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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Tabu de 13 anos a favor do Fla não impressiona técnico do Botafogo

Oswaldo de Oliveira se diz a favor do romantismo no futebol, mas não acredita que esses números sejam considerados para o clássico




Oswaldo de Oliveira treino Botafogo (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)
Oswaldo de Oliveira já enfrentou o Fla cinco vezes
(Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)
No dia 3 de março deste ano, o Botafogo venceu o Flamengo por 2 a 0 na semifinal da Taça Guanabara e encerrou uma escrita de quase três anos sem vencer o rival.
 
Domingo, terá mais uma pela frente. Pelo Campeonato Brasileiro, o time não derrota o adversário há 13 anos (20 jogos). A última vitória no clássico pela competição nacional aconteceu no dia 7 de outubro de 2000, por 3 a 1, no Maracanã.

Nessa série de jogos sem vencer o Flamengo, o Botafogo sofreu oito derrotas e empatou 12 vezes. Apesar do tabu, o técnico Oswaldo de Oliveira procura deixar de lado o caso. Desde que assumiu o comando do time em janeiro de 2012, ele obteve uma vitória, três empates e perdeu apenas uma vez para o rival.

- Adoro o romantismo do futebol, as histórias, venho disso. Mas nesse momento quem está hoje aqui no Botafogo como eu ou no Flamengo vive outra realidade. O que está sendo considerado e preparado para esse jogo passa longe dessa estatística - explicou Oswaldo.

A maior preocupação é com a recuperação dos jogadores para o clássico. Ao contrário do Flamengo, que não atuou durante a semana, o Botafogo teve um jogo duro com o Figueirense, quarta-feira, pela Copa do Brasil, no frio de Florianópolis.

- Não temos tempo agora, mas ficamos um mês em preparação e a equipe tem sido essa que vem jogando. Ainda vou pensar um pouquinho em função do Flamengo, mas não tem o que mudar nesse momento - comentou o treinador.

O tempo de trabalho com o grupo ajuda Oswaldo a ter confiança na realização do que pede em campo. Não à toa, o time foi campeão carioca, está na segunda colocação do Campeonato Brasileiro e classificado para as oitavas de final da Copa do Brasil.

- Tenho dito para os jogadores terem a melhora individual dentro do coletivo, pois todos sabem o que devem fazer em campo em todos os momentos do jogo. Precisamos diminuir a margem de erro, o que passa pelo adversário. Ele que leva uma equipe a errar. A gente vai reativar isso com situações que já vivemos - disse Oswaldo.

Por Thales Soares Rio de Janeiro

Oswaldo completa 100 jogos pelo Bota no clássico com o Flamengo

 

Técnico diz que não sabia da marca, mas ressalta sua importância. Principal artilheiro sob seu comando é o holandês Seedorf, com 19 gols

                                           
 

Oswaldo de Oliveira e Seedorf treino Botafogo (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)
Oswaldo de Oliveira e Seedorf, parceria vitoriosa
(Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)
Domingo, o clássico com o Flamengo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, será ainda mais especial para o técnico Oswaldo de Oliveira. Ele vai comemorar a marca de 100 jogos no comando do Botafogo justamente no confronto com o rival em um momento no qual tem motivos de sobra para abrir um sorriso com o que seu time vem desempenhando em campo.
Nos 99 jogos disputados até momento pelo Botafogo, Oswaldo tem 51 vitórias, 17 empates e 21 derrotas. O artilheiro durante o período em comanda o time é o holandês Seedorf, com 19 gols marcados, superando Elkeson, que havia marcado 18 no ano passado, o primeiro do treinador.

- Não estou contabilizando e só fiquei sabendo agora. Mas não que não julgue importante. Claro que é. Fazer 100 jogos pelo Botafogo é algo que me enche de orgulho e estimula muito a continuar fazendo, a dar continuidade ao trabalho - afirmou Oswaldo.

Antes de completar 100 jogos pelo Botafogo, o técnico lembra de ter alcançado tal feito apenas pelo Kashima Antlers, onde passou cinco temporadas, entre 2007 e 2011. O feito pelo Botafogo cresce em importância depois de passagens pelos outros três grandes clubes do Rio, Santos, São Paulo e Cruzeiro. No Brasil, também alcançou a marca pelo Corinthians, onde completou 112.

Nesse período, Oswaldo conquistou uma Taça Guanabara, duas vezes a Taça Rio e um Campeonato Carioca. A expectativa, agora, é por um título nacional. No momento, ele corre em duas frentes, estando na segunda colocação do Campeonato Brasileiro e nas oitavas de final da Copa do Brasil.

- O objetivo é vencer sempre. Paramos um pouco para pensar na na Copa do Brasil, mas assim que acabou o jogo passamos a pensar no Flamengo. Ali, já solicitei que voltassem suas atenções para o clássico onde uma vitória pode nos levar de volta ao primeiro lugar ou pelo menos no manter no topo da tabela - comentou o treinador.

Por Thales Soares Rio de Janeiro

Tímida, remadora do Botafogo vira modelo: 'Aumentaram as cantadas'


Após competir em Londres 2012, Luana Bartholo troca o Flamengo pelo Botafogo e resolve se arriscar no ramo artístico. Rio 2016 ainda é seu foco


A remadora do Botafogo, Luana leva jeito
diante das câmeras (Foto: Divulgação)
O remo continua sendo o foco principal e o objetivo maior está nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. Mas o mundo da moda acabou batendo na porta da remadora Luana Bartholo. Por conta de um inesperado convite que a levou para a frente das lentes, a carioca de 28 anos acabou tomando gosto em ser modelo. Uma das representantes do Brasil nas Olimpíadas de Londres 2012, a atleta do Botafogo confessa ser tímida e diz se inspirar em ícones do mundo fashion na hora de fotografar. Já no esporte, seu grande espelho é a ex-companheira e campeã mundial, Fabiana Beltrame.

- Sou tímida. Na hora das fotos eu invento um personagem. Penso numa ''top'' e acaba dando certo. A minha referência no esporte é a Fabiana Beltrame. Exemplo de dedicação. No mundo da moda, gosto do trabalho da Emanuela de Paula, modelo da marca Victoria´s Secret . Ela foi a primeira modelo negra a ser capa da revista Vogue Brasil. Acho que ela me representa - disse Luana, que em Londres ficou com a 13ª posição no duplo skiff leve ao lado de Beltrame.

O sucesso como modelo já começou a repercutir e tem rendido alguns frutos. A remadora está solteira e revelou que as cantadas de possíveis pretendentes aumentaram depois que alguns de seus ensaios começaram a ser divulgados.

- Com a divulgação de algumas fotos minhas, aumentaram sim as cantadas, mas continuo solteira - revela, com bom humor.

Luana apenas precisou do impulso certo para entrar de vez no mundo da moda. No fim de abril, ela foi convidada para participar da gravação de um clipe de um grupo de samba. A modelo Nicole Bahls foi sua companheira de set e a incentivou a tentar entrar no ramo.

- Ela me deu conselhos, falou que eu era bonita e que tinha corpão para fazer um book. Foi o que eu fiz e está dando muito certo - disse a atleta carioca.


Luana Bartholo: atleta do Brasil e do Botafogo se arrisca na carreira de modelo (Foto: Divulgação)
Fla deve salário, mas foco está apenas no Botafogo

Em março deste ano, a carreira de Luana sofreu uma reviravolta quando ela trocou o Flamengo pelo Botafogo. Apesar do Rubro-Negro ainda lhe dever salários atrasados, ela prefere não comentar muito sobre o imbróglio e quer apenas focar no novo clube, onde tem recebido todo apoio nas duas carreiras que vem tocando.

- No Botafogo, todo mundo apoia minha carreira de modelo. Do diretor ao faxineiro. Acho que todos perceberam que é uma forma artística e diferente de mostrar o esporte. Eu trabalho com pessoas sérias e competentes, e o resultado sempre fica bonito e satisfatório. A minha família me apoia bastante também - conta Luana.

Para trocar o Flamengo pelo Botafogo, Luana teria de pagar uma taxa de transferência de cerca R$ 20 mil para a Confederação Brasileira de Remo. Sem esse dinheiro e com receio de ficar sem competir, a atleta fez uma manobra "se transferindo" para o clube capixaba Saldanha da Gama, já que as taxas interestaduais são bem mais baratas. Ela poderá se transferir de volta para o Rio no fim do ano, mas já está trabalhando diariamente na sede do clube alvinegro.

A atleta tem tomado todos os cuidados para não deixar o esporte de lado. Com os dois objetivos bem claros em sua cabeça, ela mantém o despertador pronto todos os dias bem cedo para remar. Se dividindo, Luana se esforça para manter os cuidados com a beleza alinhados com todos os esforços do esporte.


Luana Bartholo ao lado de Fabiana Beltrame nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 (Foto: AFP)
- São coisas completamente diferentes. É difícil conciliar, como atleta você está mais preocupada com sua performance, em descansar, comer bem. A modelo procura cuidar mais da estética, da pele. Tenho tentando fazer bem os dois - diz.

O mundo da moda não foi o único ambiente explorado por Luana além do remo. A atleta brasileira se formou em jornalismo e chegou a se arriscar em uma redação. No entanto, hoje a ideia já não faz mais parte de seus planos.

- Acho que depois de 2016, encerrando a carreira de atleta, posso voltar a trabalhar. Mas não acredito que em uma redação de jornal - finalizou Luana.


Por Amanda KestelmanRio de Janeiro