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quinta-feira, 28 de maio de 2020

Destaque do Botafogo em 2020, Bruno Nazário foca em treinos à distância para voltar em alta


Em coletiva de imprensa virtual, meia lembra boa fase que vivia antes da paralisação do futebol e recebe pergunta surpresa do colega Pedro Raul: "Quantas assistências vai me dar?"



Em coletiva de imprensa virtual na noite desta quarta-feira, o meia Bruno Nazário lembrou a boa fase que vivia com a camisa do Botafogo antes da paralisação do futebol por conta da pandemia do novo coronavírus. Ele falou sobre como tem tentado equilibrar a parte física para o retorno das atividades.


- Não é fácil parar de repente, a gente vem de uma crescente. Eu estava bem fisicamente, infelizmente aconteceu isso, mas temos que colocar nossa saúde em primeiro lugar. Tenho feito os treinos com o grupo online, faço treinos extra e cuido da minha alimentação para voltar ao meu condicionamento o mais rápido. Há pessoas dentro do clube cuidado da questão do retorno e vamos voltar quando for seguro para todos.


Artilheiro do Botafogo na temporada, Bruno Nazário tem quatro gols em 10 jogos.


A transmissão teve uma participação especial. Além dos jornalistas, o centroavante Pedro Raul também enviou uma pergunta ao colega: ele quis saber quantas assistências receberia de Bruno na temporada.


"Até você aqui rapaz. Esse moleque joga muito. Eu não vou prometer, mas pode colocar na conta umas seis, sete. E quero assistência também (risos). Esse cara é um grande amigo, concentro com ele, saudades da resenha".



Bruno Nazário — Foto: Vitor Silva/Botafogo


Outras declarações de Bruno Nazário

Posicionamento tático

- Sempre atuei nas duas posições, tanto no Athletico quanto no Guarani, que joguei mais de ponta. Na Polônia eu fazia muito essa troca também (centro e lados do campo). O Honda veio para somar, e o Paulo Autuori sabe como nos posicionar.


Tempo de inatividade

- Quando eu tive a lesão em 2018, eu fiquei cinco meses em recuperação, sem tocar na bola, é muito difícil. Tem sido difícil para todos, estamos preocupados com o trabalho, nossas famílias e nossa saúde. Tentando manter a cabeça no lugar.


- Fisicamente eu tenho me sentido bem, treino em dois períodos, me cuido ao máximo. O psicológico é o mais difícil, a preocupação com a família. Eu, por exemplo, tenho dois filhos pequenos.


Adaptação

- Fui muito bem recebido por todos, inclusive nosso torcedor. Vou seguir dando meu melhor e espero continuar fazendo um bom trabalho. Fui bem acolhido pela torcida e isso me faz ter mais confiança para seguir com o trabalho.


"Estou morrendo de saudades dos torcedores. Em breve farei aquele gol para comemorarmos juntos".


Responsabilidade em vestir a camisa de grandes ídolos

- Desde o momento em que tive o contato com o clube e decidi vir para o Botafogo, sabia da responsabilidade e da grandeza do Glorioso. Estou muito feliz aqui hoje, quero ser cada vez melhor, sei que temos grandes ídolos que serão eternos.


Exemplo que jogadores podem dar nessa pandemia

- Servimos de exemplo para várias pessoas, somos pessoas públicas. Temos que seguir o que tem sido passado pelo Ministério da Saúde e tomar todos os cuidados para sairmos dessa.


Honda

- Qualquer atleta que vem com bastante experiência tem a somar. Jogou em grandes clubes, jogou Copa do Mundo, o que é um sonho, isso agrega muito para todos os jogadores.


Aumento no número de gols agora no Botafogo

- No Athletico eu comecei bem, mas logo tive a lesão no joelho, o que atrapalhou minha sequência. Aqui no Botafogo eu tive menos jogos, mas tive uma sequência, e o ritmo ajuda muito.


ASSISTA À COLETIVA COMPLETA:





Fonte: Por GloboEsporte.com — Rio de Janeiro


quarta-feira, 27 de maio de 2020

Após acordo com Leven Siano melar, Botafogo não pretende voltar à carga por Yaya Youré


Mesmo com marfinense não tendo mais conversas com candidato à presidência do Vasco, dirigentes do Glorioso desistiram de qualquer tipo de contratação envolvendo o volante



Yaya Touré em ação pelo Manchester City (Foto: AFP)


O Botafogo tem uma posição definida no que se refere ao tema Yaya Touré. Mesmo com a recusa do marfinense ao acordo junto a Leven Siano, candidato à presidência do Vasco em 2021, alegando "motivos pessoais", o Glorioso não tentará novas conversas com o marfinense. 


A diretoria do Glorioso ficou um tanto quanto chateada com a postura com do jogador na última semana, quando anunciou, sem avisar a nenhum dirigente do Botafogo e nem mesmo seus empresários, que estava assinando com Leven Siano. Dias antes, vale ressaltar, o marfinense ainda mantinha conversas e se dizia animado para assinar com o Alvinegro.


Desta forma, o Comitê Executivo de Futebol "aprendeu a lição" e não tentará estabelecer um novo contato com Yaya Touré. Carlos Augusto Montenegro, membro do grupo e ex-presidente do Alvinegro, ficou irritado com a postura do meio-campista. O marfinense, portanto, não terá mais nenhum tipo de contato com equipes do Rio de Janeiro.



Marcos Leite, empresário que intermediava as conversas entre Yaya Touré e Botafogo, afirmou, em entrevista ao LANCE!, que não trabalharia mais com o marfinense. Desta forma, não há a possibilidade do Alvinegro voltar à carga pelo marfinense. A novela realmente teve o capítulo final.


O foco do Botafogo, realmente, é se concentrar para os últimos passos da profissionalização do departamento de futebol e o começo do projeto S/A.




Fonte: GE/Sergio Santana/Rio de Janeiro (RJ)

Botafogo assume queda física em defesa do isolamento e estuda medidas contra arbitral da Ferj


Clube espera aval de autoridades públicas para retomar o trabalho e se coloca contra decisões em reunião por temer riscos de saúde e jurídicos em razão da pandemia do novo coronavírus




Enquanto a Ferj organiza e a maioria dos clubes cariocas se mexem pela volta do Campeonato Carioca, o Botafogo mantém posição e garante que não planeja o retorno dos treinos presenciais na próxima segunda-feira. Ao mesmo tempo em que mantém o elenco em casa, o clube age nos bastidores para não retomar o futebol no meio da pandemia.


A diretoria e a comissão técnica sabem que a postura pode repercutir em campo, quando a bola voltar a rolar. Depois de mais de 70 dias de quarentena, entre férias e treinos individuais, o clube analisa que o grupo não estará em forma plena para competição, mas só poderá avaliar completamente os atletas na volta ao Nilton Santos. Mesmo assim, aceita pagar o preço para não colocar jogadores e outros funcionários em risco.


+ Bota é contra volta aos treinos e explica contato com Crivella



Último jogo do clube foi em 15 de março, contra o Bangu — Foto: André Durão


Por isso, o clube deixou a comissão montada pela Ferj para definir o protocolo de segurança para a volta aos treinos e jogos. Presente na primeira versão do "Jogo Seguro", o departamento médico alvinegro não foi incluído na "Comissão Especial de Saúde", que fará a versão atualizada do documento. O novo grupo é liderado por Bangu, Flamengo e Vasco.



Contra arbitral, clube aguarda autoridades

A avaliação em General Severiano, com o Fluminense como parceiro, é que não há condições para a retomada das atividades enquanto o estado e o país vivem crise grave pelo avanço do contágio e das mortes causados pelo novo coronavírus. Por isso, mantém os atletas nas próprias casas. Alguns, inclusive, passam a quarentena fora do Rio de Janeiro.


Fora a questão sanitária, a posição alvinegra tem preocupação jurídica. Isso porque o artigo 483 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) coloca na conta do empregador o risco de perigo ou mal feito aos empregados. Os clubes podem ser obrigados a pagar indenização e estão sujeitos à rescisão indireta do contrato.



Presidentes de Ferj e Bota, Rubens Lopes e Mufarrej participaram de reunião online — Foto: Úrsula Nery/Agência FERJ


O que leva a diretoria a brigar contra a volta ao trabalho sem o aval das autoridades públicas. O clube aguarda pelo parecer favorável dos governantes - nas esferas municipal, estadual e federal - para ter segurança na retomada das atividades. Seja para a saúde dos funcionários ou para o patrimônio do Botafogo.


Na última segunda-feira, o futebol carioca deu mais um passo para a volta de treinos e jogos. O Conselho Arbitral da Ferj aprovou novo prazo para regularização de atletas e possibilidade de partidas fora da cidade do Rio de Janeiro em razão da pandemia. O encontro, que aconteceu virtualmente, teve Botafogo e Fluminense como antagonistas aos demais clubes e à entidade.



A dupla pediu impugnação de itens da reunião que avaliam ir contra o estatuto da Ferj, como a mudança de regulamento sem unanimidade com a competição em andamento. Contudo, a federação garantiu que "todos possuem fundamentação e amparo estatutário e regulamentar". A entidade afirmou que a insurgência da dupla "contraria e ofende os princípios democráticos".


Fonte: GE/Por Thayuan Leiras — Rio de Janeiro