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sexta-feira, 3 de maio de 2024

Análise: mudanças são essenciais para Botafogo vencer e mostram que Artur Jorge tem elenco em mãos



Entradas de Danilo Barbosa, Óscar Romero e Júnior Santos mudaram postura da equipe contra o Vitória



O triunfo do Botafogo por 1 a 0 sobre o Vitória, nesta quinta-feira, pode ser encarada de duas formas se o jogo for analisado em diferentes recortes. Se for pelos primeiros 60 minutos do duelo, o resultado é para ser mais que comemorado. Pelo desempenho do Alvinegro no último terço, ficou barato diante da produção ofensiva. De qualquer forma, o time de Artur Jorge saiu em vantagem por uma vaga nas oitavas da Copa do Brasil.





Botafogo 1 x 0 Vitória | Melhores Momentos | 3ª fase | Copa do Brasil 2024


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O Alvinegro flertou com a derrota em parte do jogo. Consequência de uma atuação ruim no primeiro tempo - não que o Vitória fora exemplar, mas o Leão teve desempenho superior. Além de tudo, o time ainda contou com a sorte: os visitantes tiveram oportunidade de dois contra um para marcar, mas Dudu escorregou após passe Mateus Gonçalves e não conseguiu finalizar naquele seria um lance certo de gol.


Diante de um cenário com um time composto por alguns reservas - Diego Hernández e Patrick de Paula receberam chances, por exemplo - e Luiz Henrique atuando como atacante de referência, o que pouco surtiu efeito diante da defesa do Vitória, mudanças foram necessárias.


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+ Artur Jorge comemora vantagem do Botafogo, mas ressalta: "Faltou-nos mais fome"


Aos 11 minutos do segundo tempo, Danilo Barbosa, Óscar Romero e Júnior Santos entraram. Diego Hernandez, Luiz Henrique e Patrick de Paula deixaram o campo. Daí em diante, o jogo foi praticamente todo do alvinegro.


Menos de dez minutos depois, o time encaixou uma sequência de 16 passes, com a bola indo em todos os jogadores de linha e terminando no gol após boa tabelinha entre Jeffinho e Eduardo.]





Óscar Romero e Danilo Barbosa em Botafogo x Vitória — Foto: Vítor Silva/Botafogo



As alterações mudaram o Botafogo, que passou a ter controle total do jogo. O time chegou a marcar mais duas vezes, mas Júnior Santos e Savarino, respectivamente, estavam em posição irregular em ambos os lances.


Com Danilo, a equipe conseguiu controle suficiente para sair do meio-campo e chegar ao ataque; Óscar Romero foi responsável por ser o ponta responsável por cair por dentro, fazendo o movimento em diagonal - característica do time de Artur Jorge. Júnior Santos, mesmo sem nenhum lance de perigo, foi importante por melhorar a movimentação do setor ofensivo.


O time criou mais em meia hora do que em todo o resto do jogo. A sensação, apenas por este recorte do jogo, é até de que o placar mínimo ficou barato. Diante do contexto geral, fica o recado de que Artur Jorge parece ter cada vez mais o controle do elenco em mãos.


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Artur Jorge em Botafogo x Vitória — Foto: Vítor Silva/Botafogo



O animador segundo tempo passa muito pela entrada de nomes mais badalados e consolidados do time titular, mas também pela capacidade de ler o contexto de jogo pelo treinador português.


A decisão da vaga nas oitavas de final será no próximo dia 21 de maio, no Barradão, em Salvador. A bola rola às 19h. O compromisso seguinte do Glorioso é pelo Campeonato Brasileiro contra o Bahia, no domingo às 18h30, no Estádio Nilton Santos.


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Fonte: Por Sergio Santana — Rio de Janeiro

quinta-feira, 2 de maio de 2024

Artur Jorge comemora vantagem do Botafogo, mas ressalta: "Faltou-nos mais fome"



Glorioso abriu terceira fase da Copa do Brasil com 1 a 0 sobre os baianos




O Botafogo estreou na Copa do Brasil com triunfo por 1 a 0 sobre o Vitória, gol do meia Eduardo, jogando improvisado de falso 9. Após a partida, o treinador Artur Jorge comemorou a vitória na primeira parte da eliminatória, mas ressaltou a falta de intensidade em parte do confronto.






Botafogo 1 x 0 Vitória | Melhores Momentos | 3ª fase | Copa do Brasil 2024 (https://ge.globo.com/futebol/video/botafogo-1-x-0-vitoria-melhores-momentos-3a-fase-copa-do-brasil-2024-12567098.ghtml)


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- Nós tivemos uma primeira parte mais apática. Acho que o jogo não foi muito feliz da nossa parte, temos que reconhecer isso. Faltou-nos mais fome, mais vontade de ser agressivos e era por isso mesmo que eu estava, na parte final, tentando insistir, não só porque este é um jogo que tem dois jogos para decidir, portanto um gol pode ser determinante, mas porque era para mim importante que naquele momento.

Essa foi a quinta vitória consecutiva do Glorioso desde que Artur assumiu o comando da equipe. O bom momento se deve principalmente ao entendimento dos jogadores da tática que ele implantou de forma tão rápida.


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Apesar da boa fase, o treinador ressaltou que sua participação nas vitórias é tão grande quanto foi nas duas derrotas que iniciaram a era dele no Brasil.


- Aquilo que tem no meu trabalho nas cinco vitórias é o mesmo do que teve nas derrotas. Tenho 7 jogos. O que precisamos é tempo para criar uma identidade, criar uma ideia. Para mim o mais importante são os jogadores, o que desempenham com missão. Espero e quero que passe a ser a ideia deles. Quando é assim as coisas ficam mais fáceis.


A decisão da vaga nas oitavas de final será no próximo dia 21 de maio, no Barradão, em Salvador. A bola rola às 19h. O compromisso seguinte do Glorioso é pelo Campeonato Brasileiro contra o Bahia, no domingo às 18h30, no Estádio Nilton Santos. Veja outras respostas de Artur Jorge:



Artur Jorge em Botafogo x Vitória pela Copa do Brasil — Foto: André Durão



Golaço e vantagem

- É óbvio que dentro de uma linha daquilo que tem sido o jogo que temos tentando colocar em prática, com construção, critério e chegada ao gol, acabamos por fazer esse gol que deu o resultado. É uma vitória boa mas não decide nada. É uma vantagem.


Dedo do treinador

- Aquilo que tem no meu trabalho nas cinco vitórias é o mesmo do que teve nas derrotas. Tenho 7 jogos. Conseguimos isso. O que precisamos é tempo para criar uma identidade, criar uma ideia. No pouco tempo que tivemos, no início da minha presença.


- Para mim o mais importante são os jogadores, o que desempenham com missão. A essa altura com a ideia mais próxima do que quero. Espero e quero que passe a ser a ideia deles. Quando é assim as coisas ficam mais fáceis.


Luiz Henrique e Júnior Santos

- São dois jogadores que ainda que muitas vezes ocupem o mesmo espaço, são jogadores com características diferente. O Junior procura a profundidade, mais vezes os corredores para ganhar a vantagem.

- O Luiz é um jogador tecnicamente mais evoluído, gosta de jogar em zonas mais interiores, não tem problema de jogar perto do adversário porque tem qualidade para sair nos duelos no 1 x 1. São dois jogadores que se encaixam perfeitamente na estrutura que tenho idealizada para o Botafogo.


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Cuiabano

- Cuiabano fez uma exibição dentro do que esperávamos. Não estava esperando o melhor jogo da vida dele hoje. É um jogador que sentiu o peso da camisa hoje, diante da torcida. Jogo de responsabilidade para ele. Quando cumpriu, foi seguro no que fez.


- Ele também procura entender melhor o que nós queremos para a equipe e também o que é seu entendimento de sua função e seus colegas. Na parte social, está integrado.




"O torcedor quer ver esse Botafogo do segundo tempo", diz Pedro Dep | A Voz da Torcida (https://ge.globo.com/futebol/voz-da-torcida/video/o-torcedor-quer-ver-esse-botafogo-do-segundo-tempo-diz-pedro-dep-a-voz-da-torcida-12567186.ghtml)



Camisa 9

- Não diria improvisar, mas criar dinâmicas diferente. Começamos o jogo com 4 jogadores móveis no ataque. Havia um jogador mais fixo, que botamos inicialmente o Luiz Henrique na posição de 9, mas com toda liberdade para alternar para termos uma dinâmica diferente.


- Os dois camisas 9 estão lesionados. Temos o Junior Santos que faz esse papel e hoje era importante tê-lo como solução do que começar a partida em razão da sua condição física. Tem 3 jogos essa semana e é importante cuidar da saúda dos atletas


Mudança de chave

- O liga e desliga é mais de jogo para jogo do propriamente de competição para competição. Nós temos que rapidamente, e foi isso que eu disse também naquela breve conversa que tive com os atletas ainda no campo, de que era importante começarmos a preparar e a pensar no Bahia, que daqui a três dias está aqui para nos enfrentar.


- Portanto, esta é a minha preocupação de rapidamente, porque não temos tempo para estar com grandes festejos sobre vitórias, não temos tempo para lamentos ou para euforias, temos é que voltar já hoje e começar a pensar. Portanto nesta altura ali dentro já só se está a falar sobre o Bahia, porque é dessa forma que nós temos que olhar para a frente, para aqui.


- Nesta altura aquilo que é a parte principal é nós e mais concretamente os atletas direcionar o foco para o próximo jogo porque este está feito e este está a ganho e temos que olhar para o seguinte já.


Romero

- Se eu não tivesse confiança no atleta ele não jogaria nunca, com certeza. Um dos pontos básicos para mim é aquilo que é o trabalho, desempenho e compromisso com a equipe e a confiança do que ele pode entregar em campo. É um trabalho que fazemso com todos para potencializar as qualidades a sertviço do coletivo. Para mim, não pode ter ninguém mais importante que o coletivo do Botafogo.


Melhora defensiva

- É um princípio básico que nós temos que ter e perceber que é ter um melhor desempenho defensivo. Que não dependerá exclusivamente da linha de zagueiros, mas de todo conjunto. Começamos a defender em zonas altas e dentro do campo de ataque. É uma missão coletiva. Nós fizemos o gol começando de trás. Essa vontade de saber defender bem e ter gosto em defender, tem sido por nós explorada porque é um aspecto fundamental. É um jogo que a equipe tem que estar compacta.


Eduardo

- Nós sabemos que é um jogador importante para nós pela qualidade, experiência e pelo jogo jogado. Hoje, com um ataque mais móvel, ele é um jogador que pode acrescentar isso também. No momento do gol, já tinhamos um jogador mais de área que é o Júnior.


- Mas é fundamental que ele possa estar dentro da zona de finalização. Ele está voltando de lesão. Acredito que possa ter mais impacto na equipe daqui para frente.


Patrick de Paula

- Patrick voltou a competir na reta final do Estadual. Estamos falando de níveis de exigência muito diferentes. Está a procura de igualar o nível dos colegas de posição. Importante a forma como se entregou ao jogo e como fez.


Excesso de faltas no Brasil

- É característica da equipe pressionar muito alto, procurar recuperar bolas em zonas altas, estar posicionado em zonas mais altas para recuperar, condicionar ou obrigar o adversário a definir mal. As faltas às vezes nos levam a quebrar um bocado, acima de tudo, o tempo útil de jogo.


- Acabamos por parar muitas vezes, mas isso são circunstâncias do jogo, eu não gosto nem quero muito manter naquilo que é tomada a decisão. Está cada um na sua função, a minha função é falar sobre a minha equipe, sobre aquilo que nós fazemos.



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Fonte: Por Sergio Santana — Rio de Janeiro

Atuações do Botafogo: Lucas Halter, Romero e Danilo são os melhores contra o Vitória; dê suas notas



Veja quem foi bem e quem foi mal em partida válida pela Copa do Brasil




Ranking de Atuação

Ordenar por:






John Victor - GOL

nota ge 6.0
público 7.2

Foi um mero espectador da partida no sentido de defesas, já que o Vitória custou a acertar o alvo. Importante pela saída de bola.



Mateo Ponte - LAT

nota ge 6.0
público 6.1

Bem na defesa - quase não deixou os jogadores do Vitória se criarem no setor onde estava. Foi tímido no ataque, onde pouco contribuiu.



Damián Suárez - LAT

nota ge 6.0
público 5.4

Entrou e manteve o fôlego do Botafogo no corredor direito. Não foi espetacular e tampouco atrapalhou. Sólido.



Lucas Halter - ZAG

nota ge 7.0
público 6.9

Partida praticamente impecável. Bem para sair da linha e sair atrás de desarmes nas laterais e coberturas aéreas. Além disso, ainda iniciou a jogada do gol com um passe para Romero.



Alexander Barboza - ZAG

nota ge 6.5
público 6.5

Bem nos duelos aéreos e no combate aos atacantes do Vitória.



Cuiabano - LAT

nota ge 6.5
público 7.5

Teve duas das chances mais perigosas do Botafogo na partida. Quase surpreendeu Lucas Arcanjo em chute quando todos esperavam um cruzamento e depois obrigou o goleiro a fazer um milagre em cabeçada.



Gregore - MEI

nota ge 6.0
público 6.9

Fez uma boa cobertura defensiva como sempre, mas acabou marcando muitas faltas.



Patrick de Paula - MEI

nota ge 5.0
público 4.6

Ainda fora do ritmo de jogo pelo tempo de inatividade, foi um dos jogadores mais participativos do meio-campo do Botafogo, mas errou passes fáceis. Se redimiu desarmando Alerrandro antes de o atacante do Vitória finalizar livre na pequena área, travando um chute que certamente iria no gol.



Danilo Barbosa - MEI

nota ge 7.0
público 8.1

Mudou o ritmo da equipe. Além de manter a qualidade no passe, também trouxe o time mais para frente. Qualificou o meio-campo.


10º
Luiz Henrique - ATA

nota ge 5.0
público 5.7

Atuou praticamente como um centroavante, posição a qual não está acostumado. Sempre recebendo a bola de costas para a marcação, pouco fez e foi presa fácil para a defesa do Vitória.


11º
Júnior Santos - ATA

nota ge 6.0
público 7.0

Melhorou a força ofensiva e velocidade do ataque, mas prendeu muitas bolas e exagerou nos chutes em lances promissores.


12º
Diego Hernández - MEI

nota ge 6.0
público 5.8

Jogador mais acionado do Botafogo no primeiro tempo. Nem sempre levou a melhor contra a marcação do Vitória, mas apareceu como opção para dar cruzamentos à área.

13º
Óscar Romero - MEI

nota ge 7.0
público 8.1

Deu mais dinâmica ao ataque do Botafogo. Por ser um meia de origem, teve mais facilidade para sair da ponta e aparecer por dentro. Foi bem no lance do gol de Eduardo com bons passes progressivos.


14º
Jeffinho - ATA

nota ge 6.5
público 6.4

Errou muitas decisões no primeiro tempo, mas se redimiu ao dar bom passe para Eduardo completar para o fundo das redes na etapa final. Melhorou muito a atuação nos últimos 45 minutos.


15º
Eduardo - MEI

nota ge 6.5
público 7.2

Isolado no ataque, pouco participou do jogo no primeiro tempo. Compensou com mais movimentação na etapa final e o preço foi o golaço marcado após boa troca de passes coletiva.


16º
Savarino - ATA

nota ge 6.0
público 7.1

Até chegou a balançar as redes, mas estava em posição de impedimento por centímetros, no detalhe. De resto, não foi muito participativo.


17º
Artur Jorge - TEC

nota ge 6.5
público 7.5

Rodou o elenco, o que é natural e justo pelo excesso de jogos nos calendários. Algumas opções não deram certo, como Luiz Henrique na referência do ataque, mas o português foi bem nas substituições, já que Danilo Barbosa e Romero deram nova cara ao time.


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Fonte: Por Redação do ge — Rio de Janeiro