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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Próximo da renovação, Luis Ricardo avalia ano do Botafogo: “Nota 8”


Em conversa com jornalistas nesta quinta-feira, após leve treino no Nilton Santos, lateral ressalta: "Estatística não mente. Provamos nosso valor"





A semana pós-título do Botafogo pode ser resumida em uma frase: paz de espírito. No tom das conversas e nos treinos descontraídos, os atletas mostram-se felizes e aliviados. Nas palavras do lateral Luís Ricardo, a sensação é de "dever cumprido". Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, no Estádio Nilton Santos, o jogador avaliou o ano do clube de General Severiano, que teve altos e baixos, mas terminou positivamente, com o título da Série B.


- A gente não começou tão bem como imaginávamos, mas entendíamos que o fim seria legal. Tivemos alguns percalços, mas, no fim, entendo que foi bom. Quando começou o ano a palavra era desconfiança. A gente termina dizendo o contrário. A estatística não mente. Nós provamos, em campo, nosso valor - disse. 
 
Com proposta em mãos, Luis Ricardo deve seguir no Botafogo em 2016 (Foto: Vitor Silva / SSPress / Botafogo)
Mente feliz, no entanto, não é sinônimo de mente vazia. Como é o caso de muitos atletas do elenco, Luís Ricardo ainda não definiu seu futuro em relação ao contrato. Se depender só dele, a permanência é certa. A proposta já foi feita pelo Botafogo, quem tem acordo verbal com o lateral-direto para renovar até o fim de 2016. Falta definir com o São Paulo, dono do jogador, que chegou por empréstimo no início do ano.


- Foi um ano muito bom. Conseguimos fazer um grupo bem homogêneo, ganhamos a Guanabara, chegamos à final do Carioca. Conseguimos o acesso, o título. Espero continuar aqui no Botafogo em 2016. É um desejo meu. A partir desse meu desejo, as coisas encaminham para eu permanecer aqui - afirmou.


Além do contrato e da última partida da Série B, sábado, contra o América-MG no Nilton Santos, o lateral tem na cabeça as férias. Ele pretende voltar para a terra natal, Goiás, rever a família e descansar. Claro, sem desperdiçar uma pelada eventual. Mas Luís Ricardo garante que o foco ainda é na 38ª e última rodada, quando pretende ajudar o time a comemorar o título junto à torcida com uma vitória.


- Tivemos alguns momentos ruins, com a torcida em grande número no estádio, e nós perdermos ou empatarmos. Nós jogadores queremos jogar. Mas sabemos que tem outros atletas que não tiveram tantas oportunidades e também merecem uma chance. Até pela questão de contrato. Mas vamos estar presentes. O Ricardo ainda não definiu nada - contou.


Por João da Mata Rio de Janeiro/GE

Botafogo pode voltar ao Caio Martins com seis mil lugares contra pequenos



Glorioso estuda possibilidades para mandar jogos em 2016, sem o Niltão em boa parte do ano devido aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos



Presidente Carlos Eduardo Pereira em visita ao Caio Martins (Vitor Silva / SSPress)

O Botafogo estuda a possibilidade de jogar contra times pequenos no Caio Martins, em 2016, mesmo sem fazer uma grande reforma no estádio. O presidente Carlos Eduardo Pereira contou que o clube estuda a possibilidade de voltar a jogar em Niterói, com seis mil lugares liberados à torcida, no Campeonato Carioca.

– Continuamos a trabalhar com a hipótese do Caio Martins, realizando isso em etapas. Por ainda não termos conseguido os recursos para o projeto inteiro, podemos voltar com o Cario Martins atual, com a capacidade de seis mil lugares. Seria um estádio adequado para jogos contra equipes de menor investimento – comentou o mandatário.

O Botafogo pretendia fazer uma grande reforma no Caio Martins e queria construir duas novas arquibancadas atrás dos gols, numa arena com a capacidade de cerca de 18 mil lugares. No entanto, o clube não conseguiu os recursos necessários. Outra possibilidade é o Botafogo firmar parceria com Flamengo e Fluminense para jogar no Estádio Luso-Brasileiro em 2016.

O Alvinegro ficará em o Estádio Nilton Santos em boa parte do próximo ano devido aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Fonte: Lancenet/Paulo Victor Reis Rio de Janeiro (RJ)

Salário e proposta mexicana dificultam permanência de Navarro no Botafogo


Em negociação arrastada, jogador e clube estão distantes de denominador comum. Uruguaio quer ficar, mas oferta do Jaguares pode encurtar passagem pelo Brasil




Álvaro Navarro planeja ficar, o Botafogo tem interesse, mas o casamento ainda não tem data para acontecer. A questão salarial é o único, porém importante, impasse. As pretensões do atacante ainda estão distantes do que o clube pretende pagar. E, nesse caso, o tempo é inimigo da equipe carioca.

Valorizado pelos nove gols que marcou na Série B, Navarro tem propostas. A melhor delas vem do futebol mexicano. O Jaguares-MEX oferece salário robusto, em dólares. Milionários-COL e clubes do Uruguai e do Peru também estão dispostos a contar com o artilheiro alvinegro. A concorrência, por ora, não preocupa o Botafogo.


- Para os empresários, todo mundo tem propostas de todos os lados - disse um integrante da diretoria alvinegra. 

Com proposta até 2017, Navarro está insatisfeito com valores oferecidos pelo Botafogo (Foto: Vitor Silva / SSPress)

Navarro, no entanto, não esconde seu desejo de continuar no Botafogo. Além do carinho pelo clube, a adaptação da família ao Rio de Janeiro pode pesar na decisão. O filho de sete anos está entusiasmado com a cidade.

No entanto, apesar da vontade de seguir, a situação financeira do Botafogo aflige Navarro. O Botafogo ainda não pagou pelo empréstimo do atacante. Apesar de ligado ao Defensor-URU, os direitos econômicos do atacante pertencem a um empresário argentino, que o acompanha desde o início da carreira.

Outra questão que o incomoda vem desde a chegada ao Brasil, em julho. Navarro desembarcou no país com uma promessa salarial, mas se desapontou a descobrir que do valor seriam descontados impostos e encargos trabalhistas.

A negociação se arrasta. Há um mês, o Botafogo apresentou proposta de dois anos de contrato. O representante do jogador, o também uruguaio Gerardo Cano, demorou a responder, o que gerou certa apreensão. Quem conduz as negociações são o presidente Carlos Eduardo Pereira e o diretor jurídico Gustavo Noronha. Os dois também foram os responsáveis pela contratação do atacante.

O GloboEsporte.com tentou contato com Gerado Cano, mas não encontrou o empresário. Na semana passada, o agente deixou claro que iria buscar por parte do Botafogo uma valorização salarial de Navarro, que espera receber o dobro do valor atual. O Alvinegro, entretanto, estipulou um aumento inferior, mas garante que o oferecido é considerável.

Em relação ao tempo de contrato, existe consenso entre as partes. Caso ocorra, a renovação será até dezembro de 2017. Navarro, de 30 anos, chegou ao Botafogo em julho e marcou nove gols em 16 partidas disputadas. Liberado do jogo contra o América-MG, o uruguaio pode não jogar mais pelo Alvinegro.


Por Gustavo Rostein, Marcelo Baltar e Richard Souza Rio de Janeiro/GE