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terça-feira, 3 de agosto de 2021

As diferenças do Botafogo de Enderson e Chamusca nos números além do 100% e da defesa ilesa


Time do atual técnico alvinegro fica menos com a posse de bola, sofre mais finalizações, mas é mais eficiente do que adversários e o antecessor



A fase do Botafogo é boa e todo torcedor tem enchido o peito para festejar isso. Até agora são três vitórias em três jogos e sem sofrer um gol sequer. Mas, além do salto na tabela com o 100% de aproveitamento e de dar um jeito na zaga, há números que mostram a diferença entre os trabalhos de Enderson Moreira e Marcelo Chamusca. Apesar da boa fase, por incrível que pareça, o Botafogo tem sido um time que sofre mais com as chegadas adversárias e ameaça menos.


Por mais que o universo de jogos seja de apenas três partidas, contra 10 do antecessor na Série B, já é possível perceber alguns detalhes no time de Enderson Moreira. O Botafogo tem dado mais a bola para o adversário e apostado mais nos contra-ataques. A média de posse de bola da equipe é de 40%, contra pouco mais de 50% de Chamusca.


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Enderson Moreira tem conseguido arrumar o Botafogo mais na base da conversa — Foto: Vitor Silva/Botafogo



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Curiosamente, a defesa alvinegra tem tido mais trabalho nos jogos sob o comando de Enderson (incluindo o que o treinador estava expulso). Mesmo sem ter sofrido um gol sequer, o Botafogo deixa as equipes adversárias finalizarem mais, cede quase o dobro e tem praticamente a metade de escanteios. Isso faz com que Diego Loureiro fique mais em evidência. O atual titular do Bota tem uma média de 5,7 defesas por partida, enquanto antes essa média era de 4,3.


Mais agressivo na marcação, o time de Enderson Moreira desarma menos que antes na média, mas comete mais faltas. Consequentemente, o número de cartões por jogo também aumentou, mas pouco. O que pode ajudar a explicar o menor número de faltas sofridas está na queda considerável em números de dribles tentados. Com Chamusca era 10,7 por jogo, agora são 3,7.


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Chay, atacante do Botafogo, participa do Tá na Área e comenta dificuldades antes de chegar ao clube carioca (https://ge.globo.com/sportv/programas/ta-na-area/video/chay-atacante-do-botafogo-participa-do-ta-na-area-e-comenta-dificuldades-antes-de-chegar-ao-clube-carioca-9736133.ghtml)


>>> Em fase artilheira, Chay mostra confiança: "Vamos brigar pelo acesso com certeza" <<<


Mas uma das maiores conquistas do time de Enderson Moreira é a efetividade. Os cinco gols marcados em três partidas é quase a mesma média que no time comandado pelo antecessor. A diferença está na necessidade de finalizações para marcar um gol.



Com Enderson esse número é de 6,4 por jogo, frente a 8,9 do antigo treinador. Perguntado na entrevista coletiva virtual após o clássico sobre o que considerava como possível explicação para a maior efetividade, o técnico não soube cravar.


- Cheguei faz pouco tempo, então é difícil saber o que aconteceu. Eu tenho trabalhado com os atletas numa linha daquilo que eu penso. Não que o que estava sendo feito não era correto, muito pelo contrário. A gente está aproveitando muita coisa positiva, mas eu tenho minhas ideias no futebol de maneira muito clara. Quem já conviveu comigo sabe o que eu penso. Tento ser o mais direto possível, mostrar para eles o motivo de executarmos algumas ações e acho que eles me abraçaram muito para tentar colocar essas ideias dentro de campo.


Com a intenção de ser ainda mais eficiente, Enderson terá toda a semana para colocar ainda mais em prática as ideias de jogo. O Botafogo volta a campo somente no próximo domingo, quando recebe a Ponte Preta às 20h30 (de Brasília), pela 16ª rodada da Série B. Com as três vitórias seguidas, o Bota deu um pulo na classificação e agora está em nono, com 22 pontos e a quatro do G-4.



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Fonte: Por Redação do ge — Rio de Janeiro

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Eu vi o Chay! Com 13 jogos, atacante está a 3 gols de alcançar marca de Matheus Babi pelo Botafogo em 2020



Com 7 gols e duas assistências, Chay está próximo de atingir números de Matheus Babi na Série A do Brasileirão em 2020; jogador também briga pela artilharia da Série B





Em pouco tempo, Chay conquistou a artilharia do time e o carinho da torcida do Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)


Para disputar a Série B, o Botafogo contratou jogadores que se destacaram nos campeonatos estaduais do Rio e São Paulo. De todos os reforços que chegaram, Chay foi a peça mais fundamental para a criação de um time ofensivo. O atacante, que já teve passagem no clube pelo fut-7 e retornou em maio para compor o elenco principal, conquistou a artilharia do time em pouco tempo. Com apenas 13 jogos no Brasileiro, o jogador está perto de atingir a marca de Matheus Babi, artilheiro do time na temporada passada.


Chay chegou em um momento conturbado do clube. Iniciando a segunda divisão com praticamente o mesmo time que disputou o Carioca, o Alvinegro precisava de inspiração. O clube decidiu apostar na revelação do campeonato e acertou o empréstimo do camisa 14 com a Portuguesa-RJ. A escolha não poderia ter sido mais correta: em dois meses, conquistou a artilharia da equipe ao ultrapassar a marca do centroavante Rafael Navarro.


Hoje, o jogador é titular absoluto do time, e frequentemente faz atuações de destaque. Decisivo, Chay marcou até agora 7 gols e deu 2 assistências, sendo o atleta que mais tem participações em gols no elenco. Se colocado em comparação com os números de Matheus Babi, ainda que pesem as diferentes divisões, é possível dizer que o atacante se sobressai.


Enquanto Babi marcou 10 gols em toda a Série A do Brasileirão 2020, com 38 rodadas, Chay está a três gols de alcançar o antigo artilheiro do Botafogo antes mesmo da metade da competição. Nas assistências, o número já foi ultrapassado, uma vez que Matheus teve participação em apenas um gol, fora os seus.


Na Série B, o camisa 14 também luta pelo título de maior goleador. Atrás somente de Edu, do Brusque, por 2 gols, ele ocupa o segundo lugar na artilharia com Jean Carlos, do Náutico; Régis, do Goiás; e Léo Gamalho, do Coritiba.


Para além dos gols, o jogador é uma das principais peças de velocidade e transição ofensiva do Alvinegro. Mesmo com um ataque incipiente, consegue construir jogadas e levar perigo aos adversários. Querido pela torcida, Chay mostra que veio para fazer a diferença e lutar pelo acesso do Botafogo à elite do futebol nacional.


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Fonte: LANCE/Ana Daróz*Rio de Janeiro (RJ)

Dois anos depois, Botafogo tem volta de Jonathan com a mesma indefinição na lateral esquerda


Desde 2019, clube tem revezamento na posição com jogadores que ficaram pouco tempo ou foram contestados pela torcida. Saída de Paulo Victor deixou novo vazio no setor



Jonathan deixou o Botafogo em agosto de 2019 e volta, agora, praticamente em agosto de 2021. Dois anos se passaram, mas o jogador encontrará o mesmo cenário quando o assunto é lateral esquerda: muitos testes e o lugar à procura de um titular absoluto.


Nesse período, ao menos 10 jogadores tiveram chances na posição, mas poucos foram aprovados pelo torcedor. Os que passaram no teste popular não ficaram tempo suficiente para dar estabilidade. Aconteceu com o próprio Jonathan, em 2019, ao se mudar para a Espanha. Na atual temporada, a vez foi de Paulo Victor, hoje no Internacional.





Jonathan volta ao clube depois de dois anos — Foto: Vitor Silva/SS Press/Botafogo



2019

Gilson: 28 jogos, 27 como titular.
Jonathan: 17 jogos, 16 como titular.
Lucas Barros e Victor Lindenberg também estavam no elenco.


2020

Victor Luis: 30 jogos, todos como titular.
Guilherme Santos: 22 jogos, 16 como titular.
Danilo Barcelos e Lucas Barros também estavam no elenco.


2021

Paulo Victor: 28 jogos, 16 como titular.
Guilherme Santos: 13 jogos, nove como titular.
Rafael Carioca, Hugo e Lucas Barros também estão no elenco.


Vindo da base do Nova Iguaçu, Jonathan estreou pelo profissional do Botafogo no início de 2019. Fez um primeiro semestre que animou o torcedor e despertou o interesse europeu. Em agosto, o Almería, da Espanha, o contratou por 1 milhão de euros. De lá para cá, foi o único nome a chegar perto de ser unanimidade na torcida. PV seguia o mesmo caminho, mas deixou o clube muito rápido.




Botafogo vence clássico e ultrapassa o Vasco na tabela da Série B


Em 2019, com a saída de Jonathan, Gilson foi quem mais jogou. Em 2020, houve um revezamento e ninguém agradou: Victor Luis despontou na volta, Guilherme Santos sofreu com lesões e Danilo Barcelos foi criticado até fechar com o rival Fluminense.


Nesse ano, o cenário parecia mais estável com o surgimento de Paulo Victor, mas a venda ao Inter fez voltar a indefinição. Mesmo com opções em grande quantidade. Hugo, Lucas Barros, Guilherme Santos e Rafael Carioca já estavam à disposição, mas a diretoria viu a necessidade de reforçar o setor.


- Isso não é um problema (cinco jogadores para a lateral esquerda). Não podemos entrar muito nessas questões, mas posso falar que a diretoria está consciente daquilo que precisa ser feito. São oportunidades que a gente tem conseguido. Alguns desses laterais podem fazer outras funções dentro de campo. A gente tem pensado muito bem no que precisa ser feito - disse o técnico Enderson Moreira


Jonathan chegou após o fim da temporada europeia e ainda precisa entrar em ritmo. Enquanto o reforço não está disponível, Guilherme continua como titular absoluto no lado esquerdo da defesa e quer aproveitar o bom momento do time para se firmar. Vindo de três vitórias seguidas, o Botafogo volta a campo pela Série B no próximo domingo, contra a Ponte Preta.



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Fonte: Por Redação do ge — Rio de Janeiro