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sábado, 15 de junho de 2019

Parada no Botafogo: time volta aos trabalhos no dia 24, no Nilton Santos, mas com casos específicos


Alguns jogadores retornam antes, no dia 19 de junho; veja situações a serem resolvidas na pausa para a Copa América, considerada essencial pelo técnico Eduardo Barroca



A intertemporada alvinegra não terá viagens. O Botafogo fica no Rio de Janeiro e trabalhará no Nilton Santos durante a parada da Copa América a partir de 24 de junho. Após a derrota por 1 a 0 para o Grêmio, na última quarta-feira, os atletas ganharam folga.



Elenco volta a treinar no Niltão no dia 24 de junho — Foto: Reprodução/Twitter do Botafogo


Embora o clube não revele nomes, alguns jogadores retornarão antes ao trabalho no Nilton Santos. Os atletas com maior desgaste terão mais dias de descanso, enquanto outros que foram pouco utilizados serão submetidos a uma carga de trabalho mais forte, por isso retornarão mais cedo, no dia 19.


- A gente já está com um planejamento todo delineado para a pausa da Copa América. Alguns jogadores irão retornar mais cedo porque têm uma minutagem menor, outros porque têm uma necessidade física - explicou o técnico Eduardo Barroca.



Primeiro objetivo alcançado

Desde que chegou ao Botafogo, antes da estreia do time no Brasileirão, Eduardo Barroca deixou claro que seu objetivo era resultado a curto prazo. E conseguiu, apesar de ter sofrido um revés em casa para o Grêmio na última partida antes da folga.


Em 11 jogos, tem sete vitórias e quatro derrotas, com 13 gols marcados e oito sofridos. O time vai para a pausa da Copa América classificado na Sul-Americana e na sétima colocação do Campeonato Brasileiro, com 15 pontos.


A tão esperada pausa

Em todas as entrevistas que deu até aqui, Barroca também não escondeu que aguardava a pausa para a Copa América para depois poder falar abertamente sobre os objetivos do Botafogo na temporada. Com a tranquilidade obtida pelos resultados até então, o técnico pretende dar uma cara ao time nessa parada e imprimir de vez seu estilo ao Botafogo.


- Meu compromisso é ter um diagnóstico depois da nona rodada do Brasileirão. Na pausa, vamos destrinchar o que teremos adiante na competição. A gente fechou o ciclo do primeiro quarto do campeonato. Agora começa esse segundo momento e é necessário que a gente se prepare para um período muito difícil após a parada.


"Teremos três semanas sem foco em jogos oficiais. A gente tem muita coisa para ajustar coletivamente, relacionada à padrão de movimentação, jogadas ensaiadas, bola parada".


Com Barroca, o time já mostrou evolução, mas ainda tem o que melhorar. E o técnico sabe disso. Com mais posse e insistindo na saída com a bola no chão, o Botafogo agora busca verticalizar mais o seu jogo e ser mais agressivo para incomodar os adversários. Com o sistema defensivo regular, resta ao treinador dar maior dinamismo ao ataque. No jogo contra o Grêmio, por exemplo, o Alvinegro criou apenas uma chance real de gol.



Botafogo tem evoluído com Eduardo Barroca — Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo



Situações a serem analisadas

Uma das decisões a serem tomadas pela comissão técnica do Botafogo é sobre os jogadores que retornaram de empréstimo. Nomes como Saulo, Kanu, Victor Lindenberg, Lucas Campos e Pachu foram reintegrados, mas é incerto se permanecerão no elenco. Barroca disse que, atualmente, todos os atletas que estão treinando têm chances de serem utilizados.


Outro que voltou a trabalhar no Nilton Santos é Vinicius Tanque. O atacante estava emprestado ao Mafra, de Portugal, e está em processo de reintegração física. Ele faz atividades separado do restante do elenco e ainda não está nos planos do técnico alvinegro.


Reforços

Victor Rangel foi o último reforço confirmado pelo Botafogo. O atacante de 28 anos foi a oitava contratação do clube para a temporada. Com contrato até o fim do Carioca de 2020, ele ainda não estreou pelo Alvinegro. O time segue no mercado analisando nomes que se encaixam no perfil buscado até aqui: jogadores sem vínculo com outras equipes e que cheguem sem custos.


Há também especulações sobre possíveis saídas. Nomes como Leo Valencia, Gustavo Ferrareis e Luiz Fernando foram cotados por outros clubes. Os dois primeiros não foram relacionados para os dois últimos jogos antes da parada.


- Confio em todos os jogadores, quando eu perceber que um jogador não pode ficar eu vou ser o primeiro a falar. A competição está aberta - reiterou Barroca em sua última coletiva.


Foco no mata-mata

Serão 21 dias entre o retorno do Botafogo às atividades (24 de junho) e o primeiro jogo pós-Copa América, marcado para 14 de julho, contra o Cruzeiro, no Mineirão, pela 10ª rodada do Brasileiro.


O time volta da pausa pensando não só no Brasileirão, mas numa decisão importante para seus planos na temporada: os confrontos com o Atlético-MG (24 e 31 de julho), pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana - competição que o Botafogo se vê com grandes chances de conquistar. Além do título, estão em jogo as premiações, que dão certo alívio aos cofres alvinegros.


Entre Brasileiro e Sul-Americana, os cinco confrontos pós-pausa serão complicados - testes importantes para a equipe alvinegra colocar em prática o que foi trabalhado nas semanas sem jogos oficiais.


Cruzeiro x Botafogo - 14/07 - Mineirão - Brasileirão
Botafogo x Santos - 21/07 - Nilton Santos - Brasileirão
Botafogo x Atlético-MG - 24/07 - Nilton Santos - Sul-Americana
Flamengo x Botafogo - 28/07 - Brasileirão
Atlético-MG x Botafogo - 31/07 - Independência - Sul-Americana


Fonte: GE/Por Emanuelle Ribeiro e Fred Gomes — Rio de Janeiro

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Lateral direita em evidência no Botafogo: aprimorar setor é um dos desafios de Barroca na pausa


Fernando recebeu vaias na derrota por 1 a 0 para o Grêmio; no banco, Marcinho também é questionado. Deficiência defensiva é o principal problema




Infoesporte



A lateral direita do Botafogo é uma das dores de cabeça que Eduardo Barroca terá para superar durante a pausa para a Copa América. No último jogo antes da folga, contra o Grêmio, o setor voltou a apresentar problemas. A deficiência defensiva é a principal preocupação.


Fernando foi questionado por torcedores no Nilton Santos e recebeu vaias nos minutos finais da derrota por 1 a 0 para o Tricolor. No banco, Marcinho também não é unanimidade entre os alvinegros, que pegaram no pé do lateral no início da temporada. Um dos desafios do técnico nas próximas semanas será aprimorar o desempenho do setor e restaurar a confiança dos atletas.


Os adversários do Botafogo têm percebido o problema. Geralmente, os ataques sofridos pelo Alvinegro se concentram por aquele lado.


O Botafogo começou a temporada com dois laterais-direitos no elenco: Arnaldo e Marcinho. O primeiro foi negociado com a Ponte Preta. Titular desde o ano passado, Marcinho já começou o ano pressionado. A principal queixa era pelas falhas na cobertura defensiva.



Marcinho tem 18 jogos pelo Botafogo na temporada — Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo


Na base alvinegra, Marcinho começou como meia, por isso suas características mais ofensivas. O lateral costuma subir bem ao ataque, mas sofre com investidas adversárias e a situação já vinha sendo trabalhada junto ao ex-técnico Zé Ricardo, como revelou o jovem em entrevista ao GloboEsporte.com. Na ocasião, o jogador admitiu que seu desempenho defensivo precisava melhorar.


Marcinho: 18 jogos em 2019 (aproveitamento de 53,7%)
Fernando: 9 nove jogos em 2019 (aproveitamento de 66,7%)


Com o único lateral-direito do elenco bastante cobrado, o clube trouxe Fernando, também da base alvinegra e que estava emprestado ao Lille, da França. Com menos experiência, já que não havia estreado pelo profissional do Botafogo, o atleta de 20 anos foi logo utilizado por Barroca, mas ainda precisa de "casca".


Desde que o comandante chegou ao Botafogo, Marcinho foi titular apenas uma vez - na estreia do Brasileirão contra o São Paulo. O técnico chegou a dizer que conversou com o então titular e destacou a sobrecarga do lateral. Ele citou as vaias:


- Um cara especial para todos nós e que vem com uma sobrecarga grande. Ninguém suporta entrar em campo e ser vaiado. Isso afeta diretamente o Marcinho como afetaria qualquer um.


Marcinho em 2019

6 jogos sem sofrer gol
19 gols sofridos
1 assistência
6 cartões amarelos
1 cartão vermelho


Todos já desceram, mas Marcinho segue em campo e conversa com Eduardo Barroca.


Agora o treinador terá que lidar também com a pressão sobre Fernando.


A expectativa de um jogo mais sólido defensivamente com Fernando ainda não foi correspondida. Na primeira partida em que atuou os 90 minutos, por exemplo, contra o Fluminense, o lateral sofreu: Yony González, Caio Henrique e Daniel insistiram nas ações em cima dele, que perdeu muitas bolas no setor.


Contra o Grêmio, Fernando novamente perdeu muitas disputas, e Diego Tardelli e Juninho Capixaba se aproveitaram dos espaços. No fim, com o placar adverso, as vaias surgiram quando o jogador pegava na bola. Barroca evitou comentar a atuação do lateral e assumiu a responsabilidade pela derrota.


- Entendo que o Botafogo perdeu o jogo pela coletividade, não seria capaz de falar apenas de um jogador. O Grêmio ganhou na coletividade, e a responsabilidade é minha. Preciso encontrar soluções coletivas para esse tipo de jogo. Por exemplo, o Fluminense também criou muitos problemas coletivos, mas ali a gente conseguiu vencer. Vamos tirar as lições desse jogo para a sequência.


Fernando é o líder do Botafogo no quesito faltas cometidas no Brasileirão - ao todo foram 15.



Fernando em 2019

5 jogos sem sofrer gol
4 gols sofridos
1 assistência
2 cartões amarelos
1 cartão vermelho provocado



Fernando não foi bem contra o Grêmio — Foto: André Durão/GloboEsporte.com


Além de preencher os espaços na defesa, Barroca tem ainda o desafio de usar mais os laterais do Botafogo no ataque. As jogadas ofensivas pelos lados não têm sido bem exploradas. Fernando ainda sobe pouco. Gilson, que chegou a aparecer bem na frente em alguns jogos, contra o Grêmio quase não foi visto no campo do adversário.


Fonte: GE/Por Emanuelle Ribeiro — Rio de Janeiro

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Análise: Botafogo não consegue domínio, cria pouco e faz seu pior jogo sob o comando de Barroca


Pela primeira vez com o novo treinador, time alvinegro teve menos posse de bola do que o adversário jogando em casa; em 90 minutos, apenas uma chance real de gol foi criada



Melhores momentos de Botafogo 0 x 1 Grêmio pela 9º rodada do Brasileirão 2019


Diferentemente da maioria dos jogos sob o comando de Eduardo Barroca, o Botafogo não conseguiu ter o controle da partida diante do Grêmio e foi derrotado pela primeira vez jogando em casa nesse Campeonato Brasileiro. Com menos posse de bola, o Alvinegro teve as mesmas dificuldades dos últimos confrontos: poucas oportunidades e nenhum susto ao adversário tricolor.


Em questão de posse, o jogo no Nilton Santos foi equilibrado: 49% para o Botafogo e 51% para o Grêmio.


A derrota pesa ainda mais, porque os gaúchos não puderam contar com sete jogadores considerados titulares: Geromel, Kannemann, Bruno Cortez, Maicon, Matheus Henrique, Luan e Everton.


Quanto às oportunidades, o Grêmio foi um pouco mais agressivo, mas nada com muito destaque. Melhor no início, o time de Renato Gaúcho se propôs a tomar a iniciativa e assustou em chegadas de Tardelli. O camisa 9 aproveitou da deficiência na marcação pelo lado direito dos cariocas e levou perigo em alguns momentos.



Tardelli incomodou no primeiro tempo, e Fernando teve dificuldades de marcação — Foto: André Durão/GloboEsporte.com



O setor direito da defesa foi um dos principais problemas do Botafogo. Fernando foi envolvido pelos atacantes do Grêmio e perdeu quase todas as disputas. Barroca tentou fechar aquele lado alternando Luiz Fernando e Erik, e puxando João Paulo para ajudar na cobertura. O lateral-direito fez um de seus piores jogos com a camisa alvinegra.


Com a marcação alta do Tricolor, o Botafogo tentava se aproveitar dos erros do adversário para chegar à frente, mas não conseguiu encaixar os contra-ataques. Na tentativa de ajudar Fernando na defesa, Erik muitas vezes não conseguiu usar da sua velocidade para criar jogadas ofensivas. Pelo lado esquerdo, Luiz Fernando tentava lances individuais, mas sem êxito.




Diego Souza não se destacou contra o Grêmio — Foto: André Durão/GloboEsporte.com


As principais investidas alvinegras saíam com participação de Diego Souza, que se movimentou muito, mas recebeu quase todas as bolas de costas para o gol. O camisa 7 não conseguiu sucesso quando requisitado.


Diego Souza não teve uma finalização a gol na derrota para o Grêmio.


Botafogo no primeiro tempo:

2 finalizações
1 escanteio
4 faltas

Assim como na primeira etapa, o Grêmio começou melhor o segundo tempo, mas a produção ofensiva de ambas as equipes continuou baixa. Diego Cavalieri e Paulo Victor fizeram apenas intervenções simples. Um jogo muito abaixo para o que os times poderiam apresentar.


Uma característica dos últimos jogos do Botafogo é o crescimento na etapa final. Isso não aconteceu diante do Grêmio. O time de Barroca nunca esteve perto de matar a partida. E as substituições, que geralmente surtem efeito, não ajudaram. O técnico apostou na força de três jovens da casa - Yuri, Lucas Campos e Lucas Barros - para buscar o triunfo. Pouco participaram.


Yuri foi o único que chegou perto de mudar a história do jogo: aos 46, em chute de fora da área, obrigou Paulo Victor a fazer defesa importante.



Yuri recebe e chuta. Paulo Victor voa e faz grande defesa, aos 46' do 2º tempo


Em um jogo sem emoção e com pouca criatividade, o placar foi decidido na bola parada. Aos 35, Jean Pyerre cobrou falta com capricho no canto esquerdo de Cavalieri, que não teve chance de defender.


Faltou ao Botafogo usar mais os lados do campo. Fernando foi quem desceu mais, mas sem sucesso. Do lado esquerdo, Gilson, que teve participações de destaque nos últimos jogos, pouco chegou ao ataque. O time alvinegro fez apenas três jogadas pelas laterais. Ao fim do jogo, somente uma chance real. Muito pouco para um time que buscava se manter no G-4.



Mapa de calor de Gilson contra o Grêmio; lateral pouco chegou ao ataque — Foto: Reprodução


Dos poucos que se salvaram na partida, Gabriel é um deles. O zagueiro manteve sua regularidade e mostrou a vontade de sempre e qualidade nas interceptações. Cícero também não foi mal, em especial no primeiro tempo - o volante acertou a maioria dos passes, mas não foi decisivo como vinha sendo.


Sem crise. O Botafogo encerra essa parte do campeonato - até a parada para a Copa América - com cinco vitórias e quatro derrotas, sendo que o revés para o Palmeiras será analisado pelo STJD. Um bom aproveitamento para um time que vinha de eliminações no Campeonato Carioca e na Copa do Brasil.


- Uma derrota não pode estragar o que a gente fez de bom nesse início. Agora é descansar para voltar para essa segunda parte do ano e buscar os pontos - destacou Fernando ao fim da partida.



Pela primeira vez, Botafogo perdeu em casa nesse Brasileirão — Foto: André Durão/GloboEsporte.com



Barroca agora terá um tempo maior para imprimir seu estilo de jogo ao Botafogo, que tem à sua espera uma sequência complicada de jogos após a Copa América. As três semanas serão fundamentais para o elenco trabalhar os pontos fracos. Na volta, aí sim poderemos cobrar mais desse time.


Fonte: Ge/Por Emanuelle Ribeiro — Rio de Janeiro