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domingo, 17 de maio de 2020

Botafogo aumenta uso da base; equipe titular tem cinco pratas da casa nesta temporada


Clube fechou a primeira parte de 2020 com Fernando, Benevenuto, Kanu, Caio Alexandre e Luis Henrique no time principal. CT é visto como próximo passo para evolução na formação de atletas



Os números ainda não chegam nos principais clubes do Brasil no quesito, mas o Botafogo aumentou o uso das categorias de base nos últimos anos. A tendência é refletida na equipe titular desta temporada, com cinco pratas da casa entre os 11 favoritos do técnico Paulo Autuori.



Kanu e Caio Alexandre, revelações e titulares do Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo


Antes da pausa forçada no calendário devido à pandemia do novo coronavírus, estiveram no time base Fernando, Marcelo Benevenuto, Kanu, Caio Alexandre e Luis Henrique, todos com passagens pelas divisões inferiores do clube carioca.


É o melhor aproveitamento, no mínimo, dos últimos 10 anos. O clube chegou perto de repeti-lo apenas em 2013, 2015 e 2018, quando terminou a temporada com três crias da base no time titular.



Ranking da Pluri Consultoria sobre aproveitamento da base — Foto: Reprodução


Time titular em 2020: Gatito; Fernando, Benevenuto, Kanu e Guilherme Santos; Caio Alexandre, Alex Santana e Honda; Bruno Nazário, Luis Henrique e Pedro Raul.



Clube espera evolução com CT


Estudo da Pluri Consultoria divulgado em fevereiro revelou que o Botafogo aumentou o uso da base nos últimos cinco anos. De 2015 a 2019, cresceu a quantidade de minutos que as pratas da casa ganharam em campo no time profissional. De 15%, com picos de 23% em duas temporadas, para 18% no ano passado.


+ Raio-X da base: as estruturas em que vivem os jovens do Botafogo



Jogadores da base tiveram mais espaço nos últimos anos — Foto: Reprodução


Apesar da evolução, o aproveitamento ainda está longe dos melhores clubes brasileiros no quesito. Mais precisamente, ocupa a 12ª colocação em ranking de 35 equipes. O grande campeão é o Santos, seguido por Athletico-PR e Fluminense. Trio que tem em comum a construção ou melhoria dos centros de treinamento.


É justamente no CT que o Botafogo aposta para evoluir na formação de atletas. No atual espaço Lonier, que está em reformas, o clube espera ter em 2021 um espaço de trabalho não só para o elenco profissional, mas também para as divisões de base. No momento, os jovens se dividem entre as estruturas da sede de General Severiano e do Caio Martins, em Niterói.


Fonte: Por GloboEsporte.com — Rio de Janeiro

Desvalorização do Real pode ser favorável para o projeto Botafogo S/A


Gestores responsáveis pelo projeto de transição do Glorioso para o modelo clube-empresa acreditam que valorização do dólar pode ser um atrativo para investidores estrangeiros



Projeto Botafogo S/A pode ficar mais atrativo a estrangeiros após pandemia (Foto: Vítor Silva/Botafogo)


A pandemia do coronavírus tem causado impactos econômicos no mundo inteiro. No Botafogo a chegada do COVID-19 deixou em compasso de espera o projeto Botafogo S/A, de transição para o modelo clube-empresa. Responsáveis pela iniciativa dentro do clube, no entanto, enxergam ao menos um ponto favorável ao Glorioso. O aumento da cotação do Dólar e consequente desvalorização do Real no mercado cambial, tornam o investimento mais atraente para estrangeiros.

O advogado André Chame, um dos nomes presentes na Assembléia Geral que detalhou o projeto aprovado pelos sócios, em dezembro. Segundo ele, a desvalorização da moeda nacional pode atrair investidores menores e não apenas grandes corporações.

– Precisamos em torno de U$ 50 milhões (cerca de R$ 300 milhões) mais ou menos para começar a Botafogo S/A. Parte para pagamento a credores, parte para investimento no clube. É verdade que o investimento ficou menor em dólar. Hoje, para o investidor menor ficou mais interessante. Ficou mais barato – explicou Chame, em entrevista ao "Canal Fabiano Bandeira", na útlima quinta.


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Mesma opinião

O ex-presidente Carlos Augusto Montenegro, outro nome forte à frente da transição para a S/A, já havia mencionado o tema no final de abril. O dirigente que integra o Comitê Gestor de Futebol do clube também vê com otimismo a valorização da moeda norte-americana.

– Nunca deixamos de ser otimistas. O que teve de bom na pandemia? Primeiro, você tem uma redução da dívida em dólar ou euro de cerca de 40%. Com a desvalorização da nossa moeda, nossa dívida ficou mais barata 40% de janeiro até hoje. E outro ponto positivo é que vários ativos, bolsas de valores, mesmo quem estava apostando no câmbio, todos perderam liquidez – explicou Montenegro ao canal do jornalista Venê Casagrande, no dia 27 de abril.

O projeto S/A é a grande esperança de torcedores e dirigentes do Botafogo para a reestruturação financeira do clube. A dívida do Alvinegro tem valor estimado em cerca de R$1 bilhão.


Fonte: LANCE! Rio de Janeiro (RJ)

sábado, 16 de maio de 2020

Pedro Raul, do Botafogo, recorda experiência em Portugal: "Aprendi que não bastava ser jogador"


Atacante defendeu o Vitória de Guimarães entre 2017 e 2019. Na Europa, desenvolveu seu futebol e aprimorou o inglês antes de voltar ao Brasil e "realizar sonho" no Alvinegro




Aos 23 anos, Pedro Raul já conquistou um espaço de destaque no Botafogo. Contratado no início da temporada, o centroavante é titular absoluto e tem três gols em sete jogos. Vestir a camisa alvinegra é realizar um sonho, como definiu o jogador natural de Porto Alegre ao GloboEsporte.com.


"A oportunidade de representar essa torcida, de jogar num clube grande do Brasil, de saber de toda história e peso que essa camisa tem no cenário do futebol... Poder vesti-la é a realização de um sonho".


Antes do Botafogo, Pedro Raul se destacou no Atlético-GO em 2019. Apesar de jovem, o atacante já acumula uma experiência internacional, no Vitória de Guimarães, que o ajudou a amadurecer como jogador e a aprimorar o inglês, idioma que aprendeu ainda na adolescência.


"Jogar em Portugal foi uma experiência única, consegui aprender e desenvolver um bom futebol, lá eu aprendi que não bastava ser jogador, tinha que ser atleta. Eles dão muita atenção aos detalhes, e os mínimos detalhes são os que diferenciam os grandes jogadores".


- Isso é algo que tento implementar todo dia que vou para os treinos e jogos. No início foi difícil, chegar num país novo, continente novo, não conhecer ninguém, não saber o que se espera. Esses dias difíceis que me ajudaram a crescer como atleta. Falar inglês me ajudou muito na convivência com o pessoal da África e de outros lugares da Europa. Aprendi na adolescência e aprimorei em Portugal.



Pedro Raul tem três gols pelo Botafogo em 2020 — Foto: MAGA JR/O FOTOGRÁFICO/ESTADÃO CONTEÚDO



PEDRO RAUL:

Pensou em desistir do futebol em algum momento?

- Interromper não digo, mas houve momentos em que as coisas não saíam como eu queria, o que me fazia pensar se era realmente isso que eu queria para minha vida. Foram nos dias mais difíceis que eu construí a minha “casca”, como se fala no futebol, que me deu mais força e vontade de vencer.


Rotina em Portugal

- Era basicamente acordar, treinar e voltar para casa. O primeiro ano foi mais difícil, por estar chegando num clube novo, ter que me adaptar às regras, aos costumes, que são muito diferentes dos que tem no Brasil. Então eu logo fiz amizade com os outros brasileiros, para ficar mais fácil, mas também tinha amigos de outras nacionalidades. No segundo ano eu já tinha mais o que fazer, já estava acostumado com a cidade e a vida europeia, então foi mais fácil.



Pedro Raul no Vitória de Guimarães, em Portugal — Foto: Divulgação/Vitória de Guimarães


Vida longe da família

- É algo que faz parte da nossa carreira. É um sacrifício que fazemos em busca do nosso sonho. Nem sempre vamos jogar perto da nossa família. A família e os amigos são a base de todas as pessoas, para nós jogadores não é diferente. Nos influenciam em motivação, em decisões. Eles sempre querem o bem para nós e só de poder estar no Brasil, “perto” deles, é muito gratificante.


Destaque em pouco tempo de Botafogo


- Todos nós trabalhamos muito pra isso, todos querem esse reconhecimento, eu tenho um carinho enorme pela torcida. Desde que fui anunciado, recebi muito carinho e palavras de incentivo, isso conta muito e dá confiança para o jogador dar o melhor de si. Não vejo a hora de voltar aos treinos e jogos para poder devolver esse carinho com gols e boas atuações.


Fonte: Por Emanuelle Ribeiro — Rio de Janeiro