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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Luís Castro tem reuniões com departamento de futebol do Botafogo, analisa cenário e dá aval por reforços


Com Botafogo tendo acordo com o português mas precisando resolver questão da multa com o Al-Duhail, treinador já começa a estudar realidade da equipe e possível panorama





Luís Castro, na mira do Botafogo (Foto: Reprodução / Twitter @FCShakhtar_eng)



Luís Castro ainda não foi oficializado como treinador do Botafogo, mas já começou a entender qual é a realidade do clube. O português teve conversas iniciais com o departamento de futebol, iniciou análises sobre o elenco e projeções futuras e deu até aval sobre nomes que estão na "lista de desejos" do Glorioso no que diz respeito a reforços.



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Vale lembrar que tudo está certo entre Botafogo e Luís Castro. O Alvinegro, agora, tenta se entender com o Al-Duhail. O clube brasileiro tentava a liberação por um valor menor do que a multa de 1,2 milhão de euros (R$ 6,8 milhões, na cotação atual), mas os qataris estão irredutíveis. John Textor se comprometeu a pagar o valor e o processo está em vias de ser finalizado.


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Enquanto fatores burocráticos são resolvidos, o português resolveu já se ambientar ao que lhe espera em (provável) um futuro não tão distante. Luís Castro teve reuniões com o departamento de futebol para conhecer o panorama do plantel do Botafogo e conhecer os funcionários do clube.

O comandante também já começou a traçar uma análise sobre o elenco. John Textor quer ser agressivo no mercado em busca de reforços e conta com Luís Castro como mais uma força na busca por novos jogadores. O português, inclusive, já teve contato com nomes que foram selecionados pela análise de mercado e estão na "lista de mercado" do clube.

Por ainda não estar inserido na realidade, os comentários ainda são pequenos, mas Castro já está sabendo o que está acontecendo com o Glorioso dentro e fora de campo. A tendência é que o Botafogo intensifique a busca por reforços com a chegada do treinador e o 'sinal verde' do português pelos nomes.




Fonte: LANCE/Sergio Santana/Rio de Janeiro (RJ)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Análise: Textor assiste a um Botafogo sem inspiração e sabe que precisará colocar dinheiro no time


Equipe é facilmente superada pelo Flamengo, mas tem pontos positivos que podem ser analisados pelo americano







Melhores momentos: Botafogo 1 x 3 Flamengo pelo Campeonato Carioca 2022



A cena de John Textor fazendo "chover dinheiro" no time do Botafogo era de brincadeira, mas nem tanto. O americano, que foi ao Nilton Santos ver pela primeira um jogo ao vivo do time que irá investir no Brasil, pôde assistir a uma equipe que certamente não será a mesma que jogará o Campeonato Brasileiro. A derrota por 3 a 1 para o Flamengo evidenciou a diferença nas qualidades dos times e também no que uma equipe com bastante dinheiro é capaz de fazer.


O primeiro tempo mostrou bastante a diferença. Que pese o pênalti não marcado a favor do Botafogo em um toque de mão de Pedro, fato é que o clube não mostrou tanto volume de jogo quanto a equipe adversária. O Flamengo foi melhor durante toda etapa inicial e o Bota só conseguiu acertar o gol aos 45 minutos.


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Chay esteve praticamente sozinho na criação do Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo


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Naquele momento, o Botafogo já perdia por um a zero, com o primeiro gol do jogo saindo de uma falha defensiva que foi recorrente. No caso, Jonathan Silva não fez a linha de impedimento da maneira correta e deu condições para Pedro receber nas costas de Kanu. Mas essa não foi a única vez em que isso aconteceu. O Flamengo, até por mérito da movimentação, teve outras oportunidades de marcar usando a mesma estratégia de ataque às costas da defesa alvinegra.


Além da zaga sofrer com as investidas, a equipe, ainda comandada interinamente por Lúcio Flávio, tinha dificuldades para criar. Chay foi o único armador escalado pelo técnico e teve a companhia de três volantes, além de Luiz Fernando e Matheus Nascimento do meio para frente. Mais centralizado, o camisa 14 ficou sobrecarregado pela criação e, bem marcado, não conseguiu organizar o ataque alvinegro. Luiz Fernando e Fabinho, aberto nas pontas esquerda e direita, respectivamente, não conseguiram jogar, principalmente o experiente volante, improvisado na função.


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A Voz da Torcida - Pedro Dep: "Infelizmente temos que aturar esse time no Campeonato Cario (https://ge.globo.com/futebol/voz-da-torcida/video/a-voz-da-torcida-pedro-dep-infelizmente-temos-que-aturar-esse-time-no-campeonato-cario-10331307.ghtml)



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Quem estava no Nilton Santos tinha a impressão de que no primeiro tempo, apenas quatro jogadores do Botafogo atacavam. Os outros apareciam no campo de ataque quase como para dar apoio moral. Na hora da recomposição, quando não tinha a bola, as linhas de defesa e meio de campo ficavam afastadas e se tornavam um prato cheio para a movimentação dos articuladores rubro-negros.


No segundo tempo a coisa mudou de figura. Por mais que a superioridade continuasse no lado do Flamengo, até pela qualidade dos jogadores, a intensidade mudou. Numa partida em que uma equipe é claramente superior à outra, a com menos poder ofensivo precisa ou defender-se muito bem, ou entrar com muita vontade. Foi com essa garra que o time voltou e passou a mostrar maior intensidade no início da etapa final.


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Time do Botafogo foi atacado durante boa parte do jogo — Foto: André Durão/ge



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Buscando aproveitar os contra-ataques, o time do Botafogo apostava na velocidade e tentava fazer valer a juventude do elenco. Mas, com o tempo passando, o time foi perdendo perna e cansou. Chega um momento que a vontade não dá mais conta. Mesmo assim, o gol saiu, mas não foi aquela comoção que gerasse a esperança de uma virada. Apesar disso, o time mostrou um jogo mais intenso e maior apetite para ir atrás da reação sabidamente difícil.


Voltando à cena de John Textor fingindo que fazia chover dinheiro, nos parágrafos anteriores tá explicada a necessidade de não ser apenas uma brincadeira. Nos dois testes que teve contra times da primeira divisão, o Botafogo ficou devendo. Se antes o investidor americano dizia que previa contratar de seis a oito reforços para o início do Brasileirão, resta saber o que ele achou do primeiro jogo in loco que assistiu.



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Fonte: GE/Por Davi Barros — Rio de Janeiro

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Flamengo é dominante, vence o Botafogo com a presença de Textor e mantém hegemonia


Clássico encerrou a 8ª rodada do Campeonato Carioca, no Nilton Santos, que contou com a presença do investidor alvinegro, John Textor





Pedro abriu o marcador para o Flamengo (Foto: Marcelo Cortes / Flamengo)



Não teve ressaca de Supercopa do Brasil ou presença de John Textor no Estádio Nilton Santos que intimidasse o Flamengo. Nesta quarta-feira, pelo encerramento da 8ª rodada do Carioca, o Rubro-Negro dominou o Botafogo e venceu por 3 a 1, com gols de Pedro, Gabigol e Arrascaeta. Os mandantes reclamaram de um pênalti não marcado ainda na etapa inicial, mas pouco fizeram para reagir e viram o tabu de quatro anos sem vencer o rival ampliar. Na reta final e já sem esperanças, descontaram com gol contra de Léo Pereira.

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INÍCIO ARRASADOR DO FLA

O Flamengo não quis saber de respeitar a casa do rival. Chegou com o pé na porta, mesmo com cinco modificações em relação ao time da Supercopa do Brasil, e tratou logo fazer valer o seu início arrasador. Com naturalidade e mobilidade no ataque, Pedro recebeu de Arrascaeta e abriu o marcador, logo aos 7 minutos. Os dois ainda teriam ótimas oportunidades cara a cara com Gatito, mas o centroavante parou no goleiro e o uruguaio, na trave - aliás, o camisa 14 faria um pintura daquelas, com extrema classe no domínio e chute.

BOTAFOGO NA BRONCA

Passada a blitz do Flamengo, o Botafogo esboçou uma reação para sair do sufoco. Numa cobrança de escanteio ensaiada, a bola tocou na mão de Pedro, mas o árbitro Grazianni Maciel Rocha não entendeu como lance faltoso. Por ser clássico, havia VAR, mas o jogo seguiu sem a marcação, revoltando os jogadores alvinegros - tanto que Matheus Nascimento, pouco depois, confundiu a marcação mais agressiva do time com força em excesso, e levou amarelo.


GOL DO GABIGOL... E REAÇÕES DISTINTAS

Quando a partida amornou e parecia que o apenas um gol seria anotado na etapa inicial, Gabi puxou em velocidade, venceu na velocidade e no corpo, depois de erro de Breno, e tabelou com Lázaro. Marcou de direita, sem dar chances para Gatito. Na saída, o trio de arbitragem recebeu muitos objetos arremessados por torcedores do Botafogo. Já a do Fla aproveitou o cenário favorável para provocar o Alvinegro. Cantou sobre "chororô" e chamou de "time de vendido", em alusão à aquisição do investidor John Textor, que assistiu ao seu primeiro clássico por aqui.



SÓ UM TIME JOGANDO

O Botafogo voltou mais enérgico, tentando ameaçar o Flamengo. Até marcou, mas houve impedimento na jogada. Matheus Nacimento pouco pôde fazer, encaixotado entre os três zagueiros rubro-negros, que foram auxiliados por um time melhor em todos os sentidos. E a vantagem ainda seria ampliada depois de uma incansável troca de passes, em lance de dar orgulho a Paulo Sousa e finalizado com maestria por Arrascaeta, de fora. Foi um domínio marcante, que não se apagou com o gol contra de Léo Pereira, já no fim e com o time de Lúcio Flávio abatido.
 

HEGEMONIA MANTIDA

Com a vitória desta noite, o Fla alastrou a sua ampla série invicta sobre o Botafogo. Já são oito jogos de invencibilidade, com sete vitórias e um empate no período. A última derrota ocorreu em novembro de 2018, quando foi derrotado no Niltão por 2 a 1, pelo Brasileirão (veja mais aqui).
 

FICHA TÉCNICA
Botafogo x Flamengo - 8ª rodada do Carioca

Data e horário: 22/02/2022, às 20h
Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Grazianni Maciel Rocha
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Thayse Marques Fonseca
VAR: Rodrigo Nunes de Sá
Gramado: bom
Público/renda: 11.909 pagantes / 12.743 presentes / R$ 463.425,00
Cartões amarelos: Kanu, Matheus Nascimento, Barreto, Luiz Fernando, Carli (BOT) / João Gomes (FLA)
Cartões vermelhos:

GOLS: Pedro, 9'/1ºT (0-1); Gabigol, 52'/1/ºT (0-2); Arrascaeta, 30'/2ºT (0-3); Léo Pereira (contra), 39'/2ºT (1-3)


BOTAFOGO (Técnico: Lúcio Flávio)
Gatito Fernández; Daniel Borges, Joel Carli, Kanu, Jonathan Silva (Vitor Marinho, 28'/1ºT); Breno (Kayque, intervalo), Barreto, Fabinho e Luiz Fernando (Erison, 21'/2ºT); Chay e Matheus Nascimento.

FLAMENGO (Técnico: Paulo Sousa)
Hugo Souza; Fabrício Bruno, David Luiz (Filipe Luís, 24'/2ºT) e Léo Pereira; Willian Arão (João Gomes, 20'/2ºT), Andreas Pereira, Matheuzinho, Lázaro (Vitinho, 24'/2ºT) e Arrascaeta (Marinho, 31'/2ºT); Pedro (Bruno Henrique, 20'/2/ºT) e Gabigol.



Fonte: Lazlo Dalfovo/Rio de Janeiro (RJ)