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segunda-feira, 15 de abril de 2024

Análise: formação com quatro atacantes é irreal para um Botafogo que não consegue defender



Marcação frouxa é a tônica do Botafogo em derrota para o Cruzeiro



As intenções de Artur Jorge são as melhores possíveis. O português, de trabalho conceituado no Braga e sucesso no clube português, colocou um esquema com praticamente quatro atacantes no Botafogo, assim como fizera na Europa, nos dois primeiros jogos pelo Alvinegro: as derrotas para a LDU, na Conmebol Libertadores, e Cruzeiro, neste domingo, na estreia do Brasileirão, por 3 a 2.






Cruzeiro 3 x 2 Botafogo - Melhores momentos - 1ª rodada - Brasileirão 2024


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Tudo passa, porém, pelo contexto em que o comandante está inserido. O Botafogo tem sérias dificuldades em se defender - o que vem antes, vale ressaltar, de Artur Jorge assumir o comando. O revés para a Raposa só colocou este ponto à tona novamente.


Os três gols do Cruzeiro têm algum envolvimento de falha individual do Alvinegro. O lance do primeiro gol nasce em um passe errado de Jeffinho, mas é condicionado por um cruzamento que vem do lado direito e pega as costas de Mateo Ponte, que teve muita dificuldade em defender a profundidade. Então, Wesley ajeitou para Lucas Silva fuzilar para o fundo das redes.


A segunda bola na rede tem total envolvimento (negativo) de Lucas Halter, mas também passa por uma desatenção coletiva. Bastos, que completava a dupla de zagueiros, saiu da partida por dores, mas o sistema não foi preenchido por nenhum outro atleta do meio. O camisa 3 ficou sozinho contra dois jogadores do Cruzeiro e cortou a bola direto nos pés de Rafa Silva, que marcou.





Escalação do Botafogo contra o Cruzeiro — Foto: ShareMyTactics



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O terceiro foi quase um déjà vu do Campeonato Brasileiro de 2023. Fim de jogo, cruzamento rasteiro vindo do lado direito e gol saindo na trave geral. Uma pane geral, mas que mostra que o problema da defesa não é de hoje e é muito maior que Artur Jorge.


Por isso, uma formação com quatro atacantes é utópica. O Botafogo naturalmente pode aumentar o poder criativo, mas fica muito exposto no meio-campo. No Mineirão, Gregore e Tchê Tchê tiveram dificuldade para parar Matheus Pereira porque simplesmente era taticamente impossível marcar três jogadores com duas pessoas no setor.


Luiz Henrique e Jeffinho, apesar de voluntariosos, não são pontas marcados por um grande trabalho tático, o que dificulta ainda mais a marcação. Por mais que o 4-4-2 tenha dado certo para Artur Jorge em Portugal, é uma formação que acaba potencializando os problemas individuais dos jogadores por não fortalecer o coletivo.





Luiz Henrique lamenta em Cruzeiro x Botafogo — Foto: Pedro Vilela/Getty Images



A defesa é o calcanhar de Aquiles do Botafogo desde o segundo turno do Brasileirão de 2023, quando a equipe desperdiçou uma vantagem de 13 pontos na liderança. Desde então, mudaram-se peças, mas o sistema segue com falhas estruturais.


Tudo se intensifica quando o calendário do futebol brasileiro vem em questão. Artur Jorge, que tem pouco mais de uma semana à frente do Alvinegro, não terá tempo hábil necessário para implementar mudanças estruturais importantes neste começo de temporada. O time fará 12 jogos em 44 dias - média de um compromisso em pouco mais de três dias.


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- Tivemos também o fato de estarmos em vantagem no placar e a reação do adversário jogando em casa, procurando o resultado. Mas precisávamos não controlar o jogo, mas, com o controle de bola, sermos capazes de agredir o adversário e criar situações para buscar o gol. É um dos aspectos que temos que melhorar, há muito trabalho a fazer para conseguirmos colocar esse Botafogo dentro do patamar que achamos que podemos ter. Nada a dizer sobre o desempenho dos jogadores em termos de entrega, que quiseram a todo momento. O elenco é de grande qualidade, individual e coletiva. Vamos fazer melhor, mas hoje não foi um bom jogo em termos de resultado - analisou Artur Jorge.


O Botafogo levou 23 gols em 22 partidas na temporada 2024. Tudo mostra que a dificuldade na marcação - como um geral, não citando apenas zagueiros e laterais - é a marca do clube em 2024. Uma formação com quatro zagueiros, no momento, é irreal e parece ser fechar os olhos para o principal problema da equipe.




"Muito decepcionante a estreia do Botafogo no Brasileiro", diz Dep | Voz da Torcida (https://ge.globo.com/futebol/voz-da-torcida/video/muito-decepcionante-a-estreia-do-botafogo-no-brasileiro-diz-dep-voz-da-torcida-12517826.ghtml)


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Fonte: Por Sergio Santana — Rio de Janeiro

domingo, 14 de abril de 2024

Artur Jorge aponta nível físico do Botafogo "abaixo do desejado" após derrota: "Há muito trabalho a fazer"



Alvinegro ficou com um a menos em boa parte do segundo tempo e iniciou Brasileiro com revés para o Cruzeiro




O Botafogo começou o Brasileirão com o pé esquerdo. O time foi superado pelo Cruzeiro por 3 a 2 na tarde deste domingo, no Mineirão. Com um jogador a menos em boa parte do segundo tempo por causa da expulsão de Barboza, a equipe até reagiu e buscou empate parcial, mas levou gol que sentenciou a derrota nos acréscimos. Artur Jorge analisou o duelo e ressaltou o espírito de luta dos jogadores em entrevista coletiva.


















Cruzeiro 3 x 2 Botafogo - Melhores momentos - 1ª rodada - Brasileirão 2024


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- Temos que tirar (de proveito) aquilo de positivo que hoje fizemos. E os jogadores tiveram uma tremenda disponibilidade, vontade de fazer as coisas bem feitas. Se entregaram em um jogo que, para nós, tinha muitas contrariedades. E quando é assim é sempre mais difícil porque o contexto não nos foi favorável. Abrimos o placar, depois perdemos o Marlon muito cedo e iniciamos a segunda parte com duas oportunidades muito claras para poder fazer novamente o gol. Uma delas, inclusive, sem goleiro, e depois, em outra situação, ficamos com um jogador a menos. Muitas contrariedades que essa equipe teve que lutar, e fez isso até o fim. É isso que vou levar. A entrega da equipe para lutar pelo resultado, embora não fosse o que queríamos.


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O português novamente colocou um time com quatro atacantes - Luiz Henrique, Jeffinho, Júnior Santos e Tiquinho Soares atuaram juntos. O comandante, porém, afirmou que o nível físico do elenco ainda não está ideal em relação ao tempo de preparação.


- Em relação aquilo que queríamos para as dinâmicas do jogo, da intensidade que queremos colocar, temos que admitir que temos uma equipe nesta altura com limite físico abaixo daquilo que, para nós, é o desejado - afirmou.


- Estamos correndo contra o tempo para lutar contra isso, para podermos treinar bem, jogo de três em três dias. Temos que nos adaptar e sermos capazes de ultrapassar essa condicionante para chegar ao que de fato nós queremos. Hoje tivemos algumas amostras, que é um Botafogo forte, dinâmico, intenso, capaz de atacar. E é esse Botafogo que nós procuramos trabalhar, e precisamos de algum tempo para isso. Temos a expectativa de que podemos ser melhores no jogo seguinte, mas sustentado em vitórias que é isso que baliza o que é o nosso trabalho também. - completou.





Artur Jorge em Cruzeiro x Botafogo — Foto: Pedro Vilela/Getty Images


Foi o primeiro jogo de Artur Jorge no Campeonato Brasileiro. O português foi contratado recentemente junto ao Braga, de Portugal, e estreou na derrota para a LDU, pela Conmebol Libertadores, na última quinta-feira.


- Tivemos também o fato de estarmos em vantagem no placar e a reação do adversário jogando em casa, procurando o resultado. Mas precisávamos não controlar o jogo, mas, com o controle de bola, sermos capazes de agredir o adversário e criar situações para buscar o gol. É um dos aspectos que temos que melhorar, há muito trabalho a fazer para conseguirmos colocar esse Botafogo dentro do patamar que achamos que podemos ter. Nada a dizer sobre o desempenho dos jogadores em termos de entrega, que quiseram a todo momento. O elenco é de grande qualidade, individual e coletiva. Vamos fazer melhor, mas hoje não foi um bom jogo em termos de resultado. Os aspectos positivos são mais fáceis para mim tirá-los do que qualquer outra pessoa. Nesse momento, tivemos muitas condicionantes que nos levaram a um resultado adverso - analisou.


O Botafogo volta aos gramados na próxima quinta-feira para enfrentar o Atlético-GO, às 21h30, no Estádio Nilton Santos.



Mais declarações de Artur Jorge


Expulsão de Alexander Barboza

- Esse é um assunto que debatermos internamente da forma que eu entendo que deve ser debatido. O que fica para vocês é que nós perdemos um jogador em um lance ajuizado pelo árbitro. Não cabe a mim julgar se foi bem ou mal, não tenho ainda certeza de tudo aquilo que possa ver, mas tenho que concordar com a decisão porque estão lá para decidir.


Momento emocional

- Vai com a mesma motivação que hoje apresentamos aqui. O que temos tentado encontrar, e é o que tenho conversado com todo elenco, é que não podemos viver de euforia e depressão. Quem joga de três em três dias, ou de quatro em quatro, precisa ter um equilíbrio emocional sobre seu caminho, e fazer de uma forma consistente. Não podemos ficar eufóricos quando ganhamos ou deprimidos quando perdemos. Temos que encontrar e ajustar o equilíbrio


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Fonte: Por Redação do ge — Belo Horizonte

Atuações do Botafogo: Barboza leva zero após expulsão-relâmpago em derrota; dê suas notas

  


Veja quem foi bem e quem foi mal na estreia do Brasileirão contra o Cruzeiro




Ranking de Atuação

Ordenar por:




Gatito Fernández - GOL
nota ge 6.5
público 4.1

Fez duas grandes defesas e evitou que o placar fosse pior.


Mateo Ponte - LAT
nota ge 2.0
público 1.0

Praticamente todos os ataques que o Cruzeiro tentou em cima ou nas costas do uruguaio geraram algum tipo de barulho. Muito mal na marcação e foi um alvo de perigo praticamente durante todo o jogo.



Lucas Halter - ZAG
nota ge 2.0
público 0.9

Afastou mal a bola no segundo gol do Cruzeiro e deixou Rafa Silva com liberdade para marcar.



Bastos - ZAG
nota ge 3.5
público 2.1

Sofreu com as bolas aéreas com o Cruzeiro e não teve boa comunicação no sentido de posicionamento com Mateo Ponte.



Alexander Barboza - ZAG
nota ge --
público 0.4

Nota zero. Entrou aos 20 minutos do segundo tempo, fez uma falta completamente desnecessária em Matheus Pereira aos 23 e foi expulso após revisão do VAR aos 26. Atuação irresponsável.



Marçal - LAT
nota ge 5.5
público 3.5

Fez uma partida justa após retorno de lesão. Não se aventurou muito no ataque, mas teve empenho no lado defensivo.



Hugo - LAT
nota ge 5.5
público 2.7

Melhorou o time ofensivamente e deu cruzamento na medida em boa cobrança de escanteio para o gol de Danilo Barbosa. Por outro lado, deixou espaço de sobra para o Cruzeiro cruzar no gol de Rafael Elias, no fim da partida.



Marlon Freitas - MEI
nota ge --
público 3.1

Saiu com 20 minutos do primeiro tempo por causa de uma concussão e não conseguiu mostrar muita coisa. Sem nota.



Tchê Tchê - MEI
nota ge 6.0
público 5.5

Correu muito e mostrou disposição no meio-campo, principalmente quando a equipe esteve com um jogador a menos.


10º
Gregore - MEI
nota ge 4.0
público 3.2

Levou um cartão amarelo bobo no primeiro tempo. Foi exposto pelo esquema com quatro atacantes e teve dificuldade para marcar Matheus Pereira no meio.


11º
Danilo Barbosa - MEI
nota ge 6.5
público 6.5

Mesmo em um contexto com um jogador a menos, foi soberano no alto e defendeu bem os cruzamentos aéreos do Cruzeiro. Marcou gol se adiantando bem à defesa da Raposa em escanteio. No fim do jogo, deixou Rafael Elias passar com liberdade e marcar.


12º
Luiz Henrique - ATA
nota ge 4.0
público 1.9

Sumido do jogo. Com exceção de um chute sem direção no primeiro tempo, pouco fez.


13º
Jeffinho - ATA
nota ge 2.0
público 1.5

Além de ter errado passe que gerou a jogada do gol do Cruzeiro, perdeu um gol inacreditável no começo do segundo tempo. Driblou o goleiro Anderson e chutou para fora com o gol completamente vazio - além de ter Júnior Santos livre pelo lado.


14º
Savarino - ATA
nota ge 5.0
público 3.1

Entrou e pouco contribuiu ofensivamente, mais ajudando na recomposição.


15º
Júnior Santos - ATA
nota ge 7.0
público 6.9

Um dos poucos que conseguiu se salvar em uma atuação coletiva ruim. Deu assistência para o gol de Tiquinho após uma grande jogada individual e quase marcou um golaço de letra no começo do segundo tempo.


16º
Tiquinho Soares - ATA
nota ge 6.5
público 5.4

Mostrou oportunismo para aparecer no lugar certo e na hora certa e abrir o placar. Foi sacrificado após a expulsão de Barboza, sendo substituído para a equipe se recompor no segundo tempo.


17º
Óscar Romero - MEI
nota ge 5.0
público 3.8

Sacrificado por causa da expulsão de Barboza, atuou praticamente como um volante. Se preocupou mais com a marcação do que com as responsabilidades ofensivas.


18º
Artur Jorge - TEC
nota ge 4.0
público 1.7

O time novamente ficou exposto com a formação de quatro atacantes. Além disso, a entrada de Bastos não ajudou a melhorar a cobertura defensiva. O ponto positivo foi que o time conseguiu se manter competitivo com as substituições diante de um jogador a menos.



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Fonte: Por Redação do ge — Belo Horizonte