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sexta-feira, 24 de junho de 2022

Luís Castro critica centro de treinamento do Botafogo: "Bom para estacionar carros"



Em entrevista coletiva, técnico reclama das condições de trabalho no espaço Lonier





Luís Castro critica piso de CT do Botafogo e lembra xingamentos da torcida (https://ge.globo.com/video/luis-castro-critica-piso-de-ct-do-botafogo-e-lembra-xingamentos-da-torcida-10699241.ghtml)



O técnico Luís Castro, do Botafogo, fez duras críticas ao Lonier, local em que equipe vem realizando os treinamentos. Para o português, o piso é duro e tem exposto os jogadores a problemas físicos. Ele chegou a comparar o local a um estacionamento.


- No lado prático, tem um CT com um piso duríssimo que é bom para estacionar carro, mas que temos que treinar lá mas que causa muitos problemas devido à dureza do piso. Não temos um CT com as condições mínimas para o dia a dia - reclamou o técnico.


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Luís Castro fala no Lonier — Foto: Renata de Medeiros/ge


Anteriormente, o Alvinegro treinava no Campo Anexo do estádio Nilton Santos. No entanto, o local passou por reformas, o que levou o elenco ao Lonier. O clube chegou a procurar alternativas, como o centro de treinamentos do CFZ mas não concluiu o negócio.


A mudança de local de treinos também gerou outros problemas, como o distanciamento entre os departamentos do clube. O Lonier fica na zona oeste do Rio bem distante da estrutura que já existia no estádio Nilton Santos. Para Castro, essas condições causam preocupação quanto ao projeto.


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John Textor fala sobre inadequações do estádio Nílton Santos (https://globosatplay.globo.com/sportv/v/10696767/)



- Temos uma academia longe de nós e que quero ter mais perto. Tenho consciência que o mercado não vai dar sempre o que teremos. É uma organização e estrutura que queremos mais perto mas andam tão distantes. Não conhecemos os líderes dos departamentos em dois meses porque não temos estrutura. É isso que deve preocupar o projeto. Quero muito atingir tudo o que o Botafogo quer, mas faltam muitas condições práticas para chegar a isso e as pessoas precisam ter consciência disso.


O técnico também demonstrou um ressentimento por ter sofrido xingamentos da torcida durante a sequência ruim de resultados, que antecederam as vitórias sobre o São Paulo e o Internacional. Após a vitória "heroica" na última rodada do Brasileiro contra o Colorado, com um atleta a menos, a torcida mudou de postura e foi receber a equipe no aeroporto com festa.


- Torcedores nunca me assustaram. Nem pelo bem nem pelo mal. A chegada (ao aeroporto) foi depois de alguns dias depois de me mandarem tomar no *, o estádio todo. Quer uma situação quer outra, não me esqueço nada. O dia que me mandaram tomar no * nem a forma como me receberam. Nos faz pensar o futebol e o que representamos para as pessoas - considerou.


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A torcida alvinegra volta a encontrar o técnico no próximo domingo, no estádio Nilton Santos, quando o Botafogo disputa o clássico contra o Fluminense, às 16h.




Veja a íntegra da entrevista de John Textor ao Seleção sportv (https://globosatplay.globo.com/sportv/v/10696875/)



Veja outros tópicos abordados pelo treinador:

Mudança no estilo de jogo


- Houve realmente uma pequena inversão. Sempre disse que não abdicamos do nosso princípio, há variantes, digo sempre o mesmo. Nós temos que olhar o contexto e perceber o que temos nas mãos rápido para poder ratificar os caminhos. Entendemos que ao fim de dois meses de trabalho deveríamos mudar um pouco o posicionamento em campo e o sistema tático. Foi feito, foi mais conseguido num jogo do que no outro.


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- Sabemos que vai continuar a acontecer derrotas, assim como vitórias. Houve claramente um diferente posicionamento. Vamos aproveitar espaços diferentes. Vamos tirar espaços da outra equipe. O Botafogo não teve pré-temporada com minha equipe técnica - prosseguiu.


Desfalques no meio-campo


- Está difícil, complicado, mas sabemos o que podemos fazer. Vamos ter que fazer algumas adaptações, mesmo no sistema tático. Vamos ver quais serão as opções.


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Sobre o clássico contra o Fluminense

- Enfrentar o Fluminense e as ideias do Fernando sem abdicar das nossas ideias é um desafio que vamos por em prática e esperamos ter sucesso. Vamos continuar aquilo que temos feitos. Não vamos inverter caminhos, nós ratificamos, não invertemos. O Botafogo vai estar no mesmo caminho.


Mudanças táticas


- Os jogadores quando tem alma salta aos olhos de todos. A vontade dos jogadores é o mais fácil de observar. O mais difícil é ver se a vontade está de acordo com a tática. Muitas vezes, as pessoas gostam do jogador pela vontade, mas o treinador não tanto. Os jogadores quando são inteligente e estáveis emocionalmente estão preparados para novos caminhos. Mas precisa de tempo. Quando falo de projeto, falo de tempo e não só de resultados. Não que os resultados não sejam importantes, eu quero ganhar sempre.


De Cavani a James: Textor busca estrela para o Botafogo no primeiro ano de projeto


Na busca por estrela que pode 'transformar' Botafogo, norte-americano vai atrás de jogador de renome; Cavani mela, Zahavi tem negócio e James Rodríguez é sonho





Cavani, James e Zahavi são ou foram pauta no Botafogo (Montagem Lance! Fotos: AFP; Divulgação; Divulgação)



John Textor está há pouco tempo no Brasil, mas chegou tentando fazer barulho. O dono da SAF do Botafogo está em busca de um reforço de impacto para o primeiro ano do projeto de clube-empresa. A bola da vez é James Rodríguez, mas outros já ocuparam o posto.


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Ainda no começo do ano, o "grande sonho" do norte-americano foi Edinson Cavani. De saída do Manchester United-ING - o que acabou sendo confirmado posteriormente -, o uruguaio entrou na mira do empresário, que fez uma proposta ao uruguaio. Não deu certo: o jogador de 35 anos não correspondeu aos números do Alvinegro, que também saiu das conversas.

O centro das atenções, então, virou Eran Zahavi. Ainda em fevereiro, o Botafogo começou a negociar com o israelense. Longos quatro meses se passaram e as conversas ainda não tiveram uma definição: o ex-jogador do PSV chegou a dar a palavra ao Glorioso e ficar perto do clube, mas recuou nos últimos dias por questões familiares envolvendo segurança.

As negociações com o atacante continuam rolando, mas John Textor já tem outro nome de calibre mundial engatilhado: James Rodríguez. O meia colombiano é o novo "sonho de consumo" do empresário, que conversou diretamente com o estafe do atleta sobre a chance de jogar no Glorioso.


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O nome, inicialmente, sequer havia passado pelos setores internos de mercado do Botafogo. Tudo foi trazido à tona por Textor, que considera como uma opção viável já que James está atuando no Qatar e existe a possibilidade de deixar o futebol asiático. A operação é considerada difícil.


Tentativa e erro. John Textor segue na busca por um jogador que possa mudar o Botafogo de patamar dentro e fora de campo. A intenção do empresário - além, claro, de trazer retorno técnico - também é colocar um atleta que traga visibilidade em marketing e ações pela popularidade que carrega consigo.

Cavani é passado, Zahavi é realidade - mesmo que com a situação mais complicada se comparada de outrora - e James Rodríguez é sonho. E não deve parar por aí, pelo menos até que haja um final feliz. John Textor quer um jogador que "pare aeroporto" ao Botafogo.



Fonte: LANCE/Sergio Santana/Rio de Janeiro (RJ)

No Rio até domingo, John Textor terá reunião sobre Libra e para planejar próxima janela



Principal motivo para vinda do empresário ao Brasil, segundo ele, foi para receber o título de cidadão carioca, mas aproveitará agenda para alinhar questões dentro e fora de campo



Entre pedidos de fotos, tietadas de botafoguenses e agradecimentos das pessoas, John Textor tem uma agenda cheia no Rio de Janeiro. O empresário americano chegou ao Rio de Janeiro na noite da última quarta-feira e na quinta deu início à série de encontros que culminará no clássico de domingo, contra o Fluminense.


Na última quinta, Textor começou o dia na CBF. Lá, conversou com alguns membros da diretoria, como o diretor de competições Júlio Avellar, o presidente da comissão de arbitragem Wilson Luiz Seneme e o coordenador da seleção brasileira, Juninho Paulista. Depois participou do "Seleção SporTV" e deu entrevista ao Globo Esporte que vai ao ar nesta sexta-feira.


Antes de aparecer na Câmara dos Vereadores do Rio para receber o título de cidadão carioca junto com Carli e Gatito - principal razão para ter vindo ao Rio, segundo ele -, Textor teve outra reunião. Nela, iria analisar a camisa que o Botafogo pretende colocar à venda.


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John Textor, Botafogo — Foto: Davi Barros/ge



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O acionista majoritário do clube ainda tem mais de 48 horas antes do clássico com o Fluminense, neste domingo, no Nilton Santos. Nesse período, outras reuniões e encontros estão previstos. Nesta sexta, Textor tem uma reunião em São Paulo para conversar sobre a Libra. Ele participará de forma remota.


Além das questões fora de campo, o empresário também tratará do que terá impacto quase imediato dentro de campo. Ele tem conversas marcadas com o técnico Luís Castro e o executivo de futebol, André Mazzuco para debater o time e planejar as ações para a segunda janela de transferências.


Em entrevista ao "Seleção SporTV", Textor afirmou que a invasão ao Espaço Lonier na semana passada impactasse negativamente a chegada de jogadores para a segunda janela. Agora, a ideia é traçar estratégias para como agir daqui pra frente com os nomes já mapeados.


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John Textor comenta sobre invasão de torcedores ao CT do Botafogo (https://globosatplay.globo.com/sportv/v/10696681/)



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- O jogador que antes podia vir pode não vir mais por causa daquele dia (da invasão). Você tem direito de berrar "vergonha", mas isso faz o seu time ganhar? Isso faz o seu time jogar melhor no segundo tempo? No estádio, eu peço que os torcedores apoiem nossos jogadores e pensem como podem ajudar esses jogadores. Segure seu grito de vaia, é o que eu peço.


- Eu hesito em falar da pessoa, mas as pessoas sabem de quem estou falando. Grande jogador, veterano. Geralmente o veterano traz mulher, filhos, família. Já é público que ele gosta do nosso projeto, não só do Botafogo, mas do Brasil. Ele tem interesse, mas já foi divulgado publicamente que houve questões de segurança com a família dele, isso acontece em vários clubes. Não quero afetar no Zahavi, porque está afetando todas as conversas que tenho agora na Europa. Aquela invasão foi transmitida de modo mais amplo do que aqui. É um reflexo do que acontece no Brasil.


A princípio, John Textor assistirá ao jogo entre Botafogo e Fluminense, no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Nilton Santos, pela 14ª rodada do Brasileirão, e deixa o país. O Bota é o sétimo colocado, com os mesmos 18 pontos do sexto colocado, Fluminense. O Tricolor só está na frente por três gols a mais de saldo.