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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

O que pesou para Zé Ricardo esticar vínculo com o Botafogo até o fim do ano? Confira motivos


Elenco nas mãos, conhecimento dos atletas mais jovens desde o início da passagem e montagem de um planejamento seguro para 2019 são algumas das razões do "fico"



Vitor Silva/SSPress/Botafogo


O desejo pela permanência era mútuo. Botafogo e Zé Ricardo nunca esconderam que a ampliação do vínculo era um processo natural. Nesta terça-feira, o contrato, antes válido até abril de 2019, foi esticado até dezembro do mesmo ano, e o GloboEsporte.com enumera motivos que pesaram na opção pela continuidade. Confira abaixo:


Aceitação do elenco desde o início

Com longo trabalho por diferentes categorias do futebol de base, Zé Ricardo sempre mostrou conhecimento sobre os atletas com os quais trabalha. Chama todos pelo nome, sabe das características de cada um e não hesita em conversar individualmente com eles.


Tal proximidade agrada sobretudo a garotos que estão subindo, principalmente pelo fato de mostrar estar por dentro do que eles precisam em termos de evolução.


A transparência é elogiada no papo entre os jogadores por Whatsapp e concentrações. Quando tem que elogiar, o faz. Se é necessária uma bronca, não deixa para depois.



Wenderson é um dos jovens que já atuaram com Zé em 2019; Helerson é outro prata-da-casa que jogou a estreia — Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo


O que faltava para acertar a renovação?


Zé e Botafogo tinham consciência das dificuldades, especialmente financeiras, que o ano de 2019 reserva ao clube. Uma mudança significativa da espinha dorsal do plantel em relação à temporada passada também esteve em pauta, mas, após muitas conversas, direção e treinador chegaram a um entendimento de que é possível desenhar um planejamento para busca de objetivos esportivos com segurança.


A opção por um elenco mais enxuto e a saída de várias peças, entre elas Jefferson, Rodrigo Lindoso, Moisés, Luís Ricardo e Dudu Cearense, pediam coragem a Zé para a condução do grupo de olho em 2019. Mas as partes concordaram que é possível administrar tal mudança de panorama.



Vice-artilheiro do Botafogo em 2018 com 10 gols, Lindoso foi um dos nomes importantes que saíram. Ele está no Inter — Foto: Ricardo Duarte / Divulgação Inter


Valorização e ruptura com 2018

Ao renovar seu vínculo, Zé Ricardo teve uma readequação salarial considerada satisfatória para as duas partes. O clube considerou essa questão uma das menos complicadas, já que o mais importante era dar segurança ao treinador para ele tocar seu planejamento.


Ao finalizar a extensão do vínculo, o Botafogo demonstra o desejo de ruptura com o que fez em 2018: a mudança constante de técnicos. Foram quatro no ano. Havia um desejo de contar com Alberto Valentim por longo período, mas se tratava de uma aposta, caso semelhante na escolha por Marcos Paquetá.


Após bons trabalhos por Flamengo e Vasco e com avaliação positiva após o início em General Severiano, Zé é um profissional valorizado dentro do mercado. Esteve na mira do Santos e do futebol árabe. Longe de ser aposta.


Reconhecimento de quem pouco jogou com Zé


Além de depoimentos favoráveis à renovação de Zé dados por remanescentes do elenco de 2018 durante a pré-temporada em entrevistas coletivas, um ex-botafoguense que atuou apenas uma vez com o treinador no ano passado é só elogios.


Utilizado em 81 minutos da vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, o volante Dudu Cearense, atualmente sem clube, exaltou a franqueza de seu ex-comandante.


- Zé é um cara fenomenal, que admiro pra caramba como pessoa e profissional. Grande treinador. Trabalhei com Jair, também pessoa maravilhosa. Valentim também é. Para você ver que não joguei com esses caras 100%, mas os respeito como seres humanos. Zé é um deles. O futebol um dia vai acabar, mas a amizade fica e o respeito, também. Infelizmente no Brasil, o técnico precisa de resultados para se manter no cargo.


- E, aqui de longe, torcendo muito para o Botafogo, digo que o Zé Ricardo merece muita coisa boa no clube. Sempre teve respeito total com todos, sempre no cara a cara. Ele fala a verdade, independentemente de com quem seja - completou Dudu.



Sob o comando de Zé Ricardo, Dudu só atuou na vitória sobre a Chape em Chapecó, no returno — Foto: RICARDO LUIS ARTIFON/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO


Zé tem o apoio irrestrito de ex-comandados, elenco e direção. Com contrato até dezembro e com um grupo repaginado em mãos, o treinador sabe dos desafios e das dificuldades que enfrentará para fazer o Botafogo novamente campeão.


Fonte: GE/Por Fred Gomes — Rio de Janeiro

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Zé fica até o fim do ano: Botafogo anuncia extensão do contrato do treinador


Contratado em agosto, técnico tinha vínculo até abril de 2019, mas este foi ampliado até o fim da temporada; comandante soma 26 jogos, 10 vitórias, seis empates e nove derrotas






Fred Gomes/GloboEsporte.com


Contratado em agosto e um dos responsáveis pela recuperação do Botafogo no fim do Brasileiro passado, Zé Ricardo teve seu contrato com o clube ampliado até dezembro de 2019. O vínculo anterior expirava em abril.


Zé, de 47 anos, chegou ao Botafogo após a demissão de Marcos Paquetá, no segundo semestre, e terminou a temporada como comandante da equipe. Em 2018, o time teve outros dois treinadores: Felipe Conceição e Alberto Valentim.


Sob a orientação de Zé Ricardo, o Botafogo jogou 25 vezes, com 10 vitórias, seis empates e nove derrotas.



Botafogo F.R. @Botafogo


RENOVOU! Botafogo e Zé Ricardo estendem contrato! Agora o vínculo do treinador vai até 31/12/2019! Estamos juntos, Zé! #VamosFOGO

Vitor Silva / SS Press / BFR



Fonte: GE/Por GloboEsporte.com — Rio de Janeiro

Erik fala em volta para casa no Botafogo: "Aqui a química é diferente"


Emprestado pelo Palmeiras até dezembro, atacante de 24 anos soma 17 partidas e cinco gols como alvinegro




Emanuelle Ribeiro



Foram apenas três meses defendendo o Botafogo, mas o suficiente para Erik criar fortes laços com a Estrela Solitária. Com cinco gols em 17 jogos e atuações cruciais, foi protagonista na luta contra o Z-4 e saiu nos braços do povo. Despediu-se na penúltima rodada do Brasileiro falando em "até breve". E voltou. Nesta terça-feira, deu sua primeira entrevista como alvinegro em 2019.


- Voltei para casa, para o lugar onde sou muito feliz. Aqui a química é diferente, isso foi fundamental para meu retorno. Sem palavras para o carinho que torcedor tem comigo - afirmou.


Além do carinho, química diferente e da ótima passagem pelo Botafogo, Erik optou pelo Glorioso, apesar do interesse de Felipão em seu futebol, para voltar a ser protagonista.


- Eu estava focado na pré-temporada. Sabia que o Palmeiras queria contar comigo, mas eu tinha o desejo de continuar sendo um protagonista. Fiz um pedido especial, tive que ter bastante profissionalismo. Respeitei, mas deu certo e hoje estou aqui.



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Saída tranquila do Palmeiras

Eu já sabia que tinha que voltar pra lá no fim do ano. Sabia do interesse do clube e do treinador. Foi uma relação muito boa, foi algo tranquilo. Sabia do interesse, mas meu desejo de vestir essa camisa de novo era grande. A gente tem que estar feliz.


Promessa pelo retorno

Estou muito feliz de retornar para a minha casa, onde me sinto bem. Com essa camisa que usei na despedida de Jefferson, que foi muito importante para mim. Prometi que voltaria um dia e estou aqui.


Paciência

Tive que me reapresentar ao Palmeiras. Respeitei cada momento lá dentro e aproveitei a pré-temporada. Me preparei, tive que ter muita paciência. Queria agradecer a duas pessoas em especial: ao Anderson, que sempre acreditou em mim, e ao Zé, que me ligou e me passou muita confiança. Sabia que as coisas aconteceriam no momento certo. Voltei para um lugar onde me diverti muito.


Grupo jovem

A partir do momento em que todos estão comprometidos, o ambiente é muito bom. Tem que ter alegria, faz parte do futebol. Um grupo jovem, mas que também tem jogadores experientes. Esperamos conquistar vitórias e títulos.


Química diferente

Eu sempre procuro olhar pra frente. O que passou, passou. O apoio do torcedor foi importante para eu estar aqui. Passei muitos anos no Goiás, fui campeão brasileiro no Palmeiras, joguei no Galo também, mas aqui no Botafogo a química foi diferente, sempre fui tratado de uma forma especial. Meu objetivo é crescer e poder ajudar meus companheiros.



Caras novas

Outros amigos que fiz ficaram, o próprio Cavalieri chegou. O enfrentei quando jogava pelo Fluminense e eu no Goiás. A gente brinca sobre o calor de Goiânia, aqui também é muito quente. O Alex, eu encontrei na despedida. Ainda bem que ele não estragou a festa (risos). A gente já se tornou amigos, e esperamos que essa caminhada seja feita de vitórias.


Assume o papel de referência

É um grupo com muitos jovens, muita qualidade, mas também tem jogadores experientes. Carli, Gatito, o próprio Cavalieri. Tem uma mescla boa, o profissionalismo aqui me deixa feliz. Um grupo guerreiro. Me coloco sim entre as referências do elenco. Terminamos o ano muito bem, unidos.


Fonte: GE/Por Emanuelle Ribeiro — Rio de Janeiro