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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Contra o Ceará, Botafogo pode superar número de vitórias fora de casa do Brasileirão de 2018


Aproveitamento alvinegro longe do Nilton Santos em 2019 já é superior ao do ano passado


Coragem foi a palavra adotada por Eduardo Barroca ao assumir o Botafogo em abril de 2019. O treinador vislumbra um time que tome a iniciativa, supere suas limitações e que jogue tanto em casa quanto fora com a mesma postura. Os resultados mostram que ele está no caminho. No próximo sábado, contra o Ceará, o Alvinegro pode superar o número de vitórias fora de casa do Brasileirão de 2018.


Se no campeonato do ano passado, o Botafogo venceu apenas três vezes longe do Nilton Santos, nesse ano o time já tem os mesmos nove pontos antes do fim do primeiro turno.



Última vitória fora de casa foi sobre o Avaí — Foto: ANTÔNIO CARLOS MAFALDA/MAFALDA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO


Em 2018, ao fim da 18ª rodada, o Glorioso contabilizava apenas uma vitória fora de casa, contra o Vasco, em São Januário. Além disso, conseguiu três empates e foi derrotado em seis oportunidades. Um aproveitamento de apenas 20%.


No campeonato todo, foram três vitórias, cinco empates e dez derrotas, aproveitamento equivalente a 25,92%. Além do Cruz-Maltino no primeiro turno, venceu também Vitória e Chapecoense em Salvador e Chapecó, respectivamente.


Já no atual Brasileirão, o Botafogo, em 18 jogos, tem três vitórias, um empate e cinco derrotas longe de seus domínios - 37,03% de aproveitamento. Venceu Fluminense, CSA e Avaí e empatou com o Cruzeiro fora.



Ceará e Botafogo se enfrentam às 21h de sábado, na Arena Castelão, pelo encerramento do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. O Alvinegro viaja para Fortaleza na noite desta sexta-feira.


Fonte: GE/Por GloboEsporte.com — Rio de Janeiro

Alegria recuperada pode estar por trás das boas atuações de Marcinho


Camisa 4 do Alvinegro subiu de produção após a pausa do Campeonato Brasileiro para a Copa América e passou de principal alvo das críticas a ídolo da torcida do Glorioso



Marcinho foi titular em todas as partidas do Botafogo após a Copa América (Foto: Vítor Silva/Botafogo)



Desde o retorno do Campeonato Brasileiro, após a Copa América, o Botafogo ainda não conseguiu mostrar a mesma regularidade em campo de antes da pausa e oscila entre boas e más atuações no torneio nacional. Para um jogador, no entanto, a intertemporada forçada parece ter feito muito bem. O lateral Marcinho, antes alvo preferido das críticas da torcida, cresceu de produção e mudou de status no Alvinegro.

As boas atuações o converteram em referência dentro do clube, a ponto de ser um dos mais aclamados na chegada ao Nilton Santos, no último domingo, antes da vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-MG. E a felicidade recuperada do jogador já é vista como elemento extra para a evolução na temporada, na visão dele próprio e do técnico Eduardo Barroca.

Na vitória sobre o Galo, Marcinho voltou a exercer a função de ala ofensivo, na qual vem rendendo ultimamente. O atleta foi peça importante na vitória por 2 a 1, que ajudou a amenizar o clima quente dos bastidores, em razão dos atrasos no pagamento de salários. Contra o Internacional, na rodada anterior, chegou até a marcar um dos gols da derrota por 3 a 2, em Porto Alegre. Em coletiva no último domingo, quando questionado sobre o camisa 4, Barroca citou a felicidade de jogar futebol como principal razão para o bom desempenho.


– Para mim, é muito simples. Quando você está feliz e confiante, faz tudo melhor naturalmente. O Marcinho está feliz, mais confiante, recebendo mais carinho do torcedor e produzindo mais, segundo a própria autoavaliação dele. Naturalmente com o talento e a cognição dele, tem todas as condições de continuar crescendo, independentemente da posição em que ele jogar. É um jogador bastante importante para nós – disse o treinador.

E o discurso do treinador coincide com o do atleta. Após os treinos da última quarta-feira, Marcinho confirmou que a alegria recuperada é o elemento que faltava no início do ano, quando era alvo de xingamentos vindos das arquibancadas. A relação de longa data e a identificação com o trabalho do técnico também ajudaram a recuperar a confiança e o carinho do torcedor.

– Quando você está feliz, as coisas acontecem naturalmente. Me identifico muito com o trabalho do Barroca, já trabalhamos juntos na base. Quando você está feliz, tudo tende a crescer e ficar melhor - analisou Marcinho.
Ponto de virada

Marcinho vive uma evolução exponencial. Antes da Copa América, o lateral, um dos principais alvos de críticas vindas da torcida, chegou a amargar o banco de reservas para Fernando, que, retornando de um empréstimo junto ao Lille, da França, ocupou a vaga no onze titular da equipe de Eduardo Barroca.

A parada para a Copa América foi uma das principais causas pela evolução de Marcinho. O próprio lateral, poucas semanas depois da competição entre seleções, afirmou que o tempo no banco de reservas e longe de uma grande exposição foram positivas para a sua cabeça. Com a concentração e o foco voltados para as quatro linhas, o lateral-direito reencontrou o bom futebol.

Desde a Copa América, Marcinho começou todas as partidas do Botafogo, seja pelo Campeonato Brasileiro ou na Copa Sul-Americana, como titular. A forte sequência evidencia o bom momento vivido pelo lateral de 23 anos, que, inclusive, já foi citado por Tite em uma convocação da Seleção Brasileira, no ano passado.

Dobradinha com Fernando

Com Marcinho atuando mais avançado, Fernando ganhou a posição de lateral-direito do Glorioso. E a parceria da dupla tem funcionado. No último domingo, os dois receberam elogios de Barroca pela atuação contra o Galo.

– Gostei. A gente ganha algumas alternativas com os dois. Fernando é um jogador que tem números que mostram que a nossa equipe tem um aproveitamento muito alto quando ele joga. Mantém uma consistência de linha de quatro, jogador extremamente importante na bola parada defensiva. Saí satisfeito com essa dobradinha do Fernando com o Marcinho – disse Barroca.



Fonte: Lancenet/Fernanda Teixeira e Sergio Santana/Rio de Janeiro (RJ)

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Diego Souza garante trabalho forte no Botafogo apoiado em confiança no gerente de futebol

Em coletiva ao lado de Marcinho, camisa 7 diz acreditar em Anderson Barros, mas afirma que movimento de protesto seguirá em solidariedade aos funcionários



Na primeira coletiva de atletas no Nilton Santos após o protesto da semana passada feito por líderes do elenco, o protocolo foi mantido: fora da sala de imprensa e com mais de um jogador. Nesta quarta, Diego Souza e Marcinho falaram.


O camisa 7 do Botafogo, mais experiente, revelou que ainda não houve conversa com a diretoria após voltarem a evitar ações de marketing, mas garantiu que o espírito apresentado na vitória contra o Galo está mantido.


- Ainda não. A gente acredita nas pessoas que comandam o futebol, que estão no dia a dia com a gente. A gente sabe das dificuldades, sabe que não é normal, mas a gente vai continuar trabalhando forte, isso não vai mudar no nosso trabalho. Só que em relação a outros funcionários que não têm essa força e a gente pode fazer alguma coisa por eles, a greve (de entrevistas fora da sala de imprensa e o boicote aos patrocinadores expostos no banner) continua sim. A gente não pode achar normal o que acontece - afirmou.



Marcinho e Diego Souza dão entrevista coletiva — Foto: Emanuelle Ribeiro


Após jogadores e Eduardo Barroca darem crédito nominal a Anderson Barros, gerente de futebol, surgiu a pergunta: o voto de confiança é dado apenas para Barros ou se estende ao restante da diretoria?

- A gente só pode falar do Anderson aqui, porque é o cara que está diretamente com a gente. O que o Anderson tem de bom é a verdade, ele nunca conta história. Se vai acontecer, vai. Se não vai acontecer não tem ilusão. Nossa relação é sempre direta e franca e isso faz a gente ter total confiança nele, como ele na gente.


Outros tópicos:

Voltando a falar de futebol
- Eu fico mais à vontade falando de futebol. Eu estava respondendo muito sobre salários e não somos as pessoas certas para falar disso, porque ficamos numa posição muito desconfortável. A gente ganhou de um equipe difícil, que estava praticamente no G-6, chegar aqui e dar mérito a outras coisas, fica difícil de responder.


- Até porque, com toda a dificuldade da partida, a gente fez um grande jogo, tivemos uma vitória importantíssima. Quero falar disso, porque, independentemente de tudo, a gente trabalha para ser feliz no domingo e na quarta-feira à noite.


Barroca tem usado você no meio-campo também. Voltar à posição de meia te agrada?
- Eu sempre fui meia, hoje sou um 9, tenho me adaptado e trabalhado bastante para isso. Acho que não vou ter dificuldade nenhum no dia que o Barroca precisar que eu volte um pouco mais para ajudar a criar as jogadas. Em prol de vitórias e combinações, estou sempre disposto a ajudar.


Barroca te elogiou porque vocês têm uma relação muito franca. Como é a relação com o treinador?
- Minha relação com o Barroca é a melhor possível, um cara totalmente do bem, que é franco com a gente. A gente já conversou, não tem discussão, porque ele é o treinador e o comando final é dele.


- Mas eu tento conversar e expor o que eu penso em relação à fase final do campo, que é responsabilidade nossa hoje. A gente tenta conversar bastante para que as coisas deem certo, porque dando certo todos ficam felizes juntos. Às vezes a gente conversa um pouco mais, mas a decisão final é sempre dele.


Você tem feito gols nos últimos jogos. Como avalia suas atuações recentes?

- Eu gosto de ganhar. O mais importante foi esse gol agora (Atlético-MG), porque nos deu uma vitória e tranquilidade para trabalhar. Eu quero continuar fazendo gols, é minha função. Por mais que eu tenha a responsabilidade, independentemente de quem faça os gols, o que todos queremos são os três pontos e colocar o Botafogo no melhor lugar possível.


Você tem 105 gols na era dos pontos corridos do Brasileiro. Está a um do Paulo Baier, que é o segundo maior artilheiro...

- Eu fico muito feliz por ser o terceiro hoje, mas eu vou me tornar o segundo com certeza, até porque o Paulo Baier já parou de jogar. Um grande jogador, que tem sua história e fico feliz por ter feito esse tanto de gols num campeonato tão difícil como o Brasileiro. Espero poder encostar o máximo no Fred, que estarei ajudando o Botafogo.


Dá para ser o primeiro? Você tem esse apetite para encostar no Fred?

- Eu quero fazer meus gols, ajudar da melhor maneira, mas acho que não tem como encostar no Fred hoje. Um cara que sempre foi 9, um artilheiro nato e, se ele for deixando acontecer, vou chegar o mais próximo possível. Mas não tenho essa ambição de passá-lo até porque é muito difícil.



Confira as respostas de Marcinho

Barroca falou após o o último jogo que você estava feliz e confiante, por isso estava rendendo melhor...

- Exatamente isso, as coisas acontecem naturalmente quando o cara está feliz. Eu me identifico muito com o trabalho do Barroca, tanto que já colhemos frutos na base. É isso, o cara que está feliz as coisas acontecem e tendem a crescer e ser melhor.


Quando a torcida elogia ajuda também, né?
- Muito melhor, diferente. O ambiente é outro, a cabeça funciona de outra forma, então eu acho que esse momento tem que ser aproveitado mas com moderação. Não adiante a gente se empolgar e achar que está tudo ótimo, porque tem muito a melhorar e a ser feito.


Como está sendo jogar de novo como atacante?

- É legal, você tem menos responsabilidade defensiva. Hoje em dia no futebol é difícil isso, mas você tem um pouco mais de liberdade. Como eu falo sempre, sou lateral-direito, virei profissional e me coloquei no futebol como lateral e estou aí para fazer o melhor pela equipe onde tiver que jogar.


Você disse que tem menos responsabilidade defensiva, mas acaba que o setor direito fica reforçado com você e Fernando...


- A gente se completa. Ele tem a parte defensiva mais apurada do que a minha, e eu um pouco mais o setor ofensivo, então acho que dá uma dobradinha legal.


E a dobradinha com o Diego?
- O Diego é referência para mim e tem sido um prazer jogar ao lado dele na frente. A gente se comunica muito, falo para ele me dar esporro, me xingar para eu ficar ligado no jogo. Essa troca tem sido muito boa.


Diego Souza nega dar bronca ou xingar Marcinho, apesar do "pedido" do companheiro
- Nada, que isso. Marcinho é um cara totalmente profissional, dedicado no que faz, tem uma saúde que Deus deu que ele pode jogar em qualquer função que ele vai ajudar bastante. No jogo, a gente procura mais é orientar, avisar algumas situações e estar perto, porque senão as coisas não acontecem.


*Mais informações em instantes


Fonte: GE/Por Emanuelle Ribeiro — Rio de Janeiro