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sábado, 21 de julho de 2018

Paquetá lamenta gols e vê problema na marcação do Botafogo: "Não encaixou"


Técnico afirma que a parte defensiva só deu certo ao longo da partida, mas até lá já estava 2 a 0 para o Flamengo; para ele, seus comandados estavam melhor no segundo tempo




Melhores momentos de Flamengo 2 x 0 Botafogo pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro


Dois gols logo aos seis minutos do primeiro tempo modificam qualquer estratégia. A derrota para o Flamengo por 2 a 0 na noite deste sábado foi exatamente assim. No segundo jogo no comando do Botafogo, Marcos Paquetá não conseguiu fazer com que a marcação encaixasse logo de início, o que atrapalhou todo o planejamento da partida. A constatação do técnico é que essa harmonia só foi alcançada no decorrer do jogo.


- Sempre difícil sair atrás muito cedo, isso realmente te faz sair para o jogo e buscar o resultado. Se abre e dá os espaços. Tentamos fazer uma marcação, e ela não encaixou. Foi encaixando durante o jogo, mas você fica exposto. Tínhamos que correr riscos. No segundo tempo, acho que o time se portou melhor. É um desgaste muito grande. O outro jogo também foi dessa maneira. Intervalo muito curto de recuperação, tem muita coisa para consertar e evoluir.



Marcos Paquetá enxergou deficiência na defesa no início do jogo (Foto: Alexandre Durão)


A falta desse encaixe no início do jogo deixou Marcos Paquetá pensativo. Segundo ele, faltou uma marcação mais forte no momento em que o Botafogo estava sem a bola e que isso deixou que o Flamengo jogasse com mais liberdade.


- Temos que pensar bem. A pressão, a dobra na marcação. Isso faltou hoje. Não houve pressão na bola, e isso facilitou para jogar. No segundo gol, não houve o rebote. E o Flamengo tem uma boa qualidade de jogadores.


Outros tópicos da coletiva de Paquetá

Gols rápidos

Foram dois gols em dois minutos. A diferença é brutal. Até o emocional do jogador fica abalado. Corrigimos no intervalo, acho que jogadores foram briosos. Se entregaram no final. O ponto importante foi a luta


Expulsão de Aguirre

Costumo não falar sobre arbitragem porque não tem razão de falar. O árbitro está ali e tem que julgar. Talvez pelo histórico, a arbitragem traga a informação. É um jogador agressivo... Nós estudamos os árbitros, e eles também estudam. Árbitro sabe a característica de cada jogador. Tem jogador que reclama, tem jogador que chega mais duro. Talvez ele pesou nisso.


Entrada de Saulo

Saulo entrou num jogo difícil. Sabíamos que sofreríamos muitos contra-ataques com qualidade, mas ele se portou bem. É um menino muito promissor.


Situação de Gatito

Gatito está se recuperando bem. Esperamos que mais ou menos em duas semanas esteja apto para voltar a treinar com bola e com a mão. E voltar aos jogos.


Objetivo de ir para a Libertadores

Tratamos o campeonato jogo a jogo. Nossa meta é ficar na faixa da Libertadores. Sabíamos que tínhamos dois jogos difíceis e fora de casa. Foram tratados com muita atenção e carinho. Foram difíceis.


Derrotas que trazem maturidade

Isso amadurece também, a equipe amadureceu, e eu também, em relação aos jogadores. A gente pôde rodar alguns jogadores. Tenho que buscar o resultado.


Botafogo passivo na marcação de meio-campo?

Fiz uma decisão no sentido de bloquear no meio, mas o posicionamento custou a encaixar a marcação no início. Eles fizeram duas trocas, vieram diferentes, e isso custou a encaixar a marcação.


Acerto durante atendimento a Jefferson

Ali para falar na beira do campo com o estádio do jeito que estava é difícil. Com a parada do Jefferson, conseguimos ajustar. No segundo tempo, conseguimos melhorar ainda, era normal o Flamengo se retrair e buscar o contra-ataque. (...) Deu para dar uma ajeitada, mas a ruim é que o Jefferson saiu, então você perde uma substituição


Comportamento do time

O mental dos jogadores foi muito bom nesses dois primeiros jogos, com exceção nos 20 primeiros minutos dos jogos. Estamos muito chateados, mas podem ficar tranquilos que vamos corrigir.


Botafogo cruzando muito


Temos que melhorar na saída de contra-ataque. Percebi quando cheguei, temos que melhorar a transição. Tenho uma visão diferente. Temos que ser mais verticais, e é isso que estamos tentando fazer para dar um salto maior.


Aguirre

Aguirre é agressivo por natureza. Joga um futebol de força, de trombada e luta. Talvez aqui não estejamos acostumados com isso. Campeonato na Itália é pesado. Esse tipo de falta não é nem para falta ou para amarelo lá e aqui foi vermelho. Ele tem que ter um controle emocional maior, até porque há uma cobrança muito grande com fair play em relação ao respeito dos atletas uns com os outros e nas entradas. Temos que controlar essa ansiedade. É mais para cima do que para baixo. Ele tem que estar mais para o meio para terminar o jogo bem.


Reforços

Não é novidade para ninguém das dificuldades do clube, mas não adianta trazer só mais um jogador. Tem que ser um jogador para resolver as necessidades que temos. Tenho certeza que a diretoria busca soluções financeiras para essa questão. Estamos correndo atrás. Pessoal da nossa análise de desempenho está observando, mas tudo é muito difícil. Você contratar um jogador hoje não é simples. Vamos ver se encontramos um jogador que possa nos atender.



Fonte: GE/Por Fred Gomes, Rio de Janeiro

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Assistência, dor, gol perdido... Pimpão tenta incluir gol em roteiro com Flamengo


Atacante, que deve voltar a ser titular e jamais marcou sobre rival, coleciona outros momentos contra Rubro-Negro e busca encerrar jejum pessoal no clássico deste sábado: "Espero que venha amanhã"



Satiro Sodré/SSPress/Botafogo

Pimpão entrou voando contra o Corinthians, pediu passagem no time e deve ganhar a primeira chance como titular sob o comando de Marcos Paquetá no clássico deste sábado, às 19h (de Brasília), contra o Flamengo no Maracanã. Um adversário que traz diferentes recordações para o atacante, seu rival desde os tempos de Vasco em 2009.


Assistência

A sua melhor lembrança pessoal diante do Rubro-Negro vem do primeiro clássico. Ele ainda era recém-chegado ao Cruz-Maltino quando foi o garçom de Jéferson na vitória por 2 a 0 no Maracanã, pela quarta rodada da Taça Rio de 2009.


Gol perdido
Já no Botafogo, Pimpão perdeu um gol feito na reta final do Campeonato Brasileiro de 2016. Aos 47 minutos do segundo tempo, o atacante avançou sozinho depois do meio-campo, saiu na cara do goleiro Muralha, mas se precipitou e finalizou na rede pelo lado de fora. Placar ficou 0 a 0.



Perdeu! Pimpão fica na cara de Muralha e chuta pra fora aos 47' do 2º Tempo


Dor

Esse ano, Pimpão deu o sangue contra o rival. Na derrota por 1 a 0 na Taça Rio, o atacante levou a pior em dividida pelo alto com o volante Jonas e sofreu um corte na cabeça em que precisou de sete pontos para costurar. Teve que usar touca para segurar o curativo.



Pimpão com touca após levar sete pontos na cabeça (Foto: Vítor Silva/SSPress/Botafogo)

Agora, Pimpão tenta finalmente incluir em seu roteiro pessoal contra o Flamengo um gol. Em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, o atacante se disse satisfeito em ajudar de outras formas, mas não esconde o desejo de encerrar logo esse jejum neste sábado:

- Lógico que a gente quer fazer gol em todas as partidas, mas não é fácil. Sempre deixo bem claro nas minhas entrevistas que me importo mais em ajudar o Botafogo da melhor maneira, seja com assistências, taticamente... O gol vai vir naturalmente, espero que ele venha amanhã.


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VOLTA EM ALTO ESTILO
Eu tive uma entorse no tornozelo e fiquei nove dias fora. Tive só dois treinos para recuperar a parte física. O treinador conversou comigo, perguntou se eu estava disposto a ir para a partida, e eu disse: "Pode contar comigo". Sempre me dedico ao máximo.

TITULAR OU RESERVA?

Jogador sempre quer começar jogando, aí fica a escolha do treinador. Tem que estar preparado, buscar seu espaço. Não pode se sentir como se não fosse titular, está diariamente brigando para estar. Fisicamente eu sinto muito quando o jogo já está rolando, tenta dar o máximo e se desgasta rápido. Se entra de titular, poupa um pouco. Tem essa diferença de querer mostrar em pouco tempo, em 90 minutos pode ir mostrando aos poucos.

CONVENCEU PERDENDO?
Podemos dizer que saímos de cabeça erguida mesmo perdendo porque jogamos na casa e no campo do adversário o segundo tempo todo. O Corinthians foi cirúrgico, a gente acabou parando no Cássio. Dou mérito a ele, mas a gente poderia ter caprichado um pouco mais.

FINALIZAÇÕES ERRADAS
Treinamento existe. Só quem está ali para saber o real motivo, às vezes a bola veio diferente... São detalhes que ocorrem, sim. Às vezes a gente até pede para fazer mais treinos (de finalização).

TIME DO FLAMENGO
Acompanhei pouco o Flamengo nessa parada da Copa, a única coisa que assisti foi à ultima partida contra o São Paulo. Os jogadores estão tendo que se adaptar ao método do treinador, como a gente também.

VITÓRIA NO ÚLTIMO ENCONTRO
Cada jogo é diferente. O que passou está no passado, tem sempre que pensar futuro. (No Flamengo) Mudou treinador, jogadores, a qualidade pode não ser mais a mesma. Esperamos fazer uma história diferente.

MAIOR RIVALIDADE?
Todo clássico é diferente de jogar, provocações sempre acontecem. Hoje em dia não tem muito mais, fica mais entre torcidas.

TIRAR RIVAL DA LIDERANÇA
Sabemos que o Flamengo já era líder na parada da Copa e continua após a derrota. Mas nossa maior motivação é conseguir três pontos fora de casa porque já perdemos uma. A gente não quer levar mais uma derrota para casa. Vamos arrumar motivação em vários aspectos, eles sendo líderes, sendo clássico... Motivação a gente vai ter para conseguir a vitória.

TRABALHO DE PAQUETÁ
Tive pouco tempo de trabalho com ele, mas já deu para perceber que é um treinador bem estudado, trabalha em cima disso. Fizemos algumas semanas de treinos em sala, vídeo... É um cara que vai nos ajudar muito, e ele pode contar com a gente, sim.

BOLA PARADA
É uma arma, a gente até evita fazer faltas perto da área por causa disso. Escanteio nem sempre a zaga tira, fica pererecando como aconteceu com a gente duas vezes contra o Corinthians. Temos grandes jogadores para defesa, e os meus também são bons no ataque.


Fonte: GE/Por Thiago Lima, do Rio de Janeiro

"Cheirinho" que criou laços: Luiz Fernando lembra gol e sonha com novas chances


Atacante de 21 anos, nascido em Tocantinópolis-TO, não teve sequência após decidir semifinal do Carioca, mas acredita em novo momento de protagonista contra o arquirrival



Faça uma pesquisa sobre "Luiz Fernando" e "Botafogo" na internet. As primeiras imagens mostram o meia-atacante celebrando um gol com a mão direita tapando o nariz. Ele abafava o "cheirinho" rubro-negro e garantia o Alvinegro na decisão do Carioca, que acabou conquistado pelo time do jovem de 21 anos.


O gol, aliado à comemoração, evidentemente deixou Luiz e os alvinegros mais próximos. E ele está ciente disso.


- Acho que o gol em si foi o que me aproximou (da torcida), pela importância. A comemoração foi algo de momento, do êxtase pós-gol - afirmou.



Luiz Fernando faz gesto de cheirinho em gol em Flamengo x Botafogo (Foto: Vitor Silva / SS Press / BFR)


Embora tenha sido seu grande momento em General Severiano, Luiz destaca que a vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo na semifinal do Carioca foi acima de tudo fundamental para um grupo que já enfrentara duas eliminações no ano (na primeira fase da Copa do Brasil e na semifinal da Taça Guanabara diante do próprio Rubro-Negro) e vinha de derrota por 3 a 0 para o Fluminense na final da Taça Rio.


- Foi uma noite muito especial mesmo. Coletivamente falando, precisávamos bastante da classificação para mostrarmos nossa força. O gol foi muito importante também por esse motivo.


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Por que não se firmou após um gol tão decisivo - vale lembrar que Luiz se machucou na final do Carioca após pisão no tornozelo direito?
É difícil eleger um motivo específico. Nem sempre as coisas acontecem como esperamos. O importante é não se abater com os momentos ruins para que as boas atuações voltem a aparecer com frequência. Foi o que eu procurei fazer, sempre mantendo a confiança em alta.


Acredita numa nova chance contra o Flamengo e em um novo gol crucial?
Espero que sim. Estou trabalhando muito para que isso aconteça. O importante, na verdade, é o resultado positivo, independentemente de quem faça o gol.


Se sente totalmente adaptado ao Rio e ao Botafogo após sete meses de clube?
Sim, posso dizer que sim. Desde o início, fui muito bem-recebido aqui por todos, o que ajudou bastante na minha adaptação. Além disso, meus pais costumam vir passar algum tempo comigo aqui no Rio. Lógico que requer algum tempo, mas foi algo muito natural.


Fonte: GE/Por Felippe Costa, Fred Gomes e Thiago Lima, Rio de Janeiro