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sexta-feira, 14 de março de 2014

Promessa de novo líder, Risso espera conquistar rápido a confiança de todos


Zagueiro estreia contra o Boavista na que pode ser a única oportunidade de mostrar serviço antes da chance de entrar na nova lista da Libertadores, caso o Bota avance



O zagueiro Mario Risso fará neste sábado, contra o Boavista, em Bacaxá, sua estreia com a camisa do Botafogo. Se a postura mostrada nos treinamentos for repetida em campo, a equipe pode ganhar um novo líder, já que o uruguaio, de 26 anos, é daqueles que gosta de falar muito para tentar orientar os companheiros.

Além desta característica, Eduardo Hungaro tem gostado da parte técnica do zagueiro, que chegou ao clube neste ano depois de atuar pelo Defensor-URU por toda a carreira. O idioma ainda é um entrave entre Mario Risso e os companheiros, mas ele acredita que isto em breve não será mais problema.

Mario Risso tem se destacado nos treinos do Botafogo (Foto: Satiro Sodré / Botafogo FC)
- Não sei se vou ser um novo líder, mas é um costume meu desde pequeno falar bastante. Não é mandar, é uma tentativa de ajudar. De trás se vê o jogo melhor. Gosto de falar para que tenham esta referência, tento deixar a equipe ordenada. Eles não me entendem muito (risos), mas aos poucos vão me conhecendo e vamos nos entender. Já aprendi algumas palavras, como "vira", "gira"...

Apesar de ser especial para o uruguaio, a partida deste sábado não tem tanto peso para o Bota, que já está eliminado no Carioca e concentra todas suas forças na Libertadores. Risso, no entanto, garante que a equipe entrará determinada para buscar a vitória. E ele dará sua contribuição.

Não sei se vou ser um novo líder, mas é um costume meu desde pequeno falar bastante

Mario Risso

- É um jogo importante, queremos ganhar sempre. Gostaríamos de estar disputando vaga na semifinal, mas futebol é assim. Estou muito contente com esta possibilidade de jogar, era o que eu queria. Espero mostrar um grande futebol para ajudar o time a conseguir a vitória.

Esta pode ser a única chance que Risso terá para mostrar serviço antes de o Bota poder mexer na lista dos inscritos da próxima fase da Libertadores, caso se classifique. Ciente disso, o uruguaio espera ganhar a confiança de todos.

- Obviamente, mas estou pensando primeiro nesta partida, que será difícil, já que o Boavista tem uma equipe boa, está bem. Espero que me conheçam melhor e que eu ganhe a confiança de todos. Se for bem, minhas chances aumentam.

Por fim, Mario Risso comentou com entusiasmos sobre a chance de atuar no futebol brasileiro, considerado por ele tão forte quanto algumas ligas da Europa.

- São duas realidades distantes. O futebol uruguaio é muito competitivo, mas o Brasil está em um nível parecido com o europeu, tem muitos jogadores importantes. Estou em um clube muito grande, de muita história. Espero estar à altura.

O Bota é o sétimo colocado do Carioca e não tem mais chances de ir para a semifinal. O jogo contra o Boavista é neste sábado, às 16h, em Bacaxá.

Por Fred Huber Rio de Janeiro

Hungaro arma o time para encarar o Boavista, e Mario Risso faz estreia


De olho na Libertadores, técnico não deve escalar Lucas e Dankler, possíveis substitutos de Edilson e Bolívar. Renato fica entre os reservas




Depois do desgastante retorno ao Rio de Janeiro após a derrota por 2 a 1 para o Independiente del Valle, os jogadores do Botafogo voltaram ao trabalho na manhã desta sexta-feira. Os titulares fizeram apenas um trabalho físico leve no campo. Apenas Wallyson, Marcelo Mattos e Jorge Wagner ficaram na sala de musculação. O técnico Eduardo Hungaro levou ao gramado o time que deve escalar neste sábado, às 16h, contra o Boavista, em Bacaxá.

A principal novidade deve ser a estreia do zagueiro uruguaio Mario Risso. Outra surpresa é a presença de Renato entre os reservas. O volante já não havia sido relacionado para o jogo da Libertadores. Hungaro iniciou o treinamento com Helton Leite, Alex, Mario Risso, André Bahia e Junior Cesar; Bolatti, Dedé, Fabiano, Gegê e Zeballos; Henrique.

Mario Risso ganha sua primeira oportunidade com a camisa do Botafogo (Foto: Vitor Silva/SSPress)

Possíveis substitutos de Bolívar e Edilson no jogo da próxima terça-feira, pela Libertadores, Dankler e Lucas treinaram entre os reservas. Os titulares foram expulsos na partida contra o Independiente del Valle no Equador.

Eduardo Hungaro deu mais ênfase nos ajustes ofensivos da equipe e na prática das bolas paradas. Parece ter ficado satisfeito.

- Está legal o trabalho. Vamos! - gritou o treinador.

Já eliminado no Carioca, o Bota entra em campo apenas para cumprir tabela. O Alvinegro está em sétimo lugar com 16 pontos. As atenções seguem voltadas para a Libertadores, e na terça-feira, o time volta a campo para enfrentar o Independiente del Valle, às 22h, no Maracanã.

Por Fred Huber Rio de Janeiro

Atitude de Edílson preocupa, e Botafogo analisa possível multa


Diretoria, comissão técnica, jogadores e psicólogos já vinham alertando lateral-direito por conta de comportamento intempestivo em partidas da Libertadores



Edílson em jogo contra o Unión Española:
Botafogo em alerta (Foto: EFE)
Uma expulsão anunciada. Era questão de tempo. Esses eram os pensamentos de muitos dos integrantes de diretoria e comissão técnica do Botafogo em relação a Edílson. A falta de controle emocional do lateral-direito, principalmente nas partidas da Libertadores, teve seu ápice na última quarta-feira. No mesmo lance, o camisa 3 levou o cartão amarelo e em seguida vermelho, aumentando um prejuízo que já era grande quando Bolívar foi punido pelo árbitro na derrota por 2 a 1 para o Independiente Del Valle, no Equador. O clube vai avaliar a situação do jogador e analisar a possibilidade de uma multa.

Diretoria e comissão técnica ainda observarão com calma o lance da expulsão de Edílson para analisar se o cartão vermelho foi mais uma falha do árbitro Manuel Garay ou uma consequência do desequilíbrio do jogador. No Botafogo, entretanto, não faltaram tentativas de corrigir esse comportamento, já que existia o temor de ocorrer exatamente o ocorreu: uma expulsão que prejudicaria o Alvinegro num momento importante da Libertadores.




Psicólogos, diretores, técnico e jogadores. Todos já vinham conversando com Edílson para que ele atuasse de forma mais tranquila em campo. Até porque os dois cartões amarelos que o lateral-direito havia recebido até o jogo contra o Independiente ocorreram em lances que chamaram a atenção pela violência. Contra o Deportivo Quito, no jogo de volta da fase prévia, Edílson deu uma entrada considerada criminosa em Estupiñan no início do segundo tempo. Contra o Unión Española, o lateral acertou a cabeça de Jaime numa dividida ainda na primeira etapa.

Após a partida, o técnico Eduardo Hungaro admitiu que a situação de Edílson mereceria uma atenção especial e, dependendo da análise do lance, haveria uma conversa. O capitão Jefferson também reconheceu a importância de que a equipe do Botafogo tenha tranquilidade em campo para superar as adversidades características da competição.

- Não sabemos o que houve lá na roda. Vamos ver, o Hungaro disse que vai ouvir o Edilson sobre o que ele fez. Claro, com um a menos é difícil, com dois, fica quase impossível resistir a uma pressão como a que eles fizeram. Na Libertadores tem que ter cabeça fria, no lugar, porque é difícil jogar com dois a menos - disse o goleiro alvinegro.

Por Fred Huber e Gustavo Rotstein Rio de Janeiro