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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Meia na base e testado no ataque na Europa, Guilherme Santos aprova improviso no Botafogo


Escalado no ataque por Paulo Autuori no amistoso, lateral-esquerdo fez boas jogadas, mas lamentou por perder a chance de dedicar um gol ao filho, que fez três anos no domingo




O jogo contra o Fluminense foi o segundo em que o técnico Paulo Autuori surpreendeu a torcida do Botafogo ao transformar o lateral-esquerdo Guilherme Santos em atacante. Só que, para o defensor, o improviso está longe de ser novidade. Meia de origem e testado no ataque na passagem pela Europa, o jogador aprovou a nova função.



Guilherme Santos em Fluminense x Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo


Pela ponta esquerda, Guilherme foi um dos mais acionados no clássico de sábado. Nos principais lances, quase fez um gol e deu cruzamento para o quase golaço de Bruno Nazário, de bicicleta (veja no vídeo). O lateral conta que a função mais ofensiva não é novidade na carreira. Meio-campista na base, ele já jogou no ataque do Almería, da Espanha, e lembra com carinho de gols feitos por lá e até de uma jogada contra o Barcelona.


- É uma posição que eu já vivi antes em alguns momentos. Era meia de origem quando era mais novo, na base, e virei lateral depois. Quando fui para a Espanha, melhorei muito na marcação, mas também joguei na linha da frente, fiz gol contra o Sporting de Gijón, contra o Barcelona consegui um cruzamento que o Puyol colocou para dentro em gol contra. Dá para achar esses gols na internet - disse ao ge.



Guilherme jogou quatro temporadas na Espanha — Foto: Jasper Juinen/Getty Images


Na derrota de 1 a 0 para o Flu, no amistoso do último sábado, no Nilton Santos, o defensor quase fez o primeiro gol com a camisa do Botafogo. Aos 16 minutos do segundo tempo, o lateral recebeu lançamento de Bruno Nazário, invadiu a área e tocou na saída de Muriel, mas o jovem Calegari surgiu para tirar a bola em cima da linha.


Guilherme lamentou duas vezes o desfecho da jogada: primeiro porque colocaria o Bota na frente no placar. E também pela chance perdida de dar um presente para o filho, Pedro Guilherme, que fez três anos no último domingo.


- Ficaria muito feliz porque era para o meu filho, é o aniversário dele hoje. Lamentei muito, mas foi a vontade de Deus. Deixa para a próxima. O menino (Calegari) também foi bem na bola, fez a leitura certinha. Fiz o mais difícil, ganhei na velocidade, tirei do Muriel. Já estava quase saindo para o abraço - contou.


Melhores momentos: Fluminense 1 x 0 Botafogo em amistoso



Mais respostas de Guilherme

Quase golaço de Nazário

O Nazário é sensacional, um cara que trabalha duro no dia a dia. Tentei caprichar, mas a bola veio em velocidade e saiu forte. Ele ainda conseguiu tirar aquilo da cartola, quase saiu um golaço. Queria aquela assistência, mas teremos outra oportunidade.


Chances perdidas


Às vezes as derrotas escondem algumas coisas, mas nosso objetivo é seguir crescendo. Ninguém entra para errar, mas somos seres humanos. Nesse jogo, não saiu como a gente queria, mas vamos continuar o trabalho. Cabe uma autoavaliação em cada um, mas estamos trabalhando para conseguir coisas positivas.



Guilherme Santos e Muriel em Fluminense x Botafogo — Foto: André Durão


Primeiro contato com Victor Luis

O Victor é um jogador que já tem uma história no clube. Nossa conversa foi muito boa, com o Danilo também, são todos caras de caráter. Existe muito no futebol tentar pisar no outro, fazer grupinho para falar mal, mas isso não acontece comigo. Vou competir, cada um vai brigar pelo seu, mas o respeito não pode faltar. Receber um cara desses, que viveu momentos aqui que podem ajudar, é um motivo de alegria.


Time mais ofensivo


A gente do futebol brasileiro não pode perder nunca a forma ofensiva de jogar. As equipes estão evoluindo taticamente e defensivamente, dificulta muito. Mas não podemos esquecer da parte ofensiva. O Paulo deixa a gente criar bastante, desenvolver o jogo ali na frente, com responsabilidade sempre. Não podemos perder o poder ofensivo, e temos atletas para isso. Nenhum time pode ficar o tempo todo sendo bombardeado.




Fonte: GE/Por Thayuan Leiras — Rio de Janeiro

Botafogo: 'Gentileza' rende elogios a líder Honda, mas gera debate entre alvinegros


Honda deixa bola para Pedro Raul cobrar pênalti a favor do Botafogo



Honda deixa bola para Pedro Raul cobrar pênalti a favor do Botafogo - Vítor Silva/Botafogo
Imagem: Vítor Silva/Botafogo



Após o amistoso com o Fluminense, no último sábado, o técnico Paulo Autuori elogiou a gentileza de Honda ao ceder a cobrança de pênalti ao atacante Pedro Raul. O gesto, inclusive, entra para uma coleção que pode fazer o meia japonês caminhar para se tornar um líder no Botafogo, tanto dentro quanto fora de campo.

Ao enaltecer a atitude do camisa 4, Autuori lembrou que a decisão sobre o cobrador é dele, mas que Honda, como capitão do time, "deu a chance" ao companheiro de realizar a batida. O fato sobre o "dono das bolas paradas" na equipe alvinegra chegou a gerar debate entre a torcida nas redes sociais. Entre argumentos e contra argumentos, houve muitos que exaltaram a conduta do japonês, mas outros pediram que ele passe a "colocar a bola debaixo do braço".


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"Qualquer decisão em relação a isso é minha. Ele, gentil como é e capitão da equipe, deu a chance do Pedro Raul bater. Na estreia dele, contra o Bangu, ele bateu. Temos alguns batedores no elenco, e quero jogadores com iniciativa. Mas a decisão é sempre minha. Isso demonstra a solidariedade que existe no grupo, sem necessidade de protagonismo. Deixou o Pedro Raul bater", disse o treinador.

Este foi mais um ato à parte nesta ainda curta passagem de Honda pelo Botafogo, mas que vem mexendo com clube e torcida. Paulo Autuori, em mais de uma oportunidade, ressaltou, além da dedicação aos treinos que o meia demonstra, o ganho técnico que o time vem tendo com ele em campo.

Fora das quatro linhas, Honda já se posicionou publicamente de forma contrária ao retorno do Campeonato Carioca em meio à pandemia - posicionamento que também era o da diretoria do Glorioso - e endossou críticas do youtuber Felipe Neto ao presidente Jair Bolsonaro.

Um ponto de preocupação do meia é quanto à educação. Com projeto em vários lugares do mundo, ele já levantou a questão em uma rede social ao perguntar sobre ajuda para a criação uma escola on-line para crianças brasileiras. Um vídeo publicado pela Botafogo TV recentemente mostra um questionamento ao zagueiro Marcelo Benevenuto sobre a qualidade da escola à qual ele teve acesso. Por rede social, ele também já trocou mensagens com Renê Silva, criador do "Voz das Comunidades", sobre iniciativas sociais.

Logo que chegou, Honda causou mobilização na torcida alvinegra. O meia foi recebido por uma multidão no aeroporto e, no dia em que foi apresentado, cerca de 10 mil estiveram no Nilton Santos. O acerto também ajudou a impulsionar o programa de sócio-torcedor.

Torcida faz pedido
Em uma postagem feita na tarde de ontem (26), Honda escreveu: "O importante é melhorarmos pouco a pouco, com um plano". Nos comentários, porém, diversos torcedores pediram que ele passe a cobrar os pênaltis que forem marcados a favor do time alvinegro a partir de agora. Alguns, inclusive, fizeram o pedido em inglês.

Expectativa por Kalou

O atacante marfinense Kalou, anunciado no último dia 9, deve chegar ao Botafogo nesta semana. Alguns trâmites burocráticos para que o jogador pudesse viajar em meio à pandemia tiveram de ser resolvidos neste período.

Há uma programação inicial para que ele seja apresentado no sábado, antes de novo amistoso com o Fluminense.

via Botafogo: 'Gentileza' rende elogios a líder Honda, mas gera debate entre alvinegros



Fonte: Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

domingo, 26 de julho de 2020

Análise: Honda toma as rédeas no meio do Botafogo, mas falhas no ataque são lição para o Brasileirão



Time de Paulo Autuori avança em direção ao modelo de jogo que quer apresentar no campeonato nacional, mas escorrega na decisão. Capitão japonês comanda equipe em campo




Melhores momentos: Fluminense 1 x 0 Botafogo em amistoso


O duelo contra o Fluminense apresentou um Botafogo com ideias promissoras, mas que falhou na hora de transformar em gol os momentos de domínio. Essa é a avaliação do técnico Paulo Autuori, que classificou a derrota por 1 a 0 do último domingo, no Nilton Santos, como uma lição a ser aprendida para o Brasileirão.


A torcida cobra que o recado seja absorvido a tempo do próximo sábado, quando as equipes voltam a se encontrar no mesmo palco para mais uma etapa da Taça Gerson e Didi, torneio amistoso criado pelos rivais que viraram parceiros nos bastidores.


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Amistoso que, por vezes, passou longe de ser o clima dentro de campo. Botafogo e Fluminense jogaram para ganhar, e alguns atletas chegaram a se exaltar no clima competitivo. Casos do bate-boca entre Marcelo Benevenuto e Nenê, por exemplo, ou de algumas entradas duras que resultaram em cartões amarelos.


Contudo, os choques foram parte menor no clássico. Com a bola rolando, o Bota aparentou dar mais um passo dentro do modelo de jogo que quer apresentar na parte mais decisiva da temporada. Gosto pela bola, meio de campo participativo e muitas jogadas pelas laterais são algumas das preferências que a equipe voltou a demonstrar.



Capitão, Honda comandou o time em campo — Foto: André Durão


Nesse sentido, Honda foi um dos jogadores a ser destacado. O meia assumiu ainda mais a função de organizador e tomou as rédeas do meio de campo alvinegro. Ao lado de Caio Alexandre, escolheu a todo momento por onde o Botafogo avançaria rumo à defesa adversária.


Jogou atrás de Bruno Nazário e os outros três atacantes, mas nem por isso deixou de aparecer na frente. Quando avançou, tentou lançamentos, foi parado com faltas e sofreu o pênalti que foi desperdiçado por Pedro Raul.


Gols perdidos ligam alerta

O lance do camisa 9 foi a chance mais clara de gol, mas não a única desperdiçada pela equipe. O próprio Pedro cabeceou uma bola que por pouco não teve endereço certo. O quase golaço de Bruno Nazário, de bicicleta, é outro que entrou para a conta. Assim como o chute fraco de Guilherme Santos que Calegari, do Flu, conseguiu tirar em cima da linha.


Essas chances de gol desperdiçadas foram o ponto fraco e renderam críticas de Autuori. O Botafogo não conseguiu aproveitar os momentos de domínio que teve no clássico. Apesar dos avanços em outros aspectos, esse tipo de deslize pode ser decisivo durante a disputa do Campeonato Brasileiro.



Calegari salva gol feito de Guilherme Santos — Foto: André Durão


- O que eu menos gostei foi que a gente não conseguiu jogar o jogo que nós jogamos e ganhar. Essa lição que fica para o Brasileiro. O jogo esteve na nossa mão para ganhar. Mas gostei da solidez que a equipe demonstrou. Estamos construindo um coletivo, e a equipe funcionou. A cada jogo vai ganhando mais confiança - disse o treinador à Botafogo TV.


O Botafogo tem um último teste antes da estreia no Brasileirão. No próximo sábado, às 17h (de Brasília), no Nilton Santos, o Fluminense será mais uma vez o adversário em amistoso. Isso para diminuir a falta de ritmo de jogo para a primeira rodada do campeonato nacional, marcada para o dia 9 de agosto, às 11h (de Brasília), contra o Bahia.



Fonte: GE/Por Thayuan Leiras — Rio de Janeiro