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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Botafogo se irrita com postura e promete briga dura por ex-Corinthians




Satiro Sodre/SSPress
Willian Arão chegou ao Botafogo em baixa na carreira. Após fazer parte do grupo campeão mundial com o Corinthians, em 2012, o jogador não conseguiu render o esperado e passou a ser emprestado. Passou por Portuguesa, Chapecoense e Atlético-GO até chegar ao Rio de Janeiro. Somente no clube de General Severiano é que o futebol reapareceu. O que poderia ser o início de uma relação duradoura, pode se transformar em uma verdadeira guerra.

O contrato de empréstimo, assinado por Willian Arão no início do ano, prevê renovação automática por mais uma temporada desde que o Botafogo pague a quantia de R$ 500 mil até dezembro. O Alvinegro não tem dúvida de que irá exercer esse direito. O problema é que o jogador e o pai dele, que cuida da carreira do filho, não parecem interessados em permanecer em 2015.

Após a boa temporada no Botafogo, a dupla considera o acordo inicial com o clube ruim e não teria a valorização merecida para o volante. Isso porque outros times já estão interessados em Willian Arão que receberia muito mais com uma transferência neste momento. Alheio ao assédio, o Alvinegro só pensa em fazer valer o contrato assinado.

A confusão criada pelo jogador no vestiário do Engenhão após vitória sobre o Paraná pegou muito mal com a diretoria. Willian Arão reclamou da forma como o bicho por um triunfo sobre o Vitória, no último sábado, foi paga. Em vez de débito em conta corrente, queria em dinheiro vivo. Para a cúpula do futebol, o ocorrido é uma forma de criar um clima pesado, impedindo a permanência em General Severiano.

O Botafogo, porém, não está disposto a ceder. Após o ato de indisciplina, Willian Arão foi advertido, mas não sofrerá qualquer tipo de punição mais pesada. O próprio volante veio a público negar qualquer problema com a diretoria e reiterou a vontade de ficar.

"Conversei com o presidente sobre o que aconteceu, e ele me disse que o que tinha chegado até ele era uma versão diferente. Acho que foi mais um mal-entendido do que qualquer outra coisa. Vamos esclarecer e vai ficar tudo bem. O importante é que o Botafogo é líder e vai subir", disse o jogador em entrevista ao site globoesporte.com.

"Não fico preocupado de o que aconteceu ontem se volte contra a mim. Sei que é difícil agradar a todos, mas sei do trabalho que estou fazendo, algo que a torcida reconhece. Se estivesse de corpo mole eu não estaria me doando em campo e tiraria o pé das divididas. Meu pai e eu nunca falamos que existia algo acertado com outro clube e sempre deixei claro que pretendo ficar no Botafogo. Não posso controlar as especulações, mas da minha boca nada foi dito", completou o volante.

Apesar do otimismo nas palavras, o fato é que Willian Arão e seu pai estão fazendo jogo duro para acertar a renovação contratual. O Botafogo deixa claro que não vai desistir do jogador e conta com o atleta para a próxima temporada. Uma verdadeira 'guerra fria' ainda sem previsão de fim. Cruzeiro e Flamengo acompanham o imbróglio de perto.


Bernardo Gentile
Do UOL, no Rio de Janeiro

Obras no Engenhão: festa para quem sai, preocupação para quem fica


Teto remendado e canos corroídos são alguns dos aspectos que chamam atenção de quem transita pelo Estádio Nilton Santos em fase final das intervenções




Mesas arrumadas e balões na última quinta para celebrar
 fim das obras do Engenhão (Foto: Gustavo Rotstein)
Na tarde da última quinta-feira, um churrasco ao lado do campo anexo reuniu membros da Prefeitura do Rio de Janeiro e integrantes do Consórcio para celebrar o fim das obras do Engenhão. Mas para aqueles que ficarão quando todas as forças de trabalho forem desmobilizadas, não haverá muitos motivos para comemoração. Aqueles que vivem o dia a dia do Estádio Nilton Santos, principalmente funcionários do Botafogo, se mostram preocupados com a herança que será deixada. Nem mesmo os dois anos e meio de intervenções na cobertura não foram suficientes para agradar os que observam tudo diariamente.


Uma volta no estádio mostra que ainda há muito a ser feito. Não apenas no que se refere aos tratores e guindastes que ocupam o local. Mas aqueles que trabalham no estádio mostram-se preocupados com o que dizem ser “remendos” facilmente visíveis na parte interna da cobertura. Nos corredores, canos de água potável corroídos e infiltrações nas paredes também são evidentes. Ferros de contenção instalados durante a obra foram retirados, mas ficaram danos nas estruturas. Algumas cadeiras da arquibancada receberam respingos de tinta que não conseguiram ser retirados pela limpeza. Cada assento custa R$ 127. No pátio interno, o chão foi danificado pelo constante trânsito de veículos pesados.

Além de esteticamente ruins, "remendos" na parte interna da cobertura preocupam quem observa o Engenhão (Foto: Gustavo Rotstein)
Uma reclamação ouvida constantemente nos corredores do estádio está relacionada à mudança no quadro de energia, feita como parte da adaptação à alta demanda das Olimpíadas. Funcionários que trabalham no estádio alegam que a intervenção não foi feita da maneira correta e, para consertar, o Botafogo precisou gastar R$ 15 mil.

Mosaico Engenhão Obras
(Foto: Gustavo Rotstein)
O estádio ainda conta com seis das 34 torres de escoramento inicialmente instaladas. Elas vêm sendo retiradas aos poucos no que, segundo a Prefeitura, é a última intervenção da obra da cobertura. Paralelamente, há a obra de adequação olímpica, que vai seguir no Engenhão e tem como principal atividade a troca da pista de atletismo. De acordo com a RioUrbe (Empresa Municipal de Urbanização), a manutenção de canos, por exemplo, deve ficar a cargo do Botafogo, que desde 2007 tem a concessão da Prefeitura para administrar o local. Além disso, o Município alega que o clube recentemente recebeu uma verba (cerca de R$ 3 milhões) que tem como uma das finalidades ajudar nas despesas de manutenção.


Aqueles que trabalham no Estádio Nilton Santos preferem não falar abertamente, mas não escondem a insatisfação com o estado do local, mesmo com as obras perto de acabar. O Botafogo, que em dezembro deve entregar o Engenhão para o Comitê Olímpico Internacional, prefere inicialmente se resguardar, mas contesta o papel de cada uma das partes na relação.


- Se alguém constrói sua casa, coloca nela um cano vagabundo e ele estoura, a culpa é de quem construiu ou do dono da casa? Além disso, a verba que o clube recebeu não é para ser gasta em manutenção. Trata-se de reembolso de, por exemplo, pagamento de conta de luz e água, que, aliás, são usados por quem faz a obra. Não existe ajuda de custo, é reembolso - disse um integrante da diretoria que preferiu não se identificar.


Quando receber o estádio de volta, após as Olimpíadas do ano que vem, o Botafogo tem a confiança de vai contar com o aparelho finalmente pronto para ser explorado comercialmente da maneira ideal. Até lá, entretanto, o Nilton Santos que se apresenta parece, mesmo após mais de dois anos de obra, estar bem longe do ideal daquele que será a principal sede dos Jogos do Rio.

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro/GE

O BOM FILHO A CASA TORNA




Luis Henrique fala sobre a alegria de voltar ao ES como profissional do Botafogo








“Nunca se esqueça das suas origens, daquilo que te transformou no que tu és hoje." A frase do pensador Aleixo Logan sintetiza perfeitamente o momento na carreira do jovem atacante Luis Henrique, de 17 anos. Capixaba criado no município de Itarana, o atacante alvinegro voltará ao Espirito Santo, agora como profissional, para o jogo contra o Mogi Mirim, sexta-feira, às 21h30, no Estádio Kléber Andrade.

- É um sonho realizado e um privilégio estar voltando ao Espírito Santo como um jogador profissional. Foi lá que eu realmente comecei a dar os meus primeiros chutes na bola, na cidade de Itarana, lugar que vivi até meus 12 anos e iniciei a minha base no futebol. Sem dúvida é um privilégio voltar a minha terra natal como jogador profissional - disse Luis Henrique, que viajará com a delegação alvinegra após o treino da manhã, no Estádio Nilton Santos.

Defensor do Estado em que até hoje mora seu pai, Evilmar, um ex-jogador que atuou por vários clubes do Espírito Santo, Luis Henrique aposta em casa cheia para o confronto importante contra o Mogi Mirim. O jovem destacou o grande número de botafoguenses em Vitória, torcida que será reforçada na arquibancada por familiares e amigos dos jovem talento alvinegro.

- Eu acho que o 'Klebão' vai estar lotado e acredito que na sexta-feira teremos um caldeirão. É grande o número de botafoguenses no Espírito Santo. Eu nunca joguei lá. Minha família toda vai comparecer e meu pai já me ligou para dizer que vai assistir - contou Luis Henrique, sempre tranquilo e focado no trabalho.

Bem maduro para sua idade, Luis Henrique está totalmente ambientado ao profissional do Botafogo e realiza um bom trabalho ao lado dos companheiros de time e do treinador Ricardo Gomes. O jovem atacante entende que o momento é de trabalhar e evoluir a cada dia e fala da relação de total confiança e cumplicidade com o comandante alvinegro.

- O Ricardo Gomes confia bastante em mim e eu também confio bastante nele. Sei que foi um grande jogador e agora é um grande técnico. Só aprendo com ele. Tento absorver tudo que o Ricardo passa, é um cara muito estudioso e que realmente entende de futebol. Vejo esse processo que eu vivo como natural. Sei que tenho apenas 17 anos e ainda vou evoluir muito. Sei também que algumas vezes vou entrar. outras não... Claro que sempre vou lutar para ser titular e estar jogando, mas entendo perfeitamente os critérios que ele usa para fazer o rodízio no time - encerrou Luis Henrique, talento do Botafogo bem cuidado por todos no clube.

O Botafogo do capixaba Luis Henrique enfrentará o Mogi Mirim, sexta-feira, às 21h30, no Estádio Kléber Andrade, o 'Klebão'. O Glorioso lidera a Série B com 45 pontos somados.

Marcos Silva