Time cria mais, leva perigo ao gol adversário e marca no campo de ataque. Derrota é compreensível
O Botafogo melhorou em relação aos últimos jogos. Um sinal claro disso foi que na derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG a torcida reconheceu o esforço do time e não vaiou a equipe ou Castro após o apito final. E realmente a atuação foi mais esperançosa do que em partidas recentes. Por mais que tenha perdido o quinto jogo em casa no Brasileirão, dessa vez o time mostrou ideias que, se bem trabalhadas, podem dar bons resultados. Isso, por si só, não é suficiente, mas já é um caminho.
No futebol existe o senso comum de que para um time ser merecedor da vitória ele precisa criar mais chances do que o adversário em vez de ser mais eficiente. Se tivermos isso como base, o jogo de domingo não deveria ter um vencedor diferente. O Atlético-MG foi superior e criou pelo menos quatro chances claras de gol: um salvo por Kanu (do pênalti anulado), duas bolas na trave e outra chance perdida por Nacho na cara de Douglas Borges. Já o Botafogo não chegou a ameaçar tanto e a melhor chance que teve foi com Kanu, que completou um cruzamento e a bola quase entrou.
Outro senso comum no futebol - principalmente por parte dos torcedores mais emocionados - é achar que as coisas estão erradas com base no resultado da partida. Não é o caso do jogo de domingo também. Por mais que não dominasse o Botafogo, o Atlético-MG foi superior e deve-se levar em consideração o mérito do time mineiro que é o atual campeão brasileiro e da Copa do Brasil. Isso não é pouca coisa.
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Kanu salva o Botafogo de sofrer o gol no primeiro tempo em ótima chance do Galo — Foto: André Durão
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Mesmo levando isso em conta, o Botafogo mostrou um futebol interessante. Tentando pressionar o Galo com a marcação no campo de ataque, o time de Luís Castro mostrou mais vontade do que em jogos anteriores. Por mais que possa parecer uma expressão subjetiva e difícil de medir, o empenho que os jogadores mostraram em campo foi diferente do que acontecia nas exibições mais apáticas da equipe.
Como Castro disse em entrevista coletiva depois do jogo, o Botafogo sabia o que queria. A ideia de pressionar para tentar recuperar a bola mais perto do gol do Atlético não deu certo - até pela qualidade de quem estava do outro lado. Mas é uma abordagem interessante para o Bota que ainda busca um estilo de jogo com as peças que tem à disposição.
Para o jogo contra o Galo, por exemplo, Luís Castro não pôde contar com 12 jogadores. Além de Hugo e Daniel Borges, suspensos, o time também não pôde contar com 10 atletas que não estavam fisicamente disponíveis, pelos mais diversos motivos. É quase como se o técnico português tivesse que escalar seu time com quem sobrou já que a cada rodada é um jogador a menos à disposição.
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Os desfalques pesam e isso é inegável. Mas se, mesmo com quase um time inteiro no departamento médico, quem esteve em campo conseguiu executar as instruções do treinador, é sinal de que há uma evolução. Por mais que ela ainda seja tímida, é possível observar alguns sinais que passam além da vontade que a torcida viu em campo.
As duas falhas de Sauer no lance do gol foram decisivas, claro. Mas vale destacar que a defesa do Botafogo, mesmo mais adiantada, conseguiu evitar a intensidade característica do Atlético-MG. Hulk pouco apareceu e o ataque do Galo só obrigou Douglas Borges a fazer uma defesa no último lance do jogo. Com exceção da cabeçada de Zaracho na trave, todas as outras finalizações foram bloqueadas ou para fora.
Mesmo quando o Atlético-MG conseguia sair da pressão armada por Luís Castro, havia outro plano do técnico português. Assim como na formação com três zagueiros, após o adversário passar do meio de campo, um jogador mais adiantado voltava para compor a linha defensiva com cinco jogadores. Papel que coube a Vinícius Lopes na noite do último domingo. Vale destacar também mais uma boa partida de Jeffinho, atacante que faz fumaça no lado esquerdo do campo quando entra.
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Pelo sexto jogo no Brasileirão, o Botafogo não conseguiu vencer em casa. Esse número, somado ao que a equipe marcou apenas um gol nos últimos seis jogos, preocupa. Porém, existem pontos positivos na derrota que foram mostrados no domingo. Agora é ver se a equipe se mostra mais consistente do que antes e mantém as ideias de jogo que Luís Castro gosta de ver em seus times.
O próximo teste dos jogadores do português será na quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), contra o Santos, na Vila Belmiro, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. A dois pontos da zona de rebaixamento, o Botafogo perdeu uma posição e é o 11º com 21 pontos.
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Fonte: GE/Por Davi Barros — Rio de Janeiro
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