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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Plano da Ferj para retomada dos jogos inclui somente três estádios e até massagistas como gandula


Maracanã, Nilton Santos e São Januário concentrariam medidas de sanitização. Sem pessoas de grupo de risco, funcionários testados dos clubes trabalhariam no campo


Pendente de autorização de governos municipal e estadual, em meio à escalada de casos e óbitos no Brasil e no Rio, a Ferj discutiu nos últimos dias plano de ações para retomada de jogos. Ele inclui a utilização de apenas três estádios para a realização das últimas duas rodadas da Taça Rio. São eles: Maracanã, Nilton Santos e São Januário.


>>> Os resultados dos testes de coronavírus no Flamengo


Os três estádios passariam por vistorias preliminares para sanitização e higienização completa para as partidas - sem público, evidentemente - e se adequariam às necessidades de estrutura, tanto para as equipes quanto para transmissão de jogos. As duas rodadas que faltam para finalizar a Taça Rio comportam 12 jogos. As finais, prioritariamente, seriam realizadas no Maracanã.


>>> Ferj e clubes pequenos fazem nova reunião



Maracanã está entre os estádios avaliados para retomada dos jogos no futebol do Rio — Foto: André Durão


Para reduzir ao máximo o quadro móvel nas partidas - as contas dependem de qual estádio recebe o jogo, o que quer dizer que o Maracanã teria provavelmente mais gente do que em São Januário -, a Ferj avalia o uso de profissionais de clubes como gandulas e maqueiros. Por exemplo, massagistas, preparadores físicos e fisioterapeutas que não vão trabalhar numa partida de seus respectivos times, mas auxiliariam em outro jogo da rodada. Todos de luvas, máscaras e munidos de álcool gel.


Se no clássico Vasco e Fluminense, sem público antes da paralisação, trabalharam cerca de 300 pessoas, a intenção é reduzir ao máximo. Algo em torno de 100 pessoas apenas. Evidentemente, todos envolvidos teriam que estar fora do grupo de risco da Covid-19. Ou seja, sem participação de profissionais acima dos 60 anos de idade.


Carta aos governantes


A Ferj comprou 700 kits de testes - chegaram no início da semana - para coronavírus, mas ainda vai contratar especialistas para a aplicação nos clubes pequenos. Os quatro grandes teriam que adquirir os equipamentos por conta própria - o Flamengo já fez a primeira bateria de exames e revelou os resultados na noite dessa quarta-feira. Uma cabine de desinfecção também está nos planos de clubes e da Ferj para diminuir o risco de contágio neste período.


Em reunião nesta semana, os clubes pequenos e a Ferj iniciaram novo apelo para convencer as autoridades da possibilidade de retomarem os treinos com segurança para todos os envolvidos. Eles vão enviar carta para os governantes, que devem avaliar os argumentos e as iniciativas tomadas. Apesar dos esforços, o aumento de casos no estado e na cidade é empecilho.


Há decreto de isolamento social em vigor até o próximo dia 11 (segunda), em todo o estado, e dia 15, na cidade do Rio de Janeiro. As medidas serão reavaliadas e devem ser endurecidas, com possibilidade até mesmo de bloqueio total (lockdown), com restrições mais severas de atividades.


Fonte: GE/Por Raphael Zarko — Rio de Janeiro

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Fundo árabe que comprou Newcastle tem interesse na Botafogo S/A, afirma dirigente


Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, envolvido diretamente na compra do clube inglês, conversou com a diretoria do Alvinegro, de acordo com Ricardo Rotenberg




Botafogo tem um projeto de formação de clube-empresa (Foto: Vítor Silva/Botafogo)


Os clubes-empresa continuam chamando a atenção do mercado. Na semana passada, o Newcastle, uma das equipes mais tradicionais da Inglaterra e atualmente na Premier League, foi comprada por um fundo árabe. Depois da Terra da Rainha, esses investidores podem estar chegando ao Brasil - mais precisamente, para a Botafogo S/A. Pelo menos é o que garante Ricardo Rotenberg, membro do Comitê Executivo de Futebol do Glorioso.


- Conversamos com interessados em comprar o Newcastle e o Bordeaux. Teve um grupo árabe que se interessou bastante. Além disso, tem o Montenegro interessado e outros torcedores do Botafogo. Eu gostaria de ser um investidor, mas se tiver que colocar R$ 1 milhão vou ter que esperar um pouco. Se tiver 100 interessados para pôr R$ 100 mil, estou dentro - afirmou em entrevista ao "Canal do TF".


O clube inglês foi adquirido pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, comandado por Mohammad bin Salman, príncipe herdeiro do país, por 300 milhões de libras (R$ 2 bilhões, na cotação atual). A riqueza total dos investidores é avaliada em 320 bilhões de dólares (R$ 1,8 trilhão).


O projeto da Botafogo S/A, portanto, está evoluindo mesmo com a pandemia. Ricardo Rotenberg, contudo, afirma que a COVID-19 vai desacelerar o processo de profissionalização do departamento de futebol do Alvinegro. Desta forma, a equipe disputará o Brasileirão com a atual formatação social/econômica.


- A coisa estava caminhando, começou o ano meio confusa, mas a partir de fevereiro começou a caminhar muito bem essa história da S.A. Ser ou não ser esse ano depende de quando irá se normalizar a situação mundial (em relação à pandemia), no Brasil também. Se conseguirmos retomar a normalidade em julho, acho que há uma chance muito grande de em dezembro já sermos empresa. Isso significa que esse Campeonato Brasileiro seremos nós mesmos que vamos tocar - analisou.



Fonte: LANCE! Rio de Janeiro (RJ)

Botafogo ainda não iniciou conversas por renovação de Fernando


Depois de estender vínculos de três jogadores no último mês, diretoria do Alvinegro não possui negociações com o lateral-direito, cujo contrato vence em dezembro



Fernando é criado nas categorias de base do Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)


Com exceção de Marcinho, o Botafogo encontrou caminhos positivos nas renovações dos jogadores criados na base até aqui. Em abril, a diretoria chegou a acordos com Marcelo Benevenuto, Kanu e Caio Alexandre, que tinham vínculo expirando em dezembro. O lateral, por sua vez, não parou para conversar com os dirigentes do Alvinegro, que começam a "jogar a toalha" na situação.


Outro jogador nesta mesma condição contratual é Fernando, mas o Comitê Executivo de Futebol ainda não iniciou nenhum tipo de negociação com o lateral-direito. O defensor, assim como os outros quatro companheiros de elenco, também tem o vínculo acabando em dezembro.


Isto não quer dizer que o Botafogo não vai buscar a renovação de Fernando. Pelo contrário, já que o lateral-direito é visto com potencial pelas pessoas da comissão técnica e diretoria. Ao LANCE!, Carlos Augusto Montenegro, membro do Comitê Executivo de Futebol, explicou o motivo da falta de negociações com o lateral-direito.


- Ainda não (procuramos o Fernando). Fizemos primeiro o que a gente achava que era prioridade. O Marcinho nunca procurou a gente para falar disso. Se ele quiser continuar no clube, tudo bem, a gente senta para falar. O Fernando também. Está tudo parado. Não vou ficar ligando para eles em férias para falar de renovação - afirmou.


Na atual temporada, Fernando fez cinco jogos pelo Botafogo. O jogador de 21 anos estreou na equipe principal do Glorioso no ano passado, quando somou 24 aparições.



Fonte: LANCE! Sergio Santana/Rio de Janeiro (RJ)