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domingo, 26 de abril de 2020

Fim da passagem: Botafogo não vai renovar o contrato de Fernandes


Revelado nas categorias de base do clube de General Severiano, meio-campista não terá vínculo renovado; jogador fica livre no mercado a partir da próxima sexta-feira



Fernandes estreou profissionalmente em 2015 (Foto: Vítor Silva/SSPress/Botafogo)


O Botafogo terá mudanças no elenco quando as competições retornarem da paralisação por conta da pandemia do coronavírus. Uma delas será a ausência de Fernandes. O meio-campista de 25 anos não terá o contrato renovado pela diretoria do clube de General Severiano e ficará livre no mercado ainda no final do mês de abril.

O atual vínculo do atleta com o Glorioso termina no dia 30 de abril. O Comitê Executivo de Futebol, ao lado do treinador Paulo Autuori, que não conta com o jogador, optaram por não estender o contrato. Portanto, Fernandes fica sem clube - e livre para assinar com qualquer outra equipe - a partir da próxima sexta-feira, 1º de maio.

Fernandes havia sido emprestado nos últimos dois anos - Atlético-GO em 2018 e Guarani e São Bento em 2019 -, mas chegou a receber uma nova chance do Botafogo ao ser convidado para integrar o elenco que participou da pré-temporada do Alvinegro, no hotel-fazenda China Park, em Domingos Martins, na região serrana do Espírito Santo, em janeiro.

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O jogador, atuando como lateral-direito, até se destacou em alguns treinamentos com Alberto Valentim no ES, mas não repetiu a dose com o elenco alternativo que atuou nas duas primeiras rodadas do Campeonato Carioca. Por isto, a avaliação da diretoria foi de que não valeria a pena renovar com o atleta.

Criado nas categorias de base do Glorioso, Fernandes subiu para o time principal do Botafogo em 2015, na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Foi utilizado com certa frequência nesta temporada e em 2016, mas começou a perder espaço nos anos seguintes.

O meio-campista deixará o Botafogo com 88 partidas disputadas e dez gols marcados. Fernandes chegou ao Alvinegro com 15 anos, em 2010, para integrar as equipes de futsal do Glorioso.



Fonte: LANCE! Sergio Santana/Rio de Janeiro (RJ)

sábado, 25 de abril de 2020

Rafael, do Lyon, revela desejo de jogar no Botafogo: 'Se chegar a proposta, nem penso'


Botafoguense assumido, lateral-direito afirma que carrega vontade de defender o clube do coração no futuro e quer voltar a atuar com Fábio, seu irmão gêmeo



Rafael em ação pelo Lyon (Foto: Fred Tanneau/AFP)


Rafael, do Lyon, voltou a falar abertamente sobre o desejo de defender o Botafogo um dia. Torcedor assumido do clube de General Severiano, o lateral-direito do Lyon-FRA afirmou, em entrevista ao "Canal do TF", afirmou que a possibilidade de atuar no Alvinegro é alta e que isto poderia acontecer ainda em junho de 2021.


- A chance (de atuar no Botafogo) é de 70% a 80%, fácil. Isso talvez não aconteça só se o Botafogo não fizer uma proposta ou se tiver uma proposta irrecusável da Europa. A chance é muito grande. É claro que se o Lyon não quiser ficar comigo agora, me mandar embora para outro clube, as coisas podem mudar. Mas se eu estiver aqui ainda e pensar em voltar, o Botafogo é prioridade. Se chegar a proposta, nem penso - afirmou.


O contrato de Rafael com o Lyon termina justamente na metade de 2021. O lateral-direito afirmou que deseja terminar a carreira no clube de General Severiano, mas que, antes de tudo, é preciso que a diretoria do Alvinegro faça contato com ele.


- Eu quero terminar minha carreira no Botafogo, mas primeiro precisa ter uma proposta. Não adianta só eu querer, o Botafogo precisa querer também. Se eu tivesse como opções o Botafogo e outro clube no Brasil, eu escolheria o Botafogo sem dúvida nenhuma - confessou.


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No ano passado, inclusive, Rafael recusou uma proposta do Flamengo. O defensor de 29 anos fez questão de dizer que não desrespeitou o Rubro-Negro em momento algum, mas considerou que trairia o Alvinegro se tivesse aceitado jogar no clube da Gávea.


- Teve contato, proposta oficial e tudo. Muita gente fala, mas não desrespeitei o Flamengo. Agradeci por gostarem do meu futebol, mas sou botafoguense e, para mim, seria uma traição. Os únicos clubes que não jogaria no Rio de Janeiro são Flamengo e Vasco. Não foi aquela vez, não vai ser pra frente que vou fazer - lembrou.


Fábio, irmão gêmeo de Rafael, também é botafoguense. Os dois conversam com frequência sobre, um dia, voltar a jogar juntos - como aconteceu no Fluminense, nas categorias de base, e no Manchester United. O lateral-esquerdo atualmente defende o Nantes-FRA.


- Rola muito esse papo entre a gente. Nosso sonho é terminar a carreira juntos, é jogarmos juntos novamente. Os dois contratos terminam no mesmo tempo. Imagina como ia ser maravilhoso jogar junto num time que a gente torce desde criancinha? Ia ser um sonho inexplicável para a gente - finalizou.



Fonte: LANCE! Lyon (FRA)

Jornalista analisa contratação de Honda: 'O Botafogo ficou bem mais conhecido no Japão'


Em entrevista ao LANCE!, Hiroaki Sawada, nipônico que vive no Brasil, afirma que o Alvinegro virou assunto recorrente na terra do Sol Nascente após a chegada do meia



Keisuke Honda na apresentação pelo Botafogo (Foto: Vitor Silva/Botafogo)


A contratação de Keisuke Honda criou um vínculo entre o Botafogo e o Japão. Principal reforço do Alvinegro para a atual temporada, o meio-campista traz consigo a expectativa de trazer frutos dentro e fora de campo. Até agora, o trabalho longe das quatro linhas vem sendo cumprido com êxito. O LANCE! entrevistou Hiroaki Sawada, um jornalista japonês que mora no Brasil, que falou sobre a chegada do jogador de 33 anos.


- Trabalho para várias revistas, jornais e mídias do Japão de forma freelancer. Um jornal, o "The Hochi Shimbun", e uma revista, a "Number", me pediram para cobrir a chegada do Honda e eu fui lá para o Rio de Janeiro. Moro em São Paulo desde 1986. Já viajei o Brasil todo atrás de futebol, já fui ao Rio mais de cem vezes, foi um prazer estar no aeroporto para esperar o Keisuke  -  afirmou Hiroaki à reportagem.


A chegada de um nome com impacto mundial causa esse impacto midiático e o Botafogo, ao estudar a contratação, pensou em tais consequências. Não à toa, o Alvinegro  - e o próprio jogador  -  lucra com qualquer ação de marketing envolvendo Keisuke Honda. A relação dentro de campo ainda pode ser pequena, mas fora de campo o Alvinegro está cada vez mais conhecido - principalmente no outro lado do planeta. 


 -  A repercussão no Japão foi muito grande. O Botafogo é um dos quatro maiores clubes do Rio de Janeiro e está no G12 do país. No Japão, muitas pessoas acompanham o futebol carioca por conta do Zico. Com a chegada do Honda o nome do Botafogo ficou bem mais conhecido no Japão, com certeza. Saiu em vários lugares. Para nós é muito bom poder divulgar o futebol brasileiro a partir do Honda  -  completou o jornalista.



Se o Botafogo ficou mais conhecido na terra do Sol Nascente, muito disto se dá pelo tamanho de Keisuke Honda e idolatria do jogador no país. Hiroaki Sawada afirma que o meio-campista de 33 anos é idolatrado por ser um jogador "fora da curva" do que geralmente o atleta japonês é.


 -  Na minha opinião, é um dos maiores jogadores da história do Japão. Ele jogou muito bem na seleção. Honda sempre jogou mais na Seleção do que em clubes. Ele se aposentou da seleção mas continua tendo muita popularidade pelo carisma dele. Não é o tipico jogador japonês, fala muito. Não é problemático, é muito disciplinado. Diferentemente do comum, não tem medo de falar as coisas. Talvez por isso que adorem ele. Agora ele diz que a meta é jogar as Olimpíadas. Pode ser difícil, mas ele já conquistou diversas coisas complicadas e calou a boca de muitos na carreira. Por isso que as mídias japonesas compram ele  -  finalizou.


O camisa 4, até agora, só entrou em campo uma vez pelo Botafogo - muito por conta pela paralisação das competições diante da pandemia do coronavírus - mas só a presença de Keisuke Honda já trouxe novos olhos para o ambiente do clube de General Severiano.



Fonte: LANCE! Sergio Santana/Rio de Janeiro (RJ)