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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Botafogo não avança em negociação com Ronaldo, e atleta não permanece


Autor do gol sobre o Luverdense, do acesso à Série A, não continuará no Alvinegro em 2016. Diretoria cogitou manter o atacante na ausência de acordo com Navarro




Ronaldo não seguirá no Bota em 2016 (Foto: Vitor Silva / SSPress)
O atacante Ronaldo é mais um atleta do elenco campeão da Série B a não permanecer no Botafogo. O nome do jogador não era uma prioridade para renovação, mas voltou a tona no começo de dezembro com a dificuldade na permanência de Navarro - o que acabou se concretizando, embora antes fosse quase certa.


Chegou a haver um avanço nas negociações com Ronaldo. No início do mês, o gerente Antônio Lopes enviou uma proposta ao empresário do jogador, e questão salarial e tempo de contrato (um ano) ficaram acertados. O Yokohama-JAP, dono dos direitos econômicos do atleta, também aceitou liberá-lo. No entanto, o acerto não se concretizou.


- O Ronaldo não fica - afirmou, nesta terça-feira, o vice de futebol Antonio Carlos Azeredo, o Cacá.


Contratado em setembro após se destacar com seis gols pelo Ituano na Copa do Brasil, Ronaldo esteve em campo seis vezes com a camisa do Botafogo – apenas duas como titular – e marcou um gol, o do acesso à Série A, contra o Luverdense.

Por Jessica Mello Rio de Janeiro/GE

Botafogo mantém projeto de recuperação do Caio Martins



Glorioso tem o objetivo de mandar jogos de pequeno porte no estádio de Niterói


Caio Martins, em foto recente (Foto: Cleber Mendes/Lancepress!)


O Botafogo segue com o objetivo de recuperar o Estádio Caio Martins, em Niterói, para mandar jogos de pequeno porte em 2016. O Glorioso planeja fazer uma reforma na estrutura, com capacidade para seis mil torcedores, número considerado suficiente para partidas de pequeno apelo no Campeonato Carioca.

Inicialmente, o Alvinegro sonhou em fazer uma grande reforma no Caio Martins, numa arena com capacidade de 18 mil pessoas, mas esbarrou na falta de investimento. O clube chegou a firmar acordo com a Prefeitura de Niterói para voltar à cidade vizinha ao Rio, mas a ideia ainda não saiu do papel.

Agora, o objetivo é fazer uma reforma mais modesta e rápida no Caio Martins. A primeira partida do clube alvinegro em casa no próximo ano ainda não tem local definido. Isso porque o Estádio Nilton Santos será entregue à Prefeitura do Rio muito em breve. Há quem diga, porém, que a estrutura da Zona Norte possa receber alguns jogos durante o Estadual.

Recentemente, o Botafogo se colocou à disposição para firmar parceria com Flamengo e Fluminense em busca de uma casa provisória em 2016. O Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, surgiu como primeira opção, e o Ítalo del Cima, em Campo Grande, também foi cogitado. Nestes casos, contudo, há necessidades de grandes investimentos e faltam parceiros.


Fonte: Lancenet/Paulo Victor Reis/Rio de Janeiro (RJ)

Botafogo renova com Globo até 2020, mas já há risco de contrato ser rasgado




Presidente do Botafogo (Luciano Belford/SSPress)



O Botafogo aceitou a proposta da Globo e renovou contrato até 2020 sobre o direito de transmissões dos jogos. Com isso, o clube tem a receber R$ 17 milhões da emissora de luvas pelo novo acordo. Porém, os departamentos jurídicos da empresa e do Alvinegro não se entendem, o que pode gerar até uma rescisão precoce.

A Globo considera que o Botafogo precisa resolver problemas fiscais para poder receber o valor. O clube, por outro lado, acredita ter a situação regularizada após aderir ao Profut no dia 25 de novembro. Esse impasse está causando transtorno e a falta de entendimento no diálogo pode mudar o rumo da história.

"O Botafogo ainda está analisando o que vai fazer. Está em aberto, mas atualmente as conversas não estão legais. Os departamentos jurídicos não enxergam a situação da mesma forma. O contrato só é válido se recebermos o dinheiro, senão é melhor rescindir e deixar o antigo [até 2018] valendo", disse o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, ao UOL Esporte.

Para o Botafogo, o imbróglio é muito ruim e interfere diretamente no planejamento para 2016. Isso porque os R$ 17 milhões teriam algumas funções. Uma delas é o aporte que a diretoria contava para realizar algumas contratações nesse mercado da bola.

E a demora para liberar o dinheiro já fez a primeira vítima. O Botafogo tinha o interesse em trazer Camilo, da Chapecoense, que pediu aproximadamente R$ 2 milhões. A diretoria ainda negociava uma redução no valor, mas tinha a intenção de pagar uma quantia. Sem a verba na conta, porém, o jogador fechou com o Al-Shabab, Arábia Saudita.


Fonte: Bernardo Gentile
Do UOL, no Rio de Janeiro