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sábado, 30 de maio de 2020

Botafogo rejeita proposta do Cartagena por Vinicius Tanque, e jogador deve retornar em julho


Após exigências do Alvinegro, o clube espanhol entende que não há motivos de fazer qualquer investimento já que em julho, o atleta estará livre para assinar pré-contrato




Vinicius Tanque - Vitor Silva/SSPress/Botafogo.


Rio - O Botafogo desistiu, de forma oficial, da contratação de Yaya Touré, mas pode ter um reforço caseiro para a continuação da temporada 2020. O atacante Vinicius Tanque tem chances de retornar em julho, após ser emprestado no primeiro semestre para o Cartagena, da Espanha.

O contrato de Tanque com a equipe espanhola vai até 30 de junho, mas apesar de ter entrado em campo apenas três vezes, o atacante marcou dois gols e deixou boa impressão com a camisa do Cartagena. Por conta disso, o time europeu fez uma proposta ao Botafogo, nos últimos dias, que foi recusada.

Segundo apurou a reportagem, o Botafogo fez exigências que fizeram as conversas não evoluírem. O Cartagena entende que não há motivos de fazer qualquer investimento, como ceder percentual de direito econômico, já que em julho, Vinicius Tanque estará livre para assinar pré-contrato. A priori, o atleta se reapresenta em julho ao clube carioca.

Outro fator apurado pela reportagem é que para se transferir ao Cartagena, Vinicius Tanque aceitou uma redução salarial, já que a proposta do time espanhol, em janeiro, era de dividir os vencimentos do atleta com os Alvinegros, que se negaram a desembolsar qualquer valor. Ou seja, para que pudesse atuar na Europa, o jogador topou receber menos.

Vinicius Tanque tem 25 anos e não está em pauta para ser aproveitado no Botafogo, clube que o revelou ao futebol. O atacante acumula passagens, por empréstimo, pelo Volta Redonda, Atlético-GO, Mafra, de Portugal, e agora pro Cartagena, equipe que defende desde janeiro desse ano.


Fonte: O Dia/Por Venê Casagrande

Botafogo: maior goleada da história do futebol brasileiro faz 111 anos


Em 30 de maio de 1909, Alvinegro derrotou o Mangueira por 24 a 0, pelo Campeonato Carioca; foi o maior resultado registrado na história do esporte no Brasil



Equipe do Botafogo em 1909 (Foto: Reprodução)


O Botafogo carrega consigo alguns dos recordes do futebol brasileiro. Neste sábado, uma dessas marcas faz aniversário. Há exatos 111 anos, mais precisamente em 1909, o Alvinegro derrotava o Mangueira, pelo Campeonato Carioca, por 24 a 0, na que é, até hoje, a maior goleada registrada em jogos oficiais do esporte masculino em terras tupiniquins.

No dia 30 de maio de 1909, um domingo, o Alvinegro foi até o estádio que ficava localizado na Rua Voluntários da Pátria, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para a partida. Na época, o Glorioso tinha uma das melhores equipes do estado e era um dos favoritos para disputar o título do Carioca.

O Mangueira, contudo, era uma equipe semi-amadora, algo comum na época entre os clubes de menor orçamento do país. Não à toa, só foram para a partida com dez jogadores, já que o 11º não chegou a tempo para o duelo. Sem reservas, com um atleta a menos desde o primeiro segundo de jogo e uma equipe desentrosada, deu no que deu.

O Botafogo, que nada tinha a ver com os problemas enfrentados pelo Mangueira, não teve piedade. Liderado pelo atacante Gilbert Hime, autor de nove gols no dia, o Glorioso fechou o primeiro tempo vencendo por "apenas" 9 a 0, o que já impressionara o público de pouco mais, de acordo com súmulas da época, de 200 pessoas.


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Na etapa complementar, menos piedade e mais gols. Quinze, sendo exato. A goleada estava finalizada: 24 a 0 e um placar que jamais fora alcançado no futebol brasileiro. Naquele dia, o Botafogo alcançou a média de balançar a rede a cada 3 minutos e 20 segundos - à época, as partidas eram disputadas em dois tempos de 40 minutos.

BOTAFOGO (2-3-5): Coggin; Raul Rodrigues, Dinorah; Rolando de Lamare, Lulú Rocha, Edgard Pullen; Henrique Teixeira, Flávio Ramos, Monk, Gilbert Hime, Emmanuel Sodré.

MANGUEIRA (2-3-4): Luiz Guimarães; José Perez, Carlos Mongey; Victor, Jonas Cunha, Justino Fortes; Alberto Rocha, João Pereira, Menezes, Maranhão.

Gols: Gilbert Hime (9), Flávio Ramos (7), Monk (2), Lulú Rocha (2), Dinorah, Emmanuel Sodré, Raul Rodrigues e Henrique Teixeira (um cada).

Apesar da goleada, o Botafogo não foi campeão carioca em 1909. Após ter sido derrotado pelo Fluminense por 2 a 1 na partida do returno - a competição era disputada em pontos corridos -, o Alvinegro ficou para trás e viu o Tricolor levantar o troféu de forma invicta. O Mangueira da competição, com apenas um ponto conquistado.


Fonte: LANCE! Rio de Janeiro (RJ)

sexta-feira, 29 de maio de 2020

"Uma Ferrari no pântano", diz Montenegro sobre situação financeira do Botafogo


Membro do Comitê Executivo do Futebol participa de live do canal "Hubstage" sobre recuperação judicial dos clubes de futebol: "Nosso plano não é esse, é o clube-empresa"




Em entrevista ao canal do youtube "Hubstage" nesta sexta-feira, Carlos Augusto Montenegro comparou o Botafogo à uma "Ferrari no pântano". O membro do Comitê Executivo do Futebol participou de live sobre recuperação judicial dos clubes de futebol e disse que esse não é o caminho pretendido pelo clube alvinegro, que já está avançando no projeto da Botafogo S/A.


- É como se tivéssemos uma Ferrari, a marca do Botafogo hoje no futebol brasileiro, um clube com uma história riquíssima, que mais cedeu jogadores à seleção brasileira, o clube de Mané Garrincha, uma Ferrari atolada num pântano. Não conseguimos pagar uma dívida de 1 bilhão de reais com 6, 7 milhões que às vezes sobram do custeio anual, isso é impagável. Se fosse uma outra empresa já teria fechado as portas.


- A gente resolveu procurar investidores para puxar através de um cabo essa Ferrari do pântano. Depois de tirar a Ferrari do pântano, vem outra fase. Nós estamos avançados, até da Argentina estão chegando propostas de pessoas, por exemplo, que têm empresas voltadas para a área de petróleo, que recebem em dólar e, de repente, o Brasil ficou barato para quem quer investir em dólar.



Carlos Augusto Montenegro discursa em assembleia sobre clube-empresa — Foto: Vitor Silva/Botafogo


O ex-presidente do Botafogo defendeu a transformação do clube em empresa como único caminho para a recuperação financeira e sobrevivência.


- Se ninguém quiser (investir no clube-empresa), vamos para a recuperação judicial. Mas não é esse nosso plano. Já temos conversado com muita gente, não estamos encontrando obstáculos. Só verifico a sobrevivência do Botafogo com investidores novos entrando e, mais que isso, com uma mentalidade nova. Se o Botafogo amanhã vendesse jogadores e pagasse toda a dívida, por exemplo, eu continuaria querendo muito ser clube-empresa para não voltar a passar por isso e não depender de pessoas.


- Ora você pode ter pessoas boas, bem intencionadas, profissionais e ora você pode ter amadores, como eu. O futebol é um negócio que movimenta milhões e eu não entendo o presidente não ser remunerado. O presidente resolve hoje da compra de papel higiênico à venda de um jogador por milhões, tudo passa por ele. Acredito numa empresa com acionistas cobrando de um comitê gestor tendo que produzir resultados.


"A partir do momento que o Montenegro virar somente um torcedor, o projeto deu certo".


Fonte: Por GloboEsporte.com — Rio de Janeiro