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terça-feira, 22 de maio de 2018

Antes de rodada dupla fora, Marcinho quer explorar fator casa: "Grande força o Niltão"


Com Botafogo invicto em seu estádio, lateral-direito projeta novo triunfo sobre o Vitória para time se recuperar da derrota para o América-MG. Sequência do Alvinegro terá São Paulo e Vasco









Após perder para o América-MG no Independência e se distanciar do pelotão de frente do Campeonato Brasileiro, o Botafogo viu aumentar a cobrança para receber o Vitória no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Nilton Santos. E é justamente no estádio que os jogadores se apoiam para reencontrar as vitórias e o bom futebol. Jogando em casa, o Alvinegro está invicto na competição: empatou com Palmeiras e venceu Grêmio e Fluminense.


Com uma rodada dupla fora na sequência do campeonato semana que vem, contra São Paulo quarta-feira no Morumbi e diante do Vasco sábado em São Januário, Marcinho quer explorar mais uma vez o fator casa contra o embalado Vitória, que vem de dois triunfos seguidos:


– Esse jogo vai ser muito importante para a gente. Estamos levando como grande força o Niltão. A torcida tem vindo, tem apoiado a gente até o final. Não temos tido trabalho fácil em casa, mas temos conseguido fazer valer nosso estádio e nossa torcida. Depois vai ser um bom momento para a gente mostrar que melhorou, buscarmos nossa primeira vitória fora. E vencer esse jogo domingo vai ser bom para dar mais força para os próximos – afirmou, em entrevista coletiva nesta terça.



Marcinho deu coletiva nesta terça após a reapresentação do time (Foto: Thiago Lima/GloboEsporte.com)


A média de público do Botafogo no Campeonato Brasileiro é de 8.149 pessoas após três jogos. Considerando todas as 11 partidas como mandante na temporada, a média cai para 6.749. Números ainda distantes dos 30.689 de média do Alvinegro na Libertadores do ano passado.



Confira outros tópicos:


100 DIAS DE VALENTIM
Balanço é positivo: título carioca, posição intermediária no Brasileiro e temos muito a crescer. Acho que é positivo.


ESTILO ELÉTRICO DO TÉCNICO
Acho que ajuda muito a gente, acaba motivando ver um cara incentivando do lado de fora. Para quem está em campo parece que está junto.



VALENTIM ABSOLVIDO NO STJD
A gente fica bastante aliviado. Perder nosso comandante por essa quantidade de jogos que você disse (seis partidas) não ia ser nada bom para a gente.


BOTAFOGO MAL FORA DE CASA
Acredito que seja mais por circunstâncias de jogo. Os times jogando em casa tendem a se impor. Acho que a gente tem sofrido sim com isso, mas nada que com o tempo, trabalhando mais forte, ajeitando algumas coisas, acabe melhorando.


COMO EVOLUIR?
Tende até ficar repetitivo aqui, mas Brasileiro é cada jogo uma final. Os times que chegam são os que têm mais regularidade. Temos que buscar essa regularidade para alcançarmos grandes coisas no fim do ano. A gente tem que encontrar essa ousadia fora de casa, faltou um pouquinho. Tivemos boa parte o controle do jogo (contra o América-MG), mas não fomos incisivos e efetivos.


O QUE PRECISA MELHORAR?
Eu não sou treinador, então vou falar pelo meu lado, do que vi do jogo. É só ser um pouquinho mais agressivo. O Alberto (Valentim) sempre fala isso para a gente desde que chegou, ter uma melhora pequena jogo a jogo: 10%, 20%.


SUSPENSÃO DE CARLI
A gente perde com saída do Carli, um cara que tem liderança dentro do campo, fala com o juiz, comanda a gente na parte de trás. Mas a gente também ganha na velocidade, Yago e Marcelo são jogadores novos. Perde de um lado, mas ganha do outro.


TORCER PELO BAHIA POR VAGA NO POTE 1 DA SUL-AMERICANA?
Não estava nem sabendo muito dessa situação (risos). Mas não tem muito que torcer, o adversário que vier a gente tem que estar preparado para qualquer coisa.


Foto destaque: Gianlana/Pixel/BFR


Fonte: GE/Por Thiago Lima, do Rio de Janeiro

Marcelo e Ezequiel ficam à disposição de Valentim no Botafogo para pegar o Vitória



Volante e atacante se recuperam de problemas no joelho e na coxa e viram opção para o treinador no jogo do próximo domingo, no Nilton Santos. Marcos Vinícius e Gatito continuam fora








Após a derrota para o América-MG no ultimo domingo, o Botafogo se reapresentou na tarde desta terça-feira com boas notícias: Marcelo e Ezequiel estão recuperados e à disposição de Alberto Valentim para o jogo contra o Vitória no próximo domingo, às 16h (de Brasília) no Nilton Santos, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.


Recuperado de uma lesão no joelho esquerdo, Marcelo estava fora de combate desde o jogo de ida da primeira fase da Copa Sul-Americana, contra o Audax Italiano no Chile, e ainda não jogou no Brasileirão. Titular no início de Valentim no clube, o volante tenta recuperar o espaço e tem a concorrência de Jean por uma vaga no time.



Ezequiel voltou a treinar normalmente no Botafogo (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)


Por sua vez, Ezequiel retorna após se livrar das dores na coxa, que o tiraram dos últimos dois jogos do profissional e da segunda partida da semifinal da Copa do Brasil Sub-20. O atacante também já foi titular com Valentim e disputa posição em um dos setores mais concorridos da equipe, que conta atualmente com Kieza, Aguirre e Leo Valencia entre os reservas.


Casos cirúrgicos, Yuri, João Paulo e Leandro Carvalho seguem no departamento médico ainda sem prazo para voltar. Os outros machucados são Gatito e Marcos Vinícius. Com uma lesão no punho direito, o goleiro vem treinando com os pés para manter a forma, já o meia, com dores na coxa esquerda, continua em transição. O Botafogo também não estipula prazo para a dupla.


Foto destaque: Vitor Silva/SSPress/Botafogo


Fonte: Por Thiago Lima, do Rio de Janeiro

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Ataque isolado, armas marcadas... Como o Botafogo perdeu para o América-MG


Esquema com três volantes e pontas fixos deixa Alvinegro sem criação outra vez, time não consegue explorar bolas aéreas e subidas de Marcinho e acaba derrotado em dia de más atuações individuais




Os melhores momentos de América-MG 1 x 0 Botafogo pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro



O Botafogo poderia ter pulado para o segundo lugar do Campeonato Brasileiro se tivesse vencido no Independência. Mas a derrota para o América-MG por 1 a 0 (veja os lances no vídeo acima) fez o time sair da zona de classificação para a Libertadores e cair para a 10ª posição. Além disso, a atuação ruim faz aumentar a desconfiança da torcida com o time após o título carioca. O Alvinegro volta a campo no próximo domingo, quando recebe o Vitória às 16h (de Brasília), no Nilton Santos.



O que deu errado?

DISTÂNCIA MEIO-ATAQUE


Bochecha foi a novidade na escalação (Foto: ERWIN OLIVEIRA /FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO)


Valentim apostou na mesma formação que empatou com o Sport na Ilha do Retiro, com três volantes e a manutenção do esquema com dois pontas abertos quando se tem a bola. Porém, a tática que já não havia funcionado no Recife – só não perdeu graças à atuação de gala de Gatito – repetiu a dose no Independência.


Com a trinca de volantes e Renatinho no lugar de Kieza, criou-se uma distância do meio de campo para o ataque, isolado. E defensivamente também não encaixou, com a equipe oferecendo muito espaço, principalmente nas costas de Gilson.


PRESA FÁCIL

Luiz Fernando foi o único a criar alguma coisa (Foto: ERWIN OLIVEIRA /FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO)


O América-MG mostrou ter estudado o Botafogo e conseguiu conter os seus pontos fortes: as subidas de Marcinho, garçom do time em 2018, mas que ficou preso muito em função de marcar Giovanni, autor de dois gols no jogo anterior, contra o Ceará; e as bolas aéreas, a ponto de os donos da casa cederem só dois escanteios e fazerem poucas faltas perto da área.


Sem variação tática, o Alvinegro apostando nos extremos virou presa fácil da marcação americana. Viveu seu melhor momento quando colocou fôlego extra, com Aguirre e Kieza, mas sem alterar a formação.


ATUAÇÕES INDIVIDUAIS


Carli e Rabello, dois dos poucos que se salvaram (Foto: CRISTIANE MATTOS/O TEMPO/ESTADÃO CONTEÚDO)


Uma equipe consegue vencer jogando mal coletivamente, mas contando com brilhos individuais. Quando o coletivo e o individual vão mal, aí só um milagre pode ajudar. Contra o América-MG, praticamente meio time do Botafogo ficou devendo: Renatinho, Brenner e Marcinho pouco participaram do jogo, enquanto Lindoso, Bochecha e Gilson não conseguiram jogar.


Quem esteve bem foi a dupla de zaga: Carli e Igor Rabello fizeram uma partida quase perfeita, ganharam tudo pelo alto, porém, não conseguiram impedir a tabelinha que terminou no gol.



Fonte: GE/Por Thiago Lima, do Rio de Janeiro