouco sofre atrás: foi vazado apenas sete vezes.


Os volantes Alex Santana e Cícero, ambos com três gols, são os artilheiros do Botafogo desde a chegada de Barroca


O zagueiro Gabriel, que não foi substituído em nenhuma partida, e Cícero são os que mais atuaram com o técnico. Não foram desfalque no período.


Diego Souza e Erik empatariam com a dupla caso não fossem barrados por cláusulas nos jogos contra São Paulo (0x2) e Palmeiras (0x1), respectivamente.


Números do rodízio de Barroca em jogos e gols (entre parenteses):
10 jogos: Cícero (sempre titular e três gols) e Gabriel (não foi substituído)
9 jogos: Gatito, Carli, João Paulo (1), Erik (2) e Diego Souza (2)
8 jogos: Fernando, Bochecha (1), Alex Santana (3) e Luiz Fernando (1)
7 jogos: Gilson e Rodrigo Pimpão
5 jogos: Valencia
3 jogos: Marcinho, Jonathan, Yuri e Igor Cássio
2 jogos: Jean, Rickson e Ferrareis
1 jogo: Diego Cavalieri, Marcelo Benevenuto, Alan Santos, Wenderson, Lucas Barros e Lucas Campos


*A matéria leva em consideração a derrota para o Palmeiras por 1 a 0, disputada em Brasília e válida pela sexta rodada. Vale destacar que o Botafogo pediu a impugnação do jogo alegando uso indevido do VAR.


Fonte: GE/Por Fred Gomes — Rio de Janeiro

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Análise: inconstante e envolvido em parte do jogo, Botafogo vira na base da coragem do time e de Barroca


Alvinegro começa com a posse de bola, mas permite crescimento e pressão do adversário; mudanças dão dinâmica, e equipe consegue primeira vitória fora do Rio no Brasileirão 2019


Agora integrante do G-4, o Botafogo, quarto colocado no Brasileirão 2019, não foi dominante nos 2 a 1 sobre o CSA neste domingo, no Rei Pelé, em Maceió. Jogou, porém, o suficiente para enfim vencer fora de casa. Eduardo Barroca e seus jogadores levaram à risca o insistente pedido de coragem feito a cada coletiva pelo treinador e conseguiram a virada.



Primeiro tempo: início positivo, pressão na parte final
O Botafogo começou do jeito que Barroca gosta: trocava passes, fazia triangulações e se aproximava do gol adversário. Diego Souza por pouco não marcou um golaço com toque sutil de pé esquerdo. Parou no travessão. Chegou a registrar 65% de posse de bola, marca do treinador, mas depois perdeu o controle do duelo, como o próprio admitiu.


- Até os 30 minutos, estávamos com um jogo bem próximo da nossa característica, controlando muito, trocando passes curtos. Criamos bastante chances de gol no início, tivemos dois chutes do Alex e um do Diego na trave. A partir dos 30 minutos, a gente passou a não dar tantas opções para o jogo curto, e o jogo ficou muito vivo, que não é um jogo que a gente tem característica de fazer - afirmou Barroca.




Luiz Fernando foi uma das figuras apagadas do Botafogo no Rei Pelé — Foto: Aílton Cruz/Gazeta de Alagoas



O zagueiro Gabriel fez coro às palavras do chefe e resumiu o que foi o jogo após o Botafogo perder o domínio territorial.


- Começamos bem o jogo até os 20 e 25 minutos, controlando a partida, depois deixamos um pouco a desejar. Ficou em muita correria e transição. No intervalo, o Barroca conversou e no segundo tempo a gente controlou o jogo e conseguiu o resultado - disse o zagueiro.


A correria citada pelo defensor ficou explícita nas investidas de Carlinhos e Matheus Savio, a maioria pelo lado esquerdo. No meio, Jonathan Gomez ditava o ritmo, enquanto João Paulo, Cícero e Alex Santana não se encontravam.


Assim, Cavalieri terminou como principal figura alvinegra da etapa, com duas grandes defesas. Diego Souza era o jogador de linha que mais tentava, buscando as finalizações e voltando para buscar o jogo.


Etapa final: Barroca mexe, busca movimentação e vira o jogo


O CSA iniciou o segundo tempo com o mesmo ímpeto que o fez equilibrar a posse de bola (47% antes do intervalo) e finalizar muito mais do que o Glorioso nos 45 minutos iniciais: 11 a 5. O gol não demorou a sair. Aos 17, Jonatan Gomez lançou, e Carlinhos surgiu nas costas de Fernando e Erik.


Em vez de manter a pressão após o gol, o CSA perdeu muita intensidade, e Barroca resolveu mexer radicalmente na estrutura da equipe. Colocou Rodrigo Pimpão e Lucas Campos nos lugares de Luiz Fernando e Erik, respectivamente.


O Botafogo passou a ter mais movimentação, a bola voltou a girar, e Cícero e Alex Santana entraram mais no jogo com a constante troca de posições.


Pimpão, que se apresentava a todo instante, apareceu pela ponta e cruzou. Diego Souza, que perdera grande chance pouco antes, preferiu escorar para o meio em vez de finalizar novamente. Na mosca, e Cícero empatou.




Comemoração do Botafogo diante do CSA — Foto: ITAWI ALBUQUERQUE/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO


No gol da virada, Diego mais uma vez foi fundamental. Lutou pela bola com o peito, e ela sobrou para Fernando, que fazia atuação muito ruim ofensivamente, mas, segundo o treinador, pediu para ir à frente. Acabou premiado. Finalizou, Jordi pegou, mas ele não desistiu e cruzou para Alex Santana virar aos 48 minutos de jogo.


Virada de coragem. Dos jogadores, que não desistiram. E do técnico, que chegou a ter quatro atacantes em campo. O Botafogo está no G-4, bem acima das expectativas.


+Ponto forte: Diego Souza foi o melhor jogador em campo. Participou intensamente e se negou a ser um centroavante estático. Flutuou entre meio, pontas e área.


+Ponto fraco: a fraca atuação do meio-campo em boa parte do jogo. É verdade que Alex Santana e Cícero decidiram a parada, mas o trio com João Paulo não funcionou. O Botafogo perdeu o meio ainda no primeiro tempo e sofreu bastante, algo que não vinha acontecendo.


Fonte: GE/Por Fred Gomes — Maceió, AL

domingo, 9 de junho de 2019

Atuações do Botafogo: Diegos Cavalieri e Souza são os destaques contra o CSA


Goleiro tem ótima atuação, sobretudo no primeiro tempo; na frente, Diego Souza participa dos gols e volta para buscar o jogo



Diego Cavalieri: Fechou o gol no primeiro tempo, com grandes defesas. Manteve a consistência nos 45 minutos finais e não teve culpa no gol do CSA. Nota: 7.5


Diego Souza:
Deu a assistência para o gol de Cícero, participou do segundo e ainda teve três grandes chances para marcar. Em uma delas, o camisa 7 acertou o travessão de Jordi, mas a pontaria não estava das melhores no jogo de hoje. Nota: 7.5


Cícero: Autor do primeiro gol do Botafogo no jogo, o camisa 8 se movimentou bastante durante o jogo e conseguiu dar ritmo ao meio-campo da equipe no segundo tempo, mesmo com o placar desfavorável. Nota: 6.5



Cavalieri foi o nome do Botafogo na vitória contra o CSA — Foto: Aílton Cruz/Gazeta de Alagoas



Veja todas as notas:



Diego Cavalieri - 7.5

Fernando - 5.0

Joel Carli - 6.0

Gabriel - 6.0

Gilson - 5.5

Alex Santana - 6.0

Cícero - 6.5

João Paulo - 5.5

(Lucas Campos) - 6.0

Erik - 5.5

(Rickson) - SEM NOTA

Diego Souza - 7.5

Luiz Fernando - 5.0

(Rodrigo Pimpão) - 6.0


Fonte: GE/Por GloboEsporte.com — Rio de Janeiro