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domingo, 7 de abril de 2013

Botafogo afunda Olaria e assume liderança do Grupo A na Taça Rio



Glorioso leva a melhor por 3 a 0 e segue 100% na Taça Rio com show de Vitinho



Gol do Lodeiro - Botafogo x Olaria (Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)
Lodeiro abriu o placar no Raulino de
 Oliveira (Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)
Aos gritos da torcida de "melhor do Rio", o Botafogo derrotou o Olaria por 3 a 0 neste domingo, no Estádio Raulino de Oliveira, e assumiu a liderança do Grupo A mesmo com um jogo a menos do que os rivais. Lodeiro e Vitinho (duas vezes) marcaram os gols que levaram o Botafogo aos 12 pontos e fizeram o Glorioso passar o Volta Redonda pelo saldo de gols (11 gols pró contra 3 do Voltaço).

Enquanto o Alvinegro manteve os 100% de aprovitamento (com quatro vitórias no turno) e se aproximou da classificação para a semifinal da Taça Rio, o Olaria caminhou ainda mais para o rebaixamento com o placar. O Alvianil segue na zona da degola, com 8 pontos, e já precisa de um milagre para se salvar.

TRAVA NA MARCAÇÃO E NO GOLEIRO DO OLARIA

Sem Seedorf, poupado para continuar trabalho físico específico no Rio de Janeiro, o Botafogo foi escalado no sistema 4-4-2, com Rafael Marques e Bruno Mendes na frente. Inclusive, saiu dos pés da dupla o primeiro lance de perigo alvinegro no jogo. Aos 12 minutos, Rafael Marques deixou Bruno Mendes na cara do gol, mas o camisa 7 pegou mal na bola e Gustavo defendeu.

No geral, o Botafogo dominou as ações no primeiro tempo, porém a dupla de ataque apagou com o passar da etapa inicial, travada na boa atuação coletiva da defesa do Olaria. O melhor lance saiu justamente após uma falha individual do Alvianil, em bola que bateu no braço de Rafael na frente da área. Na cobrança da falta, aos 36 minutos, Lodeiro buscou o lado direito do goleiro Gustavo e viu a bola parar na trave após leve e salvador toque do arqueiro.

Na empolgação com a tentativa de Lodeiro, o Glorioso foi para a frente e Rafael Marques despertou aos 42 minutos. Marcelo Mattos lançou o camisa 20, que driblou a marcação dentro da área e soltou uma bomba de canhota. Gustavo, mais uma vez, fez importante defesa.

Enquanto isso na defesa, o goleiro Renan e o zagueiro André Bahia, substitutos de Jefferson e Dória, que atuaram pela Seleção no sábado e por isso foram poupados, quase não tiveram trabalho nos primeiros 45 minutos.

ALVINEGRO CIRÚRGICO NO SEGUNDO TEMPO

No intervalo, o técnico Oswaldo de Oliveira tirou o primeiro volante Marcelo Mattos e promoveu a entrada do também volante Renato, que joga mais à frente. Foi o retorno do camisa 8, que não atuava desde a primeira rodada da Taça Guanabara (em 20 de janeiro) por conta de lesão na coxa esquerda. A meta era avançar e o gol alvinegro não demorou para sair.

Aos quatro minutos, em pressão do Botafogo, Lodeiro matou um contra-ataque com falta e recebeu cartão amarelo. O que parecia ser o fim de um bom momento resultou na abertura do placar. Ao receber a bola após a cobrança da falta, o zagueiro Thiago se enrolou todo e escorregou na frente de Lodeiro, que passou por um marcador na frente da área e tirou o goleiro para balançar a rede.

O gol fez muito bem ao Botafogo, que passou a trabalhar melhor a bola e criar boas oportunidades. Em uma delas, a arbitragem anulou erradamente um gol de Fellype Gabriel, aos 30 minutos. O meia usou a barriga para empurrar a bola ao gol, porém houve a interpretação de que ele usou o braço.

Porém o Botafogo não se abateu com a falha da arbitragem e marcou o segundo gol aos 35 minutos. Vitinho driblou dois marcadores pela esquerda de ataque e chutou com categoria, sem chance para o goleiro Gustavo. Só que ainda tinha mais show do jovem meia-atacante.
Aos 45, Vitinho passou sem piedade por três rivais, entrou na área e mandou uma bomba no ângulo direito do goleiro. A bola ainda pegou na trave antes de entrar. Era o ponto final da merecida vitória alvinegra.

PRÓXIMOS JOGOS

Na quarta-feira, o Botafogo vai até Moça Bonita para encarar o Friburguense, às 16h. Já o Olaria encara o Volta Redonda no sábado, no Estádio Raulino de Oliveira.

FICHA TÉCNICA

BOTAFOGO 3 X 0 OLARIA

Local: Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ)
Data: 7/4/2013, domingo, 16h
Árbitro: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ)
Auxiliares: Silbert Faria Sisquim (RJ) e Eduardo de Souza Couto (RJ)
Renda e público: R$ 38.780,00 / 2.884 pagantes
Cartões amarelos: Lodeiro (BOT) / Erick (OLA)
Cartão vermelho: Nenhum
Gol: Lodeiro, 4'/2ºT (1-0), Vitinho, 35'/2ºT (2-0) e Vitinho, 45'/2ºT (3-0)

BOTAFOGO: Renan, Lucas, Bolívar, André Bahia e Julio Cesar; Marcelo Mattos (Renato, intervalo), Gabriel, Lodeiro e Fellype Gabriel; Rafael Marques (Henrique, 38'/2ºT) e Bruno Mendes (Vitinho, 28'/2ºT). Técnico: Oswaldo de Oliveira.

OLARIA: Gustavo, Lucas, Thiago, Rafael e Erik; Assis, Marco Aurélio, Waldir e Victor (Marlon, 41'/2ºT); Lenine (Leandrão, 10'/2ºT) e Erick (Renatinho, 22'/2ºT). Técnico: Luiz Antônio Ferreira.


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PRÉ-JOGO: Ainda sem Seedorf, Botafogo enfrenta o desesperado Olaria


Campeão da Taça Guanabara não terá holandês pela segunda vez seguida neste domingo, às 16h (de Brasília), em Volta Redonda, pela quinta rodada




Campeão da Taça Guanabara e vindo de uma expressiva vitória por 3 a 0 sobre o Vasco, o Botafogo terá um típico confronto de opostos neste domingo, às 16h (de Brasília), no Estádio Raulino de Oliveira. O adversário será o Olaria, que tem a pior campanha do Campeonato Carioca, com apenas oito pontos conquistados, e que vem de uma derrota de 5 a 0 para o Friburguense na rodada passada.

Uma vitória sobre o Olaria pode deixar o Botafogo com a mão na vaga para a semifinal da Taça Rio. O time tem um jogo a menos e nove pontos, com 100% de aproveitamento no segundo turno do Carioca. De quebra, com a derrota do Volta Redonda para o Nova Iguaçu, no sábado, pode assumir a liderança do Grupo A. Sem Seedorf pelo segundo jogo seguido, o time terá pela frente um rival com apenas um vitória em toda a competição.

O Olaria vive situação desesperadora. Na classificação geral do Carioca, a equipe está na penúltima posição, com três pontos a menos que o Duque de Caxias, primeiro time fora da zona de rebaixamento. O técnico Luiz Antônio tem a difícil missão de motivar o time, goleado pelo Friburguense. Uma vitória pode mudar radicalmente o cenário e colocar o Olaria até com chances de brigar por uma vaga na semifinal da Taça Rio, já que tem quatro pontos a menos do que o Botafogo, segundo colocado do Grupo A.

Rodrigo Carvalhães de Miranda apita a partida, auxiliado por Silbert Faria Sisquim e Eduardo de Souza Couto. A TV Globo transmite o jogo para Rio de Janeiro, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Alagoas, Maranhão, Paraíba, Sergipe, Piauí e Região Norte O Premiere exibe a partida para todo o Brasil, através do sistema pay-per-view. O GLOBOESPORTE.COM acompanha os lances em Tempo Real, com vídeos exclusivos.


Botafogo: mesmo com a classificação para a semifinal bem encaminhada, o técnico Oswaldo de Oliveira não poupa esforços e vai avaliar as condições do goleiro Jefferson e do zagueiro Dória, que estavam com a seleção brasileira, para definir a formação. O time que vai a campo deve ser o seguinte: Renan (Jefferson), Lucas, Bolívar, Antônio Carlos (André Bahia) e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Gabriel, Fellype Gabriel, Lodeiro e Rafael Marques; Bruno Mendes.

Olaria: com o resultado ruim da última partida contra o Friburguense, Luiz Antônio vai modificar até mesmo o esquema do time, que passa de 4-3-3 para 4-4-2. Duas mudanças são obrigatórias: a entrada de Thiago Campos no lugar de Cléberson, suspenso por expulsão; e Gustavo na vaga de Moreno, no gol, por motivo de doença. O lateral Calisto dará lugar a Erick Brandão, por questão técnica. O meia Victor volta ao meio-campo após suspensão. Lenine entra para compor o meio e Erick entra no ataque para substituir Zé Carlos. Os titulares do Olaria para domingo são os seguintes: Gustavo; Lucas, Rafael, Thiago Campos e Erick Brandão; Assis, Lenine, Mehmet Aurélio e Victor; Erick e Waldir.



Botafogo: Seedorf não enfrenta o Olaria para fazer um trabalho de condicionamento físico, que o manterá em melhor forma para o restante da temporada. Cidinho, submetido a uma cirurgia no joelho direito, e Andrezinho, com um problema no púbis, também não jogam.

Olaria: o zagueiro Cléberson está fora depois de ser expulso contra o Friburguense. O goleiro Moreno está com dengue, e o veterano atacante Zé Carlos, machucado.

Botafogo: Bruno Mendes teve boa atuação contra o Vasco, mas não marcou. Ele fez apenas um gol na temporada em 11 jogos e o artilheiro está com sede de gols.

Olaria: o experiente Mehmet Aurélio é o ponto de equilíbrio do setor de meio-campo. Aos 35 anos, o volante que se consagrou no futebo turco é fundamental para estabilizar e orientar um time formado, na maioria, por jovens jogadores.



Marcelo Mattos, volante do Botafogo: "Tem um frio na barriga pela homenagem dos 100 jogos, buscando esse primeiro título carioca, mas temos muita coisa para passar ainda. Domingo, temos um adversário difícil, que briga contra o rebaixamento. Pedras vão surgir no caminho, mas podemos conseguir".

Luiz Antônio, técnico do Olaria: "A expectativa é a melhor possível. Não fomos bem contra o Friburguense, que ficou uma semana treinando, enquanto nós vínhamos de desgaste, com três jogos difíceis em sequência. Jogar contra o Botafogo já é difícil em situação normal, imagine então com o time em lua de mel com a torcida. Não podemos abrir mão de jogar. Temos três finais, precisamos pontuar, e nada melhor do que fazer isso contra o Botafogo para ressurgir e ganhar credibilidade na competição”.



* Confira quem leva vantagem no confronto na Futpédia

* A última derrota do Botafogo no Campeonato Carioca diante de uma equipe pequena foi na quarta rodada do estadual de 2009, quando foi derrotado pelo Volta Redonda por 2 a 1, no Engenhão.

* O Botafogo perdeu pela última vez para o Olaria em 14 de março de 2002, na Rua Bariri, pelo placar de 3 a 1. Os gols foram de Luís Carlos, Fabrício e Willian, com Daniel anotando para o Alviengro.

* A última boa campanha do Olaria em um Campeonato Carioca foi em 2011, quando chegou à fase semifinal da Taça Rio. Na ocasião, enfrentou o Vasco e perdeu por 1 a 0.




Em 8 de fevereiro de 2012, Botafogo e Olaria se enfrentaram pela última vez. Melhor para o Botafogo, que goleou por 5 a 0, gols de Loco Abreu (dois), Elkeson (dois) e Maicosuel. Na ocasião, o técnico Oswaldo de Oliveira mandou a campo Jefferson, Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Lucas Zen), Renato, Maicosuel, Elkeson e Andrezinho (Felipe Menezes); Loco Abreu (Herrera). O Olaria alinhou com Wanderson, Ivan, Amarildo, Thiago e Diego; David, Siston, Moisés (Muniz) e Pedrinho; Vanilson (Claudir) e Allan (Pará). Técnico: Amilton Oliveira

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

Informe do Dia: Engenhão - erros, atraso e pressa



Rio - O torcedor-contribuinte tem o direito de vaiar: a interdição do Engenhão foi o apito final de uma partida marcada por erros dos responsáveis pela obra. Relatórios do Tribunal de Contas do Município citam a falta de planejamento como causa de problemas como a descoberta tardia de tubulação da Cedae sob o terreno, dificuldade na liberação de áreas, orçamento insuficiente e necessidade de se refazer vários projetos.

Documento do TCM aponta que, em 2007, a obra da cobertura foi apressada. Diz que serviços de execução da estrutura metálica sofreram modificações no projeto executivo visando “sua agilização”. Problemas no teto é que causariam o fechamento do Engenhão. Projetista da estrutura, Flávio D’Alambert insiste que o estádio é seguro, mas já ressaltou: “A pressa é inimiga da perfeição”.

Carmen Macedo, chefe da Procuradoria Administrativa da prefeitura, chama de “descabida” proposta de empreiteiras de se eximirem de problemas | Foto: Reprodução
A obra teve um estouro de 424,65% do orçamento, atraso de mais de dois anos em relação ao prazo inicial e denúncia de direcionamento de licitação. Foram necessários quatro contratos para fazer o previsto em apenas um, assinado em 2003 com o consórcio formado pela Racional, Delta e Recoma e que previa a “execução de obras e serviços de construção do Estádio Olímpico”.

Em 2005, o grupo pediu mais 480 dias; em 2006, mais 120. Isso fez dobrar o prazo inicial de 600 dias. Com dez aditivos, o custo deste contrato passou de R$ 87,389 milhões para R$ 116,698 milhões.

CONTRATOS SUCESSIVOS

Em 2004 e 2006, a prefeitura fez outras concorrências: para “Complementação das obras” e para “Obras de complementação de acabamentos e urbanização intramuros”. Vencidas por grupos liderados pela Odebrecht, geraram contratos de R$ 115,314 milhões e R$ 52,747 milhões.

O TCM frisou que, muitas vezes, os sucessivos contratos previam tarefas que deveriam ter sido executadas antes.

Em dezembro de 2006, Eider Dantas, secretário de Obras, manifestou ao consórcio da Delta “preocupação” com as obras, com serviços “de fabricação e montagem da estrutura metálica” e sugeriu a rescisão do contrato. O grupo aceitou no dia seguinte.

Em março foi feito, sem licitação, contrato de R$ 80,514 milhões com o consórcio Odebrecht/OAS, que já participava da obra. As empreiteiras sugeriram cláusulas que as eximissem de responsabilidades, pois não haviam começado aqueles serviços. Procuradora do município, Carmen Macedo classificou a proposta de “descabida”. Mas o pedido das empresas foi acatado.

CESAR MAIA APROVA OBRA

Prefeito responsável pela construção do Engenhão, o hoje vereador Cesar Maia (DEM) cita o projetista Flávio D’Alambert para afirmar que o estádio é seguro.

Para Maia, a polêmica que resultou na interdição pode estar relacionada a interesses do futuro concessionário do Maracanã, disposto a criar dificuldades para tirar jogos do Fluminense e Flamengo do Engenhão.

Ele nega estouro de orçamento. Afirma que, inicialmente, seria um estádio pequeno, apenas para o Pan. Os planos olímpicos do Rio é que teriam gerado a ampliação da obra e dos custos. Mas especificações da primeira licitação falam em arena para 45 mil pessoas e trazem perspectivas de projeto semelhante ao Engenhão.

Apesar do que consta de documentos, Maia diz que a Odebrecht e a OAS (e não a Delta) é que, desde o início, iriam montar a estrutura do teto. Afirma ainda que ressalvas quanto à garantia da obra que constam do último contrato não têm valor. Segundo ele, construturas são sempre responsáveis por seus trabalhos.

Logo depois da assinatura do primeiro contrato para a obra do Engenhão, carta endereçada ao TCM enumerava supostas evidências de que a licitação fora “um grande engodo”. O anonimato do documento fez com que os fatos não fossem apurados. 

POR FERNANDO MOLICA