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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Botafogo participa da primeira Libertadores da 'Era SAF'; compare com a última participação



Alvinegro participou pela última vez em 2017; veja o contexto em diferentes áreas do clube



Aurora e Botafogo , pela segunda fase de Libertadores, nesta quarta-feira, marcará a primeira vez da SAF do Alvinegro na competição sul-americana. O ge traçou um comparativo entre diferentes aspectos do clube em 2024 e 2017, até então a última participação no torneio. Aspectos como elenco, estrutura, valores investidos e problemas extracampo foram analisados.




Gatito fala da volta do Botafogo à CONMEBOL Libertadores (https://ge.globo.com/video/gatito-fala-da-volta-do-botafogo-a-conmebol-libertadores-12372436.ghtml)




Elenco

A 'Era SAF' deu ao Alvinegro mais poder financeiro, pontencializado pelo grupo multiclubes do empresário americano John Textor. Para esta temporada, por exemplo, o Botafogo trouxe o atacante Luiz Henrique com o status de contratação mais cara do futebol brasileiro e da história do clube: foram R$ 106 milhões investidos para ter o jogador.



Além dele, renovou o elenco com outras oito contratações, com nomes, em sua maior parte, já consolidados no cenário do futebol: o goleiro John; os zagueiros Lucas Halter, Alexander Barboza e Pablo; o lateral Damián Suárez; o volante Gregore; e os atacantes Jeffinho e Savarino.





Luiz Henrique é apresentado no Botafogo — Foto: Vitor Silva / Botafogo


Em 2017, a situação econômica era mais "apertada" e as soluções para o time vieram a partir de apostas. Foram 12 contratações no total para o elenco que mesclava jovens, como o zagueiro Igor Rabello, e jogadores adquiridos em busca da afirmação, entre eles Gilson , Gatito Fernández e Roger.


João Paulo, Bruno Silva, Joel Carli, que havia chegado há um ano no Brasil, entre outros também integravam a lista de reforços do Glorioso naquela temporada.





Joel Carli — Foto: Twitter oficial do Botafogo


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Ambiente e torcida

Botafogo viveu um grande primeiro semestre em 2017, com lindas festas na Libertadores, com mosaicos e casa cheia, mas caiu de rendimento, foi eliminado da Copa do Brasil, saiu do G6 no Brasileirão e foi eliminado pelo Grêmio nas quartas de final da Libertadores.


Enquanto o Botafogo esteve bem, a torcida carregou o time no colo. No entanto, a reta final do ano contou com protestos, em treinos e jogos, e até invasão no Nilton Santos. Símbolos do bom momento, Bruno Silva, Roger, Rodrigo Pimpão e Jair passaram a ser apontados como vilões.





Torcida Botafogo, Botafogo x Grêmio - Libertadores 2017 — Foto: Marcelo Baltar


2023 foi muito semelhante a 2017, enquanto o time liderava o Brasileirão. A perda do título fez a torcida se virar contra o clube, que ainda vê protestos nas arquibancadas e vaias após os jogos.


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Problemas financeiros

Em 2017, o Botafogo conseguia pagar em dia os salários e recolhia os encargos trabalhistas, mas o aperto da situação financeira impediu o pagamento das últimas premiações dos jogadores. Não se pode afirmar, mas injeção financeira em dia pode ter contribuído para os bons resultados dentro de campo.


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Desde então, o Alvinegro acumulou dificuldades para honrar os compromissos com seus funcionários, que chegaram a quatro meses de salário em atraso em alguns momentos.


Com a chegada da SAF, a situação normalizou já que John Textor colocou dinheiro nos cofres do clube para "organizar a casa". A gestão dura quase dois anos.


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Botafogo estreia nesta quarta na Pré-Libertadores contra o Aurora (https://ge.globo.com/video/botafogo-estreia-amanha-na-pre-libertadores-contra-o-aurora-12372374.ghtml)


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Estrutura de treinos

Hoje o Botafogo conta com uma estrutura à parte do Estádio Nilton Santos para realização de treinos, É o Espaço Lonier, localizado na Zona Oeste da cidade. Essa também foi uma implantação da SAF.


Ainda há um projeto de um novo CT, que pode ser o maior em área do Brasil. O clube aguarda a liberação de terreno por parte da Prefeitura do Rio de Janeiro para iniciar as obras.


Antes, como em 2017, o elenco treinava no campo anexo do estádio, com estrutura toda utilizada do estádio.





Projeto do futuro CT do Botafogo — Foto: Reprodução



Dentro de campo: time base e artilharia

O time de 2017 era treinado por Jair Ventura e tinha como base, entre os mais utilizados: Gatito; Arnaldo, Joel Carli, Igor Rabello e Victor Luís; Rodrigo Lindoso, Matheus Fernandes, Bruno Silva e João Paulo; Roger e Rodrigo Pimpão.


O artilheiro foi o atacante Roger, com 17 gols em 48 jogos.





Roger, Botafogo — Foto: Marcelo Baltar


Em 2024, sob o comando de Tiago Nunes, o time titular, sem considerar os lesionados no momento tem: Gatito; Mateo Ponte, Lucas Halter, Alexander Barboza e Hugo; Marlon Freitas, Tchê Tchê, Eduardo, Victor Sá e Savarino; Tiquinho Soares.


Apesar da alcunha de artilheiro absoluto em 2023 para Tiquinho Soares, a artilharia em 2024 está dividida entre Eduardo, Júnior Santos e Jeffinho, cada um com três gols.




Botafogo 2 x 4 Vasco | Melhores momentos | Campeonato Carioca 2024


Fonte: Por Jéssica Maldonado — Rio de Janeiro

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Veja cinco motivos para o Botafogo crer na classificação contra o Aurora na Libertadores



Alvinegro faz o jogo de ida da segunda fase da Libertadores na Bolívia



O Botafogo inicia a trajetória mais importante do primeiro semestre de 2024 nesta quarta-feira. Em Cochabamba, na Bolívia, enfrenta o Aurora no jogo de ida da segunda fase preliminar da Libertadores.



ge Botafogo analisa as declarações de Tiago Nunes após derrota para o Vasco (https://ge.globo.com/video/ge-botafogo-analisa-as-declaracoes-de-tiago-nunes-apos-derrota-para-o-vasco-12368827.ghtml)


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A equipe não chega para o duelo na melhor das fases. O Alvinegro acabou de ser superado pelo Vasco e tem situação complicada para se classificar às semifinais do Campeonato Carioca. Internamente, a prioridade é a vaga na fase de grupos da competição continental.



Abaixo, o ge mostra motivos para o Botafogo acreditar, mesmo diante do ambiente instável, em uma vitória no Estádio Félix Capriles.




Histórico




O Botafogo nunca perdeu para um time boliviano. De acordo com levantamento feito pelo Espião Estatístico, do ge, o Alvinegro carrega uma invencibilidade histórica contra equipes do país. Em dez jogos, são oito vitórias e dois empates.


04/04/1948 - Botafogo 3 x 2 Bolívar - Amistoso
11/04/1948 - Botafogo 3 x 1 Litoral - Amistoso
18/04/1948 - Botafogo 1 x 1 The Strongest - Amistoso
12/03/1964 - Botafogo 2 x 0 The Strongest - Torneio BOL
01/06/1972 - Botafogo 4 x 1 Blooming - Amistoso
04/06/1972 - Botafogo 0 x 0 The Strongest - Amistoso
08/06/1972 - Botafogo 2 x 0 Jorge Wilstermann - Amistoso
11/06/1972 - Botafogo 2 x 0 San José - Amistoso
14/06/1972 - Botafogo 6 x 0 Oriente Petrolero - Amistoso




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Rival desfalcado




Apesar do "reforço" da altitude, o Aurora tem duas ausências importantes para a partida. O atacante Oswaldo Blanco e o zagueiro David Robles foram expulsos na partida contra o Melgar e cumprem suspensão automática nesta quarta-feira.


A dupla é titular e importante no esquema do treinador Mauricio Soria. O gol do Aurora no jogo, inclusive, vem de uma falta que é desviada no alto por Robles e colocada por Blanco para o fundo das redes. Ambos são fortes no jogo aéreo, a principal força ofensiva dos bolivianos.




Time do Botafogo contra o Vasco — Foto: André Durão / ge


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Maior ritmo de jogo

O Botafogo vai para o 10º jogo da temporada, enquanto o Aurora irá para o 3º. O time boliviano, literalmente, só jogou os dois compromissos contra o Melgar na fase anterior da Libertadores até agora na temporada.


O rival teve o jogo contra o Royal Pari, que teria sido no último sábado, na estreia do Campeonato Boliviano, cancelado. Portanto, os jogadores pouco atuaram em 2024. Antes do Melgar, a última partida foi no dia 14 de dezembro, contra o Bolívar.


Qualidade técnica

Apesar da recente derrota para o Vasco e chegar para o confronto com certa pressão externa, o Botafogo chega para o confronto como favorito. O time é superior e tem jogadores mais consolidados em relação ao Aurora.


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Experiência prévia

A fase preliminar da Libertadores não é lá uma novidade para Tiago Nunes. O técnico do Botafogo passou por essa experiência no ano passado, com o Sporting Cristal, do Peru, e conseguiu chegar à fase de grupos.


Em 2023, o Cristal de Tiago Nunes eliminou o Nacional-PAR na segunda fase após perder o primeiro jogo por 2 a 0 e golear no confronto da volta por 5 a 1. Na terceira fase, superou o Huracán-ARG graças a um gol aos 51 minutos da etapa final.


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Fonte: Por Redação do ge — Rio de Janeiro

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Análise: Botafogo sucumbe emocionalmente e liga alerta antes da Libertadores



Boa atuação durou 28 minutos, até levar o empate



A derrota do Botafogo para o Vasco por 4 a 2, gols de Eduardo (2), Galdames, Piton, Vegetti e Gatito (contra), apresentou um roteiro repetido e difícil para o torcedor. Depois de sair na frente, o time levou a virada e deu novos sinais de fragilidade emocional.


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Botafogo 2 x 4 Vasco | Melhores momentos | Campeonato Carioca 2024


Às vésperas de abrir a eliminatória da Conmebol Libertadores contra o Aurora, o cenário é preocupante para o torcedor. O time estreia no torneio continental na próxima quarta-feira, às 21h30, em Cochabamba, na Bolívia.


Nunes iniciou o clássico do último domingo com força máxima. A ideia, segundo ele mesmo explicou na coletiva de imprensa posterior à partida, era dar sequência para o time para entrosar melhor os jogadores para a série de jogos decisivos que vêm à frente.


Os primeiros minutos da partida eram de dar confiança. O Botafogo começou se impondo, mantendo a posse de bola, tabelando, criando chances e dando poucas oportunidades para o Vasco.


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Até a parada técnica do primeiro tempo, o Alvinegro tinha 60% de posse de bola, teve um gol anulado por impedimento milimétrico de Victor Sá, abriu o placar com Eduardo e teve ainda outras oportunidades de ampliar que pararam em Léo Jardim.


O gol de empate do Vasco, poucos minutos após a volta da pausa, pode-se dizer, tornava o placar injusto em relação ao que era o nível da atuação das equipes. Mas foi justamente ele que definiu o rumo da partida.


Os jogadores do Botafogo sentiram demais o baque. Tanto do primeiro gol, que já gerou um certo descontrole, e principalmente o da virada, do lateral-esquerdo Lucas Piton aos 50 segundos do segundo tempo.


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O Glorioso passou a ser um time apático, perder completamente o controle e a ceder muitos espaços para o ataque vascaíno. Um erro individual de Hugo, que cometeu um pênalti infantil, aumentou o prejuízo e enterrou de vez o ânimo da equipe.



Dali para frente, foi uma partida de pouca energia. O Alvinegro parecia atônito em campo, sem conseguir responder e ainda viu o rival ampliar em lance de azar do goleiro Gatito Fernandez. Nem mesmo o golaço espetacular de Eduardo aliviou a sensação de um desmanche emocional, ressaltado por Tiago Nunes na coletiva.


- A partir do empate do Vasco, a gente sente bastante emocionalmente. A gente sucumbe emocionalmente. O que mais me preocupa é a questão da reação, a equipe sentiu o golpe em um jogo controlado.


O que se tira de positivo da partida é uma boa produção ofensiva, especialmente no primeiro tempo. Porém defensivamente, especialmente na proteção dos volantes à área, o time deixou a desejar.


Os dois primeiros gols do Vasco nascem de tabela e infiltração com um jogador completamente livre próximo a meia-lua em condição de acionar um companheiro dentro da área. É preciso mais.





Gatito lamenta gol sofrido em Botafogo x Vasco — Foto: André Durão / ge



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O Botafogo iniciou de forma ruim o período decisivo que pode valer a temporada. É hora de deixar 2023 para trás, começando por quem está em campo. Só assim quem está na arquibancada vai seguir a mesma direção.


🎧 Ouça o podcast ge Botafogo 🎧


Fonte: Por Giba Perez — Rio de Janeiro